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						<item>
				<title>Do mato ao gelato</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/frutas-gelato-neap-della-mucca</link>
				<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 13:05:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
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						<description><![CDATA[Espécies frutíferas da Mata Atlântica foram transformadas em gelatos pelo laboratório da UFSM em parceria com a Della Mucca Gelateria As frutas brasileiras apresentam inúmeros nutrientes e uma diversidade de sabores. Os estudos na área de fruticultura apontam mais de 300 espécies nativas espalhadas pelos biomas do país &#8211; algumas bastante conhecidas como o abacaxi, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2>Espécies frutíferas da Mata Atlântica foram transformadas em gelatos pelo laboratório da UFSM em parceria com a Della Mucca Gelateria</h2>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/revista_arco_della_mucca_neap_gelato_site-1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>As frutas brasileiras apresentam inúmeros nutrientes e uma diversidade de sabores. Os estudos na área de fruticultura apontam mais de 300 espécies nativas espalhadas pelos biomas do país - algumas bastante conhecidas como o abacaxi, a goiaba e o maracujá; outras um pouco menos famosas, como a guabiroba, o caju, o araçá e a pitanga. Embora bastante consumidas ao natural, muitas são transformadas em sucos, balas, geleias e outros produtos degustados pelos brasileiros.</p><p>Duas frutas da Mata Atlântica do Rio Grande do Sul passaram, recentemente, por essa transformação. Colhidas pelo Núcleo de Estudos em Áreas Protegidas (NEAP) da Universidade Federal de Santa Maria, a Uvaia (<i>Eugenia pyriformis)</i> e a Jabuticaba (<i>Plinia peruviana</i>), ambas da família das <i>Myrtaceas</i>, ganharam um destino gelado e especialmente saboroso: foram transformadas em <b>gelato de uvaia</b> e <b>sorvete grecco com calda de jabuticaba</b> pelas mãos dos profissionais da Della Mucca Gelateria de Santa Maria.</p><p>A ideia faz parte do projeto “Cadeia de valor do bioma Mata Atlântica:  o sabor das frutíferas nativas do sul do Brasil” e tem por base a conservação dos fragmentos da Mata Atlântica, os quais, em sua maioria, estão localizados em propriedades rurais particulares. O objetivo é desenvolver produtos artesanais sustentáveis derivados das frutíferas nativas da região central do Rio Grande do Sul, visando ao desenvolvimento sustentável, a conservação das florestas da região e a identidade territorial da Quarta Colônia. </p><p>“Percebemos que os proprietários só irão manter os fragmentos se entenderem que eles podem gerar renda e, para convencê-los que isso é possível, utilizamos como estratégia iniciar o processo de demanda de mercado consumidor. Nisso, insere-se a Della Mucca, como difusora dos sabores das frutas e, quem sabe, posteriormente adquirente das frutas nativas das propriedades rurais da Quarta Colônia”, explica Suzane Marcuzzo, professora doutora em Ciências Florestais e coordenadora do NEAP.</p><p><b>Elevada frutificação e nutrientes</b></p><p>As frutas da Mata Atlântica utilizadas na produção dos gelatos foram coletadas por membros do NEAP em propriedades rurais da Quarta Colônia e por extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), parceira do projeto. De acordo com Marcuzzo, tanto a uvaia quanto a jabuticaba possuem elevada frutificação  - formação e produção de frutos - e se desprendem da planta mãe quando estão maduras, facilitando a sua colheita. Dentre as vantagens que essas frutas apresentam, são citadas principalmente a alta concentração de vitamina C. </p>		
											<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/revista_arco_della_mucca_neap_gelato_box_frutas_02.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="revista_arco_della_mucca_neap_gelato_box_frutas_02" data-elementor-lightbox-description="Imagem quadrada e colorida. Fundo em um tom de marrom, com algumas ilustrações de frutas nas extremidades (esquerda, superior; e direita, inferior). 
