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				<title>006/2025 - EDITAL Nº 06/2025 - COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO/NÚCLEO RÁDIOS UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editais/006-2025</link>
				<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 17:33:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[rádios]]></category>

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						<description><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Comunicação Social, torna pública a abertura de inscrições para seleção de 01 (UM) BOLSISTA de GRADUAÇÃO para as Rádios da UFSM nas áreas de PRODUÇÃO DE CONTEÚDO EM MÍDIAS SOCIAIS.</span></p>
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							<content:encoded><![CDATA[  <p><span style="font-weight: 400">A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Comunicação Social, torna pública a abertura de inscrições para seleção de 01 (UM) BOLSISTA de GRADUAÇÃO para as Rádios da UFSM nas áreas de PRODUÇÃO DE CONTEÚDO EM MÍDIAS SOCIAIS.</span></p>
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				<title>069/2025 - Seleção de bolsistas de Mídias Sociais, Jornalismo e Administrativo para a SDE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/editais/069-2025</link>
				<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 19:03:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[administrativo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
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						<description><![CDATA[<p>A Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abre processo seletivo para bolsistas e cadastro reserva, de graduação e pós-graduação, para atuarem na áreas de Mídias Sociais, Jornalismo e Administrativo.</p>
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							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abre processo seletivo para bolsistas e cadastro reserva, de graduação e pós-graduação, para atuarem na áreas de Mídias Sociais, Jornalismo e Administrativo.</p>
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						<item>
				<title>039/2025 - Seleção de bolsista de Mídias Sociais para a SDE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/editais/039-2025</link>
				<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 15:30:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[SDE]]></category>
		<category><![CDATA[seleção de bolsista]]></category>
		<category><![CDATA[social media]]></category>

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							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abre processo seletivo para bolsista, de graduação e pós-graduação, para atuar na área de Mídias Sociais.</p>
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						<item>
				<title>Progep promove curso sobre produção de conteúdo para mídias sociais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/04/10/progep-promove-curso-sobre-producao-de-conteudo-para-midias-sociais</link>
				<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 12:18:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>
		<category><![CDATA[PROGEP]]></category>

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						<description><![CDATA[A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) recebe até 1º de maio inscrições para o Curso de Mídias Sociais: Produção de Conteúdo, o qual tem como objetivo qualificar a produção de conteúdo em mídias sociais dos diferentes setores da UFSM. A capacitação ocorrerá na modalidade presencial, de 4 de maio a 1º de junho, nas quintas-feiras, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/04/unnamed-6.jpg"><img class="alignright  wp-image-61788" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/04/unnamed-6.jpg" alt="" width="451" height="451" /></a>A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) recebe até 1º de maio inscrições para o Curso de Mídias Sociais: Produção de Conteúdo, o qual tem como objetivo qualificar a produção de conteúdo em mídias sociais dos diferentes setores da UFSM.</p>
<p>A capacitação ocorrerá na modalidade presencial, de 4 de maio a 1º de junho, nas quintas-feiras, das 13h30 às 17h30, no Laboratório de Informática, sala 4422 do prédio 74C (CCSH). Os instrutores serão os servidores da Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM, diretora de Produção Débora Dalla Pozza, editor de Imagem Pedro Amaral, jornalista Maurício Dias, programador visual Estevan Poll e relações públicas Laura Hartmann.</p>
<p>Descrição completa dos conteúdos e link para inscrições no <a href="https://portal.ufsm.br/capacitacao/index.html;jsessionid=b16aeb1e66bde01c12a324446e76" target="_blank" rel="noopener">Portal de Capacitação</a>. </p>
<p>Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo e-mail ned@ufsm.br ou pelo ramal 8063.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Mediação no Século XXI</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/mediacao-no-seculo-xxi</link>
				<pubDate>Mon, 14 Jun 2021 14:40:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Mídias Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[desintermediação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo no século XXI]]></category>
		<category><![CDATA[mediação]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
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						<description><![CDATA[Jornalismo precisa ser equiparado à produção científica para resgatar a credibilidade perdida nos últimos anos O jornalismo é responsável por parte daquilo que se pensa da cultura em sociedade e sua prática se aproxima do que faz o cientista. Tanto os jornalistas quanto os cientistas se baseiam em fatos. Apesar da similaridade, a professora do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h3><b><i>Jornalismo precisa ser equiparado à produção científica para resgatar a credibilidade perdida nos últimos anos</i></b></h3>
<img width="980" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/mediacao_2-980x1024.jpg" alt="" loading="lazy">

