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				<title>Vacinas contra a Covid-19 podem causar a varíola dos macacos?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-contra-a-covid-19-podem-causar-a-variola-dos-macacos</link>
				<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 14:53:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[varíola dos macacos]]></category>

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						<description><![CDATA[Boatos sem respaldo científico associam o surgimento da Monkeypox com a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desde o início da campanha de vacinação contra o coronavírus, circulam nas redes sociais posts que contestam a segurança dos imunizantes. Com o aumento dos casos da Monkeypox - conhecida popularmente como Varíola dos Macacos-, surgiram boatos de que a doença seria um efeito colateral das vacinas aplicadas contra a Covid-19 - especialmente da Astrazeneca, que usa um adenovírus de chimpanzé na composição.</p><p><b id="docs-internal-guid-bd950a31-7fff-abf1-f99b-f50e7fc94a4e" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O infectologista e professor na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Schwarzbold, afirma que nenhum dos imunizantes utilizados contra o coronavírus podem causar a varíola dos macacos. Isso porque não existe relação genética entre o Monkeypox - vírus causador da doença com mesmo nome, com o adenovírus de chimpanzé usado na vacina Astrazeneca. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar do nome popular, esse tipo de varíola não tem relação com os macacos. A nomenclatura surgiu com a descoberta inicial do vírus, em 1958, quando macacos de um laboratório dinamarquês manifestaram a doença. O primeiro caso em humanos foi identificado em 1970, em uma criança da República Democrática do Congo. O ano da descoberta do vírus também se contrapõe à ideia de relação com as vacinas da Covid-19. Alexandre explica que o Sars-CoV-2 (coronavírus) surgiu na última década. Ou seja, a Monkeypox já existia antes do surgimento da Covid-19. Algumas pessoas chegaram a matar macacos por conta da confusão causada pela relação do nome com os animais. Com isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) busca um novo nome para a doença, com o objetivo de evitar qualquer tipo de violência contra os animais.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/MonkeyPox_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher jovem em primeiro plano. Ela tem pele escura, cabelos longos, ondulados e pretos, olhos escuros, nariz e boca pequenos. Olha para a frente. Veste regata amarela. No lado esquerdo dela, agulha com líquido lilás está no braço. A agulha é segurada por uma mão com luzas roxas. Há uma linha diagonal que separa a ilustração em duas. No lado da agulha, o fundo é roxo. No outro lado, a pele da mulher está cheia de bolhas pequenas na cor lilás, e o fundo é de cor rosa alaranjado." loading="lazy" />														
		<p>Schwarzbold afirma que, além disso, os chimpanzés não são espécies reservatórias do vírus que causa a doença. Eles não hospedam o Monkeypox. Os prováveis reservatórios, segundo o especialista, são ratos e esquilos.</p>		
			<h3>Como funciona a vacina da Astrazeneca?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A tecnologia adotada na Astrazeneca usa como vetor viral o adenovírus - um vírus comum que causa uma doença leve, semelhante a um resfriado. Essa tecnologia se baseia na capacidade do vírus de entrar na célula humana. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz <a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/">(Fiocruz</a>) - produtora do imunizante no Brasil -, o adenovírus causa um resfriado comum entre os chimpanzés. Ele foi modificado geneticamente para que não possa se reproduzir ou causar doenças nos seres humanos.  </p><p><br />No adenovírus é introduzido um material genético de uma proteína encontrada no coronavírus, a “Spike”. Com isso, os adenovírus são amplificados, purificados, concentrados e estabilizados em laboratórios para depois serem transformados em vacina. O adenovírus transfere o gene da “Spike” para as células do sistema de defesa humano. Isso estimula o organismo a gerar uma resposta imunológica. Ou seja, a vacina “treina” o corpo para reconhecer a proteína “Spike” e criar defesas contra o coronavírus.</p>		
			<h2>Sintomas e formas de transmissão da Monkeypox</h2>		
		<p>Segundo a <a href="https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news/item/2022-DON385#:~:text=Monkeypox%20is%20a%20viral%20zoonosis,genus%20of%20the%20Poxviridae%20family.">OMS</a>, a Monkeypox é uma zoonose viral, ou seja, ela é transmitida para seres humanos a partir dos animais. O vírus pertence ao gênero orthopoxvirus da família Poxviridae. Os sintomas são semelhantes aos observados em pacientes com varíola comum:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><ul><li style="font-weight: 400">febre;</li><li style="font-weight: 400">dor de cabeça e dores no corpo;</li><li style="font-weight: 400">dor nas costas;</li><li style="font-weight: 400">calafrios;</li><li style="font-weight: 400">cansaço;</li><li style="font-weight: 400">erupções cutâneas (feridas na pele). </li></ul></td></tr></tbody></table><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">estaca que a maior parte dos quadros são leves e não costumam se agravar. No entanto, o número de mortes registradas mostra, segundo ele, a capacidade de infecção visceral, ou seja, da doença afetar algum órgão  além da pele, e que, em alguns casos, pode levar à morte.</p><p><br />Até o dia  30 de setembro, o Brasil registrou 29.052 notificações para Monkeypox, segundo dados do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos/boletim-epidemiologico-de-monkeypox-no-13-coe/view">Governo Federal.</a></p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/mito-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Veredito final: Mito. Nenhum dos imunizantes utilizados contra a Covid-19 pode causar a varíola dos macacos. O adenovírus de chimpanzé - usado na fabricação da Astrazeneca, também não é reservatório do vírus Monkeypox.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho e Noam Wurzel, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM integra rede que promove campanha contra desinformação sobre a varíola do macaco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/09/21/ufsm-integra-rede-que-promove-campanha-contra-desinformacao-sobre-a-variola-do-macaco</link>
