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				<title>Equipe de foguetemodelismo da UFSM participa de competição internacional </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/17/foguetemodelismo</link>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 18:12:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
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						<description><![CDATA[A Tau Rocket Team é um projeto que desenvolve foguetes e satélites em nível acadêmico 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/40a920ea-6cea-4351-972e-e8a09bca5479-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um auditório. Todas as pessoas estão em pé e seguram duas bandeiras, uma branca e a outra preta, com o nome Taura Rocket Team. O grupo de pessoas é composto por jovens, homens e mulheres, com diferentes fenótipos e com roupas casuais." />											<figcaption>Tau Rocket reúne 55 integrantes de diferentes cursos de Engenharia e, também, das Ciências Econômicas, do Desenho Industrial e das Letras</figcaption>
										</figure>
		<p>No universo da matemática, as letras possuem um papel fundamental. São elas que representam valores, incógnitas e carregam história. A letra 𝜏 (Tau), por exemplo, é a última letra do alfabeto hebraico e a nona do alfabeto grego antigo. Ela também é utilizada na área da engenharia para cálculos diversos. Além do papel na matemática, a Tau desempenha papel na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Não é por acaso que um time de foguetemodelismo da instituição carrega o nome da letra. </p><p>A <em>Tau Rocket Team</em> é uma equipe de acadêmicos da UFSM que tem como objetivo desenvolver foguetes e satélites em nível universitário para competir com outras equipes do Brasil e do mundo. Fundado em 2020, o projeto nasceu a partir de uma disciplina do curso de Engenharia Espacial, a Concepção, Projeto, Implementação e Operação (CPIO). Durante a disciplina, os acadêmicos realizam um projeto desde a concepção até a implementação. “A gente faz toda a parte teórica, com a expectativa de criar o projeto na vida real. Muitas vezes não acontece por questões orçamentárias”, explica o atual capitão da Tau, Nelson Ciancaglio Netto. </p><p>O capitão da equipe conta que, na época, a ideia era desenvolver um foguete que pousasse de ré, “como os foguetes do Elon Musk”. No andamento da disciplina, abriu um edital da Agência Espacial Brasileira (AEB) que oferecia financiamento para foguetes universitários movidos à propulsão híbrida, tecnologia pouco difundida no país até então. Para contemplar o edital, os acadêmicos mudaram o projeto do foguete que pousava de ré para um com tecnologia mais complexa, a híbrida. A proposta foi aceita e recebeu o financiamento da AEB.  </p><p>Além do protótipo do grupo, outro projeto do Centro de Tecnologia foi agraciado pela AEB. A iniciativa, também feita para a disciplina CPIO, consiste em uma bancada para teste de motor híbrido. Assim, a Tau nasceu. “O nome Tau é da letra grega, que é muito utilizada na engenharia, em mecânica de sólidos, na parte estrutural do curso. É uma letra bem comum para a gente”, conta Nelson sobre a origem do nome da equipe. </p><p>Com 55 membros, o time é composto por pessoas de diversas áreas. A maioria é das Engenharias Aeroespacial, da Computação, de Controle e Automação, Mecânica, da Produção, Civil, Telecomunicações e Química. Mas também há participantes de outras áreas, como Ciências Econômicas, Desenho Industrial e Letras.</p>		
													<img width="578" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/GRAFICO-FOGUETE-1-578x1024.jpg" alt="Imagem colorida vertical com fundo em azul e desenho em branco de foguete." />													
													<img width="1920" height="1280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/capa_tac-1.jpg" alt="" />													
													<img width="1024" height="850" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/GRAFICO-SATELITE-1-1024x850.jpg" alt="" />													
		<h3><b>Tau levará foguete e satélite para competição</b></h3><p>A Latin American Space Challenge (LASC), uma das maiores competições de foguetes e satélites experimentais do mundo,  acontece em Bauru, São Paulo, e dura três dias. “Esse ano estão previstos 100 times diferentes, incluindo do México, da Índia e de Taiwan”, complementa Nelson. </p><p>A primeira vez que a equipe competiu na LASC foi em 2023. “A equipe lançou o primeiro foguete competitivo da UFSM. Desde então, o grupo tem evoluído continuamente, tanto em termos técnicos quanto educacionais. Hoje é reconhecido como um importante projeto de pesquisa, extensão e formação de engenheiros”, complementa o professor orientador Cesar Valverde</p><p>A competição inclui diferentes categorias, divididas de acordo com o apogeu dos foguetes: 500 metros, 1 quilômetro e 3 quilômetros. Dentro das categorias, há subdivisões para os tipos de motor usados nos foguetes. </p><p>Neste ano, a equipe da UFSM vai competir com o Quark II na categoria de propulsão sólida. Ainda, os integrantes pretendem competir nas categorias de 1km e de 500m. </p><p>A Tau também levará o primeiro satélite à competição, o Áquila. Com o tamanho de uma lata de refrigerante, o Áquila é um nanosatelite educacional. Sua missão principal é ser um sistema de monitoramento climático capaz de monitorar e estimar a qualidade do ar e capturar imagens do ambiente em tempo real. </p><p>Para chegar ao LASC, a equipe buscou meios de ajuda financeira. Com a “Campanha Premiada” fazem promoções com empresas de Camobi. “A gente optou por sortear pequenos prêmios que fazem sentido no cotidiano do universitário”, explica o integrante do time e um dos responsáveis pela campanha, Carlos Pereira. Uma das ações é uma <a href="https://www.instagram.com/taurocketteam/">promoshare no Instagram</a>. </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/66eb613f-77a5-44a0-8c0d-09ed18e636d9-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de dois estudantes segurando um foguete verde, preto e branco, uma menino e uma menina. O foguete tem cerca de meio metro. Pouco atrás deles, um outro estudantes, atrás de uma mesa, com alguns foguetes menores em exposição" />											<figcaption>Quark é o segundo foguete criado pela equipe Tau</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>A concepção de um foguete </b></h3><p>De acordo com o orientador do grupo, Cesar Valverde, tudo começa pela definição da missão, que estipula qual será o objetivo do voo, a altitude, o tipo de carga útil e as restrições técnicas. Depois, cada subequipe trabalha em um subsistema: propulsão, aerodinâmica, estrutura, eletrônica, recuperação e integração. Na sequência, os projetos passam por fases de simulação, construção e testes de bancada, em que os sistemas são avaliados em condições controladas. Após os testes, o foguete é preparado para lançamentos em campo, que costumam acontecer durante competições, como a LASC.</p><h3><b>Extensão atrai estudantes para a universidade</b></h3><p>Como projeto de extensão, a Tau realiza atividades em escolas de Santa Maria. Durante os encontros, os universitários ensinam os estudantes a construir e lançar foguetes com garrafas PET. “Nesse processo, vários conceitos de física e de matemática são abordados, e as implicações na tecnologia desses foguetes. Medidas, áreas e trajetórias são investigadas dessa forma”, relata a professora e coorientadora do projeto, Karine Magnago. Ela acrescenta que os tópicos de engenharia aeroespacial, considerados mais complexos, são apresentados de maneira lúdica. </p><p>As atividades extensionistas despertam o interesse dos alunos da educação básica por cursos superiores. “Muitos estudantes da rede pública, que compõem o público alvo principal das nossas ações, não se vêem capazes de traçar carreiras com formação universitária, especialmente nas áreas das exatas e da tecnologia. Essas práticas aproximam os estudantes dessas áreas e podem reduzir crenças limitantes e preconceitos”, afirma Karine.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/71c6b7a6-b00a-48a9-a680-217aab2c7ed3-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de foguete preto, verde e branco ao lado de um cubo preto com inscrições em branco. O foguete tem mais de um metro e meio e está no situado no chão em um corredor de um prédio da universidade" />											<figcaption>Nome do foguete, Quark, também é o de uma partícula elementar da física
</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Diferencial na formação acadêmica</b></h3>
<p>Segundo o orientador do projeto, Cesar Valverde, a Tau é um espaço de aprendizado ativo. É nele que os alunos aplicam conceitos aprendidos em aula. “A Tau tem um papel de formação cidadã ao estimular a curiosidade científica, a autonomia, o senso de propósito e formar profissionais comprometidos com o avanço da ciência e da engenharia no Brasil”, explica.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Além disso, os acadêmicos podem desenvolver <i>soft skills, </i>ou seja, habilidades não técnicas, como trabalho em equipe, liderança, resolução de problemas e criatividade. O capitão Nelson comenta que o contato com o cargo o fez ter diferentes visões sobre como liderar um time: “é uma corda bamba entre puxar o pessoal para que o projeto ande, mas também respeitar o tempo de cada um”.&nbsp;&nbsp;</p>
<h3><b>Como participar&nbsp;</b></h3>
<p>Os novos integrantes costumam ser selecionados, por meio de processos, após as competições. “A princípio, depois de novembro, a gente faria processo seletivo. A gente só não sabe exatamente se vamos fazer logo depois da competição ou se vamos esperar até o início do próximo ano”, antecipa Nelson.&nbsp;</p>
<p>Mais informações, acompanhe o Instagram da <a href="https://www.instagram.com/taurocketteam/">Tau Rocket Team</a></p>
<p><i><b>Texto</b>: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p><i><b>Fotos</b>: Carlos Pereira/Tau Rocket Team/Divulgação/UFSM</i></p>
<p><i><b>Infográfico</b>: Lisa Nielsen de Melo, a</i><i style="font-size: 16px">cadêmica de Desenho Industrial e estagiária da Agência de Notícias&nbsp;</i><i style="font-size: 1rem">sob a supervisão de Daniel Michelon De Carli</i></p>
<p><i style="font-size: 1rem"><b>Edição</b>: Maurício Dias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Equipe SpaceLab UFSM é tricampeã na competição de nanossatélites CubeDesign 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2024/10/18/equipe-spacelab-ufsm-e-tricampea-na-competicao-de-nanossatelites-cubedesign-2024</link>
				<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 14:37:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CubeDesign]]></category>
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		<category><![CDATA[Departamento de Engenharia Mecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
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						<description><![CDATA[Nanossatélite da UFSM transmite dados em tempo real para a estação terrena, incluindo imagens]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A equipe SpaceLab UFSM conquistou o primeiro lugar na competição de nanossatélites <a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br/eventos/cubedesign/2024" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>CubeDesign 2024</em></strong></a>, organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A equipe venceu na categoria CanSat, desenvolvendo um nanossatélite capaz de transmitir telemetria (dados do satélite) em tempo real para uma estação terrena, incluindo imagens capturadas durante o voo em um balão de sondagem. O CanSat foi composto pelos subsistemas de energia, estrutura, comunicação, computação de bordo, recuperação e carga útil. Além disso, também foi desenvolvida uma estação terrena para recebimento dos dados do satélite. O evento ocorreu nos dias 29 e 30 de agosto de 2024, em São José dos Campos, SP.&nbsp;</p>
[caption id="attachment_5766" align="alignnone" width="1024"]<img style="color: #000000;font-size: 16px" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/10/alunos-integrando-o-nanossatelite-1024x461.jpeg" alt="" width="1024" height="461"> &nbsp;Estudantes integrando o nanossatélite[/caption]
<p>O CubeDesign é uma competição latino-americana promovida pelo INPE, por meio da Divisão de Pequenos Satélites (DIPST) e em parceria com a pós-graduação da instituição. A competição visa fomentar o desenvolvimento de sistemas espaciais miniaturizados, desafiando as equipes a conceberem, projetarem, fabricarem e operarem seus nanossatélites, atendendo a um conjunto de requisitos e restrições estabelecidas pela organização.</p>
<p>Esta foi a terceira vez que a equipe SpaceLab UFSM alcançou o primeiro lugar na competição, tendo vencido anteriormente em 2019 e 2022. Neste ano, a equipe se destacou pela rápida capacidade de resolução de problemas e pelo diferencial técnico de seu nanossatélite, que foi capaz de transmitir imagens em tempo real durante o voo, além de outros dados de telemetria. Além disso, o relatório técnico submetido como parte dos requisitos da competição recebeu elogios dos avaliadores pela metodologia de desenvolvimento e no gerenciamento do projeto. Esse feito reforça a excelência e organização da equipe, que tem utilizado a competição como uma plataforma para aplicar conceitos práticos de engenharia aeroespacial, além de colocar os alunos em contato direto com outros estudantes e profissionais do setor espacial, propiciando conexões profissionais e oportunidades de colaboração em futuros projetos.</p>
[caption id="attachment_5768" align="alignnone" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/10/Verificacao-de-requisitos-por-banca-avaliadora-1024x603.jpeg" alt="" width="1024" height="603"> Verificação de requisitos pela banca avaliadora[/caption]
<p>A equipe SpaceLab UFSM (<a href="https://www.instagram.com/spacelabufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/spacelabufsm/"><strong><em>@spacelabufsm</em></strong></a>) foi orientada pelo Prof. Eduardo Escobar Bürger, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSM. Os alunos Felipe Pinto Vogel, José Guilherme Aparecido Ferreira e Matheus Klement Sebben, do curso de Engenharia Aeroespacial, foram responsáveis pelo desenvolvimento do CanSat vencedor. O apoio do Núcleo de Gestão Orçamentária do CT foi essencial para garantir o uso ágil dos recursos necessários à participação da equipe. Além disso, a participação foi viabilizada pelo financiamento da Pró-Reitoria de Extensão (PRE/UFSM), por meio do Edital Nº 040/2024, que ofereceu auxílio à representação institucional em eventos.</p>
[caption id="attachment_5767" align="alignnone" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/10/apresentacao-do-projeto-para-banca-avaliadora-1024x461.jpeg" alt="" width="1024" height="461"> Equipe apresentando o projeto para banca avaliadora[/caption]
<p>A equipe SpaceLab UFSM faz parte do Projeto de Ensino nº 053818 - "SpaceLab UFSM - Desenvolvimento de Nanossatélites para competição", vinculada Centro de Tecnologia da UFSM, e é um braço de ensino do <a href="https://www.ufsm.br/grupos/gpesc" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Grupo de Pesquisa em Engenharia de Sistemas e Complexidade - GPESC</em></strong></a>, sendo um projeto de destaque na formação de novos profissionais para o setor aeroespacial.</p>
<p>Há planos de expandir a equipe para competir em todas as categorias do CubeDesign no próximo ano (2025), dando continuidade ao legado de sucesso do projeto. O processo seletivo para novos membros está previsto para o final deste ano. Além disso, em parceria com um grupo de alunos da disciplina de CPIO II (Engenharia Aeroespacial) e com participação da COESU/INPE, o SpaceLab UFSM está desenvolvendo uma plataforma multimissão para sondagens estratosféricas, com lançamento previsto para 2025, a qual realizará duas missões científicas.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<hr>
<p><i>Texto por Eduardo Escobar Bürger, com edição da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM</i></p>
<p><em>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site?&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos">Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</a>!</em></p>
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<p><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Perrengues e emoções: o lançamento de um nanossatélite no Cazaquistão durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-lancamento-nanossatelite-cazaquistao</link>
				<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 14:05:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia de telecomunicações]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6551</guid>
						<description><![CDATA[Andrei Legg e Eduardo Bürger, professores da UFSM, relatam, em um diário de viagem, a experiência de lançar o NanoSatC-Br2]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="671" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/capa_nanosatelite-1024x671.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>No dia 22 de março, às 3h07 da madrugada, um foguete russo chamado Soyuz-2 decolou do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, carregando o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2 (NCBR2). Resultante de um convênio entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o nanossatélite é parte do Programa NanosatC-BR, coordenado por Nelson Schuch, pesquisador do Inpe. A iniciativa está inserida em um projeto de desenvolvimento de missões espaciais com foco científico, tecnológico e educacional apoiados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O foguete Soyuz-2 é operado pela empresa GK Launch, com sede na Rússia, e o lançamento contou com o suporte da Agência Espacial Brasileira (AEB).</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_1-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>O professor Eduardo Bürger, do curso de Engenharia Aeroespacial e coordenador local de Engenharias do Programa, e o professor Andrei Legg, do curso de Engenharia de Telecomunicações e coordenador do projeto de lançamento do NCBR2, foram indicados para participar, <i>in loco</i>, do evento. “Inicialmente era previsto que várias pessoas participassem da comissão que acompanharia o lançamento, incluindo professores da UFSM, alunos, servidores do Inpe, AEB e MCTI, possivelmente o próprio ministro”, explicam os professores sobre as alterações nos planos ocorridas devido à pandemia.</p><p>Assim, em 14 de março, os professores Eduardo e Andrei iniciaram a (longa) jornada rumo à cidade de Baikonur. A pedido da Revista Arco, eles escreveram um diário para registrar o que ocorreu antes, durante e depois do acontecimento histórico que eles presenciaram.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/box_nanosatelite_final-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Antes da viagem</b></p><p>Fizemos exame PCR para Covid-19 faltando menos de 72 horas para o embarque, cumprindo o requisito exigido pelas companhias aéreas. Nesta ocasião, por ser sábado, combinamos com o laboratório que o resultado traduzido para o inglês seria enviado impreterivelmente no domingo, por e-mail.</p><p>Além disso, a operadora do lançamento também já havia nos informado que faríamos outros exames na Rússia. Caso alguém testasse positivo para Covid-19, possivelmente perderia a oportunidade de participar do lançamento e deveria ficar em quarentena. Isso já aumentava nossa tensão, que já estava alta devido ao lançamento que colocaria em órbita o nosso segundo nanossatélite que há anos estava em desenvolvimento, fruto de muito trabalho de diversas instituições.</p><p>A viagem planejada por uma agência de viagens foi a seguinte: Porto Alegre – Guarulhos – Zurique – Moscou. Apenas neste trecho foram 36 horas de viagem. Chegaríamos em Moscou à noite e, na manhã do dia seguinte, pegaríamos “carona” num voo fretado pela operadora do lançamento até a cidade de Baikonur, com vários outros representantes dos outros 37 satélites que o foguete lançaria.