O jornalismo é responsável por parte daquilo que se pensa da cultura em sociedade e sua prática se aproxima do que faz o cientista. Tanto os jornalistas quanto os cientistas se baseiam em fatos. Apesar da similaridade, a professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/FW) Luciana Carvalho explica que esses profissionais têm critérios e padrões de condutas próprios e distintos, o que faz com que seus trabalhos tenham efeitos diferentes na sociedade. Ela afirma que, diferentemente dos cientistas, o jornalista se relaciona, antes de tudo, com o público e a necessidade primordial de comunicar.&nbsp;

Outra e, talvez, uma das maiores diferenças entre cientistas e jornalistas é o uso da linguagem. “Não se trata de ser melhor ou pior, mas diferente”, pondera Luciana. Segundo a professora, assim como a ciência, o jornalismo funciona como processo de construção de conhecimento. “O jornalismo, ao construir narrativas sobre o mundo, também faz parte da cultura, principalmente se adotarmos a perspectiva da construção social da realidade, pela qual compreendemos que as notícias são resultado de agenciamentos entre a cultura profissional, os fatos, as questões empresariais, políticas e econômicas”, esclarece.&nbsp;

Mesmo com bases práticas de investigação e de checagem de dados e informações, tornou-se cada vez mais comum encontrar posicionamentos contrários aos trabalhos dos jornalistas e dos cientistas, principalmente nas redes sociais. O cuidado nos resultados disponibilizados à sociedade não isenta o jornalismo e a ciência de carregarem consigo uma verdade provisória. “Sabemos que não há uma única verdade e que, por mais que dela cheguemos perto, nunca a alcançaremos por inteiro”, acentua Luciana.&nbsp;

Diante de tantos contrapontos, da negação do aquecimento global e da propagação de que as vacinas são estratégias de redução populacional ou que causam doenças, a ciência e o jornalismo enfrentam o mesmo problema, a falta de credibilidade. “Recentemente, temos visto emergir um cenário de pós-verdade, em que o conhecimento científico e a produção jornalística são atacados e desmerecidos, o que torna cada vez mais importante a busca pelo fortalecimento desses campos, por meio da valorização de seus métodos de trabalho”, salienta a professora.
<h3><b>Para além do lead&nbsp;</b></h3>
Diariamente, o jornalista lida com várias pautas, assuntos de áreas distintas e, por isso, o profissional precisa estar bem informado e ser curioso. A partir desse estereótipo que a professora Luciana Carvalho coloca que algumas pessoas consideram o jornalista um especialista em generalidade. Para ela, diferente do cientista, o jornalista não tem obrigação de ter conhecimento aprofundado sobre tudo, mas precisa saber onde e como buscar o que necessita apurar para informar à sociedade. “Quando surge uma pauta, temos que saber com quem falar, onde encontrar informações básicas, buscar o histórico daquele assunto”. Assim Luciana exemplifica o processo de apuração e investigação da notícia.&nbsp;

Na maioria das vezes, as qualidades básicas do jornalistas são despertadas na universidade, local em que acontece a instruçãoe a experimentação daqueles que passam a atuar na sociedade. É o processo em que está o estudante José Bruno Fiorini, acadêmico de Jornalismo e participante do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Tecnologia e Sociabilidades da UFSM, campus de Frederico Westphalen.&nbsp;

Ele se mostra preocupado com a ascensão das redes sociais como meios de difusão da informação e, por isso, volta sua formação para conhecer mais sobre o funcionamento dessas ferramentas de mediação jornalística. Bruno alerta que nem tudo o que está vinculado às redes sociais é jornalismo, ainda que publicado em plataformas de veículos de comunicação. Segundo o acadêmico, a falta desse feeling parece descaracterizar a representação de um dos principais critérios para definir o que é notícia: o interesse público. “Acumular conteúdo nas páginas do Facebook não é fazer jornalismo nas mídias sociais. Compartilhar o horóscopo nos Stories não é produzir conteúdo [jornalístico] audiovisual”, explica.&nbsp;

Para ele, os produtos audiovisuais para Facebook e Instagram, por exemplo, trazem ao jornalismo novas formas de linguagens e de interação com o público. Neste sentido, a aproximação entre veículo e público é uma das principais características dessas mídias. Ao encontro disso, Luciana frisa que as redes sociais são “ambientes digitais que, por suas características, acabam se tornando mídias, as denominadas mídias sociais digitais, que é o termo que considero mais adequado, atualmente, por envolver também os aplicativos móveis”.&nbsp;

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do relatório Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2017, no Brasil, o acesso à internet em casa atinge 70,5% da população. Pelos celulares e smartphones, chega a mais de 80%. Há muita gente que só se informa por grupo de Whatsapp. “Esses usuários são as vítimas mais fáceis das fake news. Além disso, há empresas e partidos políticos trabalhando para desinformar a população, criando pânico, desacreditando os jornalistas e a ciência”, alerta Luciana. Ela reforça ainda que, nos anos 1990, quando a internet se expandiu para toda a sociedade, autores como Pierre Lévy já falavam que o ciberespaço promoveria uma desintermediação ao tornar dispensáveis os mediadores tradicionais do conhecimento, como os jornalistas e os cientistas.

