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				<title>Projeto Pilão atende mais de 200 famílias quilombolas em Santa Maria, Restinga Seca e Formigueiro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/09/02/pilao-200-familias</link>
				<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 13:03:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[#quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[afrodescendente]]></category>
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						<description><![CDATA[Grupo realiza ações voltadas para emancipação e acesso a direitos, saúde, educação e valorização cultural
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_66690" align="aligncenter" width="1032"]<img class="wp-image-66690 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-09.37.12.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de várias crianças sentadas a uma mesa retangular. Atrás das crianças, uma estante de madeira com materiais escolares. A cena remete a uma atividade escolar. " width="1032" height="774" /> Comunidades quilombolas recebem atividades educativas[/caption]
<p><span style="font-weight: 400"> O projeto de extensão Pilão tem como finalidade auxiliar as comunidades quilombolas e afrodescendentes na busca pela emancipação, defesa dos direitos humanos, acesso à saúde e à alimentação adequada, geração de renda e valorização cultural. Iniciado em 2007, o projeto da Universidade Federal de Santa Maria atende, atualmente, mais de 200 famílias no distrito de Palma, em Santa Maria, nas comunidades de Passo do Louro e Cerro do Formigueiro, no município de Formigueiro, e em Ernesto Penna, Restinga Seca.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A coordenação executiva é feita pela enfermeira aposentada Vânia Maria Paulon, presente desde a criação do projeto. Naquela época, ela representava a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm) como conselheira em segurança alimentar. Desde então, Vânia articula ações de inclusão e contra a fome em quilombos isolados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na UFSM, o grupo criou uma biblioteca itinerante e forneceu atendimento odontológico gratuito. Além disso, em parceria com os cursos Técnicos em Fruticultura e em Alimentos, do Colégio Politécnico da UFSM, oficinas de plantio de frutíferas e hortaliças, e de produção de geleias foram realizadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda, no campo da educação, o projeto trabalha com cursos de alfabetização de idosos, capacitações e oficinas profissionalizantes que visam inserir quilombolas no comércio. Outras ações incluem  distribuição de materiais informativos sobre a comunidade negra e rodas de conversa sobre cotas universitárias e histórias infantis referentes à proteção sociocultural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Pilão também auxilia as comunidades em suas organizações internas e na busca pela emancipação. Segundo Vânia, nos 17 anos do projeto, o grupo já providenciou a instalação de poços artesianos e estufas no distrito santa-mariense de Palma e em Formigueiro, assim como a de um tanque de piscicultura em Restinga Seca. Já houve, também, encaminhamentos para o melhoramento de acesso para ônibus escolares e demais veículos trafegarem nas comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A servidora aposentada ajudou a criar o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/gt-nucleo-de-estudos-afro-brasileiros-e-indigenas-neabi#:~:text=O%20Grupo%20Tem%C3%A1tico%20N%C3%BAcleo%20de,conserva%C3%A7%C3%A3o%20e%20divulga%C3%A7%C3%A3o%20das%20importantes">Núcleo de Estudos Afros-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM</a> junto à professora do Departamento de Letras Estrangeiras, Carmem Nassar. Vânia entende o Pilão como um espaço de empoderamento e compreensão da história negra. A coordenadora executiva define o projeto de extensão como uma ponte que permite trocas enriquecedoras e uma nova visão sobre diferentes realidades. “A universidade tem muito a dar às comunidades e vice-versa. Vim ao mundo para estar com pessoas, e, aqui, fazemos algo que vale a pena. Fazemos por amor ao próximo", afirma.</span></p>
<h3><b>Acesso à saúde nas comunidades quilombolas</b></h3>
[caption id="attachment_66691" align="alignright" width="371"]<img class="wp-image-66691" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-09.37.12-1-1.jpeg" alt="Foto colorida vertical em área externa rural, com chão batido e árvores atrás. A foto mostra cinco quatro pessoas, duas sentadas e três em pé. Todos posam para a foto." width="371" height="659" /> A coordenadora executiva do projeto, Vânia, primeira à esquerda em pé, em uma das comunidades quilombolas atendidas pelo Pilão[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2020, o Pilão Paz realiza ações voltadas para a saúde das famílias quilombolas e afrodescendentes, como palestras sobre a importância da autodeclaração no Sistema Único de Saúde (SUS), saúde do coração, saúde ocular e anemia falciforme - doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos. </span><span style="font-weight: 400">Em paralelo, o grupo arrecada e distribui kits de higiene e próteses dentárias em prol da saúde bucal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com a coordenadora, Vânia Paulon, nas próximas semanas haverá a distribuição de kits de higiene bucal recebidos da Cruz Vermelha. Outras ações serão organizadas com tempo, uma vez que o planejamento conta com diversas etapas. "Pretendemos levar esses produtos a essas localidades e, depois, para outros planos, ver a viabilidade. Dependemos de transporte e verba para irmos às comunidades", explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo aceita doações de kits de higiene para distribuição nas localidades atendidas. Os interessados em contribuir podem levar donativos na Sala 505 do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/complexo-multicultural-antiga-reitoria-ufsm">Complexo Cultural Antiga Reitoria da UFSM</a>,  na Rua Floriano Peixoto, 1184. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem</strong>: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400"><strong>Edição</strong>: Maurício Dias</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400"><strong>Fotos</strong>: Projeto Pilão Paz/UFSM</span></i></p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title>Projeto desenvolvido no PPGTER é premiado na Mostra Científica das Escolas Públicas Estaduais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/01/11/projeto-desenvolvido-no-ppgter-e-premiado-na-mostra-cientifica-das-escolas-publicas-estaduais</link>
				<pubDate>Thu, 11 Jan 2024 14:31:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[gama de saberes]]></category>
		<category><![CDATA[PPGTER]]></category>
		<category><![CDATA[restinga sêca]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias educacionais em rede]]></category>

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						<description><![CDATA[Ações foram realizadas por alunos e professora de uma escola do campo de Restinga Sêca]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64953" align="alignright" width="709"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/imagem-1.jpg"><img class="wp-image-64953" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/imagem-1.jpg" alt="foto colorida horizontal com uma mulher, ladeada por duas crianças, um menino e uma menina, ambos de camisetas verdes. Eles estão atrás de uma mesa com diversos produtos expostos, ao fundo há um banner. O espaço é amplo, de uma feira, com outros projetos expostos ao lado" width="709" height="399" /></a> Projeto ficou em 1º lugar na etapa regional e ganhou medalha de prata na etapa final[/caption]
<p>O projeto Gama de Saberes, desenvolvido durante a pesquisa de mestrado de Aline Brocardo Wollmann no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede (PPGTER) da UFSM, com orientação da professora Karla Marques da Rocha, serviu de âncora para a continuidade das ações pedagógicas com a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) em uma escola do campo localizada no interior de Restinga Sêca.</p>
<p>A partir das construções deste estudo, que oportunizou o resgate de aspectos históricos e culturais das localidades de abrangência da E.E.E.F. Marcelo Gama, os alunos e a professora da turma multisseriada do 4º e 5º ano identificaram outras lacunas a serem investigadas: algumas potencialidades relacionadas à sustentabilidade e à produção de alimentos orgânicos podem ser mais desenvolvidas na região. Com a denominação “Gama de Sabores: Saberes, Sementes e Sustentabilidade”, o grupo embasou-se no seguinte problema de pesquisa: como cultivar alimentos orgânicos de forma sustentável e contribuir na busca de alternativas para uma alimentação saudável?</p>
<p>Os alunos e a professora começaram a investigar sobre as sementes crioulas e as possibilidades de cultivo de produtos orgânicos. Realizaram entrevistas, oficinas e minilições (atividades que conectam o tema do projeto com as habilidades a serem desenvolvidas em sala de aula e nos demais espaços de aprendizagem). A aplicação dos conhecimentos ocorreu na estufa de hortaliças da escola, considerada um laboratório de aprendizagens. Na sequência, pesquisaram como a tecnologia pode ajudar neste processo de forma sustentável, montando o protótipo de um sistema de irrigação automático, movido a energia solar, para a utilização da água de uma cisterna.</p>
<p>As aprendizagens ocorreram com a colaboração de pessoas de diferentes gerações e formações profissionais. Além disso, os alunos do 4º e 5º ano compartilharam os saberes construídos a cada etapa com os demais colegas dos anos iniciais e, posteriormente, com a comunidade escolar.</p>
<p>O projeto “Gama de Sabores: Saberes, Sementes e Sustentabilidade” foi apresentado em Cachoeira do Sul durante a etapa regional da Mostra Científica da 24ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), obtendo o primeiro lugar. Por esta razão, foi o representante dos Anos Iniciais da CRE na etapa final da Mostra Científica das Escolas Públicas Estaduais do RS, realizada na Unisinos, em Porto Alegre, quando recebeu medalha de prata.</p>
