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				<title>Práticas de ensino colaborativo para alunos com deficiência, surdez e autismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/praticas-de-ensino-colaborativo-para-alunos-com-deficiencia-surdez-e-autismo</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 18:28:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas com deficiência]]></category>
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						<description><![CDATA[Práticas de ensino colaborativo para alunos com deficiência, surdez e autismo Ana Cláudia Oliveira Pavão, Sílvia Maria de Oliveira Pavão e Tatiane Negrini (organizadoras)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h1><strong>Práticas de ensino colaborativo para alunos com deficiência, surdez e autismo</strong></h1><h6>Ana Cláudia Oliveira Pavão, Sílvia Maria de Oliveira Pavão e Tatiane Negrini (organizadoras)</h6>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Convite para Palestra: "Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/2024/09/26/convite-para-palestra-vivencias-de-uma-egressa-surda-em-sua-jornada-academica</link>
				<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 11:31:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[surdez]]></category>

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<p>Prezados(as),</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Temos o prazer de convidar toda a comunidade acadêmica para a palestra<strong>&nbsp;"Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</strong>, que será realizada em comemoração ao Dia Nacional do Surdo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesta ocasião especial, teremos a honra de receber Rochele Moraes (egressa do curso de Licenciatura em Educação Física), que retorna à nossa universidade para compartilhar suas vivências como aluna surda, destacando os desafios, as superações e as conquistas que marcaram sua trajetória acadêmica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da inclusão e acessibilidade no ensino superior, bem como para fortalecermos o debate sobre os direitos e a valorização da comunidade surda.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Contamos com sua presença para enriquecer esse diálogo e celebrar conosco essa data tão importante!</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Detalhes da Palestra:</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

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<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Data:</strong> 26 de setembro</li>
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<li><strong>Horário:</strong> 18h</li>
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<!-- wp:list-item -->
<li><strong>Local:</strong> Sala Inovadora - Biblioteca do CCSH</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>At.te</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><strong><em>Equipe da biblioteca Setorial do CCSH</em></strong></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/478/2024/09/1-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2557 size-full" /></figure></div>
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						<item>
				<title>Convite para Palestra: "Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-contabeis/2024/09/26/convite-para-palestra-vivencias-de-uma-egressa-surda-em-sua-jornada-academica</link>
				<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 11:19:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[surdez]]></category>

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<div class="wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>Temos o prazer de convidar toda a comunidade acadêmica para a palestra<strong>&nbsp;"Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</strong>, que será realizada em comemoração ao Dia Nacional do Surdo.</p>
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<p>Nesta ocasião especial, teremos a honra de receber Rochele Moraes (egressa do curso de Licenciatura em Educação Física), que retorna à nossa universidade para compartilhar suas vivências como aluna surda, destacando os desafios, as superações e as conquistas que marcaram sua trajetória acadêmica.</p>
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<p>Esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da inclusão e acessibilidade no ensino superior, bem como para fortalecermos o debate sobre os direitos e a valorização da comunidade surda.</p>
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<p>Contamos com sua presença para enriquecer esse diálogo e celebrar conosco essa data tão importante!</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Detalhes da Palestra:</strong></h3>
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<li><strong>Data:</strong> 26 de setembro</li>
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<p>At.te</p>
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<p><strong><em>Equipe da biblioteca Setorial do CCSH</em></strong></p>
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				<title>Convite para Palestra: "Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</title>
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				<pubDate>Wed, 25 Sep 2024 15:03:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[surdez]]></category>

