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				<title>Equipe da UFSM vai ao Paraná analisar danos causados pelo tornado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/17/equipe-da-ufsm-vai-ao-parana-analisar-danos-causados-pelo-tornado</link>
				<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 13:24:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[desastre ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[revot]]></category>

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						<description><![CDATA[A missão, conduzida pelo meteorologista Murilo Machado Lopes, atendeu a uma solicitação da Defesa Civil do Paraná por apoio técnico e científico]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71396" align="alignleft" width="624"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-4.jpeg" alt="Na foto, três homens posam ao lado de um veículo branco da UFSM, estacionado em uma estrada de terra cercada por vegetação. Um deles veste colete refletivo e segura um equipamento, sugerindo atividade de campo ou operação de drone. Os outros dois carregam câmeras, indicando registro técnico ou jornalístico. A cena retrata parte da equipe enviada para avaliação dos impactos do desastre." width="624" height="351" /> Equipe da UFSM realiza visita de campo em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava[/caption]
<p>Após a destruição deixada pelo tornado que atingiu a região Sul do país no dia 8 de novembro, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizaram uma visita de campo no Paraná, nos municípios de Rio Bonito do Iguaçu, que teve cerca de 90% dos imóveis destruídos após a passagem dos ventos, e Guarapuava, que registrou áreas de mata devastadas. A missão, realizada entre os dias 10 e 12 de novembro, ocorreu a pedido da Defesa Civil do Paraná, que solicitou apoio técnico e científico da Universidade para categorizar com maior precisão o fenômeno que atingiu a região.</p>
<p>A equipe foi formada pelo meteorologista da UFSM Murilo Machado Lopes e por Luís Manoel do Rosário Ferraz, chefe do Núcleo de Infraestrutura do Centro de Ciências Naturais e Exatas, que atuou como fotógrafo durante a viagem. Conforme Murilo, a visita de campo é essencial para analisar os danos deixados pelo tornado e determinar sua intensidade. “A gente observa estruturas destruídas, torção de vigas e colunas, objetos arremessados e danos em árvores, como quebra, arrancamento de casca e detritos presos. Também conversamos com moradores e coletamos vídeos. Esse método é padrão: toda classificação de tornado é feita com base em visitas de campo”, explica.</p>
<h3 data-start="2710" data-end="2743">As características do tornado</h3>
<p data-start="2745" data-end="3179">De forma didática, Murilo explica que a tempestade teve múltiplas causalidades. Segundo ele, a formação de um ciclone extratropical favoreceu as condições atmosféricas necessárias para o tornado. “O sistema organizou a atmosfera, intensificou ventos em altura, reforçou o transporte de umidade da Amazônia e formou uma frente fria. O contraste de massas de ar permitiu tempestades duradouras e com rotação”, descreve o meteorologista.</p>
<p data-start="3181" data-end="3455">Murilo esclarece ainda que “um ciclone é um fenômeno com dimensão de milhares de quilômetros, que causa frentes frias, por exemplo. Já um tornado é um fenômeno associado a uma nuvem de tempestade, com formação e área afetada que duram minutos e abrangem poucos quilômetros”.</p>
<p data-start="3457" data-end="3884">Em primeira análise, a equipe constatou que o tornado do Paraná atingiu intensidade equivalente a F4 na Escala Fujita, sistema americano que classifica a intensidade de tornados com base nos danos observados. A estimativa representa ventos entre 330 e 420 km/h. “Os danos observados, como colapso estrutural, paredes destruídas, objetos arremessados e descascamento de árvores, são característicos dessa categoria”, acrescenta.</p>
<p data-start="3886" data-end="4275">A Escala Fujita vai de F0 a F5. Quanto maior o número, mais devastador é o tornado. Murilo contextualiza que a principal diferença de um F4 para um F5 é que, na categoria máxima, as estruturas costumam ser removidas por completo, enquanto no F4 elas permanecem no local. Ele também comenta que tornados F4 são raros, inclusive nos Estados Unidos, país com maior incidência desses eventos.</p>
