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				<title>Projeto da UFSM conquista o Prêmio Colgate Prevenção em Extensão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/14/projeto-de-extensao-da-ufsm-conquista-o-premio-colgate-prevencao-em-extensao</link>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 21:06:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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						<description><![CDATA[Desde 2025, o projeto promove a saúde bucal por meio da articulação entre universidade, serviços públicos e projetos sociais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_74087" align="alignright" width="550"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-14-at-10.28.08-4.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-14-at-10.28.08-4-576x1024.jpeg" alt="A foto mostra três pessoas em pé: um homem (à esquerda) e duas mulheres. O grupo sorri e segura um cartaz com a inscrição “1º Lugar Prêmio Colgate de Prevenção em Extensão”." width="550" height="978" /></a> Representantes do projeto recebem a premiação durante a 43ª Reunião Anual da SBPqO, realizada de 9 a 12 de setembro, em São Paulo[/caption]<p>O projeto de extensão “Saúde no Território”, da UFSM, conquistou o primeiro lugar no Prêmio Colgate Prevenção em Extensão, na 43ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), realizada de 9 a 12 de setembro no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O evento é considerado o maior e mais importante congresso de pesquisa odontológica do país, reunindo pesquisadores, docentes e estudantes de todo o Brasil. Entre os resumos submetidos na categoria, o trabalho da UFSM foi um dos cinco selecionados nacionalmente para apresentação oral e, na etapa final, avaliado por comissão julgadora, obteve o primeiro lugar.</p><p>A apresentação foi realizada pela acadêmica de graduação em Odontologia Laura Gonzales Pereira, bolsista do projeto, que representou a equipe na exposição oral e na arguição pela comissão avaliadora. O projeto é coordenado pela professora Maria Laura Braccini Fagundes, com a coorientação dos professores Orlando Luiz do Amaral Júnior e Jessye Melgarejo do Amaral Giordani. O grupo de docentes é vinculado ao Departamento de Estomatologia, e atuam como professores permanentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas (PPGCO), na ênfase de Saúde Coletiva.</p><p>Desenvolvido desde 2025 em Santa Maria, o “Saúde no Território” nasceu da escuta das demandas dos territórios e tem como objetivo promover saúde, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e a articulação intersetorial entre a universidade, os serviços públicos e projetos sociais do município, aproximando estudantes de graduação e pós-graduação em Odontologia da realidade dos serviços e fomentando uma formação humanizada e alinhada aos princípios do SUS. Sua metodologia se organiza em quatro etapas: pactuação intersetorial, diagnóstico e planejamento participativo, execução das ações e avaliação contínua, sempre construídas a partir do diálogo com cada território.</p><p>O projeto é também um espaço privilegiado de integração entre a graduação e o PPGCO. Cada ação reúne um docente, um pós-graduando e cerca de cinco graduandos, aproximando na prática o ensino, a pesquisa e a extensão, e fomentando o desenvolvimento de estratégias de promoção e educação em saúde culturalmente sensíveis e baseadas em evidências.</p><p>Atualmente, o projeto atua em três frentes. Em parceria com o projeto filantrópico “Água, Vida, Cidadania”, realiza ações junto à população em situação de rua, com orientações sobre saúde bucal, avaliação, triagem e encaminhamento ao projeto “Sorria Santa Maria”, vinculado à Política de Saúde Bucal do município. Junto ao projeto “Bora Skatear”, encontra mensalmente adolescentes praticantes de skate em parques públicos da cidade, com ações de promoção de saúde construídas de forma participativa e rodas de conversa sobre autonomia e direito à saúde. E, articulado à Unidade Odontológica Móvel (UOM) da Prefeitura de Santa Maria, leva ações de educação em saúde a territórios sem equipe de saúde bucal de referência, apoiando o trabalho da equipe responsável. Somadas, essas frentes alcançam em média 954 pessoas por ano, consolidando parcerias intersetoriais sustentáveis.</p><p>O reconhecimento nacional reforça a relevância da extensão universitária como estratégia de produção de impacto comunitário real e de formação crítica em saúde, evidenciando o potencial da integração entre ensino, serviço e comunidade, construída pelo “Saúde no Território” ao longo do seu desenvolvimento.