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<p>Temos o prazer de convidar toda a comunidade acadêmica para a palestra<strong>&nbsp;"Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</strong>, que será realizada em comemoração ao Dia Nacional do Surdo.</p>
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<p>Nesta ocasião especial, teremos a honra de receber Rochele Moraes (egressa do curso de Licenciatura em Educação Física), que retorna à nossa universidade para compartilhar suas vivências como aluna surda, destacando os desafios, as superações e as conquistas que marcaram sua trajetória acadêmica.</p>
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<p>Esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da inclusão e acessibilidade no ensino superior, bem como para fortalecermos o debate sobre os direitos e a valorização da comunidade surda.</p>
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<p>Contamos com sua presença para enriquecer esse diálogo e celebrar conosco essa data tão importante!</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Detalhes da Palestra:</strong></h3>
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<p><strong><em>Equipe da biblioteca Setorial do CCSH</em></strong></p>
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				<title>Convite para Palestra: "Vivências de uma Egressa Surda em sua Jornada Acadêmica"</title>
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				<pubDate>Wed, 25 Sep 2024 14:26:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>
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<p>Esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da inclusão e acessibilidade no ensino superior, bem como para fortalecermos o debate sobre os direitos e a valorização da comunidade surda.</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Detalhes da Palestra:</strong></h3>
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<p><strong><em>Equipe da biblioteca Setorial do CCSH</em></strong></p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title>Egressa da UFSM participa de programa organizado pelo Facebook</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/10/17/egressa-da-ufsm-participa-de-programa-organizado-pelo-facebook</link>
				<pubDate>Wed, 17 Oct 2018 13:50:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
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						<description><![CDATA[Paula Pfeifer, graduada em Ciências Sociais pela UFSM, escritora, empresária e criadora de conteúdo, foi selecionada para participar do Facebook Comunity Leadership Program. As atividades foram realizadas na semana passada, em Menlo Park, na Califórnia. Ainda com 16 anos, Paula recebeu o diagnóstico de deficiência auditiva neurossensorial progressiva, e a partir daí decidiu criar o blog Crônicas da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_45011" align="alignright" width="298"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/10/FB_IMG_1539096161671.jpg"><img class="wp-image-45011" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/10/FB_IMG_1539096161671.jpg" alt="Paula Pfeifer posa em frente a um painel do Facebook com assinaturas" width="298" height="370" /></a> Paula Pfeifer[/caption]

Paula Pfeifer, graduada em Ciências Sociais pela UFSM, escritora, empresária e criadora de conteúdo, foi selecionada para participar do Facebook Comunity Leadership Program. As atividades foram realizadas na semana passada, em Menlo Park, na Califórnia.

Ainda com 16 anos, Paula recebeu o diagnóstico de deficiência auditiva neurossensorial progressiva, e a partir daí decidiu criar o blog Crônicas da Surdez, através do qual se propôs a falar abertamente sobre a situação. Segundo ela, desde a criação da plataforma, a intenção era “ser a pessoa amiga que nunca tive para conversar sobre a surdez”. Depois de vários anos utilizando aparelhos auditivos, atualmente a blogueira faz uso de um implante coclear bilateral e trabalha incentivando a reabilitação auditiva e o uso do implante.

As histórias compartilhadas através do blog se tornaram livros e ganharam visibilidade. Hoje, é possível acompanhar as publicações do blog através de plataformas como o Facebook e o Instagram.

A participação no programa organizado pelo Facebook foi uma surpresa para a escritora. A iniciativa tem como objetivo dar suporte a projetos como o Crônicas da Surdez, capacitando as lideranças comunitárias capazes de aproximar pessoas e criar conexões. Anunciado em fevereiro deste ano, o programa selecionou 115 pessoas, entre líderes comunitários em residência, bolsistas e participantes jovens. Paula foi escolhida para integrar o grupo dos cinco residentes, que vão receber até um milhão de dólares cada para desenvolver suas comunidades, em parceria com <em>experts</em> do Facebook, durante um ano.

A experiência iniciou já na semana anterior, em Nova York, durante o lançamento do programa. Lá, Paula conheceu os outros quatro residentes, provenientes da Índia, França, Estados Unidos e África. Juntos, participaram durante dois dias de reuniões nos escritórios do Facebook e do Instagram. A partir do dia 9, todos os participantes selecionados iniciaram os primeiros treinamentos para o programa no quartel general do Facebook, na Califórnia. Para Paula, esta “é uma oportunidade única de tirar os surdos que ouvem da invisibilidade e criar um projeto bem abrangente que envolva dede acessibilidade até doação de aparelhos para membros do nosso grupo”.

Além do Crônicas da Surdez, outras oito comunidades brasileiras participam do programa e receberão 50 mil dólares para desenvolver seus projetos. São elas: Politiquê, Mommys, Startup Weekend, Associação do Câncer de Garganta e de Pescoço, Mulheres que Decidem, Maternativa, Força meninas e Politize.

A experiência de Paula nos Estados Unidos terminou no sábado (13). É possível acompanhar os relatos de Paula através do <a href="https://cronicasdasurdez.com/" target="_blank" rel="noopener">blog</a>, além das plataformas do <a href="https://www.facebook.com/CronicasdaSurdez" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a> e do <a href="https://www.instagram.com/paulapfeiferm/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.