<p>A Aprendizagem Baseada em Projetos, ao mesmo tempo em que otimiza o desenvolvimento de atividades pedagógicas, oportuniza aos alunos a inserção no universo da pesquisa científica. A partir do olhar observador para o lugar em que vivem, identificam, investigam, buscam soluções e criam novos problemas de pesquisa. Neste contexto, o projeto caracterizou-se ainda como uma forma de aproximar conhecimentos acadêmicos e comunitários, a Universidade e a Escola de Educação Básica/Escola do Campo.</p>
<p><em>Foto: Divulgação</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Novo fóssil de dinossauro é encontrado pelo Cappa/UFSM em Restinga Sêca</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/24/novo-fossil-de-dinossauro-e-encontrado-pelo-cappa-ufsm-em-restinga-seca</link>
				<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 13:33:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dinossauro]]></category>
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		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[restinga sêca]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudo foi publicado recentemente no periódico científico The Anatomical Record]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64627" align="alignright" width="755"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/Reconstrucao-em-vida-do-dinossauro-em-um-ambiente-triassico-por-Johhny-Pauly.jpg"><img class="wp-image-64627" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/Reconstrucao-em-vida-do-dinossauro-em-um-ambiente-triassico-por-Johhny-Pauly.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de um dinossauro, corpo longilíneo, cor térrea, ao fundo árvores" width="755" height="346" /></a> Reconstrução em vida do dinossauro em um ambiente triássico (Arte: Johhny Pauly)[/caption]
<p>Um <a href="https://anatomypubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ar.25342" target="_blank" rel="noopener">estudo publicado no periódico científico The Anatomical Record</a> em 16 de novembro apresentou o segundo registro de um dinossauro para o município de Restinga Sêca. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Maurício S. Garcia, Flávio A. Pretto, Sérgio F. Cabreira, Lúcio R. da Silva e Rodrigo T. Müller, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM.</p>
<p>O achado é particularmente significativo pelo fato de que fósseis de dinossauros ainda são raros no município de Restinga Sêca, Rio Grande do Sul. O espécime em questão consiste de um ílio esquerdo – osso que faz parte da cintura – descoberto por Dionatan Cabreira enquanto ajudava o pai, Sérgio, a procurar fósseis. As características ósseas indicam que o fóssil pertenceu a um dinossauro de um grupo chamado de <em>Herrerasauria</em>. No mundo, dinossauros desse grupo são conhecidos no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Surpreendentemente, o estudo revelou mais semelhanças com as formas encontradas na América do Norte.</p>
[caption id="attachment_64628" align="alignleft" width="612"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/Ilio-de-um-dinossauro-escavado-em-Restinga-Seca-por-Jeung-Hee-Schiefelbein.jpeg"><img class="wp-image-64628" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/Ilio-de-um-dinossauro-escavado-em-Restinga-Seca-por-Jeung-Hee-Schiefelbein.jpeg" alt="foto colorida horizontal mostra em destaque uma mão segurando um osso basicamente do mesmo tamanho, abaixo uma mesa com outros ossos" width="612" height="408" /></a> Ilío de um dinossauro escavado em Restinga Sêca (Foto: Jeung Hee Schiefelbein)[/caption]
<p>Os herrerassauros compreendem um grupo intrigante de dinossauros que existiram por volta de 230 milhões de anos atrás, no Período Triássico. Esses animais representam os primeiros dinossauros predadores de médio a grande porte, podendo atingir até 6 metros de comprimento. Embora a condição fragmentária do novo fóssil impeça o seu reconhecimento em nível de espécie, a descoberta sugere a presença de uma diversidade oculta de dinossauros no Triássico do Rio Grande do Sul, já que ele é diferente de todos os outros herrerassauros brasileiros.</p>
<p>Esse fato destaca a importância de se analisar espécimes fragmentários para que se quantifique com maior precisão a diversidade de formas extintas. Por fim, a descoberta destaca o Brasil como um local crucial para a pesquisa paleontológica, fornecendo informações valiosas sobre os estágios iniciais da evolução dos dinossauros e adicionando um capítulo importante à rica história dos dinossauros sul-americanos.</p>
<p>A pesquisa recebeu apoio do CNPq e da Capes e foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Maurício Silva Garcia, pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob orientação do paleontólogo Rodrigo Temp Müller, do Cappa/UFSM.</p>
<p>O fóssil está tombado na coleção científica do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia/UFSM em São João do Polêsine.</p>
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