</p> <h3 style="text-align: justify;margin-right: 0cm;margin-left: 0cm;font-size: 12pt;font-family: &apos;Times New Roman&apos;, serif"><strong>Reconhecimento em Letramento em Saúde Bucal</strong></h3>Além do primeiro lugar em Extensão, a UFSM obteve outro reconhecimento na área de odontologia. A pesquisa “Desigualdades socioeconômicas na dor dentaria em gestantes do serviço público: papel do letramento em saúde bucal”, da doutoranda Vitória Zaneti Henriques, sob orientação do professor Bruno Emmanuelli, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, conquistou o 3º lugar no Prêmio LAOHA de Pesquisa sobre Letramento em Saúde Bucal.O estudo integra o projeto “Determinantes Sociais da Saúde Bucal em uma Coorte de Mães &amp; Filhos – Projeto MAFI”, desenvolvido desde 2022. O projeto busca compreender como os determinantes sociais da saúde e as condições maternas influenciam a saúde bucal e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal ao longo do desenvolvimento infantil. O estudo teve início com a avaliação de 520 gestantes atendidas nos serviços públicos de saúde do município.A pesquisa de Vitória investiga as desigualdades sociais em saúde bucal durante a gestação, com foco na ocorrência de dor dentária e no papel do letramento em saúde bucal. A dor dentária é um importante problema de saúde pública e pode comprometer a alimentação, o sono, o bem-estar e a qualidade de vida das gestantes. Conforme o estudo, a popular dor de dente difere de acordo com as condições sociais, bem como o acesso e a utilização dos serviços de saúde.Nesse contexto, a pesquisa buscou compreender em que medida o letramento em saúde bucal pode ajudar a explicar as desigualdades sociais na ocorrência de dor dentária entre gestantes. A investigação parte da compreensão de que fatores como renda e escolaridade podem estar relacionados às condições de saúde bucal e procura entender qual é o papel do letramento em saúde bucal nesse processo. Ao investigar essas relações, a pesquisa contribui para ampliar a compreensão dos mecanismos que produzem e perpetuam as iniquidades em saúde bucal e pode subsidiar o desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde e de qualificação do cuidado odontológico durante o pré-natal.<p><i>Texto e foto: projeto Saúde no Território</i></p>]]></content:encoded>
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				<title>Pandemia, desgaste emocional e bruxismo: entenda a relação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/pandemia-bruxismo</link>
				<pubDate>Mon, 27 Sep 2021 14:18:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[sono]]></category>

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						<description><![CDATA[Impactos psicossociais da crise sanitária são fatores desencadeantes de bruxismo e DTM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em agosto de 2020, a estudante de Medicina da UFSM, Natália Della Flora, começou a sentir dores de cabeça com frequência. Ela suspeitou que aquelas dores eram consequência do estresse causado pela pandemia. Em dezembro, durante um almoço, a acadêmica se assustou ao perceber que havia quebrado um dente. Ao procurar um dentista, Natália descobriu que desenvolveu bruxismo e que a dor de cabeça, percebida quatro meses antes, era um dos sintomas dessa disfunção. </p><p>O que aconteceu com Natália não é um caso isolado. Durante a pandemia de Covid-19, o bruxismo e as disfunções temporomandibulares (DTM) tiveram um aumento entre pessoas do mundo inteiro. A causa desse crescimento está relacionada às condições emocionais impostas pela crise sanitária, já que ambos problemas têm como um dos fatores desencadeantes - ou perpetuantes - os aspectos psicológicos. “Houve uma mudança significativa na rotina das pessoas, isolamento social, medo do contágio, medo de perder entes queridos. Isso gera muito estresse emocional”, explica Tatiana Bernardon Silva, professora do Departamento de Odontologia Restauradora da UFSM. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/Bruxismo_Capa1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Um estudo feito por cientistas da Polônia e de Israel, publicado no periódico científico <a href="https://www.mdpi.com/2077-0383/9/10/3250/htm" target="_blank" rel="noopener">Journal of Clinical Medicine</a>, apontou para o agravamento de casos de bruxismo e DTM. Grande parte dos entrevistados relataram que tiveram significativa alteração na saúde mental durante a pandemia. Os fatores psicossociais, como ansiedade, depressão, medo de ser contaminado ou preocupações financeiras decorrentes do isolamento social, aumentaram a prevalência dessas disfunções nos grupos testados dos dois países. Isso aconteceu especialmente entre mulheres que estão mais vulneráveis ​​aos efeitos de situações inesperadas de estresse prolongado, segundo a publicação. </p><p>Na UFSM, o grupo “DTM: prevenção e tratamento” comparou dados do período pré-pandêmico disponíveis em outros estudos com uma amostra atual composta por cirurgiões-dentistas, estudantes e docentes de odontologia de todo Brasil. "O que dá pra inferir é o agravamento de alguns aspectos psicológicos devido à pandemia de COVID-19 e seu potencial na etiologia [causas] do bruxismo e DTM", afirma a professora Tatiana. Assim como no estudo anterior, houve o aumento dos sintomas de estresse e ansiedade, além da piora na qualidade de sono e na qualidade de vida.</p>		
			<h3>O que são bruxismo e DTM?</h3>		
		<p>Antes de tudo, é importante saber que se tratam de duas condições diferentes. Segundo a Academia Americana de Dor Orofacial, as DTM são um grupo de desordens que envolvem os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e as estruturas associadas, ou seja, é um termo utilizado para uma variedade de sinais e sintomas clínicos em estruturas do sistema mastigatório. </p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/Bruxismo_ATM.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Já o bruxismo é caracterizado como uma atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada por apertar ou ranger os dentes e projetar a mandíbula. Há dois tipos de bruxismo: o do sono e o de vigília. O bruxismo do sono ocorre enquanto o indivíduo dorme, mais especificamente enquanto ocorrem os micros despertares gerados por dificuldades para dormir ou, em alguns casos, quando há alguma comorbidade como refluxo gastroesofágico e apneia do sono. Já o bruxismo de vigília ocorre enquanto os indivíduos estão acordados e é associado a fatores psicológicos. “A contração muscular sustentada dos músculos mastigatórios em vigília pode ser um mecanismo de defesa associado ao estresse e à ansiedade”, explica Eliane Corrêa, professora aposentada do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação da UFSM.</p><p>No caso de Natália, o diagnóstico foi de bruxismo do sono, estimulado pelo aumento da tensão, ansiedade e estresse durante a pandemia. Eliane ressalta que pessoas com sintomas de estresse têm seis vezes mais chances de desenvolver essa condição. Além das questões psicológicas, são considerados desencadeantes desses problemas: uso de substâncias como álcool, tabaco e café; distúrbios do sono e o uso de determinados medicamentos.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/Bruxismo_info2-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Como é o tratamento?</h3>		
		<p>Por se tratar de condições que podem ser causadas por diversos fatores, o ideal é que o paciente diagnosticado com DTM ou bruxismo consulte uma equipe multiprofissional, que inclui dentista, psicólogo, médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista. Cada um desses contribuirá com a sua avaliação e medidas terapêuticas para um tratamento mais adequado.</p><p>Após sentir os primeiros sintomas, deve-se procurar por um profissional dentista que utiliza tratamentos como placas interoclusais, que evitam o desgaste dental e protegem a ATM; laserterapia, que ajuda no manejo da dor; agulhamento com anestésicos em pontos de gatilho de dor; tratamentos farmacológicos; dentre outros. </p><p>Concomitante ao tratamento odontológico, a fisioterapia pode auxiliar no tratamento destes pacientes. Existem diversas técnicas terapêuticas para o alívio da dor e a melhora do equilíbrio muscular. Algumas delas são a fototerapia, a terapia manual, a liberação miofascial, os exercícios mandibulares de alongamento muscular e de coordenação neuromuscular, a técnica de <i>biofeedback</i>, a correção postural e, ainda, instruções de autocuidado e exercícios domiciliares.</p><p>A consulta a profissionais de diferentes áreas é extremamente importante, já que o tratamento perpassa por questões que vão além do manejo da dor e do fortalecimento da musculatura da mastigação. “É preciso uma mudança de comportamento. A pessoa terá que modificar hábitos e melhorar sua qualidade de vida, e isso envolve uma melhora na saúde mental”, afirma a professora Tatiana.</p><p>Natália conta que o tratamento indicado para ela foi uso da placa odontológica para dormir e que esse método se mostrou muito efetivo contra os sintomas do bruxismo. Como se trata de uma opção de tratamento contínuo, a acadêmica permanece utilizando o equipamento para dormir mesmo após nove meses. </p>		