</p><p><b>Dias 1 e 2 – 14 e 15 de março (voo para Moscou com escalas em Guarulhos e Zurique)</b></p><p>Saímos de Santa Maria rumo ao aeroporto de Porto Alegre. Para isso, alugamos um carro, visto que a ideia era reduzir a exposição desnecessária ao contato com outras pessoas.  Pegamos voo para Guarulhos, São Paulo. Chamou a atenção que o voo estava lotado, com todos os assentos ocupados. Houve muita aglomeração no aeroporto, e para entrar na aeronave não houve exigência de nenhum tipo de exame, nem mesmo foi medida a temperatura antes do embarque.</p><p>Em Guarulhos, no <i>check-in</i>, fomos informados pela empresa aérea que nossa entrada na Rússia estava permitida, e nos foi pedido apenas o exame PCR em português.</p><p>Em Zurique, após espera de algumas horas para o voo para Moscou, ao acessar nossos e-mails, fomos surpreendidos com a situação de que até então (era segunda-feira) o laboratório de Santa Maria não tinha enviado o resultado do exame traduzido em inglês. O responsável pelo embarque nos informou que tínhamos 20 minutos para conseguirmos o exame traduzido pelo laboratório, e ainda precisaríamos de uma nova autorização para entrarmos na Rússia, pois a carta-convite que tínhamos da Roscosmos [Agência Espacial Russa] citava apenas o Cazaquistão. Exatamente dois minutos antes do término do embarque e após inúmeras ligações internacionais ao laboratório no Brasil (por sorte eram sete horas da manhã no Brasil), conseguimos os exames traduzidos e a autorização por parte da GK Launch. Tudo foi impresso na porta de entrada do embarque nos últimos minutos. Só nos deixaram embarcar com a promessa de que ficaríamos no setor internacional do aeroporto de Moscou aguardando nosso voo para o Cazaquistão, mesmo com hotel já reservado na Rússia.</p><p>Ao embarcar no avião, fizemos um último contato com o pessoal da GK, que nos garantiu que nossa entrada em território russo estava garantida. Chegando na Rússia por volta das 18 horas, ao passar pelo controle de fronteira para entrar no país, quando estávamos nas cabines de controle de fronteira, subitamente uma policial surge e recolhe meu passaporte (Eduardo) e toda a documentação que tinha, me conduzindo para outro andar sem dar nenhuma explicação. O Andrei ainda estava sendo atendido e aparentemente parecia não haver problemas com ele. Como não havia internet disponível, ficamos sem comunicação um com o outro para saber o que estava acontecendo. Fui colocado em um salão com pouco espaço e com aproximadamente 80 pessoas, a maioria do Uzbequistão - e muitos sem máscara. Ninguém sabia explicar o que estava acontecendo, nem onde estavam nossos passaportes - nem os que estavam ali, nem os policiais russos que não falavam inglês e apenas diziam “WAIT HERE”. Exausto da longa viagem, fiquei duas horas em pé aguardando algo acontecer. </p><p>Eu (Andrei), estava no andar de baixo em uma situação bastante similar à do Eduardo, mas eu estava conseguindo sinal de internet, o que me permitia conversar com o pessoal da GK e explicar nossa situação. Aparentemente, eles também não sabiam qual era o problema para não liberarem nossa entrada e falaram para eu ter calma que nossa entrada seria autorizada sem problemas, mas aproveitei para deixar mensagens a várias pessoas dizendo onde eu estava e explicando o que tinha acontecido (sinceramente, não sabia o que poderia acontecer conosco). Cerca de duas horas depois, surge um dos guardas acompanhando o Eduardo, devolve nossos passaportes e finalmente passamos pelas cabines, entrando em território russo. No exato momento em que chegamos ao local de retirada de bagagens, nossas malas estavam sendo retiradas. Isso foi muita sorte, porque se as malas não estivessem lá, seria mais uma situação complicada devido ao problema de comunicação.</p><p>Ainda no aeroporto, precisávamos fazer outro exame PCR para o voo fretado do dia seguinte. Ficamos mais três horas tentando realizar o pagamento, que era exclusivamente online. A internet não funcionava e o site também não aceitava cartões brasileiros (tentamos seis cartões diferentes). Finalmente, após realizar o exame, fomos para o hotel descansar para nossa viagem no dia seguinte.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/mapa_nanosatelite-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Dia 3 - 16 de março (Cazaquistão)</b></p><p>Era o dia da viagem para o Cazaquistão. O hotel que escolhemos tinha serviço de transporte para o aeroporto, então chegamos por volta das sete horas da manhã no aeroporto para pegar o resultado do exame PCR, e também porque tínhamos que nos encontrar com o pessoal da GK no balcão do check-in. Estava nevando, e o embarque foi um pouco diferente, com deslocamento por ônibus até o avião. O voo para o Cazaquistão foi tranquilo. </p><p>Chegando no controle de fronteira do Cazaquistão, houve certa resistência à nossa entrada, perguntaram até se nosso passaporte era diplomático. Depois de uns 10 minutos de incertezas, eles carimbaram nossa entrada. Finalmente estávamos em Baikonur no Cazaquistão! Na sequência, assinamos um documento reconhecendo as regras que tínhamos que respeitar e nos dirigimos para o ônibus que nos levaria até o nosso hotel.</p><p>Ao chegar no hotel, precisávamos preencher uma ficha toda em russo e um senhor da Roscosmos, que inclusive falava bem português, nos ajudou com o preenchimento da documentação. Tínhamos algumas horas para arrumar as coisas no quarto e, depois, sairíamos para a "janta" - vale lembrar que estávamos com oito horas de diferença em relação ao Brasil devido ao fuso, ainda não estávamos adaptados e também nos sentíamos extremamente cansados da viagem.</p><p>O primeiro jantar foi bem interessante, conhecemos muitas pessoas e foi o primeiro contato com a culinária russa/cazaquistanesa. Um comentário sobre isso: sabores muitos similares aos do Brasil, basicamente os temperos se assemelham muito aos que utilizamos por aqui, com a diferença de que usam carne equina com alguma frequência.</p><p><b>Dia 4 - 17 de março (Baikonur, Cazaquistão)</b></p><p>Acordamos muito cedo - uma hora mais cedo do que o necessário devido a uma confusão na internet que mostrava dois horários distintos para o mesmo local GMT+6  e GMT+5. A nossa programação era especial: acompanhar o “rollout” do Soyuz-2, que é o deslocamento do veículo desde seu hangar até a torre de lançamento. Foi nosso primeiro contato com a base de lançamento, ficamos bem perto do veículo lançador, foi uma experiência fantástica acompanhar essa etapa. Mas também foi o dia mais frio que tivemos por lá. O frio era tanto que as mãos ardiam muito ao tirar as luvas para tirar algumas fotos.</p><p>À noite, tivemos um jantar com comida e dança típicas do Cazaquistão. Nesta janta, conhecemos o CEO da GK Launch, e também fizemos vários contatos com outros representantes.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_2_opcao2-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Dia 5 - 18 de março (Baikonur, Cazaquistão)</b></p><p>Para quem trabalha no setor espacial, visitar o Museu do Cosmódromo de Baikonur é algo muito emocionante. O primeiro satélite do mundo foi lançado ao espaço deste Cosmódromo, assim como foi de lá que o primeiro foguete levando um ser humano foi lançado - dentre vários outros feitos históricos. Inclusive, Baikonur é o primeiro e maior local de lançamento de foguetes do mundo.</p>		
										<img width="1024" height="947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_3-1024x947.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Neste dia, pudemos ver, tocar, e até entrar (!) em diversos modelos de espaçonaves históricas lançadas pela antiga URSS. Um dos ápices da visita foi a possibilidade de entrar no ônibus espacial Buran (muito similar ao americano Space Shuttle), pudemos até entrar no cockpit para tirar algumas fotos. No final da visitação, tivemos a oportunidade de entrar e conhecer a casa onde Yuri Gagarin, cosmonauta soviético e primeiro ser humano a viajar pelo espaço, morou, assim como a casa de Sergei Korolev, engenheiro ucraniano e principal projetista de foguetes e de aeronaves soviético durante a corrida espacial. Korolev é amplamente considerado o pai da astronáutica soviética.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_4-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Após o almoço, o grupo fez uma visita no Baikonur International Space School, uma escola de ensino fundamental e médio totalmente voltada para o setor espacial. Recebemos palestras de alguns professores da instituição, que nos mostraram como cada uma das disciplinas tradicionais do ensino (matemática, física, química, etc.) são lecionadas com viés totalmente prático e voltado para o setor espacial. Na própria escola há inúmeros modelos de motores e outras partes de foguetes doados pela Roscosmos. Na escola, pudemos participar do lançamento de pequenos foguetes projetados pelos próprios alunos do ensino fundamental. Nesta ocasião, eu (Eduardo) fui um dos convidados a lançar o foguete a partir de um controle remoto. </p>		
										<img width="1024" height="947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbook_nanosatelite_visita_a_escola-1024x947.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Dia 6 - 19 de março (Baikonur, Cazaquistão)</b></p><p>O dia começou cedo, precisávamos fazer um teste de PCR antes do lançamento - se desse positivo, não poderíamos assistir ao lançamento e ainda ficaríamos 14 dias presos no hotel. Seria pior ainda se tivéssemos algum tipo de complicação (acho que esses pensamentos deixam claro nosso nível de tensão). Realizado o exame, partimos para nosso café da manhã. Inicialmente, achamos a comida matinal um pouco estranha, mas confesso que já estava me acostumando a comer mingau de grãos de aveia e kefir.   </p><p>Saímos para o <i>city tour</i> e a primeira parada foi o monumento do Yuri Gagarin com os braços erguidos - mas, infelizmente, não estávamos no horário em que o sol aparenta estar entre seus braços. A próxima parada foi em um modelo de foguete Soyuz que fica exposto  em uma praça. Na sequência, conhecemos o míssil intercontinental que poderia ter destruído Nova Iorque nos tempos de guerra fria. E, por último, visitamos alguns memoriais a vítimas de acidentes do programa espacial russo.</p><p>A última parada do dia foi o Museu da Cidade de Baikonur (<i>Baikonur City Museum</i>), outro museu bem interessante, bastante voltado às conquistas espaciais e programas espaciais, mas também abordando questões históricas da União Soviética e história local do Cazaquistão.</p><p><b>Dia 7 - 20 de março  (Tentativa de lançamento)</b></p><p>No dia do lançamento, a previsão no dia anterior era de dia nublado, o que dificultaria muito a visualização. Para nossa surpresa, o dia estava limpo e muito ensolarado. O frio era tanto que o rosto ardia de ficar do lado de fora da tenda que prepararam para os participantes, onde eram oferecidos comes, bebes e televisões com câmeras ao vivo do <i>pad</i> (plataforma) de lançamento. O foguete possuía 38 satélites de 18 países diferentes. Havia muitos ônibus de diversos lugares. O local onde estávamos ficava a apenas 2,5 quilômetros do foguete. Tudo estava perfeito. Minutos antes do lançamento, vimos uma movimentação estranha nas câmeras que filmavam o foguete e logo depois ouvimos a triste notícia que o lançamento tinha sido adiado, sem receber nenhuma outra informação.</p><p>Uma mistura de tristeza e ansiedade no ar, pois muitos que estavam lá tinham passagem marcada para o dia seguinte.</p><p>Ainda na tenda do local de lançamento, recebemos subitamente um <i>link</i> no <i>WhatsApp</i> e um aviso: “entrem nesse <i>link</i> para a <i>live</i>”. Em poucos segundos, sem nada combinado, estávamos participando em uma <a href="https://www.google.com/url?q=https://youtu.be/Ze5zac-hYh8?t%3D9159&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1619447030303000&amp;usg=AOvVaw3kgOkrhdVDUItzvjdj923I" target="_blank" rel="noopener"><i>live</i></a> com o ministro Astronauta Marcos Pontes, direção da AEB, diretor do INPE, Reitoria da UFSM, gerência de nosso projeto e outros alunos participantes.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_5_certo-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Mais tarde fomos informados que devido a uma não conformidade em um teste elétrico do lançador, o lançamento deveria ser adiado para o dia 22. Felizmente conseguimos contatar a agência de viagens e adiar nosso retorno. </p><p><b>Dia 8 - 21 de março (Baikonur, Cazaquistão) </b></p><p>O dia excedente que ficamos em Baikonur não pôde ser muito aproveitado. A cidade é extremamente restrita aos turistas, pois é uma cidade militar, totalmente voltada para o serviço de lançamento. Assim, não éramos autorizados a passear na cidade desacompanhados de alguém da organização. Aproveitamos esse tempo para estreitar laços e prospectar futuras colaborações com outras instituições participantes, como da Catalunha, Rússia e Eslováquia.</p><p>Realizamos um novo teste de PCR, já que o anterior não serviria mais para nosso voo de retorno.  </p><p><b>Dia 9 -  22 de março  (Baikonur, Cazaquistão e Moscou, Rússia)</b></p><p>O dia amanheceu nublado e com chuva leve, que permaneceu durante o lançamento. Apesar disso, a emoção sentida no momento de ignição dos motores é muito difícil de expressar: a vibração sonora  era sentida no corpo, um barulho muito alto e grave. No rosto, sentíamos a onda de calor. É uma cena majestosa. Ficamos o tempo todo segurando nossa bandeira com muito orgulho de nosso país, de nossas instituições e de nossa equipe. Após alguns minutos do lado de fora, já sem sentir as mãos, os pés e o rosto devido ao frio de - 10º C, todos com muita emoção retornaram à grande tenda para acompanhar em tempo real a ejeção dos satélites e, é claro, brindar o sucesso desta etapa. Várias equipes levaram suas bebidas típicas de seu país para o brinde. Nós, é claro, levamos uma cachaça envelhecida para a comemoração. Ficamos felizes que todos à nossa volta se aproximaram para experimentar a bebida brasileira.</p>		
										<img width="1024" height="947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_5.1-1024x947.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Retornamos rapidamente ao hotel, pois tínhamos cerca de uma hora para fazer as malas e, na sequência, fomos para um "jantar" de confraternização. Mas a única coisa que conseguíamos pensar era que nosso satélite em breve estaria em órbita e se teríamos alguma confirmação de seu funcionamento. Durante o jantar, algumas equipes tiveram a confirmação do funcionamento dos seus satélites, mas nós não tínhamos ainda nenhum sinal do nosso. Nossa expectativa era ter alguma confirmação do NCBR2 na chegada do voo em Moscou. Foi um voo tenso, ficamos o tempo todo falando sobre isso e discutindo sobre as possibilidades. Quando nosso voo tocou o solo russo, conseguimos sinal de celular e tivemos a confirmação que o NCBR2 havia sido rastreado com sucesso! Festejamos ainda dentro do avião.     </p><p>Como nosso voo teve que ser adiado devido à mudança do dia de lançamento, a única passagem disponível de retorno que foi conseguida pela agência de turismo era dentro de quatro dias, que aguardamos em Moscou. Devido à Covid-19, vários voos internacionais foram muito reduzidos, fazendo com que, dependendo do lugar onde se estivesse, só houvesse um ou dois voos por semana para o Brasil.</p><p><b>Dias 10, 11 e 12 - 23 a 25 de março (Moscou, Rússia) </b></p><p>Decidimos aproveitar o tempo em Moscou para vários propósitos.</p><p>Tivemos uma tentativa frustrada de receber a vacina russa Sputnik V, pois havíamos visto em vários sites de notícias que até mesmo turistas poderiam recebê-la. Isso havia mudado poucas semanas antes, sendo agora gratuita apenas para residentes da Rússia. Notamos que os locais de vacinação estavam completamente vazios. Mais tarde descobrimos que, apesar de a vacinação estar bem avançada, ainda há desconfiança na vacina por parte da população. </p><p>Fizemos algumas reuniões com equipe de nanossatélite científico/tecnológico da Eslováquia, que estavam na mesma situação aguardando voo de retorno, e acabamos por receber um convite de parceria para próximos projetos. </p><p>Por intermédio da AEB (Agência Espacial Brasileira), recebemos convite para uma “visita cortesia” à embaixada do Brasil na Rússia. Lá fomos muito bem recebidos pelo embaixador e diplomatas, conversamos muito sobre nosso Projeto NANOSATC-BR, empresas russas envolvidas no lançamento e também em oportunidades de cooperação entre o projeto e instituições russas.</p><p>Ainda neste período, realizamos uma visita à sede da operadora GK Launch, que operou o lançamento do Soyuz-2. Neste local, fizemos reunião com alguns representantes da empresa e trocamos contatos para possíveis futuras cooperações.</p><p>Por último, obviamente também não deixamos de visitar o Museu da Cosmonáutica de Moscou. Um local muito grande, com tantas atrações e artefatos que poderíamos ficar um dia inteiro lá. </p><p><b>Dia 13 - 26 de março (retorno ao Brasil)</b></p><p>Em uma viagem com tantos contratempos, na tentativa de evitar a implacável lei de Murphy, fomos para o aeroporto com muita antecedência, pois, além do exame PCR, tínhamos que realizar o check-in e despachar nossas malas. Todas as partes deram errado. Novamente, o site de pagamento dos exames não funcionava com cartões brasileiros, e dessa vez não nos deram outras opções. Depois de muitas horas de tentativas, fomos salvos pela Embaixada Brasileira na Rússia, graças à visita que tínhamos feito no dia anterior. </p><p>Com os resultados do exame entregues apenas uma hora antes do voo, fomos (correndo) receber a nova surpresa no balcão de check-in: a área Schengen (que abrange 26 países europeus) está fechada para estrangeiros devido à Covid-19. Como no nosso voo de retorno havia um trecho dentro desta área (Suíça-Alemanha), nosso embarque não foi permitido. Muito frustrados com a situação, tentamos argumentar de várias formas com a responsável da empresa aérea, que nos deu duas opções: ficar mais seis dias em Moscou, até ter voo direto ao Brasil, ou ir para a Suíça e ficar no aeroporto (sem poder sair) por 30 horas até que houvesse voo direto para o Brasil. Escolhemos a segunda opção, pensando que a companhia nos daria algum apoio no aeroporto de Zurique. O aeroporto era pequeno - para as refeições havia apenas uma lanchonete e um <i>duty free</i> que fechavam muito cedo. Ficamos em um “hotel” dentro do aeroporto que fornecia sofás para descanso. </p><p>Muito cansados com a viagem de retorno de mais de 45 horas, chegamos ao Brasil já com sintomas de gripe. Cada um já em suas casas em Santa Maria e em quarentena, fizemos mais alguns testes PCR para sabermos se voltamos contaminados. O professor Eduardo testou negativo e o professor Andrei testou positivo - mas já se encontra totalmente recuperado e sem nenhuma sequela.</p><p>Trouxemos em nossa bagagem muitos contatos, propostas de colaboração, novas ideias, histórias e, principalmente, a sensação de missão cumprida da primeira etapa da vida de nosso nanossatélite da UFSM e INPE, a injeção em órbita.</p>		
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		<p><em><strong>*Texto:</strong></em> Eduardo Bürger e Andrei Legg. </p><p><em><strong>Expediente:</strong></em></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista, e Ana Ribeiro, acadêmica de Produção Editorial e voluntária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Após adiamento, satélite brasileiro NanoSatC-Br2 é colocado em órbita</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/03/22/apos-adiamento-satelite-brasileiro-nanosatc-br2-e-colocado-em-orbita</link>
				<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 13:17:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[nanosatc-BR2]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>

