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				<title>O que aprendemos com as enchentes de 2024 para enfrentar novos eventos extremos </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/10/o-que-aprendemos-com-as-enchentes-de-2024-para-enfrentar-novos-eventos-extremos</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:26:33 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Pesquisas e projetos desenvolvidos na UFSM ajudam a compreender os impactos do desastre e a preparar respostas para futuras crises climáticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Há dois anos, as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul impulsionaram pesquisas em diferentes áreas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Enquanto o Estado lidava com as consequências da catástrofe, pesquisadores, extensionistas e estudantes voltavam seus esforços para compreender os impactos das chuvas extremas e produzir conhecimento capaz de orientar ações de recuperação, adaptação e prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do estudo das áreas de risco à restauração ambiental, passando pela comunicação em situações de crise e pelo planejamento territorial, a tragédia impulsionou pesquisas e reforçou iniciativas que hoje ajudam a compreender os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Nesta última reportagem da série especial sobre o El Niño, a Agência de Notícias da UFSM apresenta algumas das contribuições da ciência produzida na universidade a partir da tragédia de 2024. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Hub.doc vira paradigma na recuperação dos arquivos afetados pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73194" align="alignnone" width="921"]<img class=" wp-image-73194" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A8750-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal mostra uma mão com luva branca, manuseando cuidadosamente um livro de registros danificado pelas enchentes. O documento apresenta páginas amareladas, manchas de umidade, sujeira e sinais de deterioração. Na folha aberta, é possível identificar campos preenchidos à mão e a inscrição “Banco Central do Brasil”. A cena registra uma etapa do trabalho de recuperação e preservação de documentos realizado pelo projeto Hub Doc. Ao fundo, desfocado, aparecem materiais e superfícies utilizados no processo de conservação do acervo." width="921" height="614" /> Documentos históricos passam por tratamento após as enchentes (Foto: Jéssica Mocellin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc"><span style="font-weight: 400">Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos</span></a><span style="font-weight: 400"> (Hub.doc) nasceu a partir de uma tragédia que colocou em risco parte da história da UFSM. Em 30 de abril de 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul inundaram o subsolo da Reitoria, onde estavam armazenadas cerca de 12 mil caixas de documentos permanentes da instituição. O acervo reunia registros administrativos, acadêmicos e funcionais produzidos ao longo de mais de seis décadas e considerados fundamentais para a preservação da memória universitária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A resposta começou ainda durante a emergência. Coordenada pela arquivista Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG), a </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/operacao-recupera-acervo-ufsm"><span style="font-weight: 400">Operação Recupera Acervo </span></a><span style="font-weight: 400">mobilizou servidores, estudantes, voluntários, militares e especialistas de diferentes áreas para retirar, estabilizar e recuperar os documentos atingidos pela água. “Era uma sensação total de impotência. A nossa missão é proteger a informação e a memória da instituição”, lembra Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo dos meses seguintes, aproximadamente 300 pessoas participaram da operação, que precisou enfrentar desafios logísticos inéditos, como a falta de energia, dificuldades de transporte e escassez de insumos em meio ao cenário de calamidade vivido pelo Estado. Entre as soluções adotadas, o congelamento dos documentos tornou-se a principal estratégia para interromper a deterioração causada pela umidade e pela proliferação de fungos. No começo, a operação utilizou freezers disponíveis na Universidade. Hoje, o projeto conta com quatro contêineres refrigerados instalados no campus sede da UFSM. O volume de material armazenado transformou a iniciativa em uma das maiores experiências de congelamento de documentos já registradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, a equipe passou a registrar detalhadamente cada etapa do processo. Relatórios, experimentos, fotografias e registros audiovisuais produziram uma base inédita de dados sobre recuperação documental em situações de emergência. O conhecimento acumulado passou a subsidiar orientações do Arquivo Nacional e despertou o interesse de instituições brasileiras e estrangeiras que enfrentaram problemas semelhantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão da etapa emergencial, a estrutura criada para recuperar os documentos da UFSM começou a atender outras instituições. A partir de solicitações do Arquivo Nacional e de órgãos públicos afetados pelas enchentes em Porto Alegre, a Universidade ampliou sua atuação e passou a receber acervos de diferentes entidades para tratamento e recuperação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, o Hub.doc se consolidou como a primeira estrutura brasileira dedicada ao resgate emergencial e à preservação de grandes volumes documentais. Coordenada pela UFSM, com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul e orientação técnica do Arquivo Nacional, a iniciativa reúne pesquisadores de diferentes áreas, projetos financiados por órgãos públicos e parcerias nacionais e internacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de recuperar documentos atingidos por desastres, o grupo produz conhecimento sobre preservação digital, gestão documental e resposta a emergências, transformando a experiência das enchentes em pesquisa, inovação e cooperação para auxiliar instituições que enfrentam situações semelhantes. “Hoje sabemos que essa estrutura está preparada para receber novos desafios e auxiliar outras instituições”, afirma Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes, o trabalho de recuperação documental segue em andamento. Mais de 36 mil caixas de documentos ainda passam pelos processos de tratamento e preservação realizados pelo Hub.doc. Em maio de 2026, a iniciativa alcançou um marco importante com o esvaziamento completo de um dos quatro contêineres utilizados para armazenar os documentos congelados, resultado que representa a recuperação de aproximadamente 25% do acervo sob sua responsabilidade. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>O Plano Municipal de Redução de Riscos de Santa Maria</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73193" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr.jpeg"><img class="size-large wp-image-73193" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr-1024x768.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal que exibe uma rua de chão batido, quatro pessoas caminham de costas em direção ao fundo da via. À direita, há uma casa em reforma, com janelas vazadas e com parte das paredes demolidas, além de um muro de tijolos aparentes em construção. Ao redor, árvores densas cobrem uma encosta, enquanto postes e fios elétricos acompanham a rua. O céu está limpo e azul, e a luz do sol ilumina a cena, projetando sombras no chão. " width="1024" height="768" /></a> Equipe do Lageolam realizando trabalho de campo (Foto: Andrea Nummer)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Embora tenha sido concluído após as enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/relatorios-pmrr-santa-maria-rs"><span style="font-weight: 400">Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</span></a><span style="font-weight: 400"> de Santa Maria começou a ser desenvolvido em 2023 como um novo plano e com diferente metodologia e abordagem. Coordenado pela professora Andrea Valli Nummer, do Departamento de Geociências da UFSM e pesquisadora do Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam), o trabalho teve como objetivo identificar áreas sujeitas a riscos geológicos e hidrológicos e propor medidas para reduzir os impactos desses eventos. O projeto contou com o apoio do Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres (CGRRD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo mapeou 16 vilas distribuídas em nove bairros de Santa Maria. Segundo Andrea, a seleção priorizou comunidades mais vulneráveis. “Começamos o mapeamento em 2024, escolhendo as áreas em Santa Maria que seriam as prioridades. Nessa seleção, precisava que houvesse comunidades envolvidas no risco para avaliar a vulnerabilidade”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos diferenciais do projeto foi a participação dos moradores no processo de mapeamento. Por meio da cartografia colaborativa, a população ajudou a identificar áreas atingidas por inundações e deslizamentos. “Eles ajudaram a mostrar até onde ia a água, o que escorregou, o que eles pensavam que podia ser uma solução”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os principais resultados, o PMRR apontou que os maiores problemas de Santa Maria estão relacionados às inundações e aos processos erosivos nas margens dos arroios. Ao todo, foram identificadas 396 edificações em áreas de alto risco e 245 em áreas de risco muito alto. O Morro do Cechella foi classificado como a área de maior risco geológico do município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de diagnosticar os problemas, o plano apresentou propostas de intervenções. “Junto com o mapeamento foram indicadas propostas de obras com um custo aproximado para mitigar o risco”, afirma Andrea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O PMRR foi entregue ao Executivo Municipal em outubro de 2025 e as informações produzidas pelo estudo já vêm sendo utilizadas pelo poder público. Um dos desdobramentos do trabalho foi a utilização dos dados do plano na construção de uma proposta para captação de recursos por meio do PAC Drenagem, que destinou R$39 milhões para obras de redução de riscos no entorno do Arroio Cadena. Após as enchentes, a equipe também realizou um estudo complementar na Vila Santa Tereza, solicitado pela Prefeitura devido a novos processos de escorregamento registrados na região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão do plano em Santa Maria, os pesquisadores iniciaram uma nova etapa de trabalho. Andrea coordena atualmente a elaboração do primeiro Plano Municipal de Redução de Riscos de Cachoeira do Sul, desenvolvido em parceria com o Governo Federal e com entrega prevista para 2027.