<p data-start="4277" data-end="4629">Murilo destaca ainda que, depois dos EUA, a América Latina é a segunda região mais propensa a tornados no mundo, por estar em uma posição estratégica para a formação de um corredor atmosférico. Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia compõem esse cenário, sendo que o Sul do Brasil concentra, até o momento, 70% dos tornados registrados no país.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-1-1024x683.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida de uma área totalmente devastada, com escombros espalhados por todo o chão. No centro, há uma construção parcialmente de pé, com paredes azul-claro e sem telhado. Dois homens, um usando colete refletivo de capacete, e outro de boné, observam os danos enquanto caminham pelo local. Ao fundo, é possível ver um bairro rural e campos agrícolas, reforçando a dimensão da destruição." />											<figcaption>Cerca de 90% dos imóveis foram destruídos em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-5-1024x576.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida e aérea de uma extensa faixa de mata tombada ao longo do curso de um rio. Árvores estão arrancadas ou deitadas, formando um rastro claro da passagem de vento extremo. Em contraste, ao redor aparecem lavouras verdes e áreas agrícolas preservadas. A imagem evidencia a força e o caminho do ciclone sobre a vegetação nativa." />											<figcaption>Região de mata afetada pelo tornado no interior de Guarapuava, no Paraná</figcaption>
										</figure>
		<h3 data-start="5561" data-end="5587">O rastro de destruição</h3>
[caption id="attachment_71395" align="alignright" width="602"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-3-1024x683.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida de um cenário de destruição extrema: restos de casas, móveis, estruturas metálicas e telhados estão espalhados pelo chão. Uma fileira de portas indica o que antes parecia ser um bloco de residências ou salas. Ao fundo, prédios ainda de pé contrastam com a área totalmente demolida. A paisagem evidencia a força do evento climático que atingiu a região." width="602" height="401" /> Estruturas de Rio Bonito do Iguaçu foram completamente varridas pelo tornado[/caption]
<p data-start="5589" data-end="5942">Segundo a equipe, a destruição vista nos locais visitados foi marcante. O fotógrafo Luís Ferraz relata o sentimento de impotência diante dos rastros do desastre. “É uma sensação de impotência. No filme é uma coisa, ao vivo é outra. Vimos carros de ponta-cabeça, araucárias grossas quebradas ao meio, contêiner arrastado por dezenas de metros”, relembra.</p>
<p data-start="5944" data-end="6447">Entre as histórias que ouviu, Luís destaca os diálogos com moradores de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava. “Uma das histórias mais marcantes foi de uma mulher que tinha três apartamentos para alugar: o tornado destruiu completamente o prédio. Dois inquilinos estavam desaparecidos até o momento em que conversei com ela. Outra situação marcante foi de um pai que achou que os filhos tivessem sido levados pelo vento. Por alguma razão, as crianças ficaram protegidas pela única parede que restou”, conta.</p>
<p data-start="6449" data-end="6869">A resiliência também chamou atenção. “Uma agricultora contou que ouviu um barulho contínuo, como uma explosão prolongada, era o tornado chegando. A família se escondeu como pôde. Eles tinham acabado de pagar a primeira parcela de um galpão novo… e perderam tudo. Não tinham seguro. Também me marcou ver professores revirando os escombros da escola para salvar livros. Um gesto de enorme dedicação”, reflete o fotógrafo.</p>
<h3 data-start="7305" data-end="7343">UFSM e os fenômenos meteorológicos</h3>
<p data-start="7345" data-end="7805">O trabalho da UFSM no monitoramento e na classificação de tempestades não é recente. Segundo Murilo, o acompanhamento dos fenômenos meteorológicos pela Universidade é fortalecido pela Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (Revot), iniciativa criada em 2010 pelo curso de Meteorologia da UFSM. Além da observação, o projeto capacita a comunidade sobre conceitos básicos de meteorologia e técnicas de identificação de nuvens, rajadas de vento e granizo.</p>
