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				<title>UFSM é apoiadora do Grand Magal, festa senegalesa que ocorre em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/09/13/ufsm-e-apoiadora-do-grand-magal-festa-senegalesa-que-ocorre-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 13:16:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
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						<description><![CDATA[Evento da Comunidade Senegalesa na quinta (15) terá apoio e organização do  Migraidh]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/grand_magal_2022.jpg"><img class="alignright  wp-image-59674" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/grand_magal_2022.jpg" alt="" width="505" height="507" /></a>Nesta quinta-feira (15), a comunidade senegalesa celebrará o Grand Magal em Santa Maria. A festa religiosa e cultural senegalesa, que é comemorada em todo o mundo, será aberta ao público na cidade depois de dois anos, em decorrência da pandemia. A realização do Grand Magal acontece na cidade de Touba, no Senegal, e em todas as cidades e países no mundo que abrigam imigrantes senegaleses. Santa Maria é uma entre as cidades gaúchas que conta com a presença da comunidade senegalesa envolvida com a celebração.</p>
<p>O Grand Magal é uma festa religiosa e cultural que simboliza a memória ao líder religioso do Mouridismo, Cheikh Ahmadou Bamba, que se exilou em um ato de resistência espiritual e política ao Império Francês, ainda no século XIX. O dia de celebração do Grand Magal é considerado o mais importante para a confraria islâmica do Mouridismo, vertente com bastante representação entre os senegaleses. Durante a celebração, são realizadas festas com canções religiosas, as <i>khassidas </i>(poesias de autoria de Bamba), além do compartilhamento de um almoço com a comunidade presente. O objetivo principal da festa é promover um momento de oração e agradecimento coletivos.</p>
<p>Sua realização também em Santa Maria simboliza a hospitalidade e a acolhida desta cidade, bem como afirma o município como espaço de integração local e de respeito à diversidade cultural e religiosa, uma das bases dos direitos humanos. </p>
<p>A celebração iniciará às 10h, no Centro de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, no Bairro Nossa Senhora Medianeira.</p>
<p>O evento é realizado pela Comunidade Senegalesa de Santa Maria e conta com o apoio e organização do Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional (Migraidh), representante da Cátedra Sérgio Vieira de Mello na UFSM.</p>
<p>A entrada é gratuita e haverá a distribuição de almoços para os participantes ofertados pela Comunidade Senegalesa.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo Migraidh da UFSM ensina português para imigrantes em rodas de conversa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/migraidh-ensino-portugues-para-imigrantes</link>
				<pubDate>Wed, 12 Jan 2022 18:41:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Benin]]></category>
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						<description><![CDATA[Ensino da língua portuguesa já contemplou migrantes oriundos de Senegal, Paquistão, Palestina, Benin e Venezuela]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Em meados de 2015, um grupo de senegaleses atendidos pela assessoria jurídica e documental do Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional da UFSM (Migraidh - saiba mais no box abaixo) manifestou interesse em melhorar a sua competência comunicativa em língua portuguesa. Com isso, sob a coordenação da professora Maria Clara Mocellin, do Departamento de Ciências Sociais, e estudantes Luís Augusto Bittencourt  Minchola (Direito) e Alessandra Jungs de Almeida (Relações Internacionais), surgiram as Rodas de Conversa, atividade de extensão que visa auxiliar migrantes da cidade de Santa Maria com a aprendizagem e a aquisição da língua portuguesa.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/ALFABETIZACAO_DE_IMIGRANTES-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de sete pessoas sentadas em uma roda. São cinco mulheres e dois homens, sendo três pessoas negras e quatro pessoas brancas. Acima, onze balões de fala: cinco são brancos e os outros tem bandeiras de países no interior: Brasil, Venezuela, Palestina, Paquistão, Senegal e Benin. O fundo é cinza." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr">Partindo da resposta a uma demanda específica, as Rodas de Conversa revelaram-se mais do que um espaço de ensino-aprendizagem de uma língua adicional, constituindo-se como um ambiente de interculturalidade e acolhimento. Ao longo de seus quase sete anos, já passaram pelo projeto - além de senegaleses - paquistaneses, palestinos, e, mais recentemente, beninenses e venezuelanos. Cada um deles tem a capacidade intrínseca de fazer-nos questionar diariamente a nossa prática extensionista e revisitar com frequência nossa resposta para a pergunta como eu olho para o Outro?</p>
<p dir="ltr">Nesse sentido, ressaltamos a tentativa de construção das Rodas de Conversa como um espaço interdisciplinar, marcado por integrantes do Migraidh oriundos das áreas de Ciências Sociais, Direito, Relações Internacionais, Psicologia e Letras, o que traz para o espaço diferentes perspectivas teóricas. Assim, a atividade renova-se a cada ano, sob os olhares de seus participantes, destacando-se nessas discussões a aproximação da prática das Rodas de Conversa com os pressupostos do Português como Língua de Acolhimento.</p>
<p>Relacionado, inicialmente, ao contexto do programa Portugal Acolhe,  o termo Português como Língua de Acolhimento refere-se ao ensino da língua para um público majoritariamente adulto em um contexto de migração internacional (1). Dentre as diversas implicações que essa característica determina, destaca-se o papel da língua para que o indivíduo possa acessar, com mais facilidade, outros direitos no país recebedor, tais como documentação, saúde, trabalho e educação, além de toda dimensão social e afetiva que é muitas vezes determinada pela capacidade - ou  não - de falar o idioma da comunidade na qual se está inserido. </p>