<img width="758" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/mediacao_1-758x1024.jpg" alt="" loading="lazy">
<h3><b>Jornalismo e(m) redes sociais&nbsp;</b></h3>
É preciso definir o que se entende por mídia alternativa ou independente. Se for para considerar todas as iniciativas que buscam se desvincular das pressões organizacionais da grande mídia, que não se associam a financiamento do governo ou de empresas, a professora diz que poucas conseguem se manter neste modelo. Para Luciana, é o que acontece no caso da Agência Pública e da Ponte, que, aparentemente, mantêm-se com recursos de editais e contribuições de leitores. “Alguns blogs e coletivos se dizem independentes, mas essa independência é relativa, pois estão muitas vezes vinculados a partidos políticos ou grupos com interesses que vão além da prática do jornalismo”, critica. Segundo a professora, o posicionamento do veículo de comunicação não é um problema, pelo contrário, desde que seja exposto para o leitor de que lado se está. Ainda mais se o lado escolhido for aquele de combate às injustiças sociais.

As redes sociais são metáforas para as ligações que se estabelecem entre as pessoas. Como essas mídias são alimentadas por meio da troca de informações e da conversação online, mostram um grande potencial para a prática jornalística. “Eu diria que o jornalismo continua sendo jornalismo nas redes ou mídias sociais digitais. E, ao mesmo tempo, surgem novas práticas, novas rotinas, novas linguagens, que parecem criar um tipo diferente de jornalismo, mais próximo da informalidade e do entretenimento, como já foi visto surgir, em outros moldes, na televisão ou no rádio”, explica Luciana.&nbsp;

A professora demonstra preocupação com o teor de notícias falsas, porque abusam de uma possível ingenuidade do público. “Muitas pessoas não sabem ou não fazem questão de saber diferenciar o boato do fato, a notícia da falsa notícia, a informação da desinformação, o jornalismo do pseudojornalismo”, analisa. Para ela, falta letramento digital, mas também há quem lucre e tenha vantagens em disseminar informações falsas ou maliciosas de modo deliberado, como ocorre em conflitos ou eleições.&nbsp;

Luciana leva em conta que o digital não criou a desinformação, mas a potencializou, pois muitos recebem e repassam conteúdos para suas redes sociais sem checar a credibilidade da fonte. No Brasil, ainda há o agravante da decisão do Supremo Tribunal Federal, que em 2009 suspendeu a obrigatoriedade do diploma superior em jornalismo para a obtenção do registro profissional de jornalista. A professora menciona ainda que o mercado de trabalho está cheio de pessoas sem formação que atuam no lugar de profissionais, o que acaba por precarizar a área.&nbsp;
<h3><b>Curadoria algorítmica&nbsp;</b></h3>
A curadoria é ressignificada no digital. O termo se relaciona ao ato de cura, vigilância e zelo. Na comunicação social, historicamente, o mediador tem realizado a função curadora. Ele age como uma espécie de filtro. Por meio de base teórica e prática, seleciona, checa a veracidade e direciona informações à sociedade. Antes realizada quase como uma exclusividade do jornalista, no século XXI outros profissionais passam a realizar a função de curadoria.&nbsp;

Em uma sociedade cada vez mais digitalizada, os Relações Públicas, por exemplo, passam a ser inseridos nessa tarefa, já que eles estreitam ou mantêm o relacionamento entre empresa e público de forma estratégica. No entanto, quem têm chamado atenção no protagonismo desse funcionamento são os algoritmos. Aparentemente, a curadoria por meio de algoritmos se sobressai à feita por humanos. A relações públicas Maríndia Dalla Valle, formada pela UFSM/FW, trabalha como analista de mídias digitais. Ela explica que esta é uma área de instabilidade, porque a cada semana surge uma nova atualização de uma mídia social digital ou um recurso novo para ser usado.&nbsp;

