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				<title><strong>Formação superior para indígenas: valorizando cultura e identidade</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2026/05/06/formacao-superior-para-indigenas-valorizando-cultura-e-identidade</link>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:37:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Texto: Pedro Giordani / Foto: Carlos Eduardo Ribeiro Em entrevista à TV Brasil, foi perguntado à professora e filósofa brasileira Lúcia Helena Galvão o que mais espantaria Platão nos tempos atuais. A resposta de Lúcia foi categórica: “Ele se espantaria, provavelmente, acima de tudo, com a nossa falta de identidade. Se você chega e pergunta [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto:</strong> Pedro Giordani / <strong>Foto:</strong> Carlos Eduardo Ribeiro</p>
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<p>Em entrevista à TV Brasil, foi perguntado à professora e filósofa brasileira Lúcia Helena Galvão o que mais espantaria Platão nos tempos atuais. A resposta de Lúcia foi categórica: “Ele se espantaria, provavelmente, acima de tudo, com a nossa falta de identidade. Se você chega e pergunta a um ser humano: quem é você? Esse ser humano vai ficar enrolado, sem saber o que dizer”, responde a professora. Essa resposta revela um dos grandes dilemas contemporâneos: a crise de identidade, agravada por uma sociedade capitalista que valoriza mais o ter do que o ser.</p>
<p>Porém, essa mazela presente na sociedade, que muitos chamam de “evoluída”, não se reflete na cultura indígena. Em nossa sociedade, é difícil responder a uma pergunta extremamente simples como “quem é você?”, pois a identidade é construída pelas profissões e endereços e consequentemente os bens adquiridos. Caso os perca ou mude de localidade, o indivíduo perde também a sua identidade. Já o indígena sabe quem é, conhece sua origem, de onde veio e ao que pertence. Sua identidade não é construída pela aquisição de bens que, cedo ou tarde, acabarão em uma lixeira.</p>
<p>Diante desse cenário, percebe-se a negação da complexidade e da autonomia desses povos por parte dos chamados “evoluídos”, o que ocasiona problemáticas de exclusão territorial e social, impedindo os indígenas de frequentarem lugares não indígenas. Contudo, após séculos de resistência e contribuição à formação do Brasil, os povos originários estão cada vez mais presentes nos centros acadêmicos de todo o país. Segundo o Censo da Educação Superior do Ministério da Educação, em 2022 o número de estudantes indígenas matriculados no ensino superior chegou a aproximadamente 70 mil, representando centenas de etnias. Desse total, 29% estavam em universidades públicas e 71% em privadas, um salto expressivo em relação a 2009, quando eram apenas 11,4 mil.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1141 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-05-at-16.54.11-576x1024.jpeg" alt="" width="576" height="1024" /></p>
<p>Com esse crescimento expressivo, as universidades foram impulsionadas a repensar políticas de acesso e permanência. Porém, ainda estão longe de se tornar espaços que acolham os povos nativos. Isso ocorre porque boa parte da sociedade ainda mantém uma visão de supremacia cultural em relação aos indígenas.</p>
<p>Em discurso, a deputada federal e ativista indígena Célia Xakriabá foi ao encontro da fala da filósofa brasileira Lúcia Helena: “As pessoas, elas sabem o seu interesse, a profissão da sua mãe, mas não sabem de onde vem a sua identidade. E aqueles que carecem muito de saber de onde vêm, não sabem também para onde vão”. Essa fala reflete a importância dos indígenas em todas as áreas da sociedade, e nas universidades não poderia ser diferente.</p>
<p>Aprender e respeitar sua individualidade em todos os espaços é essencial para construir uma educação mais humana e diversificada. Valorizar o conhecimento e a presença indígena é também um passo importante para resgatar o sentido de pertencer e reconectar o ser humano à sua própria essência. Só assim poderemos, de fato, enfrentar e superar a nossa crise de identidade, reconhecendo que compreender quem somos passa, inevitavelmente, por reconhecer de onde viemos.</p>
<p> </p>