			<h3>Cuidados que ajudam na prevenção</h3>		
		<p>De acordo com Eliane Corrêa, há algumas orientações para o dia-a-dia que podem ajudar a prevenir o desenvolvimento dessas disfunções.</p><ul><li><em><strong>Respire com o músculo diafragma (na região abdominal)</strong></em></li><li style="font-weight: 400"><em><strong>Evite o contato entre os dentes superiores e inferiores</strong></em></li><li style="font-weight: 400"><em><strong>Mantenha o posicionamento da cabeça neutro, com o queixo alinhado ao peito, e os ombros relaxados.</strong></em></li><li style="font-weight: 400"><em><strong>Não durma de bruços, mas preferencialmente na posição lateral e utilize um travesseiro em que a cabeça fique alinhada com a coluna.</strong></em></li><li style="font-weight: 400"><em><strong>Evite hábitos como roer unhas e mascar chicletes</strong></em></li><li style="font-weight: 400"><em><strong>Limite a abertura da boca ao bocejar e durante a alimentação.</strong></em></li></ul><p>Além desses cuidados específicos, manter hábitos de autocuidado como exercícios físicos, alimentação equilibrada e qualidade no sono são maneiras de cuidar da mente e do corpo que trazem muitos benefícios para o ser humano. Procurar acompanhamento psicológico também é uma das maneiras de evitar as DTMs e o bruxismo. </p>		
			<h3>O cenário após a pandemia</h3>		
		<p>Se, por um lado, houve aumento dos casos de DTM e bruxismo durante a pandemia, por outro, com os avanços na vacinação e com a volta de muitas atividades ao normal, existiria a perspectiva de diminuição nos casos no período pós-pandêmico? Para a professora Tatiana Silva, a tendência é de não ter melhorias nessa área. Por se tratarem de condições que atuam no sistema nervoso central, são de difícil tratamento e controle. “Temos que analisar que, de maneira geral, o mundo levará tempo para se reestruturar e não será diferente para as pessoas com DTM e bruxismo, pois temos aí duas condições intimamente ligadas às condições psicossociais”. </p><p>Ainda é preciso considerar que, em pacientes que tiveram Covid-19, as sequelas também atingem a musculatura, o que causa dores musculares e fadiga e piora o prognóstico destas patologias. Com o passar dos próximos meses, surgirão mais estudos que permitirão avaliar as possíveis consequências físicas e mentais da pandemia. “Os profissionais da saúde, de uma maneira geral, devem estar preparados para atender as demandas do período pós-pandemia”, complementa Tatiana. </p><p>Na UFSM, o projeto de extensão do curso de Odontologia denominado “<a href="https://www.instagram.com/voador_ufsm/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">VoaDOR</a>”, trata de pacientes com DTM, bruxismo e dor orofacial. O projeto, que está com as atividades paradas por conta das restrições sanitárias, pretende retomar os atendimentos a partir de março de 2022.</p><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><i><strong>Ilustração:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i> </strong><i>S<em>amara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, estagiária de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</em></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Posso ter Covid-19 novamente se eu seguir utilizando a mesma escova de dentes?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/reinfeccao-covid-19-escova-de-dente</link>
				<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 13:20:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[escova de dentes]]></category>
		<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[reinfecção coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[reinfecção escova de dentes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde bucal]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6543</guid>