<p data-start="7807" data-end="8112">Murilo relembra outras visitas de campo. “Fizemos uma em 2018, em Passo Fundo, quando houve um surto de tornados. Em 2023, em São Martinho da Serra, onde foi registrado um tornado de intensidade entre F1 e F2, e, no mesmo ano, em São Luiz Gonzaga, onde uma microexplosão destruiu parte da cidade”, relata.</p>
<p data-start="8114" data-end="8576">O meteorologista destaca ainda a importância do Revot para o avanço científico. “Com esse levantamento, conseguimos estudar como esses eventos variam ao longo dos anos e em diferentes condições climáticas. Também queremos adaptar a Escala Fujita para a realidade brasileira, porque o padrão das construções aqui é diferente daquele para o qual a escala foi criada. Esse trabalho melhora a classificação dos tornados e pode aprimorar previsões e alertas”, afirma.</p>
<h3 data-start="8578" data-end="8614">Revot e a extensão universitária</h3>
<p data-start="8616" data-end="9100">A atuação do Revot reforça o compromisso da UFSM com a extensão universitária. Além do monitoramento, o projeto funciona como uma ponte entre conhecimento acadêmico e comunidade, promovendo capacitações, oficinas e atividades de observação. “A Rede tem um caráter educacional muito forte, porque os alunos participam diretamente dos projetos e aprendem na prática como esses fenômenos acontecem”, explica Michel Baptistella Stefanello, coordenador substituto do curso de Meteorologia.</p>
<p data-start="9102" data-end="9364">Segundo Michel, essa interação com a comunidade e com diferentes setores é fundamental para ampliar a cultura de preparação frente aos eventos extremos. “Os alunos acabam interagindo com distintos setores, contribuindo para melhorar a vida da população”, afirma.</p>
<p data-start="9366" data-end="9804">A integração é também transdisciplinar. O curso já atua com áreas como engenharia elétrica, agronomia e hidrologia, especialmente em temas relacionados à transição energética, agroclimatologia e gestão hídrica. “Hoje não dá mais para pensar que os efeitos das mudanças climáticas vão acontecer, eles já estão acontecendo. Por isso, atuar junto de outras áreas é essencial para desenvolver estratégias de adaptação e mitigação”, completa.</p>
<p data-start="9806" data-end="10160">Michel destaca ainda que a visita de campo no Paraná fará parte da formação dos estudantes. “A visita do Murilo e a análise dos danos causados pelo ciclone vão trazer uma bagagem enorme para os alunos. Devemos propor atividades em sala para que ele apresente o relato da experiência e discuta tanto a previsão quanto a análise final do fenômeno”, relata.</p>
<h3 data-start="10162" data-end="10194">O futuro dos dados coletados</h3>
<p data-start="10196" data-end="10766">Com o retorno à UFSM, Murilo explica que os dados coletados serão analisados e usados na elaboração de estratégias para aprimorar modelos de previsão, protocolos de alerta e resposta, entre outros aspectos. “Com o material que coletamos em campo, vamos conseguir reconstruir a dinâmica do ciclone: identificar a trajetória, estimar a velocidade dos ventos, comparar os padrões de destruição e entender em que momento a tempestade ganhou intensidade. Esses dados vão gerar mapas de danos, análises de impacto e um relatório técnico detalhado para a Defesa Civil”, pontua.</p>
<p data-start="10768" data-end="11103">O pesquisador reforça que os dados também serão incorporados a bancos acadêmicos e modelos numéricos que auxiliam na previsão desses eventos. “A ideia é transformar toda essa informação em conhecimento aplicado, melhorar alertas, qualificar respostas emergenciais e ampliar a capacidade de antecipar tempestades semelhantes no futuro.”</p>
<h3 data-start="11105" data-end="11149">Como se proteger durante uma tempestade?</h3>
<p data-start="11151" data-end="11314">Durante tempestades severas, a prioridade é reduzir a exposição ao vento, proteger-se de objetos arremessados e evitar áreas de risco. Confira algumas orientações:</p>
<ul data-start="11316" data-end="11901">
<li data-start="11316" data-end="11376">
<p data-start="11318" data-end="11376">Procure abrigo imediato: entre em uma construção sólida.</p>
</li>