<p>Referências:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/shorts/_dY-4usYPcw">https://www.youtube.com/shorts/_dY-4usYPcw</a> - fala da professora e filósofa brasileira Lúcia Helena Galvão</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/reel/DPgXy-EDYuO/?igsh=MWZzdzAwMm1temRqMg==">https://www.instagram.com/reel/DPgXy-EDYuO/?igsh=MWZzdzAwMm1temRqMg==</a> - fala da deputada federal e ativista indígena Célia Xakriabá (além da fala recortada, usei algumas reflexões abordadas)</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jrwoydK4lUY&amp;list=RDjrwoydK4lUY&amp;start_radio=1">https://www.youtube.com/watch?v=jrwoydK4lUY&amp;list=RDjrwoydK4lUY&amp;start_radio=1</a> - Não utilizei nada especifico, mas a música do Fabio Brazza vai ao encontro da ideia da forma como o indígena enxerga o mundo e a terra, questionando a ideia de ‘’sociedade evoluída ‘’que vivemos</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=36NC4G2KVoE">https://www.youtube.com/watch?v=36NC4G2KVoE</a> - Historia e inspiração que levou à construção da música do Brazza</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/numero-de-estudantes-indigenas-no-ensino-superior-cresce-mas-grupo-enfrenta-desafios-para-se-formar">https://revistapesquisa.fapesp.br/numero-de-estudantes-indigenas-no-ensino-superior-cresce-mas-grupo-enfrenta-desafios-para-se-formar</a> - dados mencionados</p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>O Brasileirão está com um bom nível técnico novamente?</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2023/05/17/o-brasileirao-esta-com-um-bom-nivel-tecnico-novamente</link>
				<pubDate>Wed, 17 May 2023 10:29:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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						<description><![CDATA[Texto: Fillipe Lima Orlando O Brasileirão começou com tudo este ano: bons jogos, com muitos gols. Tenho acompanhado vários jogos neste ano e percebi que o campeonato está diferente, está mais emocionante, mais instigante de assistir, algo que há tempos não se via.     Talvez isso possa ser comprovado pelo fato de os 12 [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto:</strong> Fillipe Lima Orlando</p>
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<p>O Brasileirão começou com tudo este ano: bons jogos, com muitos gols. Tenho acompanhado vários jogos neste ano e percebi que o campeonato está diferente, está mais emocionante, mais instigante de assistir, algo que há tempos não se via.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone wp-image-803 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2023/05/bola-na-rede.jpg" alt="" width="1125" height="751" /></p>
<p> </p>
<p>Talvez isso possa ser comprovado pelo fato de os 12 grandes clubes do Brasil estarem de volta à elite, algo que não acontecia desde 2019. Alguns estão diferentes, como por exemplo Botafogo, Vasco, Cruzeiro e Bahia, que se tornaram SAFs (Sociedade Anônima de Futebol - ou seja, clubes que viram empresa), o que injeta muito dinheiro nos times, dando a possibilidade de se estruturarem e voltarem a ser competitivos. E está dando resultado, o Botafogo é o atual líder do campeonato, com cinco vitórias e apenas uma derrota, e o Cruzeiro está com 12 pontos e é o quarto colocado na tabela. Vasco e Bahia começaram bem, porém “tropeçaram” nas últimas rodadas. Além disso, há outros fatores para comprovar a minha afirmação: temos muitos estrangeiros aqui em nosso futebol agora, há 8 técnicos estrangeiros, dos quais 5 são portugueses e 3 são argentinos, há muitos jogadores de fora do país também. A questão é: quando se importa mais do que exporta, a qualidade tende a melhorar, veja por exemplo os campeonatos europeus, há muitos jogadores de todos os cantos do mundo, e isso engrandece e melhora muito o futebol. Combinando isso com boas gestões nos clubes, o resultado é uma boa estruturação e bons resultados. Coincidentemente, um bom exemplo é o Cruzeiro: desde que Ronaldo Fenômeno comprou o clube, este só melhora, conquistou a Série B no ano passado, vem quitando suas dívidas e está bem no campeonato este ano. Trazer estrangeiros ajuda muito, mas a valorização das bases também é uma solução econômica e que na maioria das vezes dá certo. O Palmeiras tem praticamente um time só com garotos da base, Vasco, Flamengo e outros times também têm usado muito essa possibilidade.</p>
<p>Deixando de lado todo esse papo teórico e relativo, o que está diferente mesmo no Brasileirão deste ano é a quantidade de gols marcados. Até o momento, foram marcados 168 gols em 60 jogos, uma média de 2,80 gols por jogo. Este é o segundo melhor começo de campeonato em matéria de gols marcados, perdendo apenas para 2007, com 184 gols marcados em 60 jogos. Além da questão dos gols, como citei anteriormente, os jogos estão bons de assistir. Até em jogos com poucos gols, você percebe que o jogo está mais corrido, mais emocionante, pode-se dizer que o jogo está mais jogado, os times têm finalizado mais também, em seis rodadas Palmeiras finalizou 118 vezes, Fortaleza 104 vezes e Flamengo 103 vezes, não é à toa que o Palmeiras tem o melhor ataque até então, são 16 gols em 6 jogos, média de 2,66 gols por jogo. Só faz gol quem chuta no gol.</p>