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Projeto ‘Reflora’ no resgate genético para recuperar a biodiversidade</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73192" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3.jpeg"><img class="size-large wp-image-73192" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3-1024x576.jpeg" alt="Fotografia horizontal colorida feita durante o dia ao ar livre. Em uma clareira gramada cercada por árvores de médio e grande porte, cerca de vinte pessoas estão reunidas em semicírculo. No centro da imagem, de costas, uma pessoa conduzindo uma explicação ao grupo. Os participantes estão espalhados pelo gramado, alguns com os braços cruzados e outros observando atentamente. À direita, há pessoas usando roupas de trabalho e equipamentos de proteção, como capacetes brancos. No chão, próximo ao grupo, encontram-se uma caixa térmica vermelha, uma garrafa de água e algumas ferramentas compridas apoiadas sobre a grama." width="1024" height="576" /></a> Professores e alunos da Engenharia Florestal participaram do curso de escalada de árvores nativas (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Criado após os eventos climáticos extremos de 2024, o projeto Reflora busca recuperar áreas degradadas por meio do resgate genético de espécies arbóreas nativas. A iniciativa é uma união liderada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com a empresa de celulose CMPC e com o apoio institucional da Embrapii. O desenvolvimento científico e a aplicação prática da tecnologia de restauração ambiental ficam a cargo de grandes instituições de ensino, unindo a Universidade Federal de Viçosa (UFV) às universidades gaúchas UFSM, UFRGS, PUCRS e Unisc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o coordenador do projeto Reflora na UFSM, Jorge Farias, a proposta surgiu da necessidade de preservar a biodiversidade ameaçada pelas enchentes, deslizamentos e processos erosivos. Diferentemente de outras ações de restauração, o Reflora prioriza a conservação do patrimônio genético das espécies nativas. “O projeto foca na técnica de resgatar os materiais genéticos e em trabalhar com a manutenção e restabelecimento da biodiversidade arbórea”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante as primeiras etapas do trabalho, os pesquisadores identificaram áreas com perda de vegetação e passaram a selecionar espécies em risco, além de indivíduos considerados resilientes. “A gente identifica as áreas, o risco de perder esse material genético e também identifica árvores que foram extremamente resilientes”, afirma Farias. A partir desses exemplares, são coletados galhos para a produção de mudas por multiplicação vegetativa, técnica desenvolvida pela UFV após o desastre de Brumadinho. O método permite preservar características genéticas importantes para a adaptação das espécies às condições ambientais da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de contribuir para a recomposição da vegetação nativa, o projeto pode ajudar a reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Ao restaurar matas ciliares e recuperar espécies adaptadas ao território gaúcho, a iniciativa favorece os ecossistemas e processos naturais que aumentam a resiliência ambiental. Segundo Farias, a técnica também acelera o retorno da fauna nativa. “Ela vai atrair polinizadores e a biodiversidade. Então atrai os animais que se alimentam das flores, e aí depois vêm os frutos”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o Reflora está na fase de estruturação da infraestrutura e identificação dos materiais genéticos que serão resgatados. A equipe também realiza </span><a href="https://ufsm.br/r-1-70240"><span style="font-weight: 400">visitas de campo</span></a><span style="font-weight: 400"> e prepara laboratórios e casas de vegetação para a produção das mudas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com duração prevista de três anos, o projeto pretende produzir pelo menos seis mil mudas de espécies nativas. A expectativa é que as primeiras sejam apresentadas ainda neste ano e que os materiais genéticos estejam disponíveis para plantio a partir do inverno de 2027. Para Farias, o principal legado da iniciativa será a valorização da biodiversidade regional. “Precisamos ter material genético preservado. A biodiversidade é o material genético que nós temos aqui.”</span></p>
<p> </p>
<h3><strong>Comunicação de proximidade transforma memória em prevenção</strong></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73191" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade.jpeg"><img class="size-large wp-image-73191" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade-1024x576.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal. Em primeiro plano, um grupo de oito pessoas sorri para a câmera durante uma atividade de campo do projeto &quot;Comunicação de Proximidade&quot;. À direita, a coordenadora Aline registra a imagem em formato de selfie. Ao centro, estudantes e pesquisadores estão reunidos em uma calçada, alguns segurando pastas azuis utilizadas para a aplicação de questionários. Ao fundo, aparecem árvores, uma praça e edificações históricas da região central de Silveira Martins. " width="1024" height="576" /></a> Equipe realiza aplicação de questionários em Silveira Martins (Foto: Aline Dalmolin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia” surgiu durante as enchentes. A partir da participação de professores e estudantes da Universidade em ações de apoio às comunidades afetadas, eles passaram a discutir como a comunicação poderia contribuir para reduzir os impactos de futuros desastres. “Pensamos como a gente poderia atuar de uma forma mais direcionada, mais efetiva do que apenas distribuindo coisas, tendo uma ação mais focada naquilo que a comunicação poderia oferecer”, explica a coordenadora, Aline Roes Dalmolin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contemplado por um edital do Proext-PG, o projeto da Comunicação Social reuniu pesquisadores de cinco programas de pós-graduação da UFSM para investigar como moradores, rádios comunitárias, escolas, igrejas, associações e órgãos públicos se informam em situações