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						<description><![CDATA[Após um adiamento por questões técnicas de segurança, o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2, desenvolvido pela UFSM e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi lançado com sucesso na madrugada desta segunda-feira (22), a bordo do foguete russo Soyuz-2. O equipamento, de 1,72 quilograma, foi colocado em sua órbita nominal após a decolagem a partir do Cosmódromo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_55376" align="alignright" width="496"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-22-at-09.48.05.jpeg"><img class="wp-image-55376 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-22-at-09.48.05.jpeg" alt="" width="496" height="358" /></a> Momento do lançamento do nanossatélite, a bordo do foguete russo Soyuz-2[/caption]
<p>Após um adiamento por questões técnicas de segurança, o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2, desenvolvido pela UFSM e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi lançado com sucesso na madrugada desta segunda-feira (22), a bordo do foguete russo Soyuz-2. O equipamento, de 1,72 quilograma, foi colocado em sua órbita nominal após a decolagem a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.</p>
<p>O equipamento brasileiro agora se encontra em órbita baixa terrestre (LEO) para, entre outros objetivos, estudar e monitorar em tempo real os distúrbios observados na magnetosfera terrestre, a intensidade do campo geomagnético e a precipitação de partículas energéticas sobre o território brasileiro.</p>
<p>O lançamento estava previsto para o sábado (20), mas uma anomalia foi detectada no módulo “Fregat”, um dos estágios superiores do veículo Soyuz responsável pela inserção da carga útil em órbita, nos minutos finais antes do lançamento, quando são feitas as últimas checagens de equipamento. Decidiu-se, portanto, pelo adiamento para que os sistemas passassem por uma nova revisão.</p>
<p>O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) transmitiu ao vivo em seus canais, nas duas tentativas, todas as fases de lançamento. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, participou do evento no sábado (20), trazendo sua expertise do setor espacial, ao lado de outros especialistas e profissionais envolvidos no desenvolvimento do nanossatélite, que comentaram passo a passo o lançamento. “Momento muito importante que não só traz a tecnologia, mas também essa agregação de valor com participação da universidade, de professores, alunos. Nós precisamos ter uma renovação de quadros, motivar jovens para trabalhar no setor espacial. Eu faço questão sempre de ressaltar esse ponto da participação da universidade dentro do Programa Espacial, porque é de lá que vem a maior parte das pesquisas realizadas no país”, ressaltou Pontes.</p>
<p>Durante a <em>live</em> o ministro também fez questão de destacar que o MCTI tem trabalhado para valorizar cada vez mais o programa espacial brasileiro. “Tanto o Centro Espacial de Alcântara quanto a produção e desenvolvimento de satélites e outras cargas úteis, foguetes, foguetes lançadores, aplicações no espaço e toda a parte de regulação no espaço. Tudo isso tem sido modernizado na nossa gestão. É um <em>upgrade</em> do programa espacial que, apesar das limitações orçamentárias, tem sido levado a cabo graças à dedicação de tantos profissionais que trabalham em conjunto com o MCTI como a AEB, o Inpe a Força Aérea dentre outros parceiros”, afirmou.</p>
<p>O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao MCTI, Carlos Moura, também fez questão de destacar o trabalho em conjunto e a participação da academia. “É a concretização de um trabalho de muitas pessoas desde estudantes de graduação, pós-graduação, professores, institutos de ciência e tecnologia num ramo que tem crescido cada vez mais que é o dos nanossatélites. A AEB tem como um dos seus objetivos além de apoio às iniciativas de capacitação para o setor espacial também o apoio a iniciativas de ciências”, declarou.</p>
<p>O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa subordinada ao MCTI, Clezio de Nardin explicou qual o papel do Inpe/MCTI nesta empreitada. “Essa classe de nanossatélites é fundamental. A AEB já possui tradição de apoiar pequenos satélites e agora o INPE também se engaja nesta iniciativa mundial pela redução do tamanho dos satélites começando pelos cubesats como porta de entrada para os grandes satélites para atender as demandas nacionais”.</p>
<p>Parceira no NanosatC-Br2 a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) esteve presente na <em>live</em> representada pelo reitor, professor Paulo Burmann, vice-reitor, professor Luciano Schuch, e diretor do Centro de Tecnologia, professor Tiago Marchesan, além de professores e alunos que participaram ativamente do projeto. “É um prazer participar de um evento tão importante para a nossa universidade, para o país, para nossos professores, pesquisadores, estudantes e todos os responsáveis pela realização deste projeto. É o segundo nanossatélite que a UFSM participa e temos muito orgulho de fazer parte de um projeto como esse”, destacou Burmann.</p>
<p><strong>Nova tentativa</strong></p>
<p>Em nota, o diretor-geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, informou que seriam realizadas nova inspeções no veículo lançador no domingo (21), e caso os resultados dos testes fossem positivos, que uma nova tentativa de lançamento seria marcada para o dia 22, às 11h07 no horário local (3h07 no horário de Brasília).</p>
<p>Esse tipo de adiamento é comum em lançamentos espaciais, em que a segurança do equipamento e de pessoal vem em primeiro lugar. Assim, os procedimentos de checagem garantem um alto nível de sucesso e confiabilidade. O módulo russo “Fregat”, por exemplo, responsável pelo adiamento neste caso, tem um elevado índice de sucesso, com 97,6% (somente duas falhas em 83 lançamentos), o que o torna um dos estágios superiores mais confiáveis do mundo. É também o único estágio superior capaz de inserir carga útil em 3 diferentes órbitas em um mesmo voo.</p>
<p>Finalmente, às 3h07 minutos de segunda-feira (22), o foguete Soyuz-2 decolou do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, carregando o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2. Na live realizada para a segunda tentativa, após a decolagem bem-sucedida, o diretor do Inpe/MCTI, Clezio de Nardin, explicou os próximos passos, em que a equipe em solo inicia as operações de testes de voo, de telecomandos, sistemas, entre outros.</p>
<p>“O pessoal acha que agora terminou o trabalho, mas ele acaba de começar”, afirmou. “Agora entramos na parte que chamamos de LEOP. O Fregat vai começar a liberar a carga principal de satélites, depois ele faz a subida para uma órbita mais alta, larga vários satélites e depois ele desce, e por isso é que ele leva essas quatro horas, chegando a uma órbita mais baixa, onde saem os últimos seis satélites, onde está o nosso.”</p>
<p><strong>Sobre o NanoSatC-Br2 </strong></p>
<p>O lançamento de nanossatélite é parte do projeto de desenvolvimento de missões espaciais com foco científico, tecnológico e educacional apoiados pelo MCTI e parceiros.</p>
<p>Os satélites padrão CubeSat são plataformas padronizadas mais baratas e acessíveis e de rápido desenvolvimento. Suas aplicações no Brasil têm sido, principalmente, com foco em pesquisas e capacitação de recursos humanos e operacionais e, o NanosatC-Br2, posicionará o Brasil à frente na discussão sobre importantes questões das pesquisas relacionadas ao Geoespaço, Aeronomia, Geofísica Espacial e de Engenharias e Tecnologias Espaciais.</p>
<p>O NanoSatC-Br2 é o segundo nanossatélite científico universitário brasileiro, proposto no âmbito do Programa NanoSatC-Br, que consiste em uma parceria entre a a AEB e o Inpe, instituições vinculadas ao MCTI, e a UFSM, do Rio Grande do Sul.</p>
<p>O programa é voltado para a integração e formação de professores universitários, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e tecnologistas em projetos de pesquisa espacial e áreas afins, como o desenvolvimento de engenharias, tecnologias espaciais, ciências da computação e espaciais, promovendo a preparação de uma nova geração de profissionais, pesquisadores e promotores do conhecimento sobre o assunto.</p>
<p>Mais informações sobre o projeto do nanossatélite no <a href="https://www.ufsm.br/2021/03/19/segundo-nanossatelite-desenvolvido-pela-ufsm-e-inpe-ira-ao-espaco-neste-sabado-no-cazaquistao/" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<p><em>Texto: Assessoria de Comunicação do MCTI<br />Fotos: Reprodução/mídias sociais</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Segundo nanossatélite desenvolvido pela UFSM e Inpe irá ao espaço neste sábado no Cazaquistão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/03/19/segundo-nanossatelite-desenvolvido-pela-ufsm-e-inpe-ira-ao-espaco-neste-sabado-no-cazaquistao</link>
				<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 04:26:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência da Computação]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia de telecomunicações]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Mecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>