<p>Números de gols marcados nas primeiras 6 rodadas do Brasileirão de 2006 a 2023:</p>
<ul>
<li>2006: 157 gols em 60 jogos</li>
<li>2007: 184 gols em 60 jogos</li>
<li>2008: 163 gols em 60 jogos</li>
<li>2009: 152 gols em 60 jogos</li>
<li>2010: 161 gols em 60 jogos</li>
<li>2011: 155 gols em 60 jogos</li>
<li>2012: 140 gols em 60 jogos</li>
<li>2013: 150 gols em 60 jogos</li>
<li>2014: 135 gols em 60 jogos</li>
<li>2015: 135 gols em 60 jogos</li>
<li>2016: 140 gols em 60 jogos</li>
<li>2017: 153 gols em 60 jogos</li>
<li>2018: 135 gols em 60 jogos</li>
<li>2019: 149 gols em 60 jogos</li>
<li>2020: 128 gols em 60 jogos</li>
<li>2021: 130 gols em 60 jogos</li>
<li>2022: 145 gols em 60 jogos</li>
<li>2023: 168 gols em 50 jogos</li>
</ul>
<p>*Foram desconsideradas as edições de 2003 a 2005, pois possuíam mais equipes e obviamente mais jogos.</p>
<p>Para quem gosta do futebol brasileiro, esses números trazem muito otimismo, o que nos resta é acompanhar e esperar até o final do campeonato para ver se este nível irá se manter até lá, quem sabe com números assim o campeonato volte a chegar à marca de 1000 gols marcados, feito que não acontece desde 2011.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Defender que a universidade é para poucos representa pensamento ultrapassado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2021/09/01/defender-que-a-universidade-e-para-poucos-representa-pensamento-ultrapassado</link>
				<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 04:37:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[inclusifique-se]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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						<description><![CDATA[Opinião Durante sua participação no programa Sem Censura da TV Brasil, no dia 9 de agosto de 2021, o atual ministro da educação, Milton Ribeiro, envolveu-se em outra polêmica ao defender que &#8220;a universidade deveria, na verdade, ser para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade&#8221;. Para sustentar sua afirmação, Ribeiro criticou a formação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>Opinião</em></p>
<p>Durante sua participação no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6JyH4faRwpY">programa Sem Censura</a> da TV Brasil, no dia 9 de agosto de 2021, o atual ministro da educação, Milton Ribeiro, envolveu-se em outra polêmica ao defender que "a universidade deveria, na verdade, ser para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade". Para sustentar sua afirmação, Ribeiro criticou a formação superior dizendo que "tenho muito engenheiro ou advogado dirigindo Uber porque não consegue colocação devida. Mas se fosse um técnico de informática, conseguiria emprego, porque tem uma demanda muito grande".</p>
[caption id="attachment_447" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-447" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2021/09/Milton-Ribeiro-ministro-da-Educacao-no-governo-Bolsonaro-1024x614.jpg" alt="" width="1024" height="614" /> Ministro da Educação defendeu que universidade deve ser para poucos. Imagem: Pinterest/Divulgação[/caption]
<p>É um fato que a atual crise econômica vivida pelo Brasil gerou desemprego, levando diversos graduados a buscar trabalhos informais, e de fato existe demanda de profissionais em áreas como informática e tecnologia em geral, sendo vantajoso financeiramente um curso técnico na área. Entretanto, essa decisão deve caber, única e exclusivamente, ao estudante, que opta pela formação que ele deseja seguir.</p>
<p>A fala do ministro evidencia o pensamento funcionalista do governo, para o qual a prioridade é assegurar o funcionamento das organizações, de forma que um indivíduo somente é útil para a sociedade quando desempenha o papel que está a seu alcance.</p>
<p>O Direito à educação é parte de um conjunto de direitos chamados de direitos sociais, que têm como inspiração o valor da igualdade entre as pessoas. No Brasil, este direito foi reconhecido na Constituição Federal de 1988, e no mundo tornou-se um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), assumido em 2015 por 193 países, incluindo o Brasil, durante a conferência da Agenda 2030. Ao que parece, o Brasil tem andado na direção oposta à aplicação desses direitos.</p>
<p style="text-align: right"><strong>Texto:</strong> Edyson Waghetti Sebastiany</p>