						<description><![CDATA[Mito que circula nas redes sociais afirma que é possível se reinfectar durante a escovação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/CAPA-FINAL-SITE-1024x668.png" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Apesar de a pandemia do novo coronavírus ter completado um ano em <a href="https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6120:oms-afirma-que-covid-19-e-agora-caracterizada-como-pandemia&amp;Itemid=812">março</a> de 2021, ainda existem muitas dúvidas relacionadas ao vírus e à sua capacidade de transmissão. Além disso, a cada dia surgem novos questionamentos, o da vez é: “Posso ter Covid-19 novamente se eu seguir utilizando a mesma escova de dentes?”. A informação de que uma reinfecção é possível está circulando pelas redes sociais e divide opiniões, porém Fabrício Zanatta, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Odontologia na UFSM, explica que a afirmação deve ser descartada. Zanatta afirma que os cremes dentais possuem em sua composição agentes detergentes, quimicamente muito semelhantes ao sabão usado para lavagem das mãos, eliminando a possibilidade de o vírus se manter ativo nas cerdas. </p><p>Não há evidências, também, que demonstrem que os protocolos de desinfecção das escovas irão prevenir a contaminação ou a recontaminação. Mesmo assim, pelo princípio da precaução, o professor sugere o seguinte protocolo:</p>		
										<img width="800" height="620" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/FINAL-INFOGRAFICO.png" alt="" loading="lazy" />											
		<h3><b>Em caso de teste positivo, mantenha sua escova longe da escova de outras pessoas </b></h3><p>Pessoas com o diagnóstico positivo do vírus devem se isolar e o mesmo deve ser feito com seus objetos pessoais. Segundo Fabrício, um <a href="https://bmcoralhealth.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12903-020-01274-5">estudo</a> observacional conduzido pela BMC Oral Health durante quinze dias na Espanha - 15 a 30 de abril de 2020, quatro semanas após o início do confinamento no país - demonstrou que o compartilhamento do mesmo recipiente de armazenamento da escova e creme dental estão associados a uma maior probabilidade de transmissão do vírus. </p><p>A mesma pesquisa ainda mostrou que a troca da escova, após o ciclo ativo da doença, reduziu a probabilidade de transmissão. <b>É fundamental que a escova do indivíduo contaminado seja isolada e que o protocolo de descontaminação seja adotado, sob a perspectiva de redução da probabilidade de transmissão do vírus para outras pessoas da casa, mas não da sua reinfecção. </b></p><h3><b>Atenção! O vírus não vai embora com a escovação</b></h3><p>Durante a fase ativa da doença, Fabrício explica que a cavidade bucal é uma fonte constante de SARS-CoV-2. Mesmo que se realize uma adequada higienização dos dentes e sejam seguidos todos os passos para a redução da carga viral, após alguns minutos, a boca será novamente colonizada pelo vírus - proveniente da respiração, das glândulas salivares que injetam constantemente saliva e das bolsas periodontais (caso o paciente seja portador de doença na gengiva). Portanto, para evitar a transmissão, “é fundamental o uso da máscara”, destaca o especialista. </p><p>No âmbito dos cuidados odontológicos, as medidas preventivas caseiras devem continuar a ser realizadas da melhor maneira possível - higiene dos dentes e língua, com escova dental e dentifrício fluoretado (pasta de dente com flúor em sua composição), não esquecendo a higienização entre os dentes com escovas interdentais ou fio dental -, assim como as visitas no dentista para as consultas de manutenção.</p><p>E, um passo essencial: Não compartilhe informações antes de avaliar sua veracidade. “Nesse cenário caótico, é fundamental que a população saiba avaliar em quem e no que confiar. De maneira indireta, essas questões corroboram muito para o contexto atual da pandemia. Precisamos de mais educação virtual, no sentido de não espalhar fake news sem checar, pois o avanço da nossa sociedade não depende somente de seus governantes, mas de esforços de todos os cidadãos”, aponta o professor.</p>		
										<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/mito-768x1195-1-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />											
		<h4><b>Veredito final: Mito!</b></h4><p>Não há possibilidade de uma reinfecção da Covid-19 caso você continue utilizando a mesma escova de dentes.</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Julia Dutra, acadêmica de Publicidade e Propaganda e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista, e Ana Ribeiro, acadêmica de Produção Editorial e voluntária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
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