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				<title>Ciência e acolhimento: conheça pesquisa e grupo de apoio para parkinsonianos e familiares</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/11/ciencia-e-acolhimento-conheca-pesquisa-e-grupo-de-apoio-para-parkinsonianos-e-familiares</link>
				<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 17:58:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[parkinson]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>

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						<description><![CDATA[Celebrada no dia 11 de abril, data busca conscientizar, informar e incentivar a busca do tratamento correto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson é comemorado nesta sexta-feira (11). E, no dia 4 deste mês, foi celebrado o Dia Nacional do Parkinsoniano. Parkinson é uma doença neurodegenerativa, em que os neurônios produtores de dopamina, em uma região do cérebro chamada substância negra, se degeneram. A dopamina tem a função de inativar os neurônios excitadores e, na falta dela, ocorre uma desregulação motora. </p>
<p>A Terapeuta Ocupacional e Técnica Administrativa em Educação da UFSM, Kátine Marchezan Estivalet, é pesquisadora da área e explica que “os principais sintomas motores mais comumente percebidos nas pessoas são o tremor, que acontece em repouso; a rigidez, na qual a pessoa acaba tendo uma resistência constante que impacta na amplitude do movimento; e a bradicinesia, que nada mais é do que a lentidão para manter o movimento”. A falta de dopamina, além de causar os sintomas motores, também causa sintomas não motores. “Quem tem Doença de Parkinson também pode ter problemas no sono, distúrbios de humor e alterações emocionais, como depressão e ansiedade, e também dor. Em outros casos, há também a prevalência de comprometimento cognitivo leve e de demência, nos casos de estágios avançados”, complementa a Terapeuta Ocupacional.</p>
<h3>É preciso desmitificar </h3>
<p>A Doença de Parkinson, apesar de não ter cura, tem tratamento, assim como Diabetes e Hipertensão, por exemplo. “O diabético ainda pode comer quindim, Parkinson não é uma sentença de morte. Eu sempre digo que as pessoas morrem com Parkinson e não de Parkinson”, frisa a psicóloga e Presidente da Associação Parkinson Rio Grande do Sul (APARS), Neusa Chardosim. Marlene Gomes Terra, co-fundadora do Movimento Parkinson Santa Maria, complementa: "A gente precisa que as pessoas entendam que a doença de Parkinson não define uma pessoa. Todos somos seres humanos”.</p>
<p>Há, ainda, o mito de que todo tremor é relacionado a Parkinson. O Neurocirurgião Alexandre Reis afirma “nem todo tremor é Doença de Parkinson e nem toda Doença de Parkinson é tremor”. Ele conta que Parkinson é uma enfermidade extremamente heterogênea, que se apresenta de maneiras diferentes em cada pessoa, e acrescenta que a doença também não é mais associada ao envelhecimento, por isso é necessário desmistificar.</p>
<p>Outra questão é a nomenclatura que não é mais utilizada. “Por mais que ainda possam ter pessoas que usem o termo ‘Mal de Parkinson’, não é um termo correto e pode gerar discriminação com as pessoas que têm a doença. Acho importante corrigir no sentido informativo e inclusivo, para evitar rotulações, assim como também acontece em outras doenças. Estamos falando de pessoas, antes de qualquer coisa”, explica Estivalet. </p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/Arte-parte-interna-Parkinson-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<h3>Tratamento</h3>
<p>Os tratamentos são destinados ao controle dos sintomas da doença. “Não são todas as pessoas que vão precisar de todos os tipos de reabilitação. É importante, mas a pessoa, junto com o neurologista, vai direcionar o tratamento diante das suas necessidades”, afirma Kátine , já que são diversas as possibilidades de tratamento. Uso de medicação, prática de exercícios físicos, operação cirúrgica, entre outros. A escolha vai de acordo com os sintomas apresentados por cada paciente.</p>
