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				<title>O que aprendemos com as enchentes de 2024 para enfrentar novos eventos extremos </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/10/o-que-aprendemos-com-as-enchentes-de-2024-para-enfrentar-novos-eventos-extremos</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:26:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisas e projetos desenvolvidos na UFSM ajudam a compreender os impactos do desastre e a preparar respostas para futuras crises climáticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Há dois anos, as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul impulsionaram pesquisas em diferentes áreas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Enquanto o Estado lidava com as consequências da catástrofe, pesquisadores, extensionistas e estudantes voltavam seus esforços para compreender os impactos das chuvas extremas e produzir conhecimento capaz de orientar ações de recuperação, adaptação e prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do estudo das áreas de risco à restauração ambiental, passando pela comunicação em situações de crise e pelo planejamento territorial, a tragédia impulsionou pesquisas e reforçou iniciativas que hoje ajudam a compreender os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Nesta última reportagem da série especial sobre o El Niño, a Agência de Notícias da UFSM apresenta algumas das contribuições da ciência produzida na universidade a partir da tragédia de 2024. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Hub.doc vira paradigma na recuperação dos arquivos afetados pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73194" align="alignnone" width="921"]<img class=" wp-image-73194" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A8750-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal mostra uma mão com luva branca, manuseando cuidadosamente um livro de registros danificado pelas enchentes. O documento apresenta páginas amareladas, manchas de umidade, sujeira e sinais de deterioração. Na folha aberta, é possível identificar campos preenchidos à mão e a inscrição “Banco Central do Brasil”. A cena registra uma etapa do trabalho de recuperação e preservação de documentos realizado pelo projeto Hub Doc. Ao fundo, desfocado, aparecem materiais e superfícies utilizados no processo de conservação do acervo." width="921" height="614" /> Documentos históricos passam por tratamento após as enchentes (Foto: Jéssica Mocellin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc"><span style="font-weight: 400">Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos</span></a><span style="font-weight: 400"> (Hub.doc) nasceu a partir de uma tragédia que colocou em risco parte da história da UFSM. Em 30 de abril de 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul inundaram o subsolo da Reitoria, onde estavam armazenadas cerca de 12 mil caixas de documentos permanentes da instituição. O acervo reunia registros administrativos, acadêmicos e funcionais produzidos ao longo de mais de seis décadas e considerados fundamentais para a preservação da memória universitária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A resposta começou ainda durante a emergência. Coordenada pela arquivista Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG), a </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/operacao-recupera-acervo-ufsm"><span style="font-weight: 400">Operação Recupera Acervo </span></a><span style="font-weight: 400">mobilizou servidores, estudantes, voluntários, militares e especialistas de diferentes áreas para retirar, estabilizar e recuperar os documentos atingidos pela água. “Era uma sensação total de impotência. A nossa missão é proteger a informação e a memória da instituição”, lembra Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo dos meses seguintes, aproximadamente 300 pessoas participaram da operação, que precisou enfrentar desafios logísticos inéditos, como a falta de energia, dificuldades de transporte e escassez de insumos em meio ao cenário de calamidade vivido pelo Estado. Entre as soluções adotadas, o congelamento dos documentos tornou-se a principal estratégia para interromper a deterioração causada pela umidade e pela proliferação de fungos. No começo, a operação utilizou freezers disponíveis na Universidade. Hoje, o projeto conta com quatro contêineres refrigerados instalados no campus sede da UFSM. O volume de material armazenado transformou a iniciativa em uma das maiores experiências de congelamento de documentos já registradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, a equipe passou a registrar detalhadamente cada etapa do processo. Relatórios, experimentos, fotografias e registros audiovisuais produziram uma base inédita de dados sobre recuperação documental em situações de emergência. O conhecimento acumulado passou a subsidiar orientações do Arquivo Nacional e despertou o interesse de instituições brasileiras e estrangeiras que enfrentaram problemas semelhantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão da etapa emergencial, a estrutura criada para recuperar os documentos da UFSM começou a atender outras instituições. A partir de solicitações do Arquivo Nacional e de órgãos públicos afetados pelas enchentes em Porto Alegre, a Universidade ampliou sua atuação e passou a receber acervos de diferentes entidades para tratamento e recuperação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, o Hub.doc se consolidou como a primeira estrutura brasileira dedicada ao resgate emergencial e à preservação de grandes volumes documentais. Coordenada pela UFSM, com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul e orientação técnica do Arquivo Nacional, a iniciativa reúne pesquisadores de diferentes áreas, projetos financiados por órgãos públicos e parcerias nacionais e internacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de recuperar documentos atingidos por desastres, o grupo produz conhecimento sobre preservação digital, gestão documental e resposta a emergências, transformando a experiência das enchentes em pesquisa, inovação e cooperação para auxiliar instituições que enfrentam situações semelhantes. “Hoje sabemos que essa estrutura está preparada para receber novos desafios e auxiliar outras instituições”, afirma Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes, o trabalho de recuperação documental segue em andamento. Mais de 36 mil caixas de documentos ainda passam pelos processos de tratamento e preservação realizados pelo Hub.doc. Em maio de 2026, a iniciativa alcançou um marco importante com o esvaziamento completo de um dos quatro contêineres utilizados para armazenar os documentos congelados, resultado que representa a recuperação de aproximadamente 25% do acervo sob sua responsabilidade. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>O Plano Municipal de Redução de Riscos de Santa Maria</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73193" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr.jpeg"><img class="size-large wp-image-73193" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr-1024x768.