Luís Krötz, formado em Tecnologia em Sistemas para Internet na UFSM, conta que as empresas de jornalismo podem usar o recurso das plataformas para identificar e atingir determinados públicos e que há um processo de curadoria algorítmica nessa relação. “De acordo com o público, podem ser selecionadas múltiplas plataformas de propaganda social, em geral utiliza-se mais de uma, algumas para atingir um público mais genérico e outras para atingir determinados nichos de usuários”, diz o gerente de tecnologia.&nbsp;

Assim, o conhecimento que antes parecia restrito aos profissionais das ciências da computação passa a ser de interesse de todos, dos comunicadores e da sociedade em geral, afinal todos estão submersos na linguagem do zero e um. “Dentro da lógica das mídias sociais digitais, o algoritmo é fundamental, pois sem ele ficaria impossível receber e procurar conteúdo online. No processo de comunicação social, ele auxilia para aproximar o usuário das pessoas com as quais esse mais tem contato digital e dos conteúdos com os quais ele mais interage”, explica Dalla Valle.

<em><b>Reportagem</b>: Inácio de Paula </em>

<em><strong>Diagramação e ilustração</strong>: Yasmin Faccin</em>

<em><strong>Edição</strong>: Maurício Dias e Melissa Konzen</em>

<em><b>Revisão</b>: Alcione Bidinoto</em>

*Matéria publicada na&nbsp;<a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o">11ª edição</a>&nbsp;impressa da revista Arco.&nbsp;*<em>
</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Revista Arco é distribuída ao público na Polifeira do Agricultor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/05/18/revista-arco-polifeira</link>
				<pubDate>Tue, 18 May 2021 21:40:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[distribuição revista arco]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
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						<description><![CDATA[Desde a última terça-feira (18), a 11ª Edição da Revista Arco passou a ser entregue semanalmente na Polifeira do Agricultor para clientes e público em geral. A distribuição ocorre sempre durante o horário da feira, das 7h às 12h30, na Avenida Roraima, próximo à Universidade Federal de Santa Maria. Segundo Cristiano Dotto, assessor técnico da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Desde a última terça-feira (18), a 11ª Edição da Revista Arco passou a ser entregue semanalmente na Polifeira do Agricultor para clientes e público em geral. A distribuição ocorre sempre durante o horário da feira, das 7h às 12h30, na Avenida Roraima, próximo à Universidade Federal de Santa Maria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Cristiano Dotto, assessor técnico da equipe de coordenação da Polifeira, a entrega ocorre nas bancas dos agricultores do local. “Quando o consumidor adquire o alimento em uma banca, ele é convidado a levar uma revista para casa”, comenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde a suspensão das atividades presenciais acadêmicas e administrativas não essenciais na Universidade, a Revista Arco estava sendo entregue apenas em pontos fixos da Universidade, como no prédio da Reitoria, em que a circulação de pessoas segue baixa devido à pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O editor-chefe da 11ª Edição da Revista Arco, Maurício Dias, expõe os prejuízos desse momento na circulação do material: “com a pandemia não estávamos conseguindo distribuí-la em nenhum local, deixamos guardada durante todo esse tempo”. Ele também explica a importância da circulação para um maior alcance de público, proporcionado pela contribuição dos agricultores, servidores e bolsistas da Polifeira do Agricultor. “É uma maneira de fazer com que as pessoas possam ter acesso a um conteúdo de uma maneira gratuita, além de acompanhar o que a Universidade faz”, aponta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Revista Arco é uma publicação de jornalismo científico e cultural produzida pela Coordenadoria de Comunicação Social da universidade. A equipe é composta por alunos dos cursos de Comunicação Social e Desenho Industrial da UFSM e coordenada pelos jornalistas Maurício Dias e Luciane Treulieb. A 11ª Edição da Revista traz o dossiê sobre mídias sociais, que aborda os problemas das </span><i><span style="font-weight: 400">fake news</span></i><span style="font-weight: 400"> e do discurso de ódio; diário de campo sobre autocuidado dos recicladores de lixo; ensaio fotográfico sobre visibilidade trans; matéria em quadrinhos acerca da Língua Brasileira de Sinais; infográfico que resgata a descoberta e a evolução da cerveja.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Liberdade de Expressão ou de Agressão?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/liberdade-expressao-agressao</link>
				<pubDate>Mon, 10 May 2021 13:00:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
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						<description><![CDATA[Com o crescimento do uso da internet, aumentam também os discursos de ódio às minorias, muitos deles feitos sob o argumento do direito ao livre dizer “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/expressao_capa_site.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="expressão_capa_site">
<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/expressao_capa_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy">								</a>
<h2><strong>Com o crescimento do uso da internet, aumentam também os discursos de ódio às minorias, muitos deles feitos sob o argumento do direito ao livre dizer</strong></h2>
“Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. O 19º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos é fundamental para o exercício da cidadania, uma vez que garante, além da comunicação, o acesso à informação. A realidade, entretanto, mostra como essa liberdade de expressão tem sido usada para amparar discursos de ódio.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Direito Informacional da UFSM, professora Rosane Leal, a propagação de discursos de ódio deve-se à ideia de que há uma superioridade do emissor da mensagem e uma inferioridade do grupo destinatário. “Ela é uma mensagem claramente preconceituosa e que, além de discriminar e, muitas vezes, desumanizar o destinatário, também incita a violência”, afirma.&nbsp;