<p>Além disso, a Terapeuta Ocupacional da UFSM destaca que existe uma série de dificuldades no processo de tratamento: falta de orientação adequada sobre o uso correto da medicação, horários, dosagens e cuidados com a alimentação; desinformação sobre direitos, como acesso à medicação gratuita ou à cirurgia (quando indicada); dificuldades de acesso físico e financeiro aos serviços de saúde; diagnóstico tardio, muitas vezes por falta de informação, acesso ou erros médicos; e negação ou resistência ao diagnóstico, o que leva algumas pessoas a se limitarem apenas ao tratamento medicamentoso, sem explorar outras possibilidades.</p>
<p>Um constrangimento de pacientes com a Doença de Parkinson, comentado por Chardosim, é para comer em restaurantes. Por isso, em Porto Alegre, já existe uma parceria com a Tramontina para a confecção de talheres assistivos - garfos de cinco dentes e facas de lâminas super afiadas - que geraram confiança e preveniram os parkinsonianos de deixar a comida cair.</p>
<p>E com a finalidade de estimular a prática dos pacientes, a Psicóloga e Presidente da APARS reafirma que os exercícios são muito importantes: “Não parem! Quanto mais pararem, mais travados vão ficar” - e não só alongamentos, exercícios de peso também são importantes por conta da perda de massa muscular adquirida pela Doença de Parkinson.</p>
<h3>Pesquisa em andamento</h3>
<p>A Terapeuta Ocupacional da UFSM, Kátine Estivalet, realiza uma pesquisa vinculada ao programa de pós-graduação em Ciências da Reabilitação da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) sobre o tema. A pesquisa está em fase de coleta de dados e é um ensaio clínico randomizado que envolve propostas de intervenção de reabilitação neurológica inovadora. </p>
<p>O protocolo dela se difere das demais por considerar os sintomas motores nos membros superiores, “incluindo amplitude de movimentos amplos e finos, uso das mãos para realização de prensões e pinças, a força, a velocidade do movimento para realizar as tarefas e a destreza manual, além dos sintomas não motores como cognitivo”, adiciona Estivalet. </p>
<p>Como intervenção, a ideia é investigar se as abordagens vão melhorar os sintomas motores dos membros superiores e também os cognitivos. Dessa forma, o protocolo elaborado para a reabilitação é intensivo, o que justifica as sessões contínuas e diárias de prática mental, em que a pessoa vai imaginar determinada ação ou vai observar determinada ação assistindo a um vídeo. O protocolo também considera as atividades que são importantes para a pessoa e aqueles com que ela está com dificuldade em realizar ou que não consegue mais realizar por causa dos sintomas da Doença de Parkinson. </p>
<p>Nesta segunda-feira (07), foi publicado um <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0315148">artigo do estudo de protocolo da pesquisa, na Revista Plos One</a>, de acesso livre. O texto descreve o protocolo utilizado por Kátine e outros pesquisadores para que os demais profissionais possam usá-lo nas suas práticas. O artigo na revista científica permite o acesso de outros profissionais da reabilitação e de quem tiver curiosidade de aprofundar-se nos detalhes de como acontece a pesquisa.</p>
<h3>Resultados</h3>
<p>“O que temos de resultados que podem ser antecipados, diante da comparação do pré-teste e pós-teste de cada participante, é que para a maioria das avaliações, e para alguns participantes, houve uma melhora na pontuação, já que são avaliações quantitativas, o que reflete a melhora nos sintomas motores e cognitivos” comenta Estivalet. </p>
<p>Os resultados também são advindos por meio dos relatos dos participantes em relação à realização das suas atividades. Eles explicam qual atividade não estavam conseguindo fazer e agora conseguem, ou dificuldades em alguma atividade que demandava ajuda e estão conseguindo fazer de maneira melhor desempenhada. “São os retornos que motivam para a realização da pesquisa, no sentido de que realmente é uma proposta positiva na reabilitação”, acrescenta a pesquisadora</p>