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						<description><![CDATA[Um grupo de cientistas, professores e pesquisadores da UFSM e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está com a atenção fixada a mais de 14 mil km de distância, nas estepes desérticas da Ásia Central, mais especificamente no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Mais antigo e mais movimentado porto aeroespacial do mundo, o cosmódromo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_55356" align="alignright" width="476"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/image6.jpeg"><img class=" wp-image-55356" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/image6.jpeg" alt="" width="476" height="357" /></a> Equipe de montagem e integração contempla o nanossatélite[/caption]
<p class="p1">Um grupo de cientistas, professores e pesquisadores da UFSM e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está com a atenção fixada a mais de 14 mil km de distância, nas estepes desérticas da Ásia Central, mais especificamente no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Mais antigo e mais movimentado porto aeroespacial do mundo, o cosmódromo é a base de onde será lançado o segundo nanossatélite do programa NanosatC-BR, fruto de um convênio entre Inpe e UFSM. O programa é responsável pelo lançamento, em 2014, do <a href="https://www.ufsm.br/2015/06/19/projetado-em-santa-maria-primeiro-nanossatelite-brasileiro-completa-um-ano-em-orbita/" target="_blank" rel="noopener">primeiro nanossatélite brasileiro</a>, que continua em órbita até hoje.</p>
<p class="p1">O lançamento do NanosatC-BR2 está programado para este sábado (20), às 3h07min (horário de Brasília). Satélite miniaturizado do tipo Cubesat 2U, ele irá ao espaço (junto com <a href="http://en.roscosmos.ru/21964/" target="_blank" rel="noopener">outros 37 satélites de 18 países</a>) a bordo de um foguete Soyuz 2.1a/Fregat-M operado pela Roscosmos – Agência Espacial da Federação Russa. O artefato será lançado em órbita baixa, a uma distância aproximada de 600 km da superfície terrestre. O público poderá assistir ao lançamento em uma <a href="https://www.youtube.com/MCTIC" target="_blank" rel="noopener">live</a> promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com início à 0h10min, a qual terá entrevistas com participantes do projeto.</p>
<p class="p1">Baikonur é conhecida como a base de lançamento de grandes conquistas da era espacial, como as missões Sputnik 1 (primeiro satélite artificial), Sputnik 2 (com a cadela Laika, primeiro animal a orbitar a Terra) e Vostok 1 (com o primeiro voo espacial de um ser humano, o cosmonauta Yuri Gagarin). Para a UFSM e o Inpe, o lançamento deste sábado representa, além da obtenção de <i>know how</i>, a formação de jovens lideranças no setor aeroespacial, as quais participam de todas as fases do ciclo de vida do projeto, que tem apoio financeiro da Agência Espacial Brasileira. Uma animação que ilustra como o lançamento funciona pode ser conferida abaixo.</p>
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=ScEEn_BLvwg&amp;t=6s[/embed]
<p class="p1">Com formato de paralelepípedo – 22 cm de comprimento, 10 cm de largura e 10 cm de altura – e 1,72 kg de massa, este novo nanossatélite brasileiro terá a missão científica de monitorar a precipitação de elétrons na ionosfera, bem como a intensidade e os distúrbios no campo geomagnético, com destaque para os seus efeitos na região da Anomalia Magnética da América Sul. Sua missão tecnológica é a de validar novas tecnologias espaciais, como um circuito tolerante a radiação e um software tolerante a falhas, além de um sistema de determinação de altitude e um experimento radioamador.</p>
<p class="p1">As missões científica e tecnológica serão desenvolvidas por meio do rastreamento do satélite, mais especificamente das suas três cargas úteis físicas e das suas duas cargas úteis de software:</p>