<p style="text-align: right">Matéria produzida na disciplina Redação Jornalística II, do curso de Jornalismo do Campus da UFSM em Frederico Westphalen, no 1º semestre de 2021, ministrada pela Professora Luciana Carvalho.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O audiovisual como um refúgio na pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2021/08/31/o-audiovisual-como-um-refugio-na-pandemia</link>
				<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 22:14:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[culturalia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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						<description><![CDATA[Opinião Em março do ano passado, a vida de todo mundo mudou para sempre. Em um dia, estávamos pegando o ônibus lotado, fazendo amizades com estranhos nas filas do banheiro, e achando que teríamos todo o tempo do mundo. No outro, os noticiários começaram a falar sobre um vírus que dali em diante mudaria a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>Opinião</em></p>
<p>Em março do ano passado, a vida de todo mundo mudou para sempre. Em um dia, estávamos pegando o ônibus lotado, fazendo amizades com estranhos nas filas do banheiro, e achando que teríamos todo o tempo do mundo. No outro, os noticiários começaram a falar sobre um vírus que dali em diante mudaria a vida de milhões de pessoas para sempre. Não entrarei em uma discussão profunda sobre isso, porque dói demais e sinto que não há palavras suficientes para manifestar o que a pandemia tem causado. Porém, este artigo está sendo escrito por uma jovem que foi obrigada a conviver com a própria família vinte e quatro horas por dia há quase dois anos, depois de ter testemunhado o sabor da liberdade de ser uma universitária em outro estado. Então, eu precisei criar mecanismos de defesa para lidar com a nova realidade, e talvez, só talvez, esse mecanismo envolva conhecer um pouco de cada catálogo de <em>streamings</em> que eu pude acessar.</p>
[caption id="attachment_421" align="aligncenter" width="618"]<img class="size-full wp-image-421" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2021/08/Imagem8.jpg" alt="" width="618" height="348" /> O audiovisual tem sido válvula de escape para sobreviver na pandemia. Imagem: Pinterest[/caption]
<p>A verdade é que eu sou completamente apaixonada pelo mundo do audiovisual, ao ponto de até ter cogitado cursar cinema em vez de jornalismo. Sempre me encantou o modo como uma cena pode despertar tantas emoções diferentes em cada um de nós. Da trilha sonora ao figurino, eu amo tudo e, mesmo sem formação na área, permito-me ser a maior crítica de cinema que você vai conhecer (mas sem ser chata, eu juro!). Então, eu mergulhei de cabeça na lista de produções que eu queria assistir, das mais novas até as mais antigas. Revisitei o mundo dos Vingadores e dos X-Men, assisti filmes tão tristes que me fizeram chorar de soluçar, também vi algumas produções de terror porque eu gosto da sensação de que um fantasma sem cabeça vai me atacar quando eu for beber água de madrugada na cozinha (Olá, maldição da Residência Hill). Os romances me fizeram ter vontade de me apaixonar perdidamente por uma pessoa que esqueceu um livro no metrô, e as séries adolescentes me fizeram sentir saudades dos meus amigos, por mais que a gente nunca tenha derrotado um monstro que ameaçava uma cidade inteira, sempre tivemos os nossos momentos.</p>
<p>E foi aí que eu percebi, as aventuras que eu acompanhava na tela da minha TV se tornaram uma válvula de escape para as cenas de terror que eu assistia no Jornal Nacional. O sentimento que eu mais tive enquanto assistia esses filmes e séries foi saudade, saudade do que eu já vivi e do que ainda não me foi permitido viver, essas histórias me relembram que existe uma vida fora da minha janela, por mais distante que ela possa parecer no momento, e que a fantasia e a criatividade são fundamentais, não só na hora da dor, mas na vida em si.</p>
<p>Ao conversar com alguns amigos percebi que isso acontecia com outras pessoas também, a verdade é que todos nós estamos cansados, e às vezes tudo o que precisamos é deitar no sofá e assistir a um filme de qualidade duvidosa.</p>
<p>Não quero soar muito Poliana, e muito menos amenizar uma crise sanitária global, porém em momentos de crise, em que a arte continua a sofrer diversos boicotes, seja pela falta de orçamento ou a má gestão das instituições que deveriam ser as responsáveis pela preservação cultural, é imprescindível exaltar a importância do cinema. Os filmes ilustram que sonhar é possível e necessário. Ainda sem poder sair de casa eu sonho com as aventuras que estão me esperando fora da minha televisão.</p>
<p><strong>TOP 3 SÉRIES BOAS PARA DESCANSAR A CABEÇA:</strong></p>