Texto referente aos nutrientes encontrados na Uvaia e na Jabuticaba. ">
							<img width="800" height="752" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/revista_arco_della_mucca_neap_gelato_box_frutas_02.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
		<p><b>Testes em outras receitas&nbsp;</b></p>
<p>Marcuzzo explica que os gelatos não são os únicos produtos elaborados pelo grupo. Ao longo de 2020, foram produzidas juntamente com a professora Mari Silvia de Oliveira, do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, em torno de 10 receitas com outras frutíferas nativas (cereja do mato, butiá, gabiroba, pitanga e jerivá) que resultaram em balas, barras de cereal, geleias, sucos, bolos e bolachas.&nbsp;</p>
<p>A parceria com a Della Mucca surgiu através do proprietário da sorveteria em querer testar receitas e verificar o interesse do seu público consumidor - que relatou curiosidade pelo gelato de uvaia e não sabia, até então, da existência da fruta. Já o sorvete com calda de jabuticaba foi bastante consumido e elogiado.&nbsp;</p><p>“O projeto é muito amplo, uma vez que trata de cadeia de valor sustentável*. Este ano pretendemos expandir e levar os elaborados para experimentação em feiras como a Polifeira da UFSM e cooperativas como a Coopercedro”, comenta Marcuzzo.</p><p>Conheça também a <a href="https://drive.google.com/file/d/1SurQDjSQXeD29t9tspwTJ0X7zD_UTzIx/view?fbclid=IwAR1obMzmQ-1P8z2nrTcfpvH_Gj6Pi4HCeFwN8wN1TjSz1v_t1j6hLOrZvKQ" target="_blank" rel="noopener">Cartilha</a> de receitas “Frutíferas nativas: conhecendo e valorizando seus usos” produzida pelo NEAP.</p>		
											<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/revista_arco_della_mucca_neap_gelato_box_sustentabilidade.png" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="revista_arco_della_mucca_neap_gelato_box_sustentabilidade" data-elementor-lightbox-description="Imagem retangular horizontal, com o fundo em marrom. No canto esquerdo, uma ilustração em transparência de uma fruta arredondada.
Texto: &quot;A sustentabilidade dentro da cadeia de valor acontece quando determinada empresa foca seus objetivos nos impactos sociais e ambientais das matérias-primas que produzem. [...]&quot; ">
							<img width="800" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/revista_arco_della_mucca_neap_gelato_box_sustentabilidade.png" alt="" loading="lazy" />								</a>
		<p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Amanda Pinho, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><strong><i>Edição Geral: </i></strong><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco entrevista ecólogo Murilo de Mello</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-murilo-mello</link>
				<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 21:39:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[aquífero guarani]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[gigante guarani]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reflorestamento]]></category>

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						<description><![CDATA[Líder de projetos da Itapoty e membro do projeto Gigante Guarani conta mais sobre a iniciativa e quais as perspectivas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/revista-arco-gigante-guarani-1024x668.png" alt="" loading="lazy" />											
		<h2><strong><i>Líder de projetos da Itapoty e membro do Gigante Guarani conta sobre as propostas e as perspectivas do programa</i></strong></h2><p>“Quem planta por cima, protege por baixo”: esse é um dos lemas do programa <a href="https://giganteguarani.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Gigante Guarani</a>, que atua nas áreas das <em>Cuestas Basalticas</em> e no interflúvio dos rios Tietê e Paranapanema, no estado de São Paulo. A iniciativa - que foi elaborada em 2008 pela Rede de ONGs do Ecótono da Cuesta em parceria com a Faculdade de Ciências Agrônomas  e o Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo - conta com apoio de diversas ONGs e instituições, de maneira que se integra em <b>projetos de reflorestamento, educação de agricultores familiares em práticas agroecológicas e conscientização ambiental</b>.</p>
<p>O projeto atual busca promover a restauração de 200 hectares da Mata Atlântica. Entre os espaços que o Programa tem recuperado estão pontos de recarga do Aquífero Guarani, considerado um dos maiores reservatórios de água subterrânea do planeta, com 1.200.000 km² – equivalente a quase 5 vezes o estado de São Paulo. O manancial, que abrange em maior parte o Brasil - mas também a Argentina, o Uruguai e o Paraguai - foi considerado sobre-explorado em 2014 por uma<a href="https://sealevel.nasa.gov/publications/4407/quantifying-renewable-groundwater-stress-with-grace/" target="_blank" rel="noopener"> publicação</a> da NASA que media, a partir de satélites, as mudanças em relação ao tamanho dos aquíferos.</p>