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal que exibe uma rua de chão batido, quatro pessoas caminham de costas em direção ao fundo da via. À direita, há uma casa em reforma, com janelas vazadas e com parte das paredes demolidas, além de um muro de tijolos aparentes em construção. Ao redor, árvores densas cobrem uma encosta, enquanto postes e fios elétricos acompanham a rua. O céu está limpo e azul, e a luz do sol ilumina a cena, projetando sombras no chão. " width="1024" height="768" /></a> Equipe do Lageolam realizando trabalho de campo (Foto: Andrea Nummer)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Embora tenha sido concluído após as enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/relatorios-pmrr-santa-maria-rs"><span style="font-weight: 400">Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</span></a><span style="font-weight: 400"> de Santa Maria começou a ser desenvolvido em 2023 como um novo plano e com diferente metodologia e abordagem. Coordenado pela professora Andrea Valli Nummer, do Departamento de Geociências da UFSM e pesquisadora do Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam), o trabalho teve como objetivo identificar áreas sujeitas a riscos geológicos e hidrológicos e propor medidas para reduzir os impactos desses eventos. O projeto contou com o apoio do Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres (CGRRD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo mapeou 16 vilas distribuídas em nove bairros de Santa Maria. Segundo Andrea, a seleção priorizou comunidades mais vulneráveis. “Começamos o mapeamento em 2024, escolhendo as áreas em Santa Maria que seriam as prioridades. Nessa seleção, precisava que houvesse comunidades envolvidas no risco para avaliar a vulnerabilidade”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos diferenciais do projeto foi a participação dos moradores no processo de mapeamento. Por meio da cartografia colaborativa, a população ajudou a identificar áreas atingidas por inundações e deslizamentos. “Eles ajudaram a mostrar até onde ia a água, o que escorregou, o que eles pensavam que podia ser uma solução”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os principais resultados, o PMRR apontou que os maiores problemas de Santa Maria estão relacionados às inundações e aos processos erosivos nas margens dos arroios. Ao todo, foram identificadas 396 edificações em áreas de alto risco e 245 em áreas de risco muito alto. O Morro do Cechella foi classificado como a área de maior risco geológico do município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de diagnosticar os problemas, o plano apresentou propostas de intervenções. “Junto com o mapeamento foram indicadas propostas de obras com um custo aproximado para mitigar o risco”, afirma Andrea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O PMRR foi entregue ao Executivo Municipal em outubro de 2025 e as informações produzidas pelo estudo já vêm sendo utilizadas pelo poder público. Um dos desdobramentos do trabalho foi a utilização dos dados do plano na construção de uma proposta para captação de recursos por meio do PAC Drenagem, que destinou R$39 milhões para obras de redução de riscos no entorno do Arroio Cadena. Após as enchentes, a equipe também realizou um estudo complementar na Vila Santa Tereza, solicitado pela Prefeitura devido a novos processos de escorregamento registrados na região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão do plano em Santa Maria, os pesquisadores iniciaram uma nova etapa de trabalho. Andrea coordena atualmente a elaboração do primeiro Plano Municipal de Redução de Riscos de Cachoeira do Sul, desenvolvido em parceria com o Governo Federal e com entrega prevista para 2027.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Projeto ‘Reflora’ no resgate genético para recuperar a biodiversidade</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73192" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3.jpeg"><img class="size-large wp-image-73192" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3-1024x576.jpeg" alt="Fotografia horizontal colorida feita durante o dia ao ar livre. Em uma clareira gramada cercada por árvores de médio e grande porte, cerca de vinte pessoas estão reunidas em semicírculo. No centro da imagem, de costas, uma pessoa conduzindo uma explicação ao grupo. Os participantes estão espalhados pelo gramado, alguns com os braços cruzados e outros observando atentamente. À direita, há pessoas usando roupas de trabalho e equipamentos de proteção, como capacetes brancos. No chão, próximo ao grupo, encontram-se uma caixa térmica vermelha, uma garrafa de água e algumas ferramentas compridas apoiadas sobre a grama." width="1024" height="576" /></a> Professores e alunos da Engenharia Florestal participaram do curso de escalada de árvores nativas (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Criado após os eventos climáticos extremos de 2024, o projeto Reflora busca recuperar áreas degradadas por meio do resgate genético de espécies arbóreas nativas. A iniciativa é uma união liderada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com a empresa de celulose CMPC e com o apoio institucional da Embrapii. O desenvolvimento científico e a aplicação prática da tecnologia de restauração ambiental ficam a cargo de grandes instituições de ensino, unindo a Universidade Federal de Viçosa (UFV) às universidades gaúchas UFSM, UFRGS, PUCRS e Unisc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o coordenador do projeto Reflora na UFSM, Jorge Farias, a proposta surgiu da necessidade de preservar a biodiversidade ameaçada pelas enchentes, deslizamentos e processos erosivos. Diferentemente de outras ações de restauração, o Reflora prioriza a conservação do patrimônio genético das espécies nativas. “O projeto foca na técnica de resgatar os materiais genéticos e em trabalhar com a manutenção e restabelecimento da biodiversidade arbórea”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante as primeiras etapas do trabalho, os pesquisadores identificaram áreas com perda de vegetação e passaram a selecionar espécies em risco, além de indivíduos considerados resilientes. “A gente identifica as áreas, o risco de perder esse material genético e também identifica árvores que foram extremamente resilientes”, afirma Farias. A partir desses exemplares, são coletados galhos para a produção de mudas por multiplicação vegetativa, técnica desenvolvida pela UFV após o desastre de Brumadinho. O método permite preservar características genéticas importantes para a adaptação das espécies às condições ambientais da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de contribuir para a recomposição da vegetação nativa, o projeto pode ajudar a reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Ao restaurar matas ciliares e recuperar espécies adaptadas ao território gaúcho, a iniciativa favorece os ecossistemas e processos naturais que aumentam a resiliência ambiental. Segundo Farias, a técnica também acelera o retorno da fauna nativa. “Ela vai atrair polinizadores e a biodiversidade. Então atrai os animais que se alimentam das flores, e aí depois vêm os frutos”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o Reflora está na fase de estruturação da infraestrutura e identificação dos materiais genéticos que serão resgatados. A equipe também realiza </span><a href="https://ufsm.br/r-1-70240"><span style="font-weight: 400">visitas de campo</span></a><span style="font-weight: 400"> e prepara laboratórios e casas de vegetação para a produção das mudas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com duração prevista de três anos, o projeto pretende produzir pelo menos seis mil mudas de espécies nativas. A expectativa é que as primeiras sejam apresentadas ainda neste ano e que os materiais genéticos estejam disponíveis para plantio a partir do inverno de 2027. Para Farias, o principal legado da iniciativa será a valorização da biodiversidade regional. “Precisamos ter material genético preservado. A biodiversidade é o material genético que nós temos aqui.”</span></p>
<p> </p>