<p><strong>- The bold type </strong>(<strong>os alunos de comunicação amam</strong>)</p>
<p><strong>- Modern Family (para rir sem parar)</strong></p>
<p><strong>- Eu Nunca  (para rir sem parar e passar um pouco de raiva e vergonha alheia)</strong></p>
<p style="text-align: right"><strong>Texto:</strong> Maria Mariana do Nascimento Silva</p>
<p style="text-align: right">Matéria produzida na disciplina Redação Jornalística II, do curso de Jornalismo do Campus da UFSM em Frederico Westphalen, no 1º semestre de 2021, ministrada pela Professora Luciana Carvalho. </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CONMEBOL: o Brasil não perdeu só em campo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2021/08/31/conmebol-o-brasil-nao-perdeu-so-em-campo</link>
				<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 21:53:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[culturalia]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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						<description><![CDATA[Análise/Opinião Cem dias após a confirmação do evento, em uma solenidade no Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro declarou que o Brasil seria a sede da CONMEBOL Copa América, mesmo com mais de 460 mil mortes pela covid-19 naquele momento no país. A Argentina e a Colômbia haviam desistido de ser sediar os jogos, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>Análise/Opinião</em></p>
<p>Cem dias após a confirmação do evento, em uma solenidade no Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro declarou que o Brasil seria a sede da CONMEBOL Copa América, mesmo com mais de 460 mil mortes pela covid-19 naquele momento no país. A Argentina e a Colômbia haviam desistido de ser sediar os jogos, em função do aumento no número de casos do novo coronavírus, e priorizaram seguir as medidas preventivas.</p>
<p>Em 1918, outra pandemia matou milhões de pessoas, a gripe espanhola. Em 1919 a seleção brasileira foi a grande vitoriosa do Campeonato Sul-Americano, hoje também chamado de Copa América. A grande conquista poderia ter sido concretizada um ano antes, em 1918, mas pouco mais de um século atrás o Brasil enfrentou outra crise sanitária.</p>
<p>Em 2021, devido ao agravamento da pandemia da covid-19 na Argentina, e a situação social na Colômbia, a mudança de sede da Copa América foi forçada. Junto com os jogos, o Brasil recebeu uma nova variante do vírus. Entre os envolvidos na competição, 168 casos foram identificados. Outro ponto é que as medidas preventivas pré-estabelecidas não foram cumpridas.</p>
[caption id="attachment_419" align="aligncenter" width="567"]<img class="wp-image-419 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2021/08/Imagem7.jpg" alt="" width="567" height="378" /> Final da Copa América teve aglomeração. Torcedores fraudaram exames para entrar. Foto: Zimel Press, Folhapress[/caption]
<p>Na grande final do evento, no jogo entre Brasil e Argentina, foi liberada a entrada de mais de quatro mil convidados, com a condição de que apresentassem um resultado negativo para o vírus. No entanto, horas antes da partida, na entrada do Estádio do Maracanã, formavam-se multidões aglomeradas em filas, tamanha desorganização que apenas piorou com a abertura dos portões. Além de todos os problemas, segundo a revista Época, <a href="https://www.terra.com.br/esportes/futebol/copa-america/argentinos-usaram-pcr-falso-na-final-da-copa-america,e35f3179a46a91b07811a9214c41efa7guv7sow8.html">um grupo de torcedores argentinos utilizou testes de PCR falsos para assistir ao jogo</a>.</p>
<p>Em meio a tantas crises, as expectativas não foram atingidas, a competição não teve um grande público de torcedores assistindo aos jogos, seja pela televisão, seja pela internet. Por fim, o Brasil não perdeu apenas dentro de campo.</p>
<p style="text-align: right"><strong>Texto:</strong> Leonardo Toniazzo</p>
<p style="text-align: right">Matéria produzida na disciplina Redação Jornalística II, do curso de Jornalismo do Campus da UFSM em Frederico Westphalen, no 1º semestre de 2021, ministrada pela Professora Luciana Carvalho. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Sobre educação, paz e liberdade", por Paulo Afonso Burmann</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/02/06/sobre-educacao-paz-e-liberdade-por-paulo-afonso-burmann</link>
				<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 13:43:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[escola sem partido]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[paulo afonso burmann]]></category>
		<category><![CDATA[universidade pública]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=46486</guid>