de risco. Entre os principais resultados, o grupo identificou que o rádio segue sendo uma das principais fontes de informação dos habitantes da área. “A maioria da população de qualquer faixa etária segue ouvindo rádio todos os dias”, afirma Aline. Os levantamentos também apontaram o crescimento do uso de meios digitais e reforçaram a necessidade de integrar diferentes canais em estratégias de alerta e comunicação de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa contribui para a preparação das comunidades diante de novos eventos extremos ao fortalecer a circulação de informações, ampliar a educação sobre mudanças climáticas e preservar a memória coletiva dos desastres. Um dos principais produtos do projeto é a série documental </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">, lançada em 2026, que reúne relatos de moradores da Quarta Colônia sobre as enchentes. Para a coordenadora, registrar essas experiências é uma forma de evitar que elas se percam ao longo do tempo. “Uma das coisas mais importantes que nós temos que cuidar nesse momento é trabalhar para que esses registros sejam feitos agora, assim eles não caem no esquecimento”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final. Além da publicação dos últimos episódios da série documental, a equipe elabora cartilhas educativas e documentos com orientações para escolas, associações comunitárias e gestores públicos sobre comunicação em situações de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os próximos passos está a finalização de um plano de comunicação para o município de Silveira Martins, desenvolvido em parceria com a prefeitura e que poderá servir de referência para outras cidades da região. Embora o ciclo atual se encerre neste ano, a expectativa é de continuidade por meio de novas pesquisas e parcerias. “A gente vê esse projeto como um primeiro passo, ele não termina agora de forma alguma”, afirma Aline.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acesse o perfil oficial do projeto para assistir à série </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">: </span><a href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade"><span style="font-weight: 400">@comunicacaodeproximidade</span></a></p>
<h3> </h3>
<h3><b>Pesquisas orientam recuperação de áreas atingidas pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73190" align="alignnone" width="828"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg"><img class="size-full wp-image-73190" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em uma área de campo aberta, cerca de dez pessoas participam de uma atividade de restauração ecológica. Os participantes estão reunidos ao redor de uma estrutura formada por três postes de madeira cruzados no topo, utilizada como poleiro artificial para atração de aves. Algumas pessoas seguram ferramentas e realizam o plantio no solo coberto por vegetação seca. Ao fundo, há montanhas, árvores e um curso d’água, sob céu azul e sem nuvens. A atividade ocorre durante o dia e integra ações de recuperação ambiental em área rural. " width="828" height="874" /></a> Participantes da oficina de restauração ecológica em área de recuperação ambiental em Agudo. (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com mais de 15 anos de atuação, especialmente no Corredor Ecológico da Quarta Colônia, uma das regiões mais afetadas pelas enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/grupos/neprade"><span style="font-weight: 400">Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade)</span></a><span style="font-weight: 400">, da UFSM, direcionou seus esforços para compreender os impactos do desastre e produzir informações capazes de orientar a recuperação ambiental da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o núcleo desenvolve três projetos voltados ao monitoramento das áreas atingidas, à restauração ecológica e à avaliação da eficiência das estratégias testadas para o retorno dos serviços ecossistêmicos. Os estudos são realizados em parceria com instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, a empresa Taesa S.A., a Fapergs e a Fundação Araucária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As pesquisas revelaram que as enchentes provocaram transformações profundas na paisagem da Quarta Colônia. “Nosso primeiro impacto foi observar a amplitude dos efeitos. A paisagem foi totalmente remodelada, o que nos mostrou que esse pode ser considerado um evento que atingiu proporção de evento de formação geológica”, afirma a coordenadora do Neprade, Ana Paula Moreira Rovedder. Os levantamentos identificaram remoção de solos, deposição de grandes volumes de sedimentos e alterações significativas em rios e encostas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os pesquisadores também identificaram impactos menos visíveis. Análises dos sedimentos deixados pela enxurrada apontaram perdas importantes de nutrientes do solo. “Constatamos uma quantidade muito alta de alguns macronutrientes em depósito de sedimentos arenosos, como o potássio. Esses nutrientes vêm das lavouras atingidas”, explica Ana Paula. Além disso, o monitoramento registrou o avanço de espécies invasoras em áreas degradadas, fator que pode dificultar a regeneração da vegetação nativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar dos danos, os estudos apontam sinais de recuperação ambiental. Desde fevereiro de 2025, equipes acompanham áreas de matas ciliares e encostas em municípios da região e já observam o retorno gradual da vegetação arbórea. “Inicialmente nós tínhamos observado muito mais espécies rústicas, herbáceas, espécies que nós chamamos de ruderais.  