<h3><strong>Comunicação de proximidade transforma memória em prevenção</strong></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73191" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade.jpeg"><img class="size-large wp-image-73191" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade-1024x576.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal. Em primeiro plano, um grupo de oito pessoas sorri para a câmera durante uma atividade de campo do projeto &quot;Comunicação de Proximidade&quot;. À direita, a coordenadora Aline registra a imagem em formato de selfie. Ao centro, estudantes e pesquisadores estão reunidos em uma calçada, alguns segurando pastas azuis utilizadas para a aplicação de questionários. Ao fundo, aparecem árvores, uma praça e edificações históricas da região central de Silveira Martins. " width="1024" height="576" /></a> Equipe realiza aplicação de questionários em Silveira Martins (Foto: Aline Dalmolin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia” surgiu durante as enchentes. A partir da participação de professores e estudantes da Universidade em ações de apoio às comunidades afetadas, eles passaram a discutir como a comunicação poderia contribuir para reduzir os impactos de futuros desastres. “Pensamos como a gente poderia atuar de uma forma mais direcionada, mais efetiva do que apenas distribuindo coisas, tendo uma ação mais focada naquilo que a comunicação poderia oferecer”, explica a coordenadora, Aline Roes Dalmolin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contemplado por um edital do Proext-PG, o projeto da Comunicação Social reuniu pesquisadores de cinco programas de pós-graduação da UFSM para investigar como moradores, rádios comunitárias, escolas, igrejas, associações e órgãos públicos se informam em situações de risco. Entre os principais resultados, o grupo identificou que o rádio segue sendo uma das principais fontes de informação dos habitantes da área. “A maioria da população de qualquer faixa etária segue ouvindo rádio todos os dias”, afirma Aline. Os levantamentos também apontaram o crescimento do uso de meios digitais e reforçaram a necessidade de integrar diferentes canais em estratégias de alerta e comunicação de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa contribui para a preparação das comunidades diante de novos eventos extremos ao fortalecer a circulação de informações, ampliar a educação sobre mudanças climáticas e preservar a memória coletiva dos desastres. Um dos principais produtos do projeto é a série documental </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">, lançada em 2026, que reúne relatos de moradores da Quarta Colônia sobre as enchentes. Para a coordenadora, registrar essas experiências é uma forma de evitar que elas se percam ao longo do tempo. “Uma das coisas mais importantes que nós temos que cuidar nesse momento é trabalhar para que esses registros sejam feitos agora, assim eles não caem no esquecimento”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final. Além da publicação dos últimos episódios da série documental, a equipe elabora cartilhas educativas e documentos com orientações para escolas, associações comunitárias e gestores públicos sobre comunicação em situações de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os próximos passos está a finalização de um plano de comunicação para o município de Silveira Martins, desenvolvido em parceria com a prefeitura e que poderá servir de referência para outras cidades da região. Embora o ciclo atual se encerre neste ano, a expectativa é de continuidade por meio de novas pesquisas e parcerias. “A gente vê esse projeto como um primeiro passo, ele não termina agora de forma alguma”, afirma Aline.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acesse o perfil oficial do projeto para assistir à série </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">: </span><a href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade"><span style="font-weight: 400">@comunicacaodeproximidade</span></a></p>
<h3> </h3>
<h3><b>Pesquisas orientam recuperação de áreas atingidas pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73190" align="alignnone" width="828"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg"><img class="size-full wp-image-73190" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em uma área de campo aberta, cerca de dez pessoas participam de uma atividade de restauração ecológica. Os participantes estão reunidos ao redor de uma estrutura formada por três postes de madeira cruzados no topo, utilizada como poleiro artificial para atração de aves. Algumas pessoas seguram ferramentas e realizam o plantio no solo coberto por vegetação seca. Ao fundo, há montanhas, árvores e um curso d’água, sob céu azul e sem nuvens. A atividade ocorre durante o dia e integra ações de recuperação ambiental em área rural. " width="828" height="874" /></a> Participantes da oficina de restauração ecológica em área de recuperação ambiental em Agudo. (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com mais de 15 anos de atuação, especialmente no Corredor Ecológico da Quarta Colônia, uma das regiões mais afetadas pelas enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/grupos/neprade"><span style="font-weight: 400">Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade)</span></a><span style="font-weight: 400">, da UFSM, direcionou seus esforços para compreender os impactos do desastre e produzir informações capazes de orientar a recuperação ambiental da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o núcleo desenvolve três projetos voltados ao monitoramento das áreas atingidas, à restauração ecológica e à avaliação da eficiência das estratégias testadas para o retorno dos serviços ecossistêmicos. Os estudos são realizados em parceria com instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, a empresa Taesa S.A., a Fapergs e a Fundação Araucária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As pesquisas revelaram que as enchentes provocaram transformações profundas na paisagem da Quarta Colônia. “Nosso primeiro impacto foi observar a amplitude dos efeitos. A paisagem foi totalmente remodelada, o que nos mostrou que esse pode ser considerado um evento que atingiu proporção de evento de formação geológica”, afirma a coordenadora do Neprade, Ana Paula Moreira Rovedder. Os levantamentos identificaram remoção de solos, deposição de grandes volumes de sedimentos e alterações significativas em rios e encostas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os pesquisadores também identificaram impactos menos visíveis. Análises dos sedimentos deixados pela enxurrada apontaram perdas importantes de nutrientes do solo. “Constatamos uma quantidade muito alta de alguns macronutrientes em depósito de sedimentos arenosos, como o potássio. Esses nutrientes vêm das lavouras atingidas”, explica Ana Paula. Além disso, o monitoramento registrou o avanço de espécies invasoras em áreas degradadas, fator que pode dificultar a regeneração da vegetação nativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar dos danos, os estudos apontam sinais de recuperação ambiental. Desde fevereiro de 2025, equipes acompanham áreas de matas ciliares e encostas em municípios da região e já observam o retorno gradual da vegetação arbórea. “Inicialmente nós tínhamos observado muito mais espécies rústicas, herbáceas, espécies que nós chamamos de ruderais.  Agora já registramos regeneração de espécies arbóreas”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de documentar os impactos do desastre, o trabalho busca contribuir para reduzir os efeitos de futuros eventos extremos. Os dados produzidos permitem identificar áreas com maior potencial de regeneração natural, definir técnicas de restauração mais adequadas para cada ambiente, reduzindo custos de recuperação, e fortalecer a resiliência climática da região. “Nós temos que criar resiliência climática através da adequação ambiental das propriedades rurais, o que significa atuarmos nas áreas produtivas e nas áreas de preservação permanente, entendendo que cada uma tem a sua função na paisagem”, destaca Ana Paula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, os projetos seguem em fase de monitoramento e análise dos dados coletados. Nos próximos anos, o Neprade pretende ampliar as ações de extensão junto às comunidades locais, implantar novas áreas de restauração produtiva com sistemas agroflorestais, recuperar matas ciliares degradadas e concluir o plano de recuperação para a Quarta Colônia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expectativa é que os resultados sirvam de referência para outras regiões do Rio Grande do Sul afetadas por eventos climáticos extremos. “O legado que esses trabalhos deixam é um legado de alerta, mas também de esperança, que nós temos como melhorar, nós não precisamos ficar de braços cruzados”, conclui a pesquisadora.