[caption id="attachment_55358" align="alignright" width="394"]<img class="size-full wp-image-55358" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/26.jpg" alt="" width="394" height="700" /> Plataforma de serviço e módulo de cargas úteis do nanossatélite NanosatC-BR2[/caption]
<p class="p1"><b>Cargas físicas:</b></p>
<p class="p1">- Sistema de Determinação de Atitude Tolerante a Falha – Trata-se do primeiro sistema nacional de determinação de altitude, contando com tripla redundância, magnetômetro próprio e utilizando sensores solares da plataforma do nanossatélite. Projeto realizado em cooperação entre pesquisadores do Inpe e das universidades federais de Minas Gerais e do ABC;</p>
<p class="p1">- Sonda de Langmuir – O objetivo principal desse dispositivo, desenvolvido no Inpe, é observar a distribuição global da densidade e temperatura de elétrons, especialmente na parte noturna das órbitas;</p>
<p class="p1">- Placa com experimentos – É formada por um circuito integrado FPGA projetado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um circuito integrado Asic desenvolvido pela Santa Maira Design House e um magnetômetro projetado no Inpe.</p>
<p class="p1"><b>Cargas de Software:</b></p>
<p class="p3"><span class="s1">- Controle de altitude B-dot </span>– Controlador de tipo magnético, desenvolvido no Inpe;</p>
<p class="p1">- Experimento de comunicação de pacotes <i>store &amp; forward </i>– Desenvolvido pela Radio Amateur Satellite Corporation do Brasil e pela Liga de Amadores Brasileiros de Radioemissão de São Paulo.</p>
<p class="p1">Para a operação do satélite, na qual há envio e recebimento de dados, o programa NanosatC-BR conta com duas estações de rastreio. Uma delas fica sobre o prédio da Coordenação Espacial do Sul (Coesu) do Inpe, que fica no campus sede da UFSM. A outra localiza-se na Coordenação Espacial do Nordeste, na cidade de Natal. O sinal do satélite pode ser captado ainda por radioamadores mundo afora.</p>
<p class="p1">Em Santa Maria, toda a pesquisa e operação do nanossatélite é feita por alunos de graduação dos cursos de Engenharia Aeroespacial e de outros cursos do Centro de Tecnologia da UFSM, que trabalham sob a supervisão de professores da universidade e de pesquisadores do Inpe. Atualmente a Coesu também presta apoio a outras instituições, o que inclui a operação de nanossatélites brasileiros e estrangeiros.</p>