Agora já registramos regeneração de espécies arbóreas”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de documentar os impactos do desastre, o trabalho busca contribuir para reduzir os efeitos de futuros eventos extremos. Os dados produzidos permitem identificar áreas com maior potencial de regeneração natural, definir técnicas de restauração mais adequadas para cada ambiente, reduzindo custos de recuperação, e fortalecer a resiliência climática da região. “Nós temos que criar resiliência climática através da adequação ambiental das propriedades rurais, o que significa atuarmos nas áreas produtivas e nas áreas de preservação permanente, entendendo que cada uma tem a sua função na paisagem”, destaca Ana Paula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, os projetos seguem em fase de monitoramento e análise dos dados coletados. Nos próximos anos, o Neprade pretende ampliar as ações de extensão junto às comunidades locais, implantar novas áreas de restauração produtiva com sistemas agroflorestais, recuperar matas ciliares degradadas e concluir o plano de recuperação para a Quarta Colônia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expectativa é que os resultados sirvam de referência para outras regiões do Rio Grande do Sul afetadas por eventos climáticos extremos. “O legado que esses trabalhos deixam é um legado de alerta, mas também de esperança, que nós temos como melhorar, nós não precisamos ficar de braços cruzados”, conclui a pesquisadora.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Laboratórios monitoram contaminação ambiental após enchentes no Rio Grande do Sul</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73189" align="alignnone" width="730"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica.jpeg"><img class="size-large wp-image-73189" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica-730x1024.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em um laboratório, uma pessoa vestindo jaleco branco e luvas azuis segura um tubo de ensaio contendo uma amostra líquida amarelada. Sobre a bancada, aparecem outros recipientes utilizados em análises químicas, incluindo frascos de vidro e tubos de coleta organizados em um suporte laranja. Ao fundo, há equipamentos laboratoriais usados em procedimentos de pesquisa. A imagem registra uma etapa de análise de amostras de água e solo realizadas por pesquisadores da UFSM para investigar possíveis contaminações ambientais após as enchentes no Rio Grande do Sul. " width="730" height="1024" /></a> Estudantes do departamento de Química analisam amostras para monitorar possíveis contaminantes ambientais. (Foto: Osmar Prestes)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">As enchentes também levantaram preocupações sobre possíveis impactos ambientais causados pela dispersão de resíduos, produtos químicos e outras substâncias transportadas pela água. Para investigar esses efeitos, pesquisadores do Departamento de Química da UFSM aprovaram o projeto “Estabelecer um programa de monitoramento de contaminantes em água e solo nos ambientes afetados pelas enchentes que ocorreram no estado do Rio Grande do Sul”, financiado e desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa conta com a participação do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/larp"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP)</span></a><span style="font-weight: 400"> e do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/laqia"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA)</span></a><span style="font-weight: 400">. O projeto é coordenado pelo professor Osmar Damian Prestes e conta com a participação de oito pesquisadores e diversos alunos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Química da UFSM. De acordo com o coordenador, surgiu uma necessidade de monitorar possíveis contaminações ambientais após a enchente. “Agora com a questão da enchente, o Ibama precisava de laboratórios aqui do Estado para realizar essas análises e fizeram contato conosco”, explica Osmar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2024, amostras de água e solo coletadas em diferentes regiões atingidas são analisadas na UFSM. Os pesquisadores investigam a presença de contaminantes químicos, como herbicidas, inseticidas, fungicidas e outros compostos utilizados na agricultura, além de elementos inorgânicos potencialmente associados à contaminação ambiental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados ainda não foram divulgados, pois seguem em fase de análise e interpretação pelo Ibama. Apesar disso, o projeto já contribui para a compreensão dos impactos ambientais do desastre ao produzir informações que poderão subsidiar futuras ações de monitoramento e gestão de riscos. “Uma das principais contribuições vai ser a geração de informação qualificada, a partir dos dados analíticos das regiões onde essas amostras estão sendo coletadas”, afirma Prestes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O conhecimento gerado pela pesquisa poderá auxiliar órgãos ambientais a identificar áreas mais vulneráveis e planejar ações para reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Os dados também servirão para monitorar a qualidade ambiental das regiões afetadas ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final de execução e os resultados devem ser divulgados no próximo semestre. Como próximo passo, os laboratórios e o Ibama discutem a renovação da parceria para novas pesquisas na área de toxicologia ambiental, ampliando o monitoramento dos impactos ambientais no RS e em outras regiões do país.</span></p>