				<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 14:28:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[infodemia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[monkeypox]]></category>
		<category><![CDATA[rede interinstitucional]]></category>
		<category><![CDATA[redes]]></category>
		<category><![CDATA[varíola do macaco]]></category>

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						<description><![CDATA[Rede Interinstitucional de Enfrentamento da Desinformação em Saúde é formada por diversas instituições]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Criada em abril, a Rede Interinstitucional de Enfrentamento da Desinformação em Saúde (Redes) tem por objetivo ampliar o diálogo a respeito de doenças infecciosas que, por meio da disseminação de informações falsas, podem ser mais transmitidas, levando a um maior número de pessoas adoecendo e morrendo, consequentemente. Por isso, neste mês de setembro, como sua primeira campanha, o projeto decidiu ampliar o diálogo sobre a varíola do macaco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com o início de sua disseminação em maio de 2022, a doença atingiu quase cinco mil casos em quatro meses no Brasil, e, ao final de agosto, chegou a Santa Maria. Essa transmissão acelerada acontece porque o contágio é feito de pessoa para pessoa, através do contato com lesões e secreções. Houve também registros de contaminação por meio das vias respiratórias. Nesse sentido, contraria-se a ideia equivocada de que a varíola provém do macaco; ele atua apenas como hospedeiro do vírus, assim como os humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/9a.png"><img class="alignright  wp-image-59743" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/9a.png" alt="" width="403" height="403" /></a>Para evitar a contaminação, indica-se higienizar as mãos com frequência, com sabão ou álcool em gel 70%, além de não manter o convívio com indivíduos infectados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quando efetivado o contágio, a varíola causa lesões de pele dolorosas, que tendem a evoluir de manchas para bolhas, que posteriormente se rompem e formam crostas. Contudo, antes desses machucados aparecerem, outros sintomas apontam para a infecção, como explicitado abaixo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acesse o </span><a href="https://www.mpf.mp.br/regiao4/atuacao/direitos-do-cidadao/rede-interinstitucional-de-enfrentamento-da-desinformacao-em-saude-1/monkeypox" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">site da Redes</span></a><span style="font-weight: 400"> para obter mais informações sobre a doença.</span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/14.png"><img class="wp-image-59744 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/14.png" alt="" width="403" height="403" /></a></p>
<p><b>Importância de iniciativas como a Redes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com a representante da UFSM no comitê gestor da Redes, a professora de Jornalismo do Campus Frederico Westphalen Luciana Carvalho, a ideia de desenvolver um projeto de combate à desinformação nasceu durante a pandemia de Covid-19, quando as informações irreais se potencializaram, a partir da propagação de </span><i><span style="font-weight: 400">fake news </span></i><span style="font-weight: 400">a respeito do coronavírus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse sentido, o Ministério Público (MP) mobilizou as demais entidades para elaborar a Rede Interinstitucional de Enfrentamento à Desinformação em Saúde, chegando aos seguintes integrantes: Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFFRS), Instituto Federal Farroupilha (IFFar), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Procuradoria da República no Rio Grande do Sul (MPF/PRRS), Procuradoria Regional da República na 4ª Região (MPF/PRR4) e UFSM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na composição da equipe há cientistas, médicos, pesquisadores de diversas áreas e jornalistas. Juntos, atuam na elaboração de materiais informativos para as redes sociais das instituições, na realização de oficinas explicativas para crianças em escolas e para profissionais da saúde. Pretendem, futuramente, ministrar minicursos sobre as doenças infecciosas para que radialistas do interior transmitam corretamente notícias acerca do tema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para explicar a importância de se combater a desinformação relacionada à saúde, Luciana destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o mundo vive uma infodemia: termo correspondente ao grande fluxo de informações sobre determinado assunto que se espalha rapidamente pela internet, em um período curto de tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nessa lógica, a sociedade permanece constantemente imersa em novos conteúdos informacionais, verdadeiros ou não, sobre diversos tópicos, como a Covid-19, o que é um problema, segundo a integrante da Redes. "</span><span style="font-weight: 400">A desinformação afeta a saúde das pessoas e a democracia. Teve pessoas que morreram durante a pandemia de Covid-19 por acreditarem em desinformação, por aderirem a tratamentos que não tinham comprovação científica, por não se vacinarem. A gente tem hoje uma redução mundial nos índices de vacinação contra poliomielite, por exemplo [por causa da desinformação]", afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por tais motivos, é necessário que se fomente o trabalho de projetos como a Redes e que se confira a fonte das informações antes de propagá-las.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Laurent Keller, estudante de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias<br /></span>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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