<em>Texto: Bárbara Marmor, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em>

<em>Edição: Ricardo Bonfanti</em>

<em>Foto: Arquivo pessoal</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>3ª Mostra Projeto Mãos Livres será realizada no dia 14 de novembro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/10/15/3a-mostra-projeto-maos-livres-sera-realizada-no-dia-14-de-novembro</link>
				<pubDate>Mon, 15 Oct 2018 11:06:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[centro de educação]]></category>
		<category><![CDATA[libras]]></category>
		<category><![CDATA[projeto mãos livres]]></category>
		<category><![CDATA[surdez]]></category>

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						<description><![CDATA[A 3ª Mostra Projeto Mãos Livres, com produções culturais surdas e lançamento do livro &#8220;Antônio, o viajante&#8221;, será realizada no dia 14 de novembro, às 13h30, no Auditório Audimax, no Centro de Educação (CE). O Projeto Mãos Livres objetiva produzir artefatos visuais culturais e difundir a Língua de Sinais &#8211; Libras. Confira a programação do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A 3ª Mostra Projeto Mãos Livres, com produções culturais surdas e lançamento do livro "Antônio, o viajante", será realizada no dia 14 de novembro, às 13h30, no Auditório Audimax, no Centro de Educação (CE).

O Projeto Mãos Livres objetiva produzir artefatos visuais culturais e difundir a Língua de Sinais - Libras.

Confira a <a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/10/marcador-de-pg.pdf" target="_blank" rel="noopener">programação</a> do evento.

&nbsp;]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estratégias de ensino para alunos com surdez</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/estrategias-de-ensino-para-alunos-com-surdez-na-universidade</link>
				<pubDate>Wed, 26 Sep 2018 18:23:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[intérprete]]></category>
		<category><![CDATA[libras]]></category>
		<category><![CDATA[surdez]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4615</guid>
						<description><![CDATA[Dissertação de mestrado trata de técnicas que devem ser utilizadas com acadêmicos surdos, estimulando a inclusão

]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Entender de que forma as estratégias de ensino empregadas pelos docentes contribuem para acadêmicos surdos nos cursos de graduação da UFSM é o enfoque da dissertação da pós-graduanda em Educação Juliana Corrêa de Lima. A pesquisa de Juliana, que também é tradutora e intérprete de Libras na instituição, foi realizada por meio de</span><span style="font-weight: 400;"> entrevistas <span style="color: #000000;">mediante a análise</span> de conteúdo</span><span style="font-weight: 400;">, a partir dos discursos das pessoas pesquisadas durante o questionário. O uso dessas técnicas proporcionou uma observação mais ampla quanto às questões de inclusão, acessibilidade e às diferentes maneiras que visam auxiliar na permanência e assistência dos estudantes surdos no ensino superior, garantindo-os <span style="color: #000000;">maior qualidade na a</span>prendizagem. </span>

<span style="font-weight: 400;">De acordo com Juliana, </span><span style="font-weight: 400;">a organização do sistema educacional é pautada pela leitura e pela escrita</span><span style="font-weight: 400;"> e, mesmo com a presença de um intérprete de Libras em sala de aula, o curto espaço de uma hora-aula pode prejudicar a compreensão de alunos com surdez. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Pessoas surdas se utilizam muito das estratégias visuais para perceber o mundo. Daí a sugestão, vinda dos próprios estudantes surdos na Educação Superior, de utilizar</span><span style="font-weight: 400;"> outras estratégias </span><span style="font-weight: 400;">que podem colaborar ainda mais para a aprendizagem”, analisa a pesquisadora. </span>

<b>Mas, afinal, que estratégias são essas?</b>

<span style="font-weight: 400;">Para além da presença de um intérprete, a mestranda apresenta outras opções que podem ser testadas em sala de aula. A apresentação de filmes está entre uma delas. Conforme a pesquisa, os vídeos <span style="color: #000000;">devem ser passados sempre com legendas</span>. Caso o material não seja legendado, existe a possibilidade do uso de </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><span style="color: #000000;"><i><span style="font-weight: 400;">Windows Movie Maker</span></i></span><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. Sempre que o conteúdo permitir, o professor pode usar o quadro para desenhar, fazer detalhes ou esquematizar suas ideias. Sugere-se, da mesma forma, a utilização de cores diferentes, setas e símbolos que auxiliem os alunos no entendimento da matéria.</span>