<h3><strong>Série especial sobre El Niño</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após o evento extremo, parte das respostas para compreender o que aconteceu e o que ainda pode acontecer, está sendo construída nos laboratórios, grupos de pesquisa e projetos de extensão da UFSM. As iniciativas apresentadas nesta reportagem mostram como diferentes áreas do conhecimento se mobilizaram para investigar os impactos do desastre, produzir dados inéditos e transformar experiências vividas durante a crise em conhecimento científico e memória. Em comum, os projetos reforçam o papel da universidade na geração de informações que ajudam a compreender as transformações ambientais em curso no Rio Grande do Sul.</span></p>
<p>Confira mais informações nas reportagens anteriores da série produzida pela Agência de Notícias:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72801"><i><span style="font-weight: 400">El Niño volta ao radar no RS: especialistas da UFSM explicam o que esperar nos próximos meses</span></i></a><i><span style="font-weight: 400"> </span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72925"><i><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes históricas no RS, como o campo gaúcho está se adaptando às mudanças climáticas </span></i></a></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-73043"><i><span style="font-weight: 400">Quais são os desafios das cidades frente ao El Niño? </span></i></a></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400"><br />Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Banco de imagens da Agência de Notícias UFSM e registros dos projetos <br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: João Ricardo Gazzaneo</span></i></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professores do LAGEOLAM realizam atendimento emergencial em Agudo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/08/15/professores-do-lageolam-realizam-atendimento-emergencial-em-agudo</link>
				<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 15:08:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agudo]]></category>
		<category><![CDATA[Desastres]]></category>
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						<description><![CDATA[O prefeito de Agudo, Luís Henrique Kittel,solicitou  os pesquisadores do LAGEOLAM, apoio para realização de laudos técnicos de unidades habitacionais afetadas pela catástrofe climática em Agudo. . Participaram, de forma voluntária, os professores: Andrea Nummer, Romário Trentin, Rinaldo Pinheiro e Luiz Eduardo Robaina, que já realizaram atendimentos em outras cidades, como Dona Francisca. Ivorá, Faxinal [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-15-at-11.12.34-1024x576.jpeg" alt="" />													
		<p>O prefeito de Agudo, Luís Henrique Kittel,solicitou  os pesquisadores do LAGEOLAM, apoio para realização de laudos técnicos de unidades habitacionais afetadas pela catástrofe climática em Agudo. .</p><p>Participaram, de forma voluntária, os professores: Andrea Nummer, Romário Trentin, Rinaldo Pinheiro e Luiz Eduardo Robaina, que já realizaram atendimentos em outras cidades, como Dona Francisca. Ivorá, Faxinal do Soturno, Mata, Paraíso do Sul e Vale Vêneto. </p><p>Após a ocorrência dos desastres no Estado do Rio Grande do Sul, em abril de 2024, muitos municípios ainda sofrem com as consequências dos eventos extremos. Dessa vez, o atendimento foi em Agudo, em que houveram diversos eventos de movimento de massa e erosões de margem, trazendo perigo aos moradores próximos. </p><p>Acompanhe abaixo as imagens.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/DJI_0289-300x225.jpg" alt="default" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5830-225x300.jpeg" alt="IMG_5830" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5794-300x225.jpeg" alt="IMG_5794" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5816-225x300.jpeg" alt="IMG_5816" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5820-300x225.jpeg" alt="IMG_5820" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5857-225x300.jpeg" alt="IMG_5857" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5845-225x300.jpeg" alt="IMG_5845" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/IMG_5831-225x300.jpeg" alt="IMG_5831" /></figure>			
		<p> </p><p>Veja mais sobre os atendimentos emergenciais já realizados nos outros municípios clicando no botão abaixo.</p>		
			<a href="">
									Clique aqui
					</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Plano Municipal de Redução de Riscos                     PMRR Santa Maria /RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/08/05/plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs-2</link>
				<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 17:50:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>
		<category><![CDATA[PMRR]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>

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						<description><![CDATA[Instagram do Diário de Santa Maria divulga reportagem dos trabalhos de campo da equipe do PMRR na periferia de Santa Maria. Confira o vídeo da reportagem no link&nbsp; a seguir. O grupo do LAGEOLAM representados pelo Prof. Rinaldo Pinheiro, Profa. Andréa Nummer e&nbsp; bolsistas do projeto verificaram de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><b>Instagram do Diário de Santa Maria</b> divulga reportagem dos trabalhos de campo da equipe do <b>PMRR</b> na periferia de Santa Maria. Confira o vídeo da reportagem no link&nbsp; a seguir. O grupo do LAGEOLAM representados pelo Prof. Rinaldo Pinheiro, Profa. Andréa Nummer e&nbsp; bolsistas do projeto verificaram de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores da região oeste de Santa Maria.</p>		
										<figure>
											<a href="https://www.instagram.com/reel/C-Oh8gkpAov/?igsh=MWVuN3BlcDBscDhmdg==">