<li data-start="11377" data-end="11454">
<p data-start="11379" data-end="11454">Fique longe de janelas: rajadas podem quebrar vidros e lançar estilhaços.</p>
</li>
<li data-start="11455" data-end="11530">
<p data-start="11457" data-end="11530">Abaixe-se em cômodos internos: banheiros e corredores são mais seguros.</p>
</li>
<li data-start="11531" data-end="11607">
<p data-start="11533" data-end="11607">Desconecte aparelhos elétricos: relâmpagos podem causar danos e choques.</p>
</li>
<li data-start="11608" data-end="11686">
<p data-start="11610" data-end="11686">Evite árvores isoladas e estruturas metálicas: risco elevado de descargas.</p>
</li>
<li data-start="11687" data-end="11772">
<p data-start="11689" data-end="11772">Não atravesse áreas alagadas: enxurradas rasas podem arrastar pessoas e veículos.</p>
</li>
<li data-start="11773" data-end="11901">
<p data-start="11775" data-end="11901">Em caso de aviso de tornado: vá para um cômodo interno pequeno e resistente; abaixe-se, proteja a cabeça e aguarde a passagem.</p>
</li>
</ul>
<p><em><strong data-start="11908" data-end="11918">Texto:</strong> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</em><br data-start="11988" data-end="11991" /><em><strong data-start="11991" data-end="12001">Fotos:</strong> Luís Manoel Ferraz</em><br data-start="12020" data-end="12023" /><em><strong data-start="12023" data-end="12034">Edição: </strong>Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um ano das enchentes: a importância do monitoramento contínuo da Meteorologia da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/30/um-ano-das-enchentes-a-importancia-do-monitoramento-continuo-da-meteorologia-da-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 12:14:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[revot]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudos meteorológicos auxiliam na prevenção e resposta a desastres climáticos no RS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história. As enchentes afetaram 478 cidades, deixando mais de 600 mil pessoas desabrigadas, e mais de 180 mortes. No dia 1° de maio, Santa Maria foi registrada como a cidade com o maior volume de chuva no mundo, chegando a 214 milimetros em apenas 24 horas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante esse período, o curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT), desempenhou um papel crucial na produção e disseminação de informações meteorológicas. Professores, estudantes, técnicos administrativos e voluntários colaboraram em uma força tarefa que atuou de maio até junho de 2024. O grupo se reunia diariamente para elaborar e fornecer boletins e previsões do tempo, auxiliando assim, as defesas civis da região central do estado a planejar suas ações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor Vagner Anabor, um dos coordenadores do Grupo de Modelagem Atmosférica da UFSM, lembra que as previsões meteorológicas apontavam acumulados de chuva entre 100 e 150 milímetros para a região central. Na manhã do desastre, já haviam sido registrados 30 milímetros — um sinal preocupante, considerando que esse volume representa quase um terço da média mensal da região. “Decidimos entrar em contato com a Reitoria. A UFSM, então, adotou providências para conter o fluxo de pessoas no campus, minimizando riscos. Pouco depois, estabelecemos um canal direto com a Defesa Civil regional”, relatou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A partir desse contato, foi montado um Serviço Emergencial de Previsão do Tempo e Monitoramento de Fenômenos Severos, com atuação de professores, alunos da graduação e pós-graduação e integrantes da REVOT. Anabor destaca: “Nós monitoramos a intensidade da chuva nas barragens da região, os volumes acumulados mais críticos e também a possível intensificação ou enfraquecimento do sistema.” A equipe trabalhou de forma contínua por aproximadamente um mês, fornecendo boletins meteorológicos diários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor de meteorologia e coordenador da REVOT, Ernani de Lima Nascimento, destacou que houve um esforço de organização interna para garantir a atuação coordenada entre o curso e os projetos de extensão: “Existia esse cuidado, pois essa ação junto à Defesa Civil era algo bem do curso de Meteorologia. E quando havia alguma sobreposição com o tipo de previsão do projeto REVOT, em um evento que era mais voltado ao granizo e vendaval, sempre tinha alguém do projeto que entrava naquele dia e dava sua contribuição. A ação foi mais ampla por conta da forma da demanda.” Ele também salientou a importância dessa atuação emergencial e impacto para os estudantes: “Esse foi um caso verdadeiramente operacional. Os alunos puderam colocar a mão na massa, participando de uma situação de crise e dando a sua contribuição para reduzir o impacto daquilo, então a gente percebia esse sentimento neles” afirmou.</span></p>