<p>Além disso, o reservatório está ameaçado pela pecuária extensiva e, principalmente, pela agricultura convencional, com a consequente infiltração de substâncias tóxicas na água. Assim, associado ao projeto também está o desenvolvimento de uma produção agroecológica em Áreas de Proteção Permanente, que são protegidas com a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o solo e o bem-estar de populações humanas.</p>
<p>A revista Arco conversou com Murilo Gambato de Mello, graduado pelo curso de Ecologia da UNESP, líder de projetos da Itapoty e mobilizador no Gigante Guarani para conhecer mais sobre o seu funcionamento e quais as perspectivas para o futuro. A ONG Gigante Guarani foi uma das convidadas do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/eventos/i-forum-primavera-da-articulacao-floresta-viva-informar-e-reflorestar/" target="_blank" rel="noopener">1° Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva: (In)Formar e Reflorestar,</a> organizado pela UFSM.</p><p><b>ARCO - Ainda que já houvesse um trabalho histórico de entidades ambientalistas na região, o Programa Gigante Guarani foi elaborado a partir da criação da Rede de ONGs do Ecótono da Cuesta. Como foi esse processo do surgimento do programa e quais aspectos foram levados em consideração no seu planejamento?</b></p><p><b>Murilo de Mello</b> - O Programa Gigante Guarani surgiu da necessidade de ampliar a sinergia entre as ações já desenvolvidas pelas ONGs no Ecótono da Cuesta, bem como de propiciar e valorizar a parceria com a UNESP e com as prefeituras da região, possibilitando atrair e captar recursos financeiros em escala maior, recursos estes extremamente necessários para executar os trabalhos de campo. Os principais aspectos que fundamentaram a concepção deste programa foram as linhas de atuação das ONGs envolvidas; as demandas socioambientais mais relevantes na região - levantadas através de mapeamentos do uso do solo, inventários de biodiversidade e diagnósticos participativos- ; políticas públicas; e interfaces com as linhas de pesquisas dos laboratórios da UNESP parceiros do programa.</p><p> </p><p><b>ARCO - No seu ponto de vista, qual a importância da pluralidade de organizações na criação e no desenvolvimento do projeto?</b></p><p><b>Murilo de Mello - </b>A pluralidade de organizações garante além de um “olhar mais aguçado” e sistêmico para o território onde o projeto está sendo desenvolvido, uma forma mais eficiente de atuação, pois cada instituição possui sua expertise e uma equipe capacitada para tal. Essa pluralidade também permite uma articulação institucional mais fortalecida, o que representa um ganho em termos de sinergia e troca de conhecimentos práticos.</p><p> </p><p><b>ARCO - Um dos objetivos nesta fase é promover a restauração de 200 hectares da Mata Atlântica, junto com uma produção agroecológica. Como essas ações se relacionam com a preservação do Aquífero Guarani?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> O programa tem como foco principal desenvolver ações ecológicas sobre áreas de recarga do Aquífero Guarani, essas áreas de recarga compreendem partes do território onde as rochas areníticas - que contém o referido aquífero - estão próximas da superfície, possibilitando assim que a água das chuvas infiltre no solo e nas rochas, abastecendo o aquífero. Portanto, restaurar o máximo possível das matas nativas, adotar práticas eficientes de conservação do solo que favoreçam a infiltração de água e utilizar métodos de produção agrícola mais ecológicos - que utilizem menos produtos químicos - são fundamentais para a manutenção e proteção deste gigante aquífero.</p><p> </p><p><b>ARCO - Entre as metodologias do programa estão práticas agroecológicas, o planejamento de paisagens sustentáveis, o fortalecimento da cadeia de restauração ecológica e geração de tecnologia. Pode explicar um pouco mais sobre como cada uma dessas atividades são aplicadas?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> As atividades citadas são desenvolvidas preferencialmente de forma integrada ao longo dos anos, e também através de projetos específicos. Explicando, cada uma destas atividades depende de financiamento (captação de recursos) para que aconteçam no campo, desta forma, sempre buscamos captar recursos que possibilitem a integração destas frentes de atuação.