<p>Para acompanhar e participar da pesquisa desenvolvida por Kátine Marchezan Estivalet, o telefone para contato é (55) 999369852.</p>
<h3>Movimento Parkinson: "se a gente tiver um grupo, ninguém nos segura"</h3>
<p>“É muito difícil a gente vivenciar um sofrimento, uma dor, seja nossa, ou de um companheiro, ou de um familiar, sozinho. Mas se a gente tiver um grupo, ninguém nos segura.” Essa afirmação é de Marlene Gomes Terra, de 68 anos, co-fundadora do Movimento Parkinson Santa Maria, sobre o papel do coletivo para os participantes. Co-fundadora porque o projeto foi criado em parceria com seu esposo Benônio Terra Villalba, de 67 anos, diagnosticado com Parkinson há cerca de nove anos. Marlene é pós-doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi docente e tutora na Residência Multiprofissional em Saúde, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na área de concentração Saúde Mental. Benônio formou-se em Medicina na UFSM e atuou no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), no Serviço de Transplante de Medula e Hemato-oncologia.</p>
<p>O grupo se instituiu em outubro de 2023 com o auxílio de mais uma pessoa: Tatiane Medianeira da Conceição Vieira, formada em Educação Física pela UFSM. Foi ela quem disponibilizou o espaço para os encontros do projeto e, desde então, dá o suporte necessário para a continuação do programa voluntariamente. O Movimento Parkinson, em si, é completamente voluntário, e não é uma iniciativa de tratamento para parkinsonianos, mas sim de orientação, convívio e atualização para pessoas com a doença e familiares. O coletivo busca promover o acesso dos integrantes à multidisciplinaridade do tratamento por meio de palestras com profissionais de Fisioterapia, Neurocirurgia, Psicologia, Fonoaudiologia e Nutrição. Também conta com o envolvimento profissional dos participantes fixos: Enfermagem (Marlene), Medicina (Benônio) e Educação Física (Tatiane). Em 2025, a Terapeuta Ocupacional Kátine também passou a integrar a equipe.</p>
<h3>Encontro especial do mês de abril</h3>
<p>O último encontro do mês de abril foi especial, em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson e ao Dia Nacional do Parkinsoniano. A reunião aconteceu na quarta-feira (09), e contou com duas palestras via <i>Zoom</i>: da Psicóloga e Presidente da Associação Parkinson Rio Grande do Sul (APARS), Neusa Chardosim, e do Neurocirurgião Alexandre Reis, responsável pela cirurgia do Benônio e de mais quatro participantes do grupo.</p>
<p>Durante o encontro, a Tatiane, carinhosamente chamada de Tati por todos do coletivo, foi peça-chave para facilitar a comunicação. Ela providenciou caixa de som e microfone para melhorar a interação com os palestrantes, buscou bastões nórdicos - citados pela presidente da APARS - para ilustrar o uso para os presentes e demonstrou a prática ao final da videochamada. “A Tati é uma grande parceira, não só por nos ceder o espaço, mas pela capacidade profissional que tem e de como nos abraça”, conta Marlene.</p>
<p>Kátine ressalta a importância da calendarização para a conscientização. “É um dia de informação, não somente para as pessoas com Doença de Parkinson, que já estão em tratamento, mas também para quem ainda não sabe, alertando sobre a manifestação dos sintomas para buscar ajuda e ter um diagnóstico para fazer um tratamento correto”.</p>
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										<img width="1024" height="438" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/image1-1-1024x438.jpg" alt="Integrantes do Movimento Parkinson estão sentados em cadeiras, em frente à uma tela que projeta o Dr. Alexandre Reis, durante a sua palestra no encontro especial de abril." />											<figcaption>Conversa com Alexandre Reis durante o encontro (Foto: Arquivo pessoal Tatiane Medianeira)</figcaption>
										</figure>
		<h3>Quem faz parte do Movimento Parkinson?</h3>