[caption id="attachment_69323" align="alignleft" width="690"]<img class="wp-image-69323 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IMG_3822-1024x683.jpg" alt="" width="690" height="460" /> Radar meteorológico da UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Os boletins meteorológicos eram emitidos diariamente, com um resumo dos ocorridos nas últimas 24 horas e uma previsão das próximas 72 horas. Além da análise contínua do volume de chuvas, o grupo monitorava as condições atmosféricas para identificar a possibilidade de vendavais e granizo — fenômenos que poderiam comprometer ações de resgate e provocar novos danos, como destelhamentos. A equipe também prestava suporte logístico às operações aéreas, emitindo previsões para o pouso seguro de aeronaves que transportavam mantimentos ao estado. “Auxiliamos equipes que transportaram quase 3 mil quilos de insumos. Esse apoio meteorológico foi essencial para garantir segurança nos voos em meio a condições climáticas adversas”, afirma Anabor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Vagner Anabor, destacou também destacou a importância da utilização dos novos equipamentos e do investimento feito na área, com destaque para a instalação, em 2023, de um </span><a href="https://www.ufsm.br/2023/07/18/radar-meteorologico-da-ufsm-monitora-raio-de-ate-100-km-na-regiao-central-do-estado"><span style="font-weight: 400">radar meteorológico de dupla banda X-Ka</span></a><span style="font-weight: 400">, fruto de um acordo com o Instituto de Física Atmosférica de Pequim e a Agência Espacial Chinesa. O radar permite o monitoramento detalhado de nuvens de tempestade em um raio de até 100 quilômetros. </span><span style="font-weight: 400">“Esse radar tem uma função muito específica: observar internamente as nuvens de tempestade. Ele é fundamental para fazermos observações de longo prazo e entender como as mudanças climáticas estão afetando as características dessas tempestades, especialmente no Rio Grande do Sul. Isso é essencial para compreender fenômenos extremos como os que vivenciamos em 2024”, enfatiza.</span></p>
<h3>Monitoramento contínuo e preparação para o futuro</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto segue </span><span style="font-weight: 400">atuando </span><span style="font-weight: 400">na UFSM auxiliando com previsões. Em maio de 2025, Santa Maria passou por um novo episódio de chuvas intensas e o grupo novamente forneceu suporte através do trabalho desenvolvido. Em contato com a reitoria da UFSM, forneceu boletins desde as primeiras horas do dia, auxiliando na antecipação de riscos e decisões operacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o Meteorologista, Murilo Lopes, Santa Maria chegou a acumular 200 mililitros em um período de dois dias. “Estamos sempre atentos para estes cenários. O contato com a reitoria é direto, para que todas as decisões possam ser tomadas com antecedência, evitando que alguma situação mais grave ocorra no campus” , comentou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Murilo também apontou a relevância do conhecimento científico como ferramenta contra a ansiedade climática: “O conhecimento ajuda a preparar as pessoas. Se a pessoa não estiver capacitada ela vai ter uma certa temeridade em relação a fenômenos atmosféricos, e isso leva ao pânico, leva a ações ruins. Agora, se elas tiverem este conhecimento, elas vão saber como agir em uma situação extrema, então isso é super importante. Além de claro o conhecimento científico para além da universidade.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para ele, os eventos extremos dos últimos anos demonstram que as universidades têm não apenas o saber, mas também o potencial de oferecer respostas concretas à sociedade em momentos de crise. “A situação de 2024 envolveu toda a equipe da Meteorologia. Isso mostrou que temos capacidade de propor soluções e aplicar métodos que realmente funcionam. Se esses eventos se tornarem mais comuns, temos um modelo de atuação pronto para ser replicado”, concluiu.</span></p>