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Laboratórios monitoram contaminação ambiental após enchentes no Rio Grande do Sul</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73189" align="alignnone" width="730"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica.jpeg"><img class="size-large wp-image-73189" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica-730x1024.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em um laboratório, uma pessoa vestindo jaleco branco e luvas azuis segura um tubo de ensaio contendo uma amostra líquida amarelada. Sobre a bancada, aparecem outros recipientes utilizados em análises químicas, incluindo frascos de vidro e tubos de coleta organizados em um suporte laranja. Ao fundo, há equipamentos laboratoriais usados em procedimentos de pesquisa. A imagem registra uma etapa de análise de amostras de água e solo realizadas por pesquisadores da UFSM para investigar possíveis contaminações ambientais após as enchentes no Rio Grande do Sul. " width="730" height="1024" /></a> Estudantes do departamento de Química analisam amostras para monitorar possíveis contaminantes ambientais. (Foto: Osmar Prestes)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">As enchentes também levantaram preocupações sobre possíveis impactos ambientais causados pela dispersão de resíduos, produtos químicos e outras substâncias transportadas pela água. Para investigar esses efeitos, pesquisadores do Departamento de Química da UFSM aprovaram o projeto “Estabelecer um programa de monitoramento de contaminantes em água e solo nos ambientes afetados pelas enchentes que ocorreram no estado do Rio Grande do Sul”, financiado e desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa conta com a participação do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/larp"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP)</span></a><span style="font-weight: 400"> e do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/laqia"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA)</span></a><span style="font-weight: 400">. O projeto é coordenado pelo professor Osmar Damian Prestes e conta com a participação de oito pesquisadores e diversos alunos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Química da UFSM. De acordo com o coordenador, surgiu uma necessidade de monitorar possíveis contaminações ambientais após a enchente. “Agora com a questão da enchente, o Ibama precisava de laboratórios aqui do Estado para realizar essas análises e fizeram contato conosco”, explica Osmar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2024, amostras de água e solo coletadas em diferentes regiões atingidas são analisadas na UFSM. Os pesquisadores investigam a presença de contaminantes químicos, como herbicidas, inseticidas, fungicidas e outros compostos utilizados na agricultura, além de elementos inorgânicos potencialmente associados à contaminação ambiental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados ainda não foram divulgados, pois seguem em fase de análise e interpretação pelo Ibama. Apesar disso, o projeto já contribui para a compreensão dos impactos ambientais do desastre ao produzir informações que poderão subsidiar futuras ações de monitoramento e gestão de riscos. “Uma das principais contribuições vai ser a geração de informação qualificada, a partir dos dados analíticos das regiões onde essas amostras estão sendo coletadas”, afirma Prestes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O conhecimento gerado pela pesquisa poderá auxiliar órgãos ambientais a identificar áreas mais vulneráveis e planejar ações para reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Os dados também servirão para monitorar a qualidade ambiental das regiões afetadas ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final de execução e os resultados devem ser divulgados no próximo semestre. Como próximo passo, os laboratórios e o Ibama discutem a renovação da parceria para novas pesquisas na área de toxicologia ambiental, ampliando o monitoramento dos impactos ambientais no RS e em outras regiões do país.</span></p>
<h3><strong>Série especial sobre El Niño</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após o evento extremo, parte das respostas para compreender o que aconteceu e o que ainda pode acontecer, está sendo construída nos laboratórios, grupos de pesquisa e projetos de extensão da UFSM. As iniciativas apresentadas nesta reportagem mostram como diferentes áreas do conhecimento se mobilizaram para investigar os impactos do desastre, produzir dados inéditos e transformar experiências vividas durante a crise em conhecimento científico e memória. Em comum, os projetos reforçam o papel da universidade na geração de informações que ajudam a compreender as transformações ambientais em curso no Rio Grande do Sul.</span></p>
<p>Confira mais informações nas reportagens anteriores da série produzida pela Agência de Notícias:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72801"><i><span style="font-weight: 400">El Niño volta ao radar no RS: especialistas da UFSM explicam o que esperar nos próximos meses</span></i></a><i><span style="font-weight: 400"> </span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72925"><i><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes históricas no RS, como o campo gaúcho está se adaptando às mudanças climáticas </span></i></a></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-73043"><i><span style="font-weight: 400">Quais são os desafios das cidades frente ao El Niño? </span></i></a></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400"><br />Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Banco de imagens da Agência de Notícias UFSM e registros dos projetos <br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: João Ricardo Gazzaneo</span></i></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM cria atlas geoambiental de cidades gaúchas </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/atlas-geoambiental-rs</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:47:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[atlas]]></category>
		<category><![CDATA[atlas geoambiental]]></category>
		<category><![CDATA[atlas municipal]]></category>
		<category><![CDATA[bacia ibuí]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>

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						<description><![CDATA[Desenvolvida pelo Lageolam da UFSM, a iniciativa reúne mapas, fotografias e dados históricos para ajudar municípios a compreenderem o próprio território 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4893-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de três atlas geoambientais sob uma mesa de fundo claro. Os atlas estão fechados e têm capas com fotos de acidentes geográficos e fundos em azul claro, azul escuro e laranja" />											<figcaption>Ao todo são 10 atlas publicados pelo grupo de pesquisa</figcaption>
										</figure>
