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				<title>Regina Tchelly ministra curso de aproveitamento integral de alimentos em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/27/regina-tchelly-ministra-curso-de-aproveitamento-integral-de-alimentos-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:20:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Vulnerabilidade Social]]></category>

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						<description><![CDATA[Capacitação reuniu mulheres em situação de vulnerabilidade social para ensinar geração de renda, empreendedorismo e combate ao desperdício de alimentos
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							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5480-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida mostra uma mulher falando para um grupo com cerca de 40 mulheres em um salão comunitário. As participantes estão em pé entre cadeiras brancas, observando a palestrante durante a atividade do curso." />											<figcaption>Capacitação aconteceu na associação comunitária do bairro Dom Ivo Lorscheiter
</figcaption>
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		<p>Cerca de 40 mulheres em situação de vulnerabilidade social participaram do curso “<i>Faça e Venda com aproveitamento integral dos alimentos</i>”, ministrado em Santa Maria desde segunda-feita (24) e que segue até quinta-feira (27). Promovida pelo projeto de extensão PROMOVER, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a capacitação ocorreu na associação comunitária do bairro Dom Ivo Lorscheiter, com foco no empreendedorismo feminino, geração de renda e combate ao desperdício.</p><p>A formação foi conduzida por Regina Tchelly, chef paraibana que ganhou projeção internacional ao fundar o projeto<a href="https://www.instagram.com/favela_organica/"> Favela Orgânica</a>, no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro. Reconhecida por sua atuação na gastronomia sustentável, Regina começou a iniciativa com apenas R$ 140 e hoje viaja o país ensinando comunidades periféricas a enxergar valor no que o comércio tradicional descarta.</p><p>De acordo com o Relatório<a href="https://docs.google.com/presentation/d/1oAI95Jwmh3M4hkW2stemMEOncwd4ug2i/edit#slide=id.p1"> Diagnóstico sobre a Fome e o Desperdício de Alimentos no Brasil</a> (2022), elaborado pela <i>Integration Consulting</i> em parceria com o Pacto Contra a Fome, o país desperdiça anualmente 55,4 milhões de toneladas de comida, do total de 161,3 milhões de toneladas produzidas desde o campo até a mesa. O levantamento aponta que o desperdício atinge principalmente frutas, hortaliças, tubérculos e laticínios, que juntos somam cerca de 45 milhões de toneladas descartadas por ano,  justamente os ingredientes aproveitados nas oficinas. </p><p>Segundo uma das organizadoras, Isabel Lopes Moreira, a escolha da chef Regina Tchelly para conduzir a formação ocorreu por ela ser uma referência nacional no aproveitamento integral dos alimentos. Conforme Isabel, a proposta do curso vai além da culinária e busca fortalecer a autonomia financeira das participantes. “A ideia é que a gente dê condições para que as mulheres possam fazer coisas para gerar renda e terem autonomia”, explica. </p><p>As participantes do curso foram selecionadas por meio de chamada pública. De acordo com a coordenadora do projeto, Rita Pauli, um dos critérios considerados foi a situação de vulnerabilidade social das mulheres. Além da formação gratuita, elas também recebem uma bolsa de participação, destinada a garantir que possam frequentar as atividades sem comprometer a renda familiar. </p><p>Para a participante Suelen Medeiros, 40 anos, que atua em uma cozinha solidária na Vila Lorenzi, os conhecimentos adquiridos durante a capacitação vão ser aplicados onde trabalha atualmente. O espaço produz refeições três vezes por semana para pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente trabalhadores recicladores da região e distribui mais de 150 marmitas. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Outra participante é Pamela Martins Soares, 30 anos, para ela o curso representa uma oportunidade de recomeço profissional. Natural de Canudos e moradora de Santa Maria desde os quatro anos de idade, ela conta que decidiu participar da formação para ampliar os conhecimentos na cozinha e buscar uma nova fonte de renda. “Minha expectativa é aprender coisas novas para empreender, porque no momento estou desempregada. Quero aprender bastante coisa nova, porque eu gosto de cozinhar”, relata.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5565-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma mulher branca com cabelos vermelhos posando para retrato. Ela sorri para a câmera e veste casaco preto com detalhes estampados nas mangas. Ao fundo, há um painel artístico com manchas coloridas" />											<figcaption>Suelen é uma das três voluntárias de uma cozinha solidária na Vila Lorenzi</figcaption>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5546-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma mulher parda, de estatura média sorrindo ao fundo dá para ver uma horta. Ela usa roupas verdes, cachecol azul-turquesa e turbante escuro, enquanto segura um cabo de ferramenta agrícola." />											<figcaption> A paraibana Regina Tchelly já acumula mais de 100 mil seguidores em apenas uma rede social</figcaption>
										</figure>
		<h2>“Eu queria ser muito famosa, uma cozinheira que pudesse modificar a nossa relação com os alimentos” </h2><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O bom humor de Regina esquentou as participantes da oficina na manhã desta segunda-feira (24). A paraibana lembra que a relação com a cozinha começou ainda na infância, influenciada pela avó e pela mãe. De acordo com a chef, o aproveitamento integral dos alimentos fazia parte da cultura familiar. “Lá na Paraíba é comum aproveitar tudo da comida.” afirma. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Antes de ganhar projeção nacional, Regina trabalhou como empregada doméstica no Rio de Janeiro. Ela conta que sempre sonhou em se tornar conhecida por meio da culinária e usar a comida como ferramenta de transformação social. “Eu queria ser muito famosa, uma cozinheira que pudesse modificar a nossa relação com os alimentos”, relata.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A iniciativa de criar o perfil Favela Orgânica surgiu há cerca de 15 anos, na comunidade da Babilônia, zona sul do Rio de Janeiro, após Regina perceber a grande quantidade de alimentos descartados nas feiras livres da região. “Eu vi que o desperdício de comida das feiras livres era muito grande, então resolvi causar, aproveitar até o talo dos alimentos”, relembra.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Regina considera que as redes sociais foram fundamentais para ampliar o alcance do trabalho desenvolvido dentro da comunidade. “Usei a rede social da melhor maneira, de forma genuína, e foi um processo muito orgânico, muito maravilhoso”, afirma. Orgulhosa de sua trajetória, a influenciadora relembra que já foi convidada para palestrar na Europa e acumula participações em programas de TV aberta, como o Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Hoje, Regina percorre diferentes cidades do país promovendo oficinas. Em Santa Maria, ela afirma que o principal objetivo é incentivar mulheres periféricas a acreditarem no próprio potencial e transformarem a culinária em uma possibilidade de autonomia financeira. “Tenho certeza que vão sair professoras, cozinheiras mais potentes e líderes para potencializar o aproveitamento integral dos alimentos”, projeta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fotos: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Edição: Maurício Dias, jornalista </p> ]]></content:encoded>
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