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				<title>Pesquisadora da UFSM descreve nova espécie de mamífero extinto</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/23/pesquisadora-da-ufsm-descreve-nova-especie-de-mamifero-extinto</link>
				<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 11:45:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Acarechimys hunikuini recebeu esse nome em homenagem a tribo indígena Huni Kuin que vive na região em que o fóssil foi encontrado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_66599" align="alignright" width="612"]<img class="wp-image-66599 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Reconstrucao-artistica-de-Acarechimys-hunikuini.-Por-Marcio-L.-Castro.jpg" alt="" width="612" height="435" /> Reconstrução artistica de Acarechimys hunikuini. (Por Márcio L. Castro)[/caption]
<p><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">Uma nova espécie de roedor que viveu na Amazônia há aproximadamente 10 milhões de anos foi descoberta por pesquisadores da UFSM. A coleta do material foi realizada no Rio Envira (Formação Solimões), cidade de Feijó, estado do Acre, no ano de 2010 e 2019. Foram analisadas uma mandíbula fragmentada com todos os molariformes preservados e 11 dentes inferiores isolados, com tamanhos máximos atingindo 1.96 mm por dente. O <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2024.2382822?src=exp-la">artigo científico contém informações morfológicas e paleobiogeográficas</a> sobre esse roedor de pequeno porte. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium"><i>Acarechimys hunikuini, </i>nome dado em</span></span><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium"> homenagem a tribo indígena Huni Kuin que vive na região em que o fóssil foi encontrado, </span></span><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">faz parte do clado Octodontoidea, que por sua vez faz parte do clado Caviomorpha - que consiste em roedores sul-americanos do clado mais inclusivo Hystricognathi. Essa descoberta mostra que várias superfamílias de roedores caviomorfos, como octodontoideos, chinchiloideos e cavioideos, viviam juntas nessa região, refletindo, portanto, a rica diversidade da fauna na Amazônia brasileira, como já era esperado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">Essa descoberta, junto com fósseis encontrados anteriormente no Rio Envira, destaca a localidade para estudos de pequenos vertebrados que viviam na Proto-Amazônia, antes das grandes mudanças ambientais que ocorreram na América do Sul após o Grande Intercâmbio Biótico Americano (GIBA). Essas mudanças podem ter causado a extinção de várias linhagens de roedores.</span></span></p>
[caption id="attachment_66601" align="alignleft" width="452"]<img class="wp-image-66601 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Fossil-de-Acarechimys-hunikuini-na-mao-da-pesquisadora.jpg" alt="" width="452" height="505" /> Fóssil de Acarechimys hunikuini na mão da pesquisadora[/caption]
<p><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">O gênero </span></span><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium"><i>Acarechimys</i></span></span><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium"> provavelmente surgiu no final do Oligoceno e se diversificou na Patagônia durante o início do Mioceno. Durante o Mioceno Médio, esse gênero se espalhou para outras regiões da América do Sul, mas no final do Mioceno, sua presença ficou restrita a áreas fora da Patagônia. Este novo fóssil é o último registro conhecido do gênero, corroborando a ideia de que algumas linhagens de roedores sobreviveram por mais tempo nos trópicos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">A rápida diversificação de </span></span><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium"><i>Acarechimys</i></span></span><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">, junto com a escassez de dados e divergências entre os estudos da área, torna o estudo desse gênero desafiador. São necessários mais estudos para entender melhor a diversificação e a variação temporal dessa linhagem. Além disso, esse estudo utilizou a técnica de reconstrução virtual, a partir da tomografia computadorizada, para auxiliar na identificação morfológica dos espécimes. Essa pode ser uma ferramenta útil para estudar o desgaste dentário dos fósseis, especialmente quando não se tem espécimes completos de todas as fases de vida. Essa tecnologia pode ajudar na identificação e comparação de fósseis em estágios semelhantes de desgaste dentário, tanto em dentes hipsodontes quanto em braquidontes, como os relatados neste estudo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, sans-serif"><span style="font-size: medium">. Esse artigo científico faz parte da tese de doutorado da aluna Emmanuelle Fontoura, do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal, sob orientação de Leonardo Kerber (CAPPA/UFSM) e coorientação de Ana Maria Ribeiro (Museu de Ciências Naturais, SEMA/RS). O trabalho conta com a colaboração de Francisco Ricardo Negri (Universidade Federal do Acre), Myriam Boivin (Instituto de Ecorregiones Andinas e Instituto de Geología y Minería da Universidad Nacional de Jujuy), Laurent Marivaux, Pierre-Olivier Antoine e Narla Stutz (Institut des Sciences de l’Évolution de Montpellier, Université de Montpellier).</span></span></p>
<p> </p>
<p><em>Com informações e foto CAPPA UFSM</em></p>
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