A professora explica que alguns destes discursos podem ser explícitos, enquanto outros são melhor articulados e possuem como finalidade posicionar a opinião pública de maneira contrária ao grupo cujo qual as agressões são dirigidas. Rosane afirma que em qualquer um dos casos “há tanto uma tentativa de desqualificar o grupo, quanto de incitar alguma forma de violência. Essa violência então precisa ser partilhada. O emitente do discurso de ódio convida outros.”&nbsp;
<h3><b>Ódio biopolítico&nbsp;</b></h3>
Por não existir uma lei própria para punir discursos de ódio, eles acabam enquadrados em outros crimes, de acordo com as suas especificidades e consequências geradas. Cabe à justiça classificar como dano moral, assédio, discriminação, racismo ou outros delitos. Entretanto, alguns casos criam margem para interpretações diversas, sobretudo quando resguardadas pelo princípio da liberdade de expressão.&nbsp;

Diante desse tensionamento tênue e de delicada classificação, o projeto de pesquisa da UFSM “Moralidades contemporâneas, fundamentalismos pós-modernos: a circulação dos discursos de ódio na mídia contemporânea”, coordenado pela professora Aline Dalmolin, trabalha com a conceituação de ódio biopolítico, que desejaria a eliminação de uma raça inteira. “São agressões, já na nossa leitura, que visariam não a pessoa na sua individualidade, mas sim o caráter biológico do envolvido, pela sua cor de pele, gênero, orientação política...que são tratados como se fossem raças”, explica. Segundo Aline, com o direito ao livre dizer e a ascensão da internet, tornou-se maior o espaço que temos para expressarmos nossas opiniões. Porém, o que deveria ser um aspecto positivo traz consequências preocupantes. “Cada pessoa se sente no direito de falar de forma livre e toma por princípio que a liberdade de expressão seja um valor absoluto, quando na verdade ela não é”, destaca. A professora Rosane complementa que, ao mesmo tempo em que tratados internacionais reconhecem a liberdade de expressão, eles também colocam condicionantes, já que ela pode sofrer limitações quando abalar o direito de outras pessoas.&nbsp;
<h3><b>Redes sociais como propagadoras&nbsp;</b></h3>
Com a popularização da internet, a tecnologia possibilitou aos usuários uma maior difusão de ideias e pensamentos. Consequentemente, os discursos de ódio tiveram sua abrangência amplificada. Nas redes sociais, além dos internautas disporem de uma ferramenta para externalizar e divulgar suas opiniões, eles também encontram apoio de outros que pensam de forma semelhante.&nbsp;

A tecnologia foi a ferramenta que, além de dar voz a esses grupos, também lhes deu seguidores. A professora Aline explica que, ao encontrarem um público que aceita, compactua e também produz conteúdos que incitam à violência, os emissores sentem-se cada vez mais livres para manifestarem discursos de ódio.&nbsp;

Sobre os receptores atingidos, a professora Rosane contextualiza que geralmente são minorias sociais, comunidades que possuem uma vulnerabilidade histórica. Essas minorias não são grupos quantitativamente inferiores, mas sim pessoas que sofrem violências estruturais, tanto da sociedade, quanto dos órgãos públicos, que legitimam e reproduzem essa violência. “Ainda que a internet dê fala para esses grupos atingidos, não são as mesmas condições de fala. O grupo é tão desumanizado que todos os dias é perseguido. As vozes são silenciadas ou até mesmo ceifadas”, complementa.&nbsp;
<h3><b>Polarização&nbsp;</b></h3>
A partir das redes sociais é possível replicar informações em grande escala e, com isso, disseminar fake news. Conteúdos falsos são fundamentais para a propagação de discursos de ódio e contribuem para a polarização da sociedade. Grupos com visões opostas afastam-se, posicionam-se em extremos e, cada vez mais, isolam-se de quaisquer ideias que contraponham-se as suas.