<p dir="ltr">Tais especificidades sugerem, portanto, uma organização dos encontros especialmente direcionada para o contexto real de vida dos migrantes e para suas necessidades e objetivos mais imediatos.  Assim, as discussões, os materiais e os aspectos linguísticos trabalhados procuram abordar as experiências e desafios vivenciados no dia a dia, o que demanda uma atuação atenta e sensível por parte dos extensionistas. Muitas vezes, essa atuação estende-se, inclusive, para o auxílio em aspectos da vida prática, tais como: acompanhamento até a Polícia Federal ou imobiliárias, ajuda com gerenciamento de mudanças, orientação sobre matrícula em atividades escolares, e participação em celebrações e festividades religiosas.  </p>
<p>Tal direcionamento, como se percebe, ultrapassa o ensino-aprendizagem de uma língua adicional, e engloba a desconstrução de estereótipos, o estabelecimento de vínculos, e a construção de amizades e afetos. Assim, as diferenças que mundo afora, não raro, motivam exclusão e práticas xenófobas, resultam, nas Rodas de Conversa, na construção, dia após dia, de uma competência intercultural, direcionada para a compreensão do Outro na sua singularidade. Nas Rodas de Conversa, aprende-se que estar no mundo para enxergar, ouvir e aprender com a diferença é mais do que satisfazer uma exigência moral da vida em sociedade, é recuperar aquilo que também nos constitui enquanto sujeitos.</p><p> </p>
<table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: center;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Migraidh e a luta pelo direito humano de migrar</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Diante da urgência e da complexidade do tema das migrações internacionais, o Migraidh surge em 2013 sob a coordenação da professora Giuliana Redin, do Departamento de Direito. Pautado sempre pelo reconhecimento do migrante como sujeito pleno de direitos, em 2015 o Migraidh firma convênio com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e torna-se o representante da Cátedra Sérvio Vieira de Mello na UFSM (2), assumindo um compromisso com a promoção de conhecimento e de ações voltadas à atenção integral de refugiados e imigrantes, o que se reflete nos eixos de sua atuação.</p>
<p id="docs-internal-guid-e20fcb21-7fff-2204-4fb3-3e6b3541dd4e" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na pesquisa, o Migraidh engloba seis diferentes linhas, nas áreas de Direito (linha Proteção e Promoção dos Direitos Humanos de Migrantes e Refugiados no Brasil, coordenada pela professora Giuliana Redin); Ciências Sociais (linhas Fluxos Migratórios Internacionais, Projeto Migratório e Alteridades, coordenada pela professora Maria Clara Mocellin, e Múltiplas Cidadanias e Processos Migratórios, coordenada pela professora Maria Catarina Chitolina Zanini); Comunicação (linha Comunicação Midiática e Migrações Transnacionais, coordenada pela professora Liliane Dutra Brignol); Psicologia (Psicanálise e Migrações: efeitos clínico-políticos dos deslocamentos, coordenada pela professora Marluza Rosa); e Letras (linha Estudos de Política de Línguas, coordenada pela professora Eliana Sturza). </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O coletivo também firma seu comprometimento com a agenda da Cátedra Sérgio Vieira de Mello a partir da promoção do diálogo com a comunidade e de atividades de educação em Direitos Humanos, como as duas edições do Curso de Capacitação de Servidores Públicos, promovidas, respectivamente, nas datas de junho de 2017 e dezembro de 2021; elaboração e defesa de notas técnicas; participação em congressos sobre a temática das migrações;  promoção de oficinas para sensibilização sobre o contexto migratório; publicações de divulgação gratuita (3); e diversas participações em outros espaços, tais como cursinhos populares, escolas e mesas de discussão em eventos e debates produzidos por outros cursos da UFSM.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além de atividades voltadas à educação da comunidade para a temática das migrações, o Migraidh também consolida sua atuação através de um programa de extensão, denominado Assessoria a Imigrantes e Refugiados. Coordenado pela professora Giuliana Redin, o programa engloba assessoria jurídica e documental, atendimento psicológico clínico (promovido a partir de um convênio com o Núcleo de Psicanálise do curso de Psicologia da UFSM), acolhimento e ensino de língua portuguesa. A diversidade em termos de pesquisa e extensão evidencia o caráter dinâmico e interdisciplinar do campo das migrações e reafirma o princípio fundamental do Migraidh: o compromisso com a atenção integral ao sujeito migrante a partir da sua subjetividade, orientado pelo entendimento do ato de migrar como um direito humano.   </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>(1) Para familiarizar-se com o tema, sugere-se a leitura: GROSSO, Maria José dos Reis. Língua de acolhimento, língua de integração. Horizontes de Linguística Aplicada, v. 9, n. 2, p. 61-77, 2010. Disponível em &lt;<a href="https://doi.org/10.26512/rhla.v9i2.886">https://doi.org/10.26512/rhla.v9i2.886</a>&gt;
(2) Para informações sobre a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, consultar:  <a href="https://www.acnur.org/portugues/catedra-sergio-vieira-de-mello/">https://www.acnur.org/portugues/catedra-sergio-vieira-de-mello/</a>
(3) A mais recente publicação do grupo Migraidh (REDIN, Giuliana (org.). Migrações Internacionais: Experiências e desafios para a proteção e promoção de direitos humanos no Brasil. Santa Maria: Editora UFSM, 2020l)  pode ser adquirida gratuitamente no site da editora da UFSM através do endereço eletrônico: <a href="https://editoraufsm.com.br/migracoes-internacionais-530.html">https://editoraufsm.com.br/migracoes-internacionais-530.html</a> <p id="docs-internal-guid-d6c3104c-7fff-1c81-a3c0-e213effe4d4f" dir="ltr"><em><strong>Expediente:</strong></em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Texto:</strong> Roberta Petry - licenciada em Letras-Português e Literaturas da Língua Portuguesa pela UFSM e participante do MIGRAIDH;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Joana Ancinelo, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídia social</strong>: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p>
<p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p>]]></content:encoded>
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