		<p>Marcada pela presença de rios, diferentes formações de relevo e uma rica diversidade ambiental, a região da bacia hidrográfica do Ibicuí reúne alguns dos principais patrimônios naturais do oeste do Rio Grande do Sul. Com mais de 35 mil km² de extensão, a região abrange municípios como Santiago, Cacequi e Santa Maria, conectando características geográficas, históricas e socioambientais que ajudam a compreender a dinâmica do território gaúcho. É nesse contexto que o Laboratório de Geologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Lageolam, desenvolve os Atlas Geoambientais Municipais, coleções que reúnem mapas, imagens, fotografias e dados sobre os municípios da região. </p><p>Ao todo, a iniciativa já mapeou 10 municípios gaúchos. Segundo o coordenador do Lageolam Luis Eduardo Robaina, o objetivo inicial era fazer com que os atlas fossem utilizados pelo poder público para a gestão de políticas no território do município. Mas, a partir de 2018, os atlas também chegaram às salas de aula. Cada material produzido recebe uma versão didática com exercícios e jogos com foco no público escolar. A iniciativa aumentou o interesse dos municípios no trabalho realizado pelo grupo de pesquisa. </p><p>Os cadernos didáticos são personalizados de acordo com as características de cada local. No material de São Martinho da Serra, por exemplo, a apresentação é feita pela Cruz Missioneira, símbolo presente no brasão municipal. Já em Nova Esperança do Sul, a “guia” é a Gruta Subterrânea Nossa Senhora de Fátima, importante ponto turístico local.</p><p>Na universidade, a produção do material também recebe papel didático importante. Para o doutorando em Geografia, Eric Beilfuss, participar da elaboração dos atlas geoambientais foi uma experiência marcante tanto no aspecto acadêmico quanto pessoal. De acordo com o estudante, o projeto permitiu unir áreas da Geografia que sempre teve interesse em vivenciar na prática, como cartografia e geoprocessamento. “Foi uma experiência muito importante porque consegui participar de todas as etapas da produção, desde a coleta de dados até a elaboração dos mapas”, destaca.</p><p>Eric também comenta que o trabalho contribuiu para ampliar sua percepção sobre o papel social da universidade e da pesquisa científica. Um dos exemplos citados por ele é o Atlas Geoambiental de Jari, objeto de pesquisa de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Para ele, a experiência mostrou como o conhecimento produzido dentro da universidade pode alcançar diretamente a comunidade. “Foi muito importante perceber como a pesquisa pode sair de dentro da universidade e chegar até as pessoas, hoje os atlas são usados dentro de salas de aula, por exemplo”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4900-1024x683.jpg" alt="Imagem vertical colorida de mãos segurando um atlas geoambiental aberto, nas páginas estão mapas do município de São Borja em verde" />											<figcaption>As coleções reúnem mapas, imagens, fotografias e dados sobre os municípios da região, como o de São Borja</figcaption>
										</figure>
		<h3><strong>Como o atlas é feito?</strong></h3>
<p>Em suas páginas, estão organizadas informações históricas, socioeconômicas e ambientais, como rede hidrográfica, relevo, geologia, tipos de solo, uso e ocupação da terra, vegetação original e divisões geoambientais, oferecendo um panorama amplo das características e transformações do município retratado.</p>
<p>A elaboração dos atlas começa com a análise de diferentes bases de dados geográficos e ambientais. Para isso, a equipe do Lageolam utiliza ferramentas como sensoriamento remoto, técnica que permite obter imagens do território à distância, cartas topográficas e imagens de satélite, que ajudam a identificar características naturais e urbanas dos municípios.</p>
<p>Depois da etapa inicial, os pesquisadores realizam trabalhos de campo para complementar as informações coletadas digitalmente. Durante as visitas aos municípios, a equipe registra fotografias, coleta amostras de solos e rochas, e analisa elementos da paisagem, como relevo, vegetação, hidrografia e áreas de ocupação urbana e rural.</p>
<p>A produção dos atlas varia conforme o envolvimento de cada município e da disponibilidade de informações locais. Conforme o professor Romário Trentin, integrante do Lageolam, quando há maior participação das prefeituras, escolas e comunidades, o material incorpora conteúdos mais específicos e aprofundados sobre a realidade local. Em outros casos, a equipe precisa buscar os dados de forma independente, recorrendo a instituições públicas, bibliotecas e museus.</p>
<p>Além disso, o grupo também utiliza pesquisas feitas na UFSM. "Nós já temos muitos trabalhos acadêmicos realizados na região. Temos 30 anos de pesquisa na Bacia do Ibicuí. Então nós conhecemos o território. O diferencial do Atlas é a forma como essas informações são apresentadas", destaca Robaina.&nbsp;</p>
<h3><b>São Borja foi o primeiro município contemplado com a iniciativa</b></h3>
<p>O curso de Geografia da UFSM sempre produziu mapas variados dos municípios gaúchos. No entanto, o poder público tinha dificuldade de trabalhar com esses mapas por falta de corpo técnico qualificado e, também, pelo fato de mapas da bacia hidrográfica representarem os cursos d’água sem os limites territoriais dos municípios.</p>
<p>Então, em 2007, a Prefeitura de São Borja solicitou ao Lageolam uma apresentação de todos os tipos de mapas que o Lageolam havia feito sobre o município, um atlas. Este foi o primeiro do tipo a ser desenvolvido pelo laboratório. Para tornar os atlas mais fáceis de compreender para os gestores públicos, eles passaram a trabalhar utilizando como referência os limites territoriais, mas sem deixar de incluir as bacias hidrográficas presentes dentro dos territórios.&nbsp;</p>
<p>De acordo com o docente, o projeto atuou inicialmente em municípios menores da região com o objetivo de prestar apoio técnico no mapeamento das características físicas de seus territórios. "Santa Maria, por exemplo, tem um corpo técnico e já possui informações sobre seu território. Já esses municípios com os quais trabalhamos têm muito mais dificuldade para conseguir apoio técnico”, explica Robaina.&nbsp;</p>
<p>Todos os atlas desenvolvidos pelo grupo estão disponíveis e podem ser acessados de forma gratuita no <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/cartilha">site do laboratório</a>.&nbsp;</p>
<p>Texto: Bernardo Salcedo, jornalista, e João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário na Agência de Notícias&nbsp;</p><p>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo e estagiária na Agência de Notícias&nbsp;</p><p><b>Edição</b>: Mariana Henriques e Maurício Dias, jornalistas da Agência de Notícias</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM integra estudo sobre percepção de riscos hidrogeológicos em mapas </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/31/ufsm-integra-estudo-sobre-percepcao-de-riscos-hidrogeologicos-em-mapas</link>
				<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 11:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[GEOLOGIA AMBIENTAL]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>

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						<description><![CDATA[Desenvolvido em conjunto com doutoranda da Universidade de Ferrara, na Itália, questionário estará disponível até 31 de janeiro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Tendo em vista as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio deste ano, a</span><span style="font-weight: 400"> designer de Comunicação Visual e doutoranda da Universidade de Ferrara, na Itália</span><span style="font-weight: 400">, Laura Bortoloni está desenvolvendo uma pesquisa que investiga a percepção da população sobre os riscos hidrológicos representados em mapas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O trabalho é desenvolvido em parceria com o Departamento de Artes Visuais e o Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam) da UFSM, e busca investigar como o design da informação, o design gráfico e a cartografia podem contribuir para disseminar informações complexas sobre desastres naturais. No momento, a pesquisa está em fase de coleta de dados sobre mapas informativos, via <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfpL4ih1S60z0AuPCMvYkcKVAzOaoXj4oEOPLCdWokP0fC5xQ/viewform" target="_blank" rel="noopener">questionário no Google Forms,</a> que pode </span>ser preenchido até 31 de janeiro de 2025. </p>