<h3>O que é a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades? (REVOT)</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/observadores-de-tempestade">Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT)</a> é uma iniciativa do curso de Meteorologia da UFSM, criada em 2010. O projeto busca capacitar a comunidade, através de treinamentos, em que voluntários aprendem a observar as mudanças climáticas, sabendo antecipar situações de risco. Os treinamentos — presenciais e remotos — abordam desde conceitos básicos de meteorologia até técnicas de observação de nuvens, rajadas de vento e granizo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2022, cerca de 200 pessoas já participaram das formações. As observações climáticas são registradas em um formulário online, que qualquer pessoa pode responder, porém, os cursos buscam, através dos treinamentos, garantir registros mais padronizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A REVOT </span><span style="font-weight: 400">atua</span><span style="font-weight: 400"> em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira de Santa Maria, a Defesa Civil do estado de Santa Catarina, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas e com a  Organização Internacional de Emergências Terrestres, Aéreas e Marítimas do Brasil.</span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Ellen Schwade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Design gráfico: Daniel De Carli<br />Foto: Ana Alicia Flores</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM promove treinamento de observadores voluntários de tempestades em Frederico Westphalen</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/01/ufsm-promove-treinamento-de-observadores-voluntarios-de-tempestades-em-frederico-westphalen</link>
				<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 13:10:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Campus Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[obcomp]]></category>
		<category><![CDATA[observadores de tempestades]]></category>
		<category><![CDATA[revot]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade será promovida por projetos de extensão no dia 17 de novembro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 17 de novembro, os projetos de extensão Observatório de Comunicação Pública e Política (Obcomp), da UFSM Campus Frederico Westphalen, e Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (Revot), do Campus em Santa Maria, promoverão o minicurso Treinamento da Rede Voluntária de Observadores de Tempestades, que pretende difundir técnicas de observação de tempo como forma de complementar as informações meteorológicas sobre tempestades. Neste sentido, o minicurso vai instruir sobre como e a quem reportar as ocorrências e onde obter informações confiáveis de avisos e alertas meteorológicos.</p>
<p>O treinamento será realizado no Salão Nobre da Associação Empresarial (ACI/CDL) de Frederico Westphalen, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h. O ministrante será o professor Ernani Nascimento, do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM. Ele vai abordar pontos como n<span style="color: initial">oções básicas sobre tempestades, seus t</span><span style="color: initial">ipos, estruturas e fenômenos, entre outros. </span></p>
<p>O projeto tem apoio da Cruz Vermelha e da Defesa Civil de Santa Maria, da Organização Internacional de Emergências Terrestres, Aéreas e Marítimas e da Plataforma de Registros de Tempestades Severas, que emite previsões diárias sobre ocorrência de tempestades.</p>
<p>As inscrições podem ser feitas pelo <a href="https://forms.gle/5odVfUZSg6Fe14Yg7" target="_blank" rel="noopener">formulário</a>. Serão disponibilizadas 80 vagas, abertas a quaisquer interessados.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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