						<description><![CDATA[A instituição “universidade” pauta suas ações, cotidianamente, sobre a reflexão, o pensamento crítico, o desafio do conhecimento e a liberdade. A Universidade, como espaço da democracia, da diversidade e da liberdade de pensamento é aberta em todos os seus processos. Aliás, o acesso amplo e inclusivo, a permanência e a diplomação, que preparam para o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>[caption id="attachment_46487" align="alignleft" width="200"]<img src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/02/Paulo-Burmann-Rafael-Happke-200x300.jpg" alt="Foto retrato do reitor usando um terno preto e gravata vermelha" width="200" height="300"> Paulo Burmann (Foto: Rafael Happke)[/caption]
<p>A instituição “universidade” pauta suas ações, cotidianamente, sobre a reflexão, o pensamento crítico, o desafio do conhecimento e a liberdade. A Universidade, como espaço da democracia, da diversidade e da liberdade de pensamento é aberta em todos os seus processos. Aliás, o acesso amplo e inclusivo, a permanência e a diplomação, que preparam para o exercício da cidadania emancipatória e para o mercado de trabalho, exigem a permanente postura reflexiva.</p></p>
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<p>A construção de ideias e a atitude crítica fazem parte do processo educacional. Daí a necessidade do debate e do respeito às diferentes ideologias, justamente para preservação das diversas formas de pensar. Tolher a capacidade de dialogar entre os saberes e impor um pretenso saber “neutro” que, por sinal, não existe de fato, é acabar com o bem mais precioso do processo educacional e civilizatório: a liberdade. Sem liberdade não há democracia e nem tampouco possibilidade de escolha.</p>
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<p>Assim, a via pela qual anda o projeto de lei “Escola Sem Partido”, além de equivocado conceitualmente, fere intensamente os direitos e garantias fundamentais, a liberdade de pensamento e de cátedra e a autonomia universitária e educacional em seus valores basilares.</p>
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<p>É necessário ter a compreensão de que ao pressionar os professores em seus espaços de atuação, esta proposta está, igualmente, pressionando os estudantes e, de fato, assumindo uma postura ideológica às avessas, transitando pelo insólito caminho do fundamentalismo político-ideológico extremista que incita à intolerância, ao conflito e à violência. Também, por aí se agrega mais resíduo negativo: o medo entre os profissionais da educação, do conhecimento, da informação responsável e da ciência da perseguição por divergência de ideias, os discursos de ódio, de preconceito e de racismo.</p>
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<p>Trato aqui de convidar a uma reflexão sobre a preservação dos &nbsp;princípios e garantias constitucionais (Art. 205 da Constituição Federal, que assegura a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber) e sobre respeitar as normas básicas da educação brasileira, como a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Art. 30), bem como fortalecer o entendimento do direito à educação internacional e multilateral entre nações ao redor do mundo, conforme defende e garante a Organização das Nações Unidas.</p>
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<p>As instituições educacionais precisam se fortalecer e mobilizar a comunidade por aquilo que lhe é mais caro: pela continuidade da civilidade, da democracia e da liberdade. As universidades são bens inalienáveis para qualquer sociedade racionalmente organizada, independentes de partidos, ideologias, seitas, raças, etnias, gênero e orientação sexual.</p>
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<p>Portanto, em respeito, às conquistas democráticas, às garantias constitucionais, ao livre e responsável debate nos espaços educacionais e à democracia, continuarei defendendo a universidade como o espaço público da paz, onde todas as ideologias possam se manifestar e ser ouvidas, fazendo prosperar a tolerância e o respeito mútuo a quaisquer diferenças, inclusive as do pensamento; onde a ciência, o conhecimento e a formação profissional de qualidade e cidadã se fortaleçam por um projeto de país livre e soberano.</p>
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<p><em><strong>Paulo Afonso Burmann</strong><br><strong>Reitor da UFSM</strong><br>* Texto originalmente publicado na página 2, da edição desta quarta-feira (6), do jornal Diário de Santa Maria.&nbsp; </em></p>
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