[caption id="attachment_68010" align="alignright" width="663"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-20-at-09.57.49.jpeg"><img class=" wp-image-68010" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-20-at-09.57.49.jpeg" alt="" width="663" height="470" /></a> No mapa, é possível identificar o grau de risco em cada moradia do bairro[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A inspiração para a pesquisa de Laura surgiu de uma problemática. “Às vezes, essas representações são tão complexas que invalidam a possibilidade de serem entendidas pelo público em geral”, argumenta a doutoranda. Nesse sentido, o trabalho busca entender como os mapas podem ajudar a reduzir o impacto dos eventos climáticos extremos. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">A pesquisa e a UFSM</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na UFSM, a professora do Departamento de Artes Visuais, do Centro de Letras e Artes (CAL), Cristina Ribas foi responsável por conectar Laura com o triste cenário presenciado no Estado. “Quando cheguei na UFSM, eu iniciei o projeto ‘</span><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=425161"><span style="font-weight: 400">Cartografia das águas</span></a><span style="font-weight: 400">’, onde estudamos os desafios que as águas trazem e a sua relação com os mapas e percepção das pessoas sobre elas. Depois, eu recebi uma mensagem da Laura e começamos a conversar sobre a pesquisa dela”, descreve Cristina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após o contato, Cristina e Laura passaram a unir os conhecimentos. “No início, eu passei para ela alguns mapeamentos que eu já havia feito em meu projeto e passamos a ajustar os parâmetros para que ela viesse fazer uma visita de campo. Por causa das enchentes, o município se tornou o objeto da pesquisa dela”, explica a docente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em novembro de 2024, Laura chegou em Santa Maria e, com auxílio da equipe do Lageolam - que na época desenvolvia o </span><a href="https://www.ufsm.br/2024/10/17/laboratorio-da-ufsm-elabora-o-plano-municipal-de-riscos-de-santa-maria"><span style="font-weight: 400">Plano Municipal de Redução de Riscos</span></a><span style="font-weight: 400"> -, realizou uma visita para conhecer as áreas de risco dos bairros Urlândia e Santos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com as observações da visita, a pesquisadora, em parceria com o Lageolam, desenvolveu o mapa de riscos hidrogeológicos do bairro Urlândia. O mapa também foi utilizado no questionário da pesquisa, com a ideia de estudar a percepção e compreensão do respondente sobre a imagem e seus elementos técnicos e gráficos. Nesse sentido, o mapa desenhado vai contra as representações usuais — que normalmente trazem mapas mais gerais — porque aborda os riscos específicos em cada moradia do bairro. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">O que será feito com os resultados?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Preparação e mitigação são duas palavras-chave que guiam o futuro da pesquisa. “Espero que mapas melhor projetados, e desenvolvidos ouvindo as necessidades dos cidadãos, possam ajudar a aumentar a conscientização sobre riscos e perigos”, detalha a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como parte da pesquisa contou com o redesign de mapas do bairro Urlândia, Laura tem a esperança de que seu trabalho colabore para a região. “Na última parte do questionário, há uma série de mapas de risco da Urlândia, um bairro de Santa Maria fortemente afetado pela enchente, no qual o Lageolam está trabalhando. Espero que os resultados me ajudem a entender quais escolhas visuais são mais úteis e eficazes para transmitir a mensagem, que, neste caso, é o nível de risco”, finaliza a doutoranda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para perguntas ou mais informações sobre a pesquisa, o e-mail de Laura é </span><span style="font-weight: 400">laura.bortoloni@unife.it.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto e fotos: Pedro Moro, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professores do LAGEOLAM realizam atendimento emergencial em Agudo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/08/15/professores-do-lageolam-realizam-atendimento-emergencial-em-agudo</link>
				<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 15:08:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agudo]]></category>
		<category><![CDATA[Desastres]]></category>
		<category><![CDATA[DRONES]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>
		<category><![CDATA[PMRR]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>

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						<description><![CDATA[O prefeito de Agudo, Luís Henrique Kittel,solicitou  os pesquisadores do LAGEOLAM, apoio para realização de laudos técnicos de unidades habitacionais afetadas pela catástrofe climática em Agudo. . Participaram, de forma voluntária, os professores: Andrea Nummer, Romário Trentin, Rinaldo Pinheiro e Luiz Eduardo Robaina, que já realizaram atendimentos em outras cidades, como Dona Francisca. Ivorá, Faxinal [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-15-at-11.12.34-1024x576.jpeg" alt="" />													
		<p>O prefeito de Agudo, Luís Henrique Kittel,solicitou  os pesquisadores do LAGEOLAM, apoio para realização de laudos técnicos de unidades habitacionais afetadas pela catástrofe climática em Agudo. .</p><p>Participaram, de forma voluntária, os professores: Andrea Nummer, Romário Trentin, Rinaldo Pinheiro e Luiz Eduardo Robaina, que já realizaram atendimentos em outras cidades, como Dona Francisca. Ivorá, Faxinal do Soturno, Mata, Paraíso do Sul e Vale Vêneto. </p><p>Após a ocorrência dos desastres no Estado do Rio Grande do Sul, em abril de 2024, muitos municípios ainda sofrem com as consequências dos eventos extremos. Dessa vez, o atendimento foi em Agudo, em que houveram diversos eventos de movimento de massa e erosões de margem, trazendo perigo aos moradores próximos. </p><p>Acompanhe abaixo as imagens.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/DJI_0289-300x225.jpg" alt="default" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5830-225x300.jpeg" alt="IMG_5830" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5794-300x225.jpeg" alt="IMG_5794" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5816-225x300.jpeg" alt="IMG_5816" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5820-300x225.jpeg" alt="IMG_5820" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5857-225x300.jpeg" alt="IMG_5857" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5845-225x300.jpeg" alt="IMG_5845" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5831-225x300.jpeg" alt="IMG_5831" /></figure>			
		<p> </p><p>Veja mais sobre os atendimentos emergenciais já realizados nos outros municípios clicando no botão abaixo.</p>		
			<a href="">
									Clique aqui
					</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Plano Municipal de Redução de Riscos                     PMRR Santa Maria /RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/08/05/plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs-2</link>
				<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 17:50:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>
		<category><![CDATA[PMRR]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>

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						<description><![CDATA[Instagram do Diário de Santa Maria divulga reportagem dos trabalhos de campo da equipe do PMRR na periferia de Santa Maria. Confira o vídeo da reportagem no link&nbsp; a seguir. O grupo do LAGEOLAM representados pelo Prof. Rinaldo Pinheiro, Profa. Andréa Nummer e&nbsp; bolsistas do projeto verificaram de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><b>Instagram do Diário de Santa Maria</b> divulga reportagem dos trabalhos de campo da equipe do <b>PMRR</b> na periferia de Santa Maria. Confira o vídeo da reportagem no link&nbsp; a seguir. O grupo do LAGEOLAM representados pelo Prof. Rinaldo Pinheiro, Profa. Andréa Nummer e&nbsp; bolsistas do projeto verificaram de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores da região oeste de Santa Maria.</p>		
										<figure>
											<a href="https://www.instagram.com/reel/C-Oh8gkpAov/?igsh=MWVuN3BlcDBscDhmdg==">
							<img width="593" height="485" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/Diario-de-SMaria.jpg" alt="" />								</a>
											<figcaption>@pmrr.santamaria</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM apresentam, em e-book, estudo sobre os riscos de desastres hidrológicos no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/06/24/pesquisadores-da-ufsm-apresentam-em-e-book-estudo-sobre-os-riscos-de-desastres-hidrologicos-no-rs</link>