							<img width="593" height="485" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/08/Diario-de-SMaria.jpg" alt="" />								</a>
											<figcaption>@pmrr.santamaria</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo de pesquisa do LAGEOLAM realiza a primeira oficina no bairro Urlândia para a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR - Santa Maria/RS)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/05/27/grupo-de-pesquisa-do-lageolam-realiza-a-primeira-oficina-no-bairro-urlandia-para-a-elaboracao-do-plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs</link>
				<pubDate>Mon, 27 May 2024 23:08:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desastres]]></category>
		<category><![CDATA[oficina]]></category>
		<category><![CDATA[PMRR]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>

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						<description><![CDATA[No dia 15 de maio de 2024, a comunidade das Vilas Urlândia e Santos se uniram ao grupo de pesquisa do Laboratório de Geologia Ambiental da UFSM na primeira oficina para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos do município.  Após o início das chuvas intensas no Estado do Rio Grande do Sul, no [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="825" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.04.18-1024x825.jpeg" alt="" />													
		<p>No dia 15 de maio de 2024, a comunidade das Vilas Urlândia e Santos se uniram ao grupo de pesquisa do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam">Laboratório de Geologia Ambiental</a> da UFSM na primeira oficina para elaboração do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/05/27/plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs">Plano Municipal de Redução de Riscos</a> do município. </p><p>Após o início das chuvas intensas no Estado do Rio Grande do Sul, no dia 1 de maio de 2024, muitos moradores locais foram atingidos, tornando ainda mais clara a importância do projeto que está sendo realizado. Na região, foram verificados eventos de inundação, alagamento e erosões de margens fluviais, gerando grandes problemas para a comunidade, como perdas materiais e agravamento da situação de risco dos moradores.</p><p>Durante a execução do trabalho, a participação da comunidade enriqueceu as informações previamente levantadas pelos pesquisadores e apresentaram a sua visão acerca dos problemas observados, com a experiência de quem vive no local. </p><p>A oficina foi realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Carlos, na região norte do bairro Urlândia, onde os docentes do LAGEOLAM explicaram o significado do PMRR e sua importância e qual o objetivo da oficina com a comunidade. Foram também apresentados  conceitos como inundação, alagamentos e  erosões de margem. Os participantes se organizaram em grupos e com a ajuda dos docentes e bolsistas identificaram suas residências e caracterizaram os problemas que enfrentaram nas ruas, pátios e moradias, observando o local do bairro, e a altura que a água atingiu.  </p><p>Além de relatar a gravidade das ocorrências atuais, a comunidade também informou sobre os problemas que já haviam ocorrido no local, proporcionando uma cronologia dos eventos, que são recorrentes. </p><p> </p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.51-1.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.51 (1)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.52-1.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.52 (1)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.55-2.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.55 (2)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.53-3.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.53 (3)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.55.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.55" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.51-2.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.51 (2)" /></figure>			
		<p>Durante a atividade, a comunidade demonstrou notável conhecimento sobre onde vivem e os eventos que presenciam, entendendo de forma particular as dinâmicas fluviais que ali ocorrem. </p><p>A execução da oficina deu suporte para os trabalho de campo realizados logo após, nos dias 16 e 17 de maio, onde os pesquisadores percorreram as Vilas Urlândia e Santos, observando presencialmente os fatos relatados pela comunidade. Os mapas elaborados com o auxílio da população serviram de instrumento para os dias de campo, já que ali foram anotados os limites das inundações e alagamentos demarcados pelos moradores. </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR - Santa Maria/RS)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/05/27/plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs</link>
				<pubDate>Mon, 27 May 2024 12:32:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desastres]]></category>
