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				<title>Voluntários podem participar de pesquisa sobre capacidade funcional e função muscular respiratória em pessoas que tiveram Covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/01/24/voluntarios-podem-participar-de-pesquisa-sobre-capacidade-funcional-e-funcao-muscular-respiratoria-em-pessoas-que-tiveram-covid-19</link>
				<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 17:08:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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						<description><![CDATA[A participação no estudo é voluntária e gratuita]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está realizando a pesquisa “Capacidade Funcional e Função Muscular Respiratória em indivíduos pós Covid-19”. </span><span style="font-weight: 400">Podem participar do estudo</span><span style="font-weight: 400"> maiores de 18 anos, que tiveram Covid-19, que não estejam com febre, não tenham dificuldades para caminhar e não estejam fazendo exercícios físicos, para participar de avaliações respiratórias e funcionais.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os interessados podem se inscrever pelo e-mail  <a href="mailto:pposcovid19@gmail.com" target="_blank" rel="noopener">pposcovid19@gmail.com</a> ou </span><span style="font-weight: 400">pelos telefones (55) 992064853 e (55) 32118070. Após, </span><span style="font-weight: 400">será realizada uma entrevista por telefone e os interessados que tiverem os critérios requeridos pela pesquisa serão convidados para fazerem as avaliações no Laboratório de Fisiologia e Reabilitação (LAFIR) localizado no campus sede da UFSM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A participação na pesquisa é voluntária e gratuita. Todas as pessoas que fizerem as avaliações, receberão os resultados. O estudo faz parte do trabalho de conclusão de curso da acadêmica Gabrielle Peres Paines, orientada pela professora Carine Cristina Callegaro.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Covid Longa: Imprevisível e debilitante</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante</link>
				<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 12:29:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[covid longa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Esses foram os adjetivos usados pela OMS para descrever a condição pós-covid, que já tem mais de 200 sintomas listados e pode durar por vários meses]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Mesmo após dois anos de pandemia, os especialistas em saúde ainda tentam entender as implicações da Covid-19. Estudos mostram que os problemas causados pela doença não terminam com o fim da infecção: muitas pessoas que se recuperaram do vírus ainda sofrem com os impactos da enfermidade. Segundo a <a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Post_COVID-19_condition-Clinical_case_definition-2021.1">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a>, entre 10% a 20% das pessoas que tiveram Covid-19 sofrem com esses sintomas após se recuperarem da fase aguda da doença. A <a style="font-size: 16px;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align);color: #204c90" href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Post_COVID-19_condition-Clinical_case_definition-2021.1">OMS</a> considera como “Covid Longa” ou “Condição Pós-Covid” os sintomas que surgem em até três meses após a contaminação, que duram pelo menos dois meses e não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/covid_longa_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um menino em frente a uma covid-19 em forma de monstro. O menino tem pele branca, cabelos pretos e bagunçados, olhos fechados e aparência cansada. Usa máscara branca e boné verde marinho com aba vermelha. Veste blusa vermelha com gola &quot;v&quot;. O monstro covid está com as mãos no ombro do menino, é arredondada, tem cor verde pastel claro; nas extremidades, tem nove pontos achatados; os olhos são pretos; está com a boca aberta, a goela em verde escuro e os dentes pontudos na cor creme. Acima do moço, um ícone de bateria com um risco vermelho. O fundo é roxo em tom de malva com textura de pinceladas de tinta." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“A Covid Longa são todas essas situações clínicas que acontecem a partir do momento da infecção aguda. São manifestações que podem ocorrer em qualquer parte do corpo, de maneira permanente ou transitória, principalmente nas áreas neurológica, metabólica, cardíaca e renal”, explica o médico infectologista Alexandre Schwarzbold, professor de Medicina no Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e membro consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, pesquisas recentes, como o estudo da <a style="background-color: var(--bs-body-bg)" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-da-fiocruz-avalia-sindrome-da-covid-longa#:~:text=Compartilhar%3A,doen%C3%A7a%20ao%20longo%20do%20tempo">Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz</a>), publicado em periódico da Oxford, apontam que cerca de metade dos 646 pacientes com Covid-19 acompanhados por 14 meses apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano. É o caso de Emerson Silveira de Oliveira, paciente do Ambulatório Pós-Covid do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Emerson teve 50% do pulmão comprometido e ficou 17 dias entubado. Mesmo após um ano de ter contraído a doença, ele ainda sofre com as sequelas e está afastado do trabalho. "Após a minha internação, fiquei com a voz rouca, sentia muita falta de ar e tive que fazer cirurgia na traqueia devido ao longo tempo de intubação. Agora estou fazendo fisioterapia para a parte muscular, sinto muita câimbra e fraqueza nas pernas. Estou focado em me recuperar e retomar a minha vida normal”, relata.</p>		
												<img width="1024" height="659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/MGM2790-1024x659.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem, de perfil, sentado e com o braço para a frente, apoiado em uma estrutura de metal. ele tem pele branca, cabelos lisos, curtos e na cor preta; usa máscara cirúrgica branca e veste moletom cinza. No braço, usa um medidor de pressão na cor cinza escuro. Atrás, aparelho elétrico de hospital na cor branca, sobre mesa bege. Ao fundo, parede acinzentada e cama elástica pequena e azul escura." loading="lazy" />														
			<h3>Sequelas e sintomas</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma pesquisa publicada na<a style="text-decoration: none" href="https://www.thelancet.com/journals/eclinm/article/PIIS2589-5370(21)00299-6/fulltext"> Clinical Medicine</a>, periódico especializado em medicina, conduzida por cientistas de Londres, Nova Iorque e Portland, identificou 203 sintomas associados à Covid Longa, que envolvem dez órgãos diferentes do corpo humano. O estudo foi realizado com dados de 56 países e envolveu mais de 3 mil pessoas. A conclusão é que 56 dos 203 sintomas identificados persistiram por sete meses. Os mais prevalentes são fadiga e dificuldades respiratórias, seguidas por perturbações do olfato e paladar, dor no peito, névoa mental e perda de memória, bem como perturbações do sono.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor Schwarzbold aponta que as manifestações clínicas da Covid Longa vão desde pequenas perdas de forças e de memória até casos de problemas psicológicos como depressão, crises de ansiedade e estresse pós-traumático. Além disso, a condição também pode gerar problemas mais graves como manifestações renais, endócrinas e mudanças metabólicas que a pessoa não tinha antes do vírus, como diabetes, alteração no colesterol e hipertensão.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“A Condição Pós-Covid tem esse aspecto de se manifestar em diferentes órgãos e também pode agravar quadros que já existiam. Uma pessoa com uma comorbidade, mesmo que controlada, pode ter uma piora nesse problema”, afirma. É o caso de Zaíra Oliveira de Lucena, estudante de 21 anos que apresentou sequelas após dois meses da infecção pelo coronavírus. Zaíra se contaminou em janeiro de 2021 e sofreu com alterações no olfato por mais de seis meses, além de lidar com queda de cabelo e crises de enxaqueca que permanecem até hoje. No entanto, o problema maior foi o agravamento de uma condição que ela tinha no estômago. “Eu tinha um problema de gastrite, que se agravou muito após a minha infecção pelo vírus. Emagreci mais de dez quilos por causa disso, e todo médico que me atendia falava que o agravamento se deu por causa da Covid. A única solução era esperar os sintomas passarem. Foram meses desesperadores”, relata.</p>		
			<h3>O que sabemos até agora</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A condição parece surgir como resultado da inflamação causada pelo vírus, mas o mecanismo que causa a covid longa ainda é desconhecida pelos especialistas. Schwarzbold explica que, apesar de o coronavírus entrar pelas vias respiratórias e causar ali a maior parte dos sintomas, ele tem capacidade de se espalhar por todo o organismo e agir em diferentes órgãos. “Quando nos infectamos, o nosso corpo reage e causa um processo pulmonar que libera proteínas inflamatórias chamadas citocinas. Elas se espalham pelo corpo todo e acabam estimulando a inflamação em vários órgãos, o que pode causar o surgimento das manifestações pós-Covid. Essa é a explicação mais aceita pela comunidade científica até o momento”, afirma o especialista.