				<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 12:10:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[desastres hidrológicos]]></category>
		<category><![CDATA[GEOLOGIA AMBIENTAL]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66109</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa analisa dados históricos para mapear municípios e períodos de maior incidência de eventos hidrológicos no estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/ebook-geo-1.jpg"><img class="alignright  wp-image-66110" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/ebook-geo-1.jpg" alt="" width="458" height="648" /></a>O estudo “</span><a href="https://www.meridapublishers.com/dhrs/"><span style="font-weight: 400">Desastres Hidrológicos: Levantamento para o estado do Rio Grande do Sul, Brasil</span></a><span style="font-weight: 400">”, publicado como e-book, analisa dados até 2020 que apresentam a propensão do estado do Rio Grande do Sul a sofrer com desastres hidrológicos. Segundo o coordenador do grupo, Luis Eduardo Robaina, a ocorrência dos recentes alagamentos de 2023 e maio de 2024, apesar de não estarem registrados no trabalho, reforçam a afirmativa de predisposição do estado a ser afetado por esses eventos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desenvolvido </span><span style="font-weight: 400">pelo </span><span style="font-weight: 400">Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam) da UFSM, a partir de estudos prévios com a participação de estudantes de iniciação científica e pós-graduação, o livro teve como autores quatro docentes da Universidade: </span><span style="font-weight: 400">Luis Eduardo Robaina, Romario Trentin, Anderson Volpato Sccoti e Andrea Valli Nummer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Através do </span><span style="font-weight: 400">apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio do Programa de Internacionalização Capes-PrInt, </span><span style="font-weight: 400">o trabalho também conta com a co-autoria de dois docentes da Universidade do Porto (Portugal), </span><span style="font-weight: 400">Carlos Valdir de Meneses Bateira e Susana Pereira.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Base do estudo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Através da sistematização da ocorrência de desastres hidrológicos no estado, o livro organiza cartograficamente as informações sobre esses eventos, faz o mapeamento dos municípios mais afetados e os períodos do ano mais críticos. Esses apontamentos são permeados por parte do conceito de espaço geográfico, que analisa os processos naturais, sociais e a relação humana com o ambiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“</span><span style="font-weight: 400">As áreas de risco a desastres surgem como uma interação entre o meio natural e o meio social, ou seja, a natureza impõe obstáculos para a ocupação de certas áreas, mas são os seres humanos, ao ocupar as áreas suscetíveis, que acabam desencadeando o surgimento do risco e potencializando a ocorrência de desastre</span><span style="font-weight: 400">”, relata a obra.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Conteúdo do livro</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Dividido em quatro capítulos, o livro aborda na primeira parte aspectos como o surgimento e a ocupação dos municípios do estado, as diretrizes legais quanto ao tratamento de áreas de risco e conceitos basilares de termos como p</span><span style="font-weight: 400">erigo, vulnerabilidade e risco, além da classificação dos riscos hidrológicos. Já na segunda, trata de dados sobre as condições climáticas que provocam grande volume de chuva, bem como as características das bacias hidrográficas que integram o Rio Grande do Sul.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em seguida, faz duas análises. Uma delas é temporal, que define os anos e os meses com maior número de municípios afetados pelos registros de desastres hidrológicos. Já a outra análise é espacial, que possibilita indicar a propensão de um município ser afetado, além de averiguar a perspectiva socioeconômica de enfrentamento por parte dos municípios diante desses eventos. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Contribuição de Portugal</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os docentes da Universidade do Porto foram responsáveis por auxiliar nas discussões das temáticas abordadas no estudo, bem como contribuir com a experiência do contexto, tanto português como europeu, de trabalhar conceitos na academia e apresentar dados importantes observados para o poder público. De acordo com o coordenador do Lageolam, Luis Eduardo, no Brasil a relação com o poder público está em processo de construção se comparado com a realidade da Europa, por isso, a troca de informações permitiu uma qualificação ainda maior para o trabalho.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Importância do estudo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para Luis Eduardo, os dados apresentados no livro são fundamentais para pensar na gestão de desastres, pois trazem um levantamento histórico da ocorrência desse tipo de evento, com indicações temporais e das localidades mais suscetíveis. É só a partir da noção de como se dá o processo até o evento em si que é possível iniciar o planejamento de medidas de prevenção e de contenção de danos, e se preparar de forma mais eficiente no futuro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Júlia Weber, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Integrantes do Laboratório de Geologia Ambiental participam do CICLO DE ESTUDOS E ACOLHIMENTO: Geografar o Cotidiano, Entender o Mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/06/04/integrantes-do-laboratorio-de-geologia-ambiental-participam-do-ciclo-de-estudos-e-acolhimento-geografar-o-cotidiano-entender-o-mundo</link>
				<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 00:18:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#ESTUDO]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[desastre]]></category>
		<category><![CDATA[dia do geógrafo]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
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						<description><![CDATA[Durante os dias 27 a 29 de maio de 2024, o curso de geografia recebeu o evento, alusivo ao dia do geógrafo: Ciclo de Estudos e Acolhimento: Geografar o Cotidiano, Entender o Mundo, uma parceria entre os cursos de Graduação em Geografia, PPGGeo e PROFGEO.   O evento trouxe uma temática importante em relação às situações atuais [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Durante os dias 27 a 29 de maio de 2024, o curso de geografia recebeu o evento, alusivo ao dia do geógrafo: Ciclo de Estudos e Acolhimento: Geografar o Cotidiano, Entender o Mundo, uma parceria entre os cursos de Graduação em Geografia, PPGGeo e PROFGEO. </p><p> O evento trouxe uma temática importante em relação às situações atuais do Estado do Rio Grande do Sul, tratando da atuação do geógrafo frente à crise ambiental e reflexões sobre o contexto que estamos vivendo.</p><p>Na segunda feira, dia 27, os integrantes de mestrado do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam">Laboratório de Geologia Ambiental</a>, Antônio Von Ende Dotto e Marco Antônio da Rosa Soares trouxeram a reflexão sobre o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=0oEoqOv-uu8">Papel do Geógrafo no Estudo de Áreas de Risco</a>. O professor Anderson Augusto Volpato Scotti também participou do evento no dia seguinte, discorrendo acerca dos<a href="https://www.youtube.com/watch?v=cm8IBZnVkDU"> Aspectos do Ambiente e sua Relação com os Desastres Naturais no Rio Grande do Sul</a>. Junto à ele, ao mesmo dia, o aluno de xx Luciano Marquetto, tratou sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?v=cm8IBZnVkDU">A Importância das águas Subterrâneas para o Aumento da Resistência Climática no Abastecimento Público</a>. </p>		