[caption id="attachment_55357" align="alignleft" width="524"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/IMG-20210317-WA0010.jpg"><img class=" wp-image-55357" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/IMG-20210317-WA0010.jpg" alt="" width="524" height="393" /></a> Os professores Eduardo Escobar Bürger (à esq.) e Andrei Piccinini Legg acompanharam o deslocamento do foguete Soyuz 2 que levará o nanossatélite brasileiro ao espaço[/caption]
<p class="p1">Na Coesu, atua o criador e coordenador geral do programa NanosatC-BR, o pesquisador Nelson Jorge Schuch. Ele é também gerente dos projetos dos dois nanossatélites (BR1 e BR2), cuja coordenação geral coube à professora Maria de Fátima Mattiello Francisco, que é ademais coordenadora de Ensino, Pesquisa e Extensão do Inpe. Na qualidade ainda de coordenadora geral de engenharias e tecnologias espaciais do programa, ela liderou a equipe de técnicos e alunos de pós-graduação do Inpe que atuou na montagem do satélite e integração das cargas úteis.</p>
<p class="p1">O desenvolvimento do satélite teve ainda a participação de startups brasileiras, como a Emsisti e a Atlas, as quais forneceram o software de bordo, e a LSI-Tec, que junto com aquela atuou na melhoria e customização das ferramentas desenvolvidas quando do lançamento do primeiro nanossatélite.</p>
<p class="p1">No Cosmódromo de Baikonur, todos os que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento do NanosatC-BR2 estarão representados por dois professores da UFSM: Eduardo Escobar Bürger, do curso de Engenharia Aeroespacial, e Andrei Piccinini Legg, do curso de Engenharia de Telecomunicações. Ambos já estão no Cazaquistão para presenciar o lançamento deste sábado. Depois disso, o próximo passo do programa é o NanosatC-BR3, que se encontra em fase final de concepção.</p>
<p class="p1">Outras informações constam na página <a href="http://www.inpe.br/crs/nanosat" target="_blank" rel="noopener">www.inpe.br/crs/nanosat</a>.</p>
<p class="p1"><i>Texto: Lucas Casali</i></p>
<em>Fotos: Inpe e arquivo pessoal</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nanossatélite desenvolvido pela UFSM e Inpe completa seis anos em órbita</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/06/26/nanossatelite-desenvolvido-pela-ufsm-e-inpe-completa-seis-anos-em-orbita</link>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 04:21:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>