<span style="font-weight: 400;">Durante a aula, os conceitos podem ser passados por apresentações de imagens. Estas, se em meio digital, podem ser reproduzidas com a ajuda de um projetor multimídia. Outra opção é usá-las de forma impressa. Segundo o estudo, o emprego de slides para a aula é, talvez, a estratégia mais aplicada atualmente. Contudo, recomendam-se alguns cuidados. A exagerada utilização de textos está entre um dos aspectos que devem ser evitados. Os slides devem ter o máximo de detalhes de informações visuais possíveis, como imagens, desenhos e figuras, além de frases curtas, preferencialmente associadas com as ilustrações.</span>

<span style="font-weight: 400;">Atividades práticas, com dinâmicas de interação que sejam relacionadas ao conteúdo, tornam-se uma possibilidade de integração do estudante com surdez. A pesquisa também expressa que a pessoa surda entende a partir do olhar aquilo que deve ser feito. Assim, não é necessária permanentemente a presença de um intérprete, o que acaba favorecendo a autonomia acadêmica. Sempre que possível, os professores podem se adequar aos seus alunos surdos, frequentando os cursos de Libras oferecidos pela instituição, ou até mesmo buscando sinais básicos, exclusivamente destinados à disciplina desenvolvida. Com antecedência, deve ser disponibilizado o conteúdo impresso para o acadêmico reproduzir em ambiente virtual. Dessa forma, o acompanhamento fica mais fácil, sem a perda do foco no intérprete para copiar o conteúdo. </span>

<span style="font-weight: 400;">Falando em ambiente virtual, a plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Moodle </span></i><span style="font-weight: 400;">é essencial para a aprendizagem dos acadêmicos surdos. Ela facilita ao estudante com surdez um acompanhamento mais compreensível sobre o assunto passado em aula, tendo a oportunidade de interagir diretamente com os seus colegas e professores, independentemente da presença do intérprete em Libras.  </span>

<b>De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep, estes são os números de acadêmicos surdos matriculados no Ensino Superior; os dados são de 2017, os mais atualizados até agora</b>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4634" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/INFOGRAFICO_atualizado-652x1024.jpg" alt="" width="652" height="1024" />

<span style="font-weight: 400;">  </span>

<b>O estudo </b>

<span style="font-weight: 400;">Durante o desenvolvimento de sua investigação, Juliana considerou o número de acadêmicos surdos matriculados regularmente nos cursos da UFSM. “A verificação da situação acadêmica foi feita recorrendo aos </span><a href="http://w3.ufsm.br/acessibilidade/images/Relat%C3%B3rio_2016_N%C3%BAcleo_de_Acessibilidade_1.pdf"><span style="font-weight: 400;">relatórios anuais da instituição</span></a><span style="font-weight: 400;">, de ações educacionais e de um projeto de extensão desenvolvido em 2015 e 2016”, explica. O projeto de extensão ao qual Juliana se referiu foi proposto pela Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed) e se chamava <em>Projeto de Desempenho Acadêmico</em>. Nele, realizaram-se técnicas de apoio e acompanhamento pedagógico para os discentes com surdez da UFSM, que foram feitos por intérpretes em Libras da instituição. </span>

<span style="font-weight: 400;">Em um segundo momento, a pós-graduanda fez contato com sete alunos selecionados por mensagem eletrônica, para uma entrevista individual. “Após o aceite dos participantes, foi realizada a entrevista individual em Libras. As entrevistas com os acadêmicos surdos foram filmadas para a análise final”, elucida a intérprete. <span style="color: #000000;">Com os três professores que participaram da conversação, o</span></span><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #ff0000;"> </span>procedimento de seleção daqueles que fizeram parte da pesquisa foi utilizando o critério de indicação. Assim, foram escolhidos os docentes recomendados pelos acadêmicos na entrevista. </span>

<span style="font-weight: 400;">Ao fazer as entrevistas com os discentes, Juliana também conseguiu dar a eles a oportunidade de se manifestarem a respeito do percurso acadêmico. Um dos alunos com quem Juliana conversou para a dissertação afirmou que “se fosse professor, faria atividades com mais acessibilidade, atividades práticas que os surdos possam participar e entender olhando o que deve ser feito, daí não precisa estar sempre com o intérprete. Eu também gostaria que os professores aprendessem mais alguns sinais básicos que eu preciso no curso para eu poder me comunicar diretamente com eles”, manifesta. </span>