As mídias sociais têm algoritmos, recursos que selecionam públicos e assuntos. Eles coletam nossos dados e nos inserem em uma “bolha”, na qual estão, geralmente, pessoas com posicionamentos semelhantes aos nossos. Para a professora Rosane, nós temos uma falsa ideia de liberdade, mas somos vigiados o tempo inteiro. “Eles vêem tua tendência, quem são as pessoas com quem tu convive...tu vai receber somente notícias que vão acentuar a tua visão política de mundo”, afirma.&nbsp;

A Organização Não Governamental&nbsp;<a href="https://new.safernet.org.br/" target="_blank" rel="noopener">SaferNet&nbsp;</a>é a primeira entidade brasileira a criar um canal para receber denúncias anônimas de crimes de ódio na internet. No período eleitoral de 2018, entre 16 de agosto e 28 de outubro, foram registradas 39.316 denúncias. Mais do que o dobro em relação ao pleito de 2014, quando foram feitas 14.653. O aumento reflete a polarização no país e as consequências das fake news.&nbsp;
<h3><b>Memes e política&nbsp;</b></h3>
Populares no ambiente digital, os memes são capazes de transformar qualquer assunto, pessoa ou ação em riso. Mas como separar piada e ofensa? O professor da Universidade Federal Fluminense, Viktor Chagas, é coordenador do Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Culturas Políticas e Economia da Colaboração, que fundou o&nbsp;<a href="https://www.museudememes.com.br/" target="_blank" rel="noopener">#MUSEUdeMEMES</a>. O projeto nasceu do interesse em discutir o fenômeno de maneira aprofundada.&nbsp;

Para Viktor, a distinção entre humor e ofensa é um dos problemas mais complexos que o grupo busca responder. Do ponto de vista de quem faz a piada, não há uma resposta. O limite é dado por quem recebe a brincadeira. Cada audiência compreende de determinada maneira. E, se a brincadeira ofende alguém, ela não é e talvez nunca tenha sido uma brincadeira, explica. “Não se trata de cercear a liberdade de expressão, mas de garantir uma condição de equanimidade entre os sujeitos políticos, pois, a natureza do humor é trabalhar com estereótipos, e os estereótipos não incidem sobre as classes hegemônicas, eles incidem sempre sobre as minorias”, complementa.&nbsp;

Além disso, os memes são resultado do que o professor caracteriza como um novo processo de socialização da informação. Públicos que antes não tinham acesso à informação, com a popularização da internet passaram a ter. Mesmo que seja de uma forma rasa. O pesquisador mostra que, se por um lado é ruim que o conhecimento circule de modo superficial e possa favorecer radicalismos, por outro é bom que esses novos públicos tenham um primeiro contato de letramento político.&nbsp;

Viktor afirma que os memes são usados para propagar discursos de ódio, mas que tal característica não está sempre presente. “Ela é resultado de uma série de circunstâncias com as quais estamos sendo confrontados em nossa experiência”, comenta. Segundo ele, as figuras de humor são apropriadas pela cultura do ódio, pois tornam mais simples e superficial a informação política, o que garante que todos tenham acesso.&nbsp;