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						<description><![CDATA[Na última sexta-feira (19), completaram-se seis anos do lançamento com sucesso o NanoSatC-BR1, CubeSat 1U, que foi lançado em 2014 na base de Yasny, na Rússia. Trata-se do primeiro nanossatélite brasileiro, fruto de uma parceria entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O satélite, que tem formato de cubo (com 10 [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_46148" align="alignright" width="512"]<img class=" wp-image-46148" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/12/nano_Felippe-Richardt.jpg" alt="Foto colorida horizontal mostrando em destaque o nanossatélite sobre uma mesa" width="512" height="341"> Nanossatélite lançado pela UFSM em 2014. Foto: Felippe Richardt[/caption]

Na última sexta-feira (19), completaram-se seis anos do lançamento com sucesso o NanoSatC-BR1, CubeSat 1U, que foi lançado em 2014 na base de Yasny, na Rússia. Trata-se do primeiro nanossatélite brasileiro, fruto de uma parceria entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O satélite, que tem formato de cubo (com 10 centímetros de aresta), permanece em operação,&nbsp;enviando telemetrias para as estações terrenas do Programa NanosatC-BR de Desenvolvimento de Cubesats e para estações de apoio radioamador.

Atualmente a UFSM e o Inpe trabalham na finalização e integração do NanoSatC-BR2, CubeSat 2U, com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Agência Espacial Brasileira, além do apoio da Reitoria e da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec). O lançamento do novo satélite está previsto para o último trimestre de 2020. Além disso, a equipe que atua no projeto trabalha também no apoio ao desenvolvimento de outros projetos de nanossatélietes brasileiros (Aesp-14, Itasat1, Conasat1, Ubatubasat, Tancredo1, Serpens 1 &amp; 2), entre outras iniciativas.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nanossatélite projetado em parceria entre UFSM e Inpe completa cinco anos em órbita</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/06/19/nanossatelite-projetado-em-parceria-entre-ufsm-e-inpe-completa-cinco-anos-em-orbita</link>
				<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 13:49:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[nanosatc-BR1]]></category>
		<category><![CDATA[nanosatc-BR2]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa espacial]]></category>

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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_48243" align="alignleft" width="450"]<img class="wp-image-48243" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/06/nanosat_ufsm-1024x683.jpg" alt="Na foto, um homem ajusta um dispositivo eletrônico retangular em uma plataforma metálica. Um segundo homem observa. Os dois estão agachados." width="450" height="300" /> Em 2104, equipe apresentou plataforma de serviço do NanosatC BR-1 (Foto: Felippe Richardt/AN/UFSM)[/caption]
<p>Nesta quarta-feira (19), o primeiro nanossatélite científico brasileiro, o NanoSatC-BR1, completa cinco anos em órbita. O lançamento ocorreu em 2014, em uma base russa localizada na cidade de Yasny, sendo considerado um marco pelo pioneirismo e incentivo a outras missões brasileiras com cubesats, importantes também para a capacitação de recursos humanos para a área espacial.</p>
<p>Fruto de uma parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com a UFSM, por meio do Laboratório de Ciências Espaciais de Santa Maria (Lacesm), o NanoSatC-BR1 é um pequeno satélite científico, pesando pouco mais de um quilo, e o primeiro cubesat desenvolvido no país.</p>
<p>O lançamento teve especial importância para a UFSM porque, além de equipes de estudantes e pesquisadores atuando em parceria com o Inpe, um dos circuitos integrados (chip) do nanossatélite foi desenvolvido pela Santa Maria Design House (SMDH), ligada a grupos de pesquisa da Universidade.</p>
<p>Após cinco anos em órbita, o satélite continua a enviar dados dos subsistemas de sua plataforma e carga úteis. As informações são utilizadas em pesquisas sobre clima espacial e fenômenos como a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, uma “falha” do campo magnético terrestre que fica sobre o Brasil e pode afetar as comunicações, redes de distribuição de energia, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), ou mesmo causar falhas de equipamentos eletrônicos, como computadores de bordo.</p>
<p><strong>NanoSatC-BR2 está sendo finalizado</strong></p>
[caption id="attachment_48244" align="alignleft" width="350"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/06/sonda_nanosat_ufsm.jpg"><img class="wp-image-48244" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/06/sonda_nanosat_ufsm.jpg" alt="Dispositivo eletrônico retangular composto de várias placas" width="350" height="197" /></a> Pesquisador integra sonda de Langmuir à plataforma de serviço do NanosatC-BR2 (Foto: Divulgação/INPE)[/caption]
<p>Segundo o pesquisador do Inpe Nelson Jorge Schuch, atualmente as equipes do Inpe e da UFSM estão trabalhando na finalização do NanoSatC-BR2 - CubeSat 2U, graças aos recursos complementares obtidos da Secretaria Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Agência Espacial Brasileira e do próprio Inpe, com a Reitoria da UFSM e com apoio de gestão administrativa-financeira da Fatec. O lançamento ao espaço deverá ocorrer entre o final de 2019 e o primeiro trimestre de 2020, a depender do veículo lançador.</p>
<p>É possível acompanhar o NanoSatC-BR1 pelo <a href="http://www.inpe.br/crs/nanosat/">site</a> e também por <a href="http://www.inpe.br/crs/nanosat/acompanhe/aplicativos.php">aplicativos</a>.</p>
<p><em>Fotos: Felippe Richardt/ Arquivo Agência de Notícias UFSM e Divulgação/INPE</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de intercâmbio entre UFSM e universidades francesas para a formação de engenheiros é aprovado pela Capes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/12/19/projeto-de-intercambio-entre-ufsm-e-universidades-francesas-para-a-formacao-de-engenheiros-e-aprovado-pela-capes</link>
				<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 11:54:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[brafisat]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia]]></category>
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		<category><![CDATA[UFC]]></category>