</p><p>Em termos práticos, para a realização de uma etapa do programa, inicia-se com uma ação de planejamento da paisagem, que envolve o mapeamento do uso do solo em uma determinada região concomitante com a mobilização e sensibilização dos/as proprietários/as rurais e do poder público local. Nesta fase, define-se as áreas prioritárias a serem restauradas, as metodologias a serem utilizadas, as vocações e as possibilidades para adoção de práticas agroecológicas na produção. Nas propriedades rurais que aderem ao projeto, são realizados mapeamentos mais detalhados do uso do solo, e o planejamento para a restauração da vegetação nativa. Junto a isso, são passadas informações sobre práticas agroecológicas que podem ser implantadas e os benefícios destas. Áreas demonstrativas de sistemas agroflorestais (SAF) também são implantadas em algumas propriedades rurais.</p><p>Projetos específicos para o desenvolvimento da agroecologia na região são realizados a partir destes mapeamentos e diagnósticos de campo, voltados principalmente para a agricultura familiar e assentamentos rurais. Quanto ao fortalecimento da cadeia de restauração, as ações inicialmente desenvolvidas objetivam mapear e identificar matrizes de árvores nativas da região, para a coleta de sementes, apoiar na estruturação de viveiros públicos (UNESP e CEDEPAR), capacitar mão de obra, e aumentar a demanda para os trabalhos de restauração da vegetação nativa na região. </p><p>A geração de tecnologia acontece através de pesquisas científicas, visando aprimorar as técnicas de restauração utilizadas para cada tipo de solo, e testando o método de restauração a partir de “chuva de sementes” - chamado de “muvuca”.</p><p> </p><p><b>ARCO - Outro objetivo interessante do Gigante Guarani é a mobilização social através da divulgação. Como isso é desenvolvido através das redes sociais e, na sua perspectiva, qual a importância desse processo para uma sustentabilidade de longo prazo?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> A comunicação e a mobilização social foram incluídas como um dos objetivos desta fase com o intuito de reforçar para a sociedade em geral sobre a urgente necessidade do engajamento dos diversos setores na efetivação de ações em larga escala de restauração e preservação da vegetação nativa. Para tal, foi criado um site específico para divulgação do projeto, e dentro deste site existe um mecanismo para que qualquer pessoa ou empresa possa fazer doações para a restauração de áreas, bem como, proprietários/as rurais podem cadastrar suas áreas a serem restauradas pelo projeto.</p><p>Cabe ressaltar que o Gigante Guarani foi motivo de <a href="https://globoplay.globo.com/v/8835092/" target="_blank" rel="noopener">reportagem especial</a> do Globo Rural no ano de 2020. Todo esse esforço de divulgação, tem como finalidade, além de sensibilizar a sociedade para a questão ambiental e ajudar a manter a esperança em um mundo melhor, de atrair novos parceiros e financiadores que permitam a continuidade e a ampliação das ações no médio e no longo prazo.</p><p> </p><p><b>ARCO - Além de contar com o apoio do BNDES para a reflorestação, o projeto recebeu financiamentos do Ministério do Meio Ambiente ao longo dos anos. Qual a importância do poder público para o desenvolvimento do projeto e como você avalia o contexto atual nesse sentido?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> O poder público é sempre um parceiro importante e fundamental, pois essa parceria ocorre nas 3 esferas: municipal (prefeituras), estadual (universidades e instituições de pesquisa e extensão rural), e federal (financiador). Facilitando e apoiando o desenvolvimento das ações em campo, gerando conhecimentos e também fomentando diálogos para a elaboração de políticas públicas municipais, regionais e estaduais, ampliando assim os resultados do projeto.</p><p>Em relação ao contexto atual, vemos transtornados o descaso do governo federal em relação à questão ambiental e às instituições federais envolvidas diretamente com essa agenda, dificultando o desenvolvimento de algumas atividades que dependem da articulação com instituições federais e da captação de recursos financeiros atrelados a estas. Por outro lado, o apoio proveniente dos municípios e das instituições estaduais se manteve o mesmo, mostrando o que já sabemos há tempos: da importância do engajamento e do fortalecimento dos municípios e de suas políticas públicas na manutenção e na ampliação de uma agenda ambiental positiva.</p><p> </p><p><b>ARCO - Quais são os principais desafios atualmente para o Gigante Guarani e qual a perspectiva para o futuro do programa?</b></p><p><b>Murilo de Mello - </b>Temos um desafio prático, que é o de garantir a boa manutenção das áreas onde foram plantadas mudas das árvores nativas, manutenção esta que requer um monitoramento constante (mensal), e a disponibilidade de recursos financeiros para “cuidar dos plantios”, o que exige também o apoio constante dos/as proprietários/as rurais.