													<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/06/1-1024x576.jpg" alt="" />													
													<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/06/2-1024x576.jpg" alt="" />													
		<p>As discussões trazidas na roda de conversa, que aconteceu online, são de suma importância para o desenvolvimento de profissionais qualificados nos estudos e na atuação frente aos desastres naturais, situação cada vez mais frequente não só no Estado, como em todo Brasil. </p><p>Além disso, o trabalho dos mestrandos Antônio e Marco está relacionado com o <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/05/27/plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs">PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos) de Santa Maria</a>, auxiliando na identificação, mapeamento dos&nbsp; locais suscetíveis a riscos e desastres.</p>		
													<img width="1024" height="498" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-10-at-15.31.30-1-1024x498.jpeg" alt="" />]]></content:encoded>
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				<title>Resultados FIEN</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/resultados-fien</link>
				<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 12:28:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[DRONES]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>
		<category><![CDATA[oficina]]></category>

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						<description><![CDATA[]]></description>
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				<title>LAGEOLAM promove palestras e entrevistas com profissionais e pesquisadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/geografia/2021/04/13/lageolam-promove-palestras-e-entrevistas-com-profissionais-e-pesquisadores</link>
				<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 13:15:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[GEOLOGIA AMBIENTAL]]></category>
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						<description><![CDATA[O evento será transmitido pelo canal do LAGEOLAM no YouTube. A primeira palestra irá ocorrer no dia 23 de abril, às 14h.                                                           ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O evento será transmitido pelo canal do LAGEOLAM no YouTube. A primeira palestra irá ocorrer no dia 23 de abril, às 14h.</p>
<p>                                         <img class="alignnone size-medium wp-image-532" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2021/04/Convite-LAGEOLAM-abril.2021-212x300.jpeg" alt="" width="212" height="300" />                  <img class="alignnone size-medium wp-image-533" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2021/04/LAGEOLAM-Karine-Bastos-Leal-23.04.2021-282x300.jpeg" alt="" width="282" height="300" /></p>
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				<title>Grupo de Pesquisa LAGEOLAM comemora 25 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/geografia/2020/08/25/grupo-de-pesquisa-lageolam-comemora-25-anos</link>
				<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 19:10:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>
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						<description><![CDATA[  25 ANOS DO LAGEOLAM – ESPAÇO DE REFLEXÃO E CONHECIMENTO   No ano que completa 25 anos, o Grupo de Pesquisa LAGEOLAM (Laboratório de Geologia Ambiental) da Universidade Federal de Santa Maria apresenta entrevistas com profissionais e pesquisadores formados ou que possuem relações nacionais e internacionais com o grupo de pesquisa estabelecendo um espaço [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p> </p>
<p style="text-align: center"><b>25 ANOS DO LAGEOLAM – ESPAÇO DE REFLEXÃO E CONHECIMENTO</b></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p> </p>
<p><img class="size-medium wp-image-485 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2020/08/Convite-25Anos-LAGEOLAM-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></p>
<p style="text-align: left">No ano que completa 25 anos, o Grupo de Pesquisa LAGEOLAM (Laboratório de Geologia Ambiental) da Universidade Federal de Santa Maria apresenta entrevistas com profissionais e pesquisadores formados ou que possuem relações nacionais e internacionais com o grupo de pesquisa estabelecendo um espaço de reflexão e conhecimento.</p>
<p style="text-align: left">Nesse espaço os entrevistados apresentarão suas trajetórias profissionais e a inserção na comunidade local, regional ou internacional do profissional de geografia produzindo conhecimento.</p>
<p style="font-weight: 400;text-align: center"><strong>PALESTRANTES DE AGOSTO/SETEMBRO</strong></p>
<p style="font-weight: 400"><strong> </strong>27/08/20 - EDSON LUIS DE ALMEIDA OLIVEIRA</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-481" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2020/08/01Edson-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></p>
<p style="font-weight: 400">Graduado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense, campus Camaquã. Atuando principalmente nos seguintes temas: Meio Ambiente, Bacia Hidrográfica, Educação Ambiental, Áreas de Risco e Gerenciamento de Áreas de Risco.</p>
<p>03/09/20 - SANDRO SIDNEI VARGAS DE CRISTO</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-482" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2020/08/02Sandro-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></p>
<p>Graduação em Geografia Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM (1999), Especialização em Interpretação de Imagens Orbitais e Suborbitais pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM (2001), Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC (2002), Doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS (2013) e Pós-doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM (2017). Professor do Programa de Pós-graduação/Mestrado em Geografia CPN-UFT. Coordenador do Laboratório de Geoprocessamento do Curso de Geografia CPN-UFT. Atuando nos temas: Riscos Ambientais; Bacias Hidrográficas; Unidades de Conservação da Natureza; Geodiversidade; Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.</p>
<p>10/09/20 – MARCO GEOVANE BERGER</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-483" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2020/08/03Marco-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></p>
<p>Possui graduação em Geografia Licenciatura pela Universidade Federal de Santa Maria (2001), graduação em Geografia Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Maria (1999) e mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria (2001). Foi professor Contratado da Universidade do Tocantins. Atualmente é um dos Geógrafo responsável pelo Setor de Análise Técnica e Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Santa Maria. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia Física. Atuando principalmente no tema de Sensoriamento Remoto.</p>
<p>17/09/20 – MARIANA MADRUGA DE BRITO</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-484" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/451/2020/08/04Mariana-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></p>
<p>Doutora em Geografia (Dr. rer. nat) pela Universidade de Bonn, Alemanha (2018), com pós doutoramento no grupo Hydrology and Water Resources. Possui graduação em Engenharia Ambiental (2011) e mestrado em Engenharia Civil (2014). Atua cientificamente na área de gestão de risco de desastres, com ênfase no mapeamento participativo da suscetibilidade, vulnerabilidade e risco à escorregamentos, inundações e secas. Outros interesses incluem: análise multicritério, percepção de risco, e métodos inter-e-transdisciplinares. Recebeu mais de 8 prêmios e scholarships de diversas agências de fomento, incluindo o Early Career Scientist Award pela União Europeia de Geociências (EGU) em 2016. É revisora de mais de 10 periódicos científicos internacionais.</p>
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