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						<description><![CDATA[No último dia 11, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Pessoal e Superior&nbsp;(Capes) aprovou o projeto “Brafisat: Cooperação Brasil-França na Formação de Engenheiros na&nbsp;Exploração de Micro e Nanossatélite”. A proposta envolve o intercâmbio de alunos dos cursos de&nbsp;graduação em Engenharia entre o Brasil e a França, com o intuito de qualificar os estudantes em áreas&nbsp;estratégicas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":46148,"align":"right","width":287,"height":191} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="alignright is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/12/nano_Felippe-Richardt-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal mostrando em destaque o nanossatélite sobre uma mesa" class="wp-image-46148" width="287" height="191" /><figcaption>Nanossatélite lançado pela UFSM em 2014</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No último dia 11, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Pessoal e Superior&nbsp;(Capes) aprovou o projeto “Brafisat: Cooperação Brasil-França na Formação de Engenheiros na&nbsp;Exploração de Micro e Nanossatélite”. A proposta envolve o intercâmbio de alunos dos cursos de&nbsp;graduação em Engenharia entre o Brasil e a França, com o intuito de qualificar os estudantes em áreas&nbsp;estratégicas da exploração aeroespacial, além da produção de satélites.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A aprovação do Brafisat pela Capes reforça o processo de internacionalização da UFSM.&nbsp;A estratégia prevista no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) tem como objetivo, cada vez<br>mais, inserir as produções científicas dos estudantes no cenário internacional, proporcionando assim o&nbsp;contato entre diferentes culturas, trocas de conhecimento e experiências curriculares abrangentes.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre as oito universidades que participam do projeto estão, do lado brasileiro, além da UFSM, responsável pela coordenação geral das atividades desenvolvidas em território nacional, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em relação&nbsp;à participação francesa, são cinco universidades envolvidas no intercâmbio e na formação dos&nbsp;estudantes: Université Grenoble Alpes, Université de Montpellier, Institut Polytechnique de Grenoble,&nbsp;École Nationale Supérieure des Mines de Saint-Étienne e o Institut Polytechnique de Bordeaux.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com o professor e coordenador do projeto em território brasileiro, João Baptista&nbsp;Martins, a aprovação do Brafisat representa uma conquista inédita para cursos de Engenharia&nbsp;da UFSM, à medida que contempla os alunos da graduação. Dessa maneira, os estudantes de Engenharia Eletrônica, Engenharia da Computação, Engenharia de Telecomunicações e Engenharia&nbsp;Aeroespacial, cursos da Universidade que participam do projeto, terão a oportunidade de aprofundar e aplicar os conhecimentos ainda no início da formação profissional.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme o professor, o estudo dos satélites e a produção desses equipamentos em escala&nbsp;micro ou nano, embora represente um processo mais rápido e barato se comparado aos grandes&nbsp;satélites que são construídos, é uma linha ainda muito recente no Brasil. Assim, a ideia foi&nbsp;reunir as instituições brasileiras que estudam e manipulam esse tipo de equipamento, como o ITA,&nbsp;capacitado no lançamento de satélites, e a UFC, que desenvolve estudos acerca da computação de&nbsp;bordo. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já a UFSM, além de possuir conhecimento e prática em lançamento dos satélites, produz atividades especializadas no desenvolvimento, fabricação e testagem de circuitos integrados através da Santa Maria Design House (SMDH).<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre as atividades previstas durante o intercâmbio dos estudantes estão, além da troca de&nbsp;conhecimento cultural e linguístico, a participação em aulas relacionadas à área aeroespacial, bem&nbsp;como o acompanhamento de um tutor, tanto para os alunos brasileiros que viajarão à França quanto para os franceses que vierem ao Brasil. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outra oportunidade será a possibilidade de o estudante realizar estágio em grandes empresas europeias. João Baptista explica que empresas francesas como a Airbus, líder no desenvolvimento de programas espaciais e líder mundial na produção de helicópteros para uso civil, bem como o Grupo Thales, responsável por comercializar sistemas de informação e serviços para indústrias aeroespaciais, já demonstraram interesse em receber os estudantes brasileiros. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, outra proposta do projeto é fornecer ao aluno uma dupla diplomação. Dessa maneira, o graduando terá o diploma com título brasileiro e francês.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto terá início no primeiro semestre de 2019, com duração de quatro anos. O&nbsp;estudante interessado em participar do intercâmbio precisará se inscrever em edital, previsto para&nbsp;março do próximo ano, através do qual será feita a seleção dos candidatos. Serão 36 intercambistas&nbsp;brasileiros, 12 selecionados em cada instituição participante, que precisarão ter domínio básico da&nbsp;língua francesa. O aluno receberá uma bolsa federal a fim de custear a passagem aérea, estadia e&nbsp;seguro saúde na Europa. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Cada estudante selecionado terá a oportunidade de passar um período que vai de quatro meses a um ano na França, desenvolvendo as práticas e os conhecimentos adquiridos nas instituições estrangeiras participantes do projeto.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Texto: Bárbara Marmor, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Edição: Ricardo Bonfanti</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O Espaço é o limite</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-espaco-e-o-limite</link>
				<pubDate>Mon, 10 Sep 2018 12:06:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[missão]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>
		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[SGAU]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4462</guid>
						<description><![CDATA[Acadêmicos do curso de engenharia aeroespacial da UFSM são selecionados para curso de Tecnologias Espaciais do Futuro e experimentos do Espaço, em Samara, na Rússia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Não é somente em época de Copa do Mundo que brasileiros viajam à Rússia. O país, que também é uma da grandes potências mundiais no setor tecnológico, avivou, desde a eclosão da Guerra Fria, seu interesse pelo setor aeroespacial. A partir das competências e conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, as instituições de ensino superior da Rússia aproveitam para oportunizar a outras nações o acesso a informações mais amplas em relação às </span><span style="font-weight: 400;">Tecnologias Espaciais.</span><span style="font-weight: 400;"> Um exemplo é o curso ofertado na escola de verão da Universidade Aeroespacial de Samara (SGAU), chamado <em>Tecnologias Espaciais do Futuro e Experimentos no Espaço,</em> para a qual, neste ano, foram classificados os acadêmicos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM Wilcker Neuwald Schinestzki, José Carlos Ignacio Gonçalves Zart e Lorenzzo Quevedo Mantovani.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">O curso é coorganizado pelo Centro Espacial, pelo Rocket </span><i><span style="font-weight: 400;">TsSKB-Progress</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pela Academia Russa de Ciências Espaciais. As aulas são ministradas em inglês, contando com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação pertencentes a diferentes áreas, como engenharia aeronáutica, tecnologia da informação, telecomunicações, eletrônica, astrofísica, engenharia aeroespacial e mecatrônica. No local, as abordagens de estudo são diversas, indo da geração de nanossatélites ao movimento relacionado no espaço (voo de formação). </span>

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">Antes de irem para Samara, os acadêmicos da UFSM passaram por uma seleção, que consistiu, primeiramente, na análise dos currículos, com intermediação da Alar - Faculdades Russas, organização mediadora da ida dos educandos para o território eurásico. Já no curso, na Rússia, os participantes foram divididos em quatro grupos e tiveram que desenvolver um nanossatélite para uma possível missão de resgate de um astronauta. </span><span style="font-weight: 400;">Wilcker conta que ele e seus colegas, José e Lorenzzo, voluntariaram-se par</span><span style="font-weight: 400;">a participarem do grupo 1. “</span><span style="font-weight: 400;">A m</span><span style="font-weight: 400;">issão nos chamou a atenção por ser bastante desafiadora, visto que é algo que, até onde sabemos, nunca foi colocado em prática. Ao final do projeto, cada grupo teve que apresentar e defender o seu projeto para uma banca de professores e profissionais, respondendo às perguntas realizadas no final da apresentação”, explica o aluno. </span><span style="font-weight: 400;">No local, os jovens participaram de palestras sobre tecnologias avançadas de nanossatélites, design, navegação e controle. Além disso, eles receberam  treinamentos referentes ao emprego de alguns aplicativos, a partir dos quais são construídos nanossatélites e subsistemas eletrônicos. </span>

<span style="font-weight: 400;"> </span><img class="aligncenter size-full wp-image-4532" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/Box02_Samara.png" alt="" width="782" height="471" />

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">No ano passado, o também acadêmico do curso de Engenharia A</span><span style="font-weight: 400;">eroespacial Gabriel de Jesus Coelho da Silva </span><span style="font-weight: 400;">foi cha</span><span style="font-weight: 400;">mado para o mesmo curso, além de outros sete brasileiros. Na época, a formação foi dedicada ao aniversário de 60 anos do lançamento da Sputnik 1 </span><span style="font-weight: 400;">-</span><span style="font-weight: 400;"> missão que enviou o primeiro satélite artificial da Terra - e aos 75 anos da Universidade de Samara.   </span>

&nbsp;

&nbsp;

<img class="aligncenter size-full wp-image-4531" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/Box01_Samara.png" alt="" width="782" height="409" />

&nbsp;

<b>Adaptação</b>

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">Samara - conhecida como Kuibyshev de 1935 a 1991 - é a 6ª maior cidade russa, situada na parte sudeste da Rússia Europeia, na ligação dos rios Volga e Samara. Seu território abrange 46.597 hectares, com população de </span><span style="font-weight: 400;">1.164.685 habitantes, de acordo com o censo de 2010. Em 2018, o local foi sede da Copa do Mundo, com a Cosmos Arena. </span>

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">Lorenzzo indica ter se adaptado bem à cidade. “</span><span style="font-weight: 400;">Samara é muito bonita, e tem grande história no setor Aeroespacial, então está sendo uma ótima experiência. A universidade possui uma boa infraestrutura e bons professores, além de museus, laboratórios e salas de aula bem equipadas. Para se adaptar à alimentação que demora um pouco”, lamenta.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;"> </span>

[caption id="attachment_4463" align="aligncenter" width="592"]<img class="wp-image-4463" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/meninos-samara-2-1024x768.jpeg" alt="" width="592" height="444" /> Wilcker Neuwald Schinestzki (E), Lorenzzo Quevedo Mantovani e José Carlos Ignacio Gonçalves Zart, junto ao aluno representante da Universidade Federal do ABC (UFABC), de São Paulo, que também participa do curso, na Rússia[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Uma das dificuldades admitidas pelo estudante José é o idioma. “É um pouco difícil, pois não domino o idioma russo, porém, com a internet, é possível utilizar os tradutores para realizar a comunicação”, admite. Na Rússia, a maioria das pessoas não têm domínio do idioma inglês, o que se tornou uma dificuldade para os jovens de Santa Maria. Mas isso parece ser apenas um detalhe, como expressa José, especialmente pelos pontos turísticos que conheceram. “Existem lugares muito bonitos aqui. Conhecemos um museu militar em Toliatti - cidade cerca de 20km de Samara - onde eles tinham vários modelos de aviões de caça, bombardeiros, mísseis, blindados e um submarino gigantesco, todos utilizados nas duas guerras. Também visitamos um vilarejo próximo à Samara, onde conhecemos as montanhas Zhiguli, um lugar muito bonito”, comenta.</span>

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<span style="font-weight: 400;">A conclusão do curso ocorreu no dia 31 de agosto.  </span>

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<strong>Reportagem:</strong> Guilherme de Vargas, acadêmico de Jornalismo

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

<strong>Ilustração:</strong> Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial

<strong>Fotografia:</strong> arquivo pessoal]]></content:encoded>
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