<em><strong>Reportagem:</strong> Melissa Konzen e Paulo Cezar Ferraz </em>

<em><strong>Diagramação e ilustração:</strong> Lidiane Castagna</em>

<em><strong>Edição</strong>: Maurício Dias</em>

<em><strong>Revisão</strong>: Alcione Bidinoto</em>

<em>*Matéria publicada na&nbsp;<a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o">11ª edição</a>&nbsp;impressa da revista Arco.&nbsp;</em>]]></content:encoded>
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				<title>Como redes sociais hackeiam sua mente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-redes-sociais-hackeiam-sua-mente</link>
				<pubDate>Thu, 28 Jan 2021 12:35:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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						<description><![CDATA[A senha para sua atenção é: neurociência e psicologia comportamental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2><b>A senha para sua atenção é: neurociência e psicologia comportamental</b></h2><p>Se antes celulares e computadores já eram considerados uma extensão de nossos corpos, agora podemos considerá-los  uma extensão de nosso mundo. Uma pesquisa realizada pelo<a href="http://www.institutodelete.com/home" target="_blank" rel="noopener"> <u>Laboratório Delete</u></a><b><u> </u></b>ajuda a entender esse fenômeno. Entre os meses de maio e junho do ano passado, marcado pelo surgimento do novo coronavírus, o laboratório que faz parte do Instituto de Psiquiatria da Universidade do  Rio de Janeiro (UFRJ) realizou uma pesquisa com 870 pessoas, das quais 52,6% instalaram novos aplicativos para realizar mais atividades digitais e 43,8% passaram a fazer compras e operações bancárias online.</p><p>As medidas de isolamento social impostas pelo novo coronavírus fizeram com que as ferramentas digitais também dominassem as formas de interação e diversão. O estudante de Engenharia de Controle e Automação, Guilherme Basso, 24 anos, conta que com a pandemia, seu consumo de redes sociais aumentou significativamente e começou a afetá-lo. “O consumo desse conteúdo começou a me fazer mal, pois o que as pessoas mostravam nas redes sociais não era a realidade em que vivo”, relata.</p><p>Mesmo antes da pandemia, o uso mais saudável das mídias digitais, em especial das redes sociais, já era uma preocupação presente em inúmeros textos e vídeos pela Internet com dicas sobre como diminuir o tempo gasto online e ter uma rotina mais produtiva. Se você também se pergunta por que é tão difícil largar as redes sociais, a resposta está em “apenas” uma palavra: dopamina. Este neurotransmissor produzido pelo cérebro no sistema mesolímbico (conhecido também como “circuito de recompensa”), atua sobre o humor, o prazer, o aprendizado, a motivação, a coordenação motora, entre outras. </p><p>Sua liberação ocorre sempre que um estímulo externo é interpretado pelo cérebro como algo prazeroso. Esse estímulo pode vir ao se realizar atividades físicas, fazer sexo, comer chocolate, jogar videogame ou até no consumo de drogas lícitas e ilícitas. “O cérebro precisa de substâncias como a dopamina e serotonina para se sentir bem e ele aprende rapidamente quais atividades dão a ele as maiores quantidades”, explica a psicóloga clínica e fundadora do Laboratório Delete, Anna Lucia Spear King, também professora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Entre essas atividades está o uso das redes sociais.</p>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/01/revista_arco_vicio_tecnologico-1024x668.jpg" alt="Ilustração, na horizontal, colorida e com a cor predominante em azul. Na ilustração há um jovem que tem a parte do seu corpo para dentro de uma tela do celular, o telefone e o jovem possuem quase a mesma altura. O jovem enxerga dentro do celular um espaço onde aparecem telas de aplicativos, ícones de redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram e vários emojis de carinha feliz, carinha triste e corações." loading="lazy" />											
		<h2>A psicologia por trás dos algoritmos</h2><p>Redes sociais são grandes fontes de dopamina não só porque a conexão com nossos amigos é divertida. Elas foram projetadas para sentirmos prazer, para que cada usuário fique imerso por horas naquela “realidade”. Jeff Orlowski, em seu documentário<u><a href="https://www.netflix.com/br/title/81254224" target="_blank" rel="noopener">“O Dilema das Redes”</a>,</u> mostra como desenvolvedores de sites e redes sociais como Facebook, Instagram, Pinterest e Gmail, projetaram o design desses produtos com base em estudos sobre psicologia comportamental. </p><p>O ponto de encontro entre programação e psicologia é o Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidade de Stanford. Com o objetivo autodeclarado de ensinar os programadores do Vale do Silício - região da Califórnia, conhecida por ser o lar de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo como Google, Facebook e Netflix - a transformar o comportamento dos usuários de seus produtos.  Para cumprir esse objetivo, o laboratório recorreu à obra de um dos maiores especialistas em comportamento do século XX, Burrhus Frederick Skinner.</p><p>Ele ficou conhecido pelo seu estudo na área comportamental da psicologia, em especial sobre esquemas de reforçamento. O psicólogo, por meio do Condicionamento Operante, buscava modificar comportamentos por meio dos “esquemas de reforço”. O esquema de reforço ensina o cérebro pela consequência após a ação. Se determinada ação é classificada como “boa”, há um estímulo positivo para que o cérebro repita essa ação no futuro. Quando uma ação é classificada como “ruim”, acontece o contrário: por meio de um estímulo negativo, busca-se ensinar o cérebro a não repeti-la.