		<category><![CDATA[PMRR]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/?p=210</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisadores do Laboratório de Geologia Ambiental iniciaram, no dia 10 de março de 2024, suas pesquisas para a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos de Santa Maria/RS.   Desde que o convite foi feito pelas Secretaria de Periferias do Ministério das Cidades, em julho de 2023, o grupo de pesquisadores do LAGEOLAM faz parte do  Projeto Multicêntrico de Pesquisa-Ação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Pesquisadores do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam">Laboratório de Geologia Ambiental</a> iniciaram, no dia 10 de março de 2024, suas pesquisas para a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos de Santa Maria/RS.  </p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/Instagram_Facebook_Feed-1080x1080px-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: left">Desde que o convite foi feito pelas Secretaria de Periferias do Ministério das Cidades, em julho de 2023, o grupo de pesquisadores do LAGEOLAM faz parte do  Projeto Multicêntrico de Pesquisa-Ação e Inovação, visando a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos do município de Santa Maria. O trabalho está sendo executado por uma equipe técnica composta pelos professores da Universidade Federal de Santa Maria: Andréa Valli Nummer, Luís Eduardo de Souza Robaina, Romário Trentin e Rinaldo Barbosa Pinheiro, com a participação de bolsistas de graduação e pós-graduação: Antonio Von Ende Dotto, Juliane dos Santos Pinto, Maria Giovanna Torquato Faustino e Marco Antônio Rosa Soares.</p><p style="text-align: left">O Plano Municipal de Redução de Riscos é um documento de suma importância frente aos desastres sociambientais, sendo um instrumento de prevenção, mitigação e resposta aos desastres e suas consequências. Em decorrência da situação climática atual, a elaboração de um PMRR completo e eficiente é imprescindível para os todos os municípios. </p><p>A elaboração do PMRR também terá o apoio do Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres (CGRRD), criado no dia 05 de março de 2024, através decreto Nº 57, da Prefeitura Municipal de Santa Maria. O Comitê é composto por representantes das seguintes Secretarias/Órgãos:</p>		
					<ul>
							<li>
											<a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/gabinete_prefeito">
										Gabinete do Prefeito
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/estruturacao/699-superintendencia-de-elaboracao-projetos">
										Secretaria de município de Elaboração de Projetos e Capacitação de Recursos – SECAP
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/habitacao">
										Secretaria de município de Habitação e Regularização Fundiária – SMHRF
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smds">
										Secretaria de município de Desenvolvimento Social – SMDS
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/infraestrutura">
										Secretaria de município de Infraestrutura e Serviços Públicos – SMISP
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://defesacivil.santamaria.rs.gov.br/index.php">
										Superintendência de Defesa Civil – SDC
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/ambiental">
										Secretaria de município de Meio Ambiente – SMA
											</a>
									</li>
								<li>
											<a href="https://iplan.santamaria.rs.gov.br/">
										&nbsp;Instituto de Planejamento de Santa Maria – IPLAN&nbsp;
											</a>
									</li>
						</ul>
		<p>O grupo de pesquisadores irá trabalhar 11 áreas de riscos presentes em 6 bairros do município de Santa Maria, sendo eles:</p>		
					<ul>
							<li>
										Bairro João Goulart (Vila Schirmer e Residencial Km 3);
									</li>
								<li>
										Bairro Urlândia (Vila Urlândia e Vila Santos);
									</li>
								<li>
										Bairro Noal (Vila Lídia);
									</li>
								<li>
										Bairros Salgado Filho e Carolina (Beco do Guarani);
									</li>
								<li>
										Bairro Itararé (Vila Canário, Vila Bela Vista, Vila Bürger e Vila Nossa Senhora Aparecida);
									</li>
								<li>
										Bairro Km 3 (Vila Bilibio).
									</li>
						</ul>
													<img width="1024" height="710" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/Areas-Selecionadas2-1024x710.jpg" alt="" />													
		<p>Durante os 18 meses previstos para a elaboração do trabalho, estão sendo realizadas oficinas e trabalhos de campo, afim de avaliar os perigos e a vulnerabilidade dos locais de estudos, principalmente em relação aos eventos de inundação e movimentos de massa.</p><p>A participação da comunidade é de grande importância para o projeto, considerando que os moradores possuem conhecimento acerca do local em que vivem. As oficinas permitem que a população seja ouvida e que novas informações sejam trocadas, estimulando uma comunidade ativa e participativa frente às questões que os atinge, e ainda possibilita que os pesquisadores se familiarizem com a realidade do local de estudo, entendendo seus processos físicos e sociais. </p><p>Os trabalhos de campo estão sendo executados a fim de identificar, classificar e localizar a vulnerabilidade das habitações e seus respectivos perigos em relação aos eventos suscetíveis. Essa etapa permite o conhecimento técnico dos setores de risco e a elaboração do mapeamento, etapa que iniciou em maio de 2024, </p><p>Como produto do Plano Municipal de Redução de Riscos, os pesquisadores ainda irão, a partir do mapeamento das áreas de risco e das análises das realidades locais, elaborar propostas e projetos de medidas preventivas e de mitigação de desastres, compatíveis com cada área em questão.</p><p>Além da grande importância do trabalho gerado para o município com a elaboração do PMRR, o projeto e a parceria entre o Ministério das Cidades, a Secretaria de Periferias e a Universidade também explora o aprimoramento de métodos de mapeamento e análise de riscos. A união dos objetivos, quando alcançados, vão possibilitar um avanço da metodologia de elaboração dos PMRRs, a formação de profissionais qualificados e eventuais atualizações de políticas públicas do município. Ao final, a meta é atender as demandas da sociedade local no enfrentamento dos desafios climáticos observados, gerando uma sociedade mais resiliente.</p><p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        