</p><p>Outro desafio é ampliar as fontes de captação dos recursos financeiros, recursos esses indispensáveis para a realização com sucesso das atividades de restauração da vegetação nativa, conservação do solo, mobilização social, transição agroecológica e fortalecimento de políticas públicas. Pelo fato do programa ter como foco as áreas de recarga do Aquífero Guarani, as perspectivas para o futuro são ao mesmo tempo otimistas - por conta da causa envolvida (água potável para milhões de pessoas) - e muito desafiadoras - por conta da extensão da área da recarga e da necessidade do engajamento “pra valer” de todos os setores da sociedade, engajamento esse que reflita em ações duradouras, e estas requerem o investimento constante de recursos financeiros em larga escala.</p><p>O sonho coletivo é que o programa evolua e transforme-se na Agência Guardiã da Recarga do Aquífero Guarani, composto por uma gestão tripartite: poder público, ONGs e setor privado. E que administre um “fundo financeiro abundante”, alimentado anualmente por recursos provenientes do setor privado e de instituições internacionais. </p><p>*Conheça mais sobre o projeto no <a href="https://giganteguarani.org.br/" target="_blank" rel="noopener">site</a> ou no <a href="https://www.instagram.com/giganteguarani/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Instagram.</a></p><p> </p><p> </p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Repórter:</i></b><i> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Ilustradora:</i></b><i> Julia Dutra, acadêmica de Publicidade e Propaganda e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social:</i></b><i> Nathália Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><b><i>Editor:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Abertura do I Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva debate sobre os biomas do Pantanal, Mata Atlântica e Amazônico.</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/11/24/abertura-do-i-forum-primavera-da-articulacao-floresta-viva-debate-sobre-os-biomas-do-pantanal-mata-atlantica-e-amazonico</link>
				<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 11:51:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biomas]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva]]></category>
		<category><![CDATA[marcelo canellas]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pantanal]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[O primeiro dia do I Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva: “(In)formar e Reflorestar”, na última segunda (23), contou com a presença de dois convidados que debateram a importância da informação e formação da opinião pública e articulações das questões socioambientais que envolvem os ataques sofridos pelos biomas florestais da Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica.&nbsp; [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O primeiro dia do I Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva: “(In)formar e Reflorestar”, na última segunda (23), contou com a presença de dois convidados que debateram a importância da informação e formação da opinião pública e articulações das questões socioambientais que envolvem os ataques sofridos pelos biomas florestais da Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na primeira hora do evento, o jornalista Marcelo Canellas, convidado para a abertura do fórum, exibiu sua reportagem transmitida pelo Fantástico e premiada pelo Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, a mais tradicional premiação jornalística brasileira. Com o título “os defensores da floresta” a reportagem acompanha a operação da polícia na Amazônia que prendeu os dois líderes de um grupo acusado de invadir terras públicas e ameaçar os fiscais da floresta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O jornalista também contou que neste ano, dedicou-se especialmente à denúncia do desmonte das políticas ambientais que fragiliza a Amazônia e coloca em risco a integridade e a sobrevivência dos povos indígenas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Precisamos dar voz ao novo entendimento da relação dos homens com a floresta e da economia com a floresta. Eu acho que há esperança de que as pessoas tenham em mente que a floresta precisa ser preservada. Esse evento aqui que vocês estão liderando, pode ser um embrião de algo mais amplo em defesa dos biomas brasileiros. É uma iniciativa que tem tudo para ganhar a simpatia da sociedade, desde que ela ganhe o debate público,” cometa Canellas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Eduardo Malta Campos Filho, coordenador de projetos de restauração do ISA ( Instituto Socioambiental) de São Paulo,&nbsp; foi o segundo convidado do dia de abertura do fórum . Ele conta que trabalha disseminando o método da muvuca, que é uma mistura de sementes nativas florestais de diferentes ciclos de vida com sementes de adubação verde, semeadas após preparo do solo com maquinário agrícola.