<p>Atualmente, são cerca de 30 participantes, incluindo parkinsonianos e familiares, e nem todos são moradores de Santa Maria. ”Nós temos pessoas que vêm de Agudo, de Livramento, da Mata. Nós temos pessoal, quando a gente faz por <i>Zoom</i>, também de Belo Horizonte, de outros estados, da Argentina e do Uruguai”, conta Marlene. </p>
<p>José Otavio Binato, de 76 anos, é um dos membros do grupo. Ele conta que só começou a se exercitar aos 75 anos: “O grupo me deu essa possibilidade”. Para ele, outro ponto essencial é a participação da família: “É muito importante para que eles possam entender as dificuldades da vida com Parkinson”. Em tom bem-humorado, José relembra um conselho do pai: “Três coisas são importantes na vida: a primeira é paciência, a segunda é paciência e a terceira, muita paciência!”. José também relata que levou tempo para a esposa entender que não precisava mais andar de mãos dadas: “Porque a gente perde toda a autonomia e aquela mão fica atrapalhando. ‘Ah, mas eu quero ajudar’, e acaba que não tá”, e o Movimento Parkinson ajudou nesse entendimento.</p>
<p>Benônio, um dos co-fundadores, foi quem motivou a iniciativa do coletivo, exatamente por ter a Doença de Parkinson. “Há uns dois anos e alguns meses eu fiz uma cirurgia chamada DBS, Deep Brain Stimulation, que é estimulação cerebral profunda. Foi com a colocação de dois chips cerebrais e um marcapasso que controla quando falha os movimentos. E aí a minha vida se transformou novamente”, conta Benônio. Ele ainda é um  estudioso da área e está sempre por dentro das atualizações da Doença de Parkinson no mundo inteiro. “Existem estudos na Argentina, na Espanha e na Inglaterra com relação aos benefícios do tango nos sintomas motores de parkinsonianos”, essa foi a atualização acrescentada pelo médico, para finalizar o último encontro, antes demonstrar seus anos de prática na dança com Marlene, para os integrantes do projeto.</p>
<h3>Futuro</h3>
<p>A palestra com a presidente da APARS teve um propósito maior: o desejo do grupo de se tornar um núcleo da Associação em Santa Maria. Neusa Chardosim afirmou que há interesse da entidade em descentralizar e interiorizar suas ações. Uma visita técnica está prevista para os próximos meses, e o objetivo é oferecer suporte sem tornar o grupo dependente. Marlene enxerga vantagens: “Podemos nos tornar uma potência do Rio Grande do Sul para justamente buscar recursos para tratamento, orientação, saber os melhores centros e trazer também para Santa Maria”.</p>
<p>Marlene, Benônio e Tatiane não contam com patrocínios e estão em constante procura de formas de divulgar o Movimento Parkinson para cada vez mais pessoas. “A gente precisa de divulgação. Quanto mais a gente espalhar o conhecimento, quanto mais falarmos que existe um grupo aqui em Santa Maria, que tem a intenção de orientação, de auxílio, de ajuda, melhor. A gente abraça, acolhe, para que nós possamos nos fortalecer enquanto pessoas!”, reforça Marlene. </p>
<p>Para mais detalhes sobre o coletivo e também caso haja intenção de integrar o grupo, basta contatar a Marlene (55) 981116657, ou o Benônio (55) 999711905.</p>
<h3>A tulipa vermelha</h3>
<p>A tulipa vermelha é o símbolo da campanha de conscientização da Doença de Parkinson. A associação foi instituída na década de 1980. Um floricultor holandês chamado J. W. S. Van de Wereld desenvolveu uma tulipa vermelha com bordas brancas e logo em seguida da criação da flor, foi diagnosticado com Parkinson e batizou a tulipa em homenagem ao médico que descreveu a enfermidade - James Parkinson. </p>
<p>Na Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (APARS), alguns pacientes utilizam um cordão de girassol com a carteirinha de associado e uma tulipa vermelha para sinalizar a Doença de Parkinson. “Eles gostam de usar a sinalização porque evita o preconceito”, explica a Presidente da Associação.</p>
<p><em>Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</em><br /><em>Arte: Daniel de Carli,designer</em></p>]]></content:encoded>
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