</p><p>Nas redes sociais os reforços positivos são constantes: curtidas, comentários em publicações e atualização dos feeds. Esses elementos são chamados de  reforçadores de razão variável, porque nunca se sabe quando ou em que quantidade  essa recompensa virá, como se fosse em uma máquina caça-níquel. Por meio dos esquemas de reforçamento, gradualmente o usuário das redes sociais passa a agir como um apostador: toda vez que olha para o celular, sente vontade de checar seus perfis para ver se há algum prêmio reservado para ele.</p><p>Quando esse prêmio está lá, ocorre a liberação de dopamina. Isso ocorre diversas vezes ao dia e exige pouco esforço do usuário, que deve apenas se manter conectado e ativo.  “Eu estou sempre com o meu celular por perto, por mais que eu não esteja usando, o celular está ali”, afirma a estudante de Publicidade e Propaganda e Influencer Digital, <a style="text-align: justify" href="https://www.instagram.com/luisajuleite/">Luísa Jurack Leite</a>, de 19 anos.</p><p>Luísa usa o Instagram como sua ferramenta de trabalho, seu perfil fala principalmente sobre moda e possui mais de 16 mil seguidores. Pela satisfação e retorno financeiro, a estudante avalia positivamente seu uso da rede social para trabalho, mas admite que poderia melhorar o seu uso como forma de lazer. Com a pandemia, o Instagram tornou-se a sua principal fonte de entretenimento e informação. Mesmo fora do trabalho, ela continua boa parte do seu dia conectada. "É uma relação de trabalho, mas, ao mesmo tempo, uma relação de dependência porque eu passo quase 70% do meu dia no Instagram”, afirma. </p><p>Para o cérebro é muito mais fácil passar um grande período de tempo nas redes sociais ao invés de realizar outras atividades como exercícios ou estudos - isso ocorre devido ao pouco esforço que essas práticas exigem para se obter dopamina. Afinal, o que parece melhor: sair em pleno verão e correr um quilômetro ou ficar uma hora observando o feed?</p><p>Mas esse estímulo fácil tem um preço. As cargas extras de dopamina ao longo do tempo levam o cérebro a entender que não precisa mais produzir o neurotransmissor nas quantidades habituais. Assim, é preciso gastar cada vez mais tempo nessas atividades para se obter o mesmo nível de prazer. “Sem notar, passaremos a jogar mais, fazer mais sexo, comer mais, fumar mais e etc. em troca da felicidade, da liberação de dopamina”, adverte King.</p>		
										<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/01/revista_arco_vicio_tecnologico_redes_sociais.png" alt="Ilustração, na vertical, colorida e com a cor predominante em azul. Na ilustração há um caça níquel, onde tem cinco botões com ícones das redes sociais Whatsapp, Instagram, Twitter, Youtube e Facebook. A tela do caça níquel está parada na combinação de três corações na horizontal em três colunas divididas. O prêmio da combinação dos três corações são cápsulas de remédio simulando a dopamina ao receber estímulos felizes das redes sociais. A ilustração contém as seguintes frases: “dopamina” e “ganhe recompensa sem esforço”." loading="lazy" />											
		<h3><strong>Dependência digital X dependência patológica</strong></h3><p>Segundo Anna King, todos nós somos dependentes digitais. Mas antes de procurar a primeira clínica de reabilitação disponível, calma. Isso não significa que você tenha um problema grave. Dependência digital é o uso da tecnologia em nosso dia a dia, para crescimento pessoal, lazer ou trabalho, como o <u><a style="color: #0000ff" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/teletrabalho-ead-pandemia/" target="_blank" rel="noopener"><em>home office</em></a></u><b><u>.</u></b> “Você é dependente da tecnologia, como se você dependesse da sua agenda de papel, mas isso não quer dizer que você está doente”, argumenta a psicóloga.</p><p>A dependência patológica, chamada nomofobia, atinge cerca de 15% da população. Anna King explica que a doença geralmente está relacionada com outros transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, fobia social, síndrome do pânico e dismorfia corporal. Por esse motivo é importante a quem considera excessivamente dependente da tecnologia buscar ajuda profissional, pois o problema pode estar além de passar muitas horas na internet ou em videogames. O grande período de tempo imerso no mundo virtual se torna um refúgio do mundo real. "Geralmente quem busca muito acessar tecnologias em busca de prazer procura preencher algo que falta nele", afirma.</p><p>A psicóloga pondera que o principal motivo para o uso excessivo das tecnologias é a falta de conscientização sobre o tema e não algum distúrbio mental. “Isso não é vício patológico, isso é uma falta de educação digital”. Por isso é importante consumir vídeos, matérias, livros e outros tipos de conteúdos que falam sobre o funcionamento das redes sociais. Entender como e porquê elas nos afetam é o primeiro passo para impor limites e usá-las de forma mais saudável.</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Amanda Pinho, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
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