&nbsp; Também atua na organização dos grupos de coletores da ARSX (Associação Rede de Sementes do Xingu), além de outros grupos a partir da experiência do Xingu, como na região de Aracruz/ES, com índios Tupinikim e Guarani, coordenando a restauração ecológica na região.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O ISA é uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, fundada em 1994, para propor soluções de forma integrada a questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“A oportunidade das pessoas de entrarem na mata, juntar sementes e isso gerar renda é muito bom e como consequência as pessoas vão aprender mais sobre a mata, vão andar no próprio território, fiscalizando e conhecendo. Elas levam os jovens para conhecer e esses jovens aprendem sobre o território, sobre as plantas e seus usos, é um projeto muito virtuoso e de resistência”, finaliza Eduardo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sobre o Fórum</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Fórum é a primeira ação do projeto Articulação Floresta Viva, que abordará questões socioambientais, pluriculturais, multidisciplinares, internacionais, ecológicas e de diversidade para efetivação de projetos de reflorestamento nos biomas afetados pela destruição humana. O projeto conta com a participação das populações tradicionais das florestas e povos originários, instituições, organizações, governos, universidades e financiadores na produção de propostas e ações que permitam proteger a biodiversidade dessas florestas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As atividades, promovidas pela Pró Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (PRE/UFSM) a partir do projeto Articulação Floresta Viva, continuarão acontecendo nos dias 24,2 5,26 e 30 de novembro e 1,2 de dezembro. Nesses dias de evento acontecerão palestras e mesas compostas por importantes formadores de opinião e ativistas do campo ambiental que desenvolvem projetos de reflorestamento nos biomas Pantanal, Mata Atlântico e Amazônico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As palestras irão ser transmitidas no período da tarde em dois horários, às 14 e 16 horas pelo <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.youtube.com/channel/UCZo0Npm8Cw0mvIq8CtZnMzw" target="_blank">canal do Youtube da PRE </a><a href="https://www.youtube.com/channel/UCZo0Npm8Cw0mvIq8CtZnMzw">.</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Reportagem: Ana Júlia Müller Fernandes, bolsista da Agência de Notícias da UFSM.</em> <br><em>Edição: Davi Pereira</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Curso de instalação da infraestrutura RAPELD em Guaxindiba, RJ.</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/pesquisa/ppbio/2015/05/31/curso-de-instalacao-da-infraestrutura-rapeld-em-guaxindiba-rj</link>
				<pubDate>Sun, 31 May 2015 20:46:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
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						<description><![CDATA[O “Curso de instalação da infraestrutura RAPELD para o monitoramento da biodiversidade” foi realizado entre os dias 18 a 22 de maio de 2015, contando com 15 pessoas dentre pesquisadores, alunos e funcionários da unidade de conservação. O objetivo desse curso foi capacitar os participantes a utilizar a metodologia RAPELD, para implementação do módulo RAPELD na Estação Ecológica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O <strong>“Curso de instalação da infraestrutura RAPELD para o monitoramento da biodiversidade”</strong><strong> </strong>foi realizado entre os dias 18 a 22 de maio de 2015, contando com 15 pessoas dentre pesquisadores, alunos e funcionários da unidade de conservação. O objetivo desse curso foi capacitar os participantes a utilizar a metodologia RAPELD, para implementação do módulo RAPELD na Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba, localizada no município São Francisco do Itabapoana, RJ. O curso foi ministrado pelo MSc. Átilla Colombo Ferreguetti (UERJ/Núcleo Executor PPBio Mata Atlântica) e pela Mestranda Juliane Pereira Ribeiro (UERJ/PPBioMA). A parte teórica foi realizada na Base da estação ecológica, que possui uma excelente logística de alojamento para atender os pesquisadores, e a parte prática ocorreu na Mata Decidual da Estação de Guaxindiba. O curso contou com a participação da coordenadora do núcleo sudeste do PPBio-MA, a Prof. Dra. Claudia Barros (Jardim Botânico do Rio de Janeiro) e o apoio da equipe da Universidade Estadual Norte Fluminense (UENF), da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba e o INEA.]]></content:encoded>
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