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor ressalta que as vacinas podem diminuir as chances do desenvolvimento da Covid Longa por agirem na diminuição da inflamação. Para ele, o fluxo de casos hospitalares de manifestações Pós-Covid diminuíram conforme os índices de vacinação aumentavam. É importante ressaltar que a Pós-Covid pode atingir qualquer pessoa que se recuperar da doença. A tendência é que casos mais graves tenham sequelas mais permanentes e quadros leves tenham sequelas mais transitórias. “Nos casos mais leves as manifestações tendem a durar apenas alguns meses e depois desaparecem. Já em muitos casos graves as pessoas realmente ficam com sequelas, que podem evoluir para doenças crônicas e a pessoa não volta a ter uma normalidade”, atenta Schwarzbold.</p>		
			<h3>Orientações e recomendações</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar das pesquisas sobre a forma de identificar e tratar a vida de pessoas com covid longa ainda estarem em andamento, é possível seguir algumas recomendações. Schwarzbold orienta que, após um mês da infecção pelo vírus, o paciente faça uma revisão dos seus exames para ver como estão as funções sistêmicas do organismo. Essa orientação é voltada principalmente para os indivíduos que têm comorbidades: é importante ir ao médico especialista e reavaliar o quadro. “Se há uma suspeita de covid longa, seja por sintomas ou alterações em exames pós-covid, é preciso procurar atendimento médico. Há uma tendência de procurar tratamento apenas para as sequelas mais graves. Entretanto, é fundamental buscar ajuda médica para as outras questões, pois elas também podem interferir bastante na qualidade de vida das pessoas”, destaca o professor.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p>A OMS recomenda a vacinação como a melhor forma de minimizar os casos de Covid Longa. “Os governos precisam levar isso a sério e fornecer cuidados integrados, apoio psicossocial e licença médica para os pacientes que sofrem com essa condição. A OMS continua a trabalhar com parceiros e grupos de pacientes para acelerar a pesquisa e desenvolver as melhores práticas clínicas, inclusive em reabilitação para o tratamento da Covid Longa”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da organização, <a href="https://www.who.int/director-general/speeches/detail/who-director-general-s-opening-remarks-at-the-who-press-conference-10-May-2022">em uma coletiva de imprensa</a> em maio deste ano.</p>		
			<h3>O Ambulatório Pós-Covid da UFSM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/da-kiss-a-covid/"><b>Ambulatório Multiprofissional de Reabilitação Pós-Covid do HUSM</b></a> iniciou suas atividades em janeiro de 2021. Com o objetivo de proporcionar acompanhamento das manifestações sistêmicas causadas pelo coronavírus e de buscar entendimento rápido das sequelas da doença, o ambulatório já avaliou cerca de 90 pacientes e inseriu 70 no programa de reabilitação.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O serviço é disponibilizado às pessoas que ficaram internadas no HUSM por conta da Covid-19, e agora recebe também pacientes do Hospital Regional de Santa Maria. Conta com especialistas das áreas de pneumologia, psiquiatria, serviço social, nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia. “Aqui funciona como uma triagem, aplicamos testes e avaliamos para depois encaminhar para as áreas específicas. O paciente que entrar aqui vai ter toda a assistência de qualidade e gratuita pelo SUS, isso é um diferencial porque a gente oferece atendimento com todos os especialistas que ele precisar”, diz a professora Adriane Pasqualoto,  responsável pelo ambulatório.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com Adriane, todos os pacientes atendidos têm algum sintoma de Covid Longa. As queixas mais recorrentes são limitações funcionais como falta de ar, dificuldade de caminhar longas distâncias, fraqueza e dores musculares. Entretanto, alguns também relatam alterações no sono, na memória, queda de cabelo, dificuldade para engolir alimentos e distúrbios psicológicos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O tratamento é definido conforme as necessidades individuais do paciente. São duas sessões semanais de fisioterapia e uma de outra especialidade, com duração de 50 a 60 minutos, por no mínimo oito semanas. Além disso, o paciente também é acompanhado por até dois anos. “O trabalho do ambulatório é importante para os estudos sobre as sequelas da Covid e ajudar a entender todas as implicações da doença”, destaca Adriane.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;</em></p><p><em><strong>Edição de Arte:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
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