<span style="font-weight: 400;">Uma das constatações é que os acadêmicos surdos não se sentem plenamente incluídos e não conseguem aprender. Os alunos têm interesse em permanecerem no ambiente universitário, mas, ao mesmo tempo, alguns fatores dificultam a manutenção dessas pessoas nas instituições de ensino superior, como </span><span style="font-weight: 400;">o isolamento e a discriminação</span><span style="font-weight: 400;">. “Eles percebem atitudes segregacionistas dos ouvintes. Porém, o surdo sente orgulho por estar neste nível de ensino, que favorece a conquista da autonomia pessoal e profissional”, expõe a pós-graduanda. </span>

<img class="aligncenter wp-image-4619" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/OLHO.png" alt="" width="642" height="332" />

<span style="font-weight: 400;">O estudo manifesta que há, até agora, certos empecilhos em relação à acessibilidade comunicacional, até porque os acadêmicos relatam que </span><span style="font-weight: 400;">os professores não se adaptam, não utilizam legenda e empregam os mesmos recursos usados com os alunos que são ouvintes</span><span style="font-weight: 400;">. Segundo a pesquisadora,  </span><span style="font-weight: 400;">“a relação dos estudantes com os professores podem ser marcadas por desrespeito e distanciamentos, sendo essa situação motivada pelo desconhecimento da cultura surda”.</span><span style="font-weight: 400;"> Juliana complementa dando algumas opções básicas para um melhor entendimento dos alunos. “</span><span style="font-weight: 400;">Ações que a equipe da Caed já vem ofertando aos estudantes com surdez, como acompanhamento do desempenho acadêmico (atendimento individualizado durante o semestre), oferta do português para surdos, curso de Libras e Atendimento Educacional especializado”.</span>

<b>A importância de um tradutor/intérprete em sala de aula </b>

<span style="font-weight: 400;">As dificuldades não são propriedade exclusiva dos acadêmicos surdos. Elas acabam se somando a outros contratempos, como, por exemplo, a dependência de um tradutor/intérprete, o que limita, mais ainda, a comunicação com o docente. Além disso, a instituição não possui um intérprete para cada discente, tendo, portanto, que se adequar aos horários deles. São 14 intérpretes ao total. “Acadêmicos surdos e seus professores podem demonstrar insatisfação quanto a uma possível dependência ou invasão do tradutor/intérprete, do ponto de vista da relação de aprendizagem e seus vínculos”, justifica a autora. </span>

<span style="font-weight: 400;">Apesar de ser importante a presença do tradutor/intérprete em sala de aula, alguns estudantes preferem não ficar dependentes somente deste profissional, a fim de obterem suas próprias interpretações sobre o que está sendo passado, e se relacionarem com os ouvintes ao redor. “A proposta de inclusão na Educação Superior para a surdez ainda é distante. Há muitas barreiras de acessibilidade aos conteúdos e pouca inclusão no espaço acadêmico”, mostra. </span>

<b>Dicas para aprender o básico de Libras </b>

<span style="font-weight: 400;">1 - A Universidade de São Paulo (USP) oferece, desde 2015, em sua </span><a href="https://edisciplinas.usp.br/course/view.php?id=5603&amp;section=0"><span style="font-weight: 400;">plataforma digital</span></a><span style="font-weight: 400;">, um curso sobre a Língua Brasileira de Sinais. As aulas são organizadas pelo professor do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLHC/USP), Prof. Dr. Felipe Venâncio Barbosa. Como parte da formação, existem videoaulas, material didático e atividades direcionadas a não-surdos. Para ter acesso ao conteúdo, não é necessário ter qualquer cadastro. </span>

<span style="font-weight: 400;">2- Se quiser mais auxílio sobre as Libras, pode chamar o Hugo. Sim, ele é um intérprete em 3D e apresentador do aplicativo </span><a href="https://www.handtalk.me/"><i><span style="font-weight: 400;">Hand Talk</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(em português, “conversa de mão”), por meio do qual é possível fazer tradução de texto e voz para Libras. O aplicativo está disponível nas plataformas </span><i><span style="font-weight: 400;">Android</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">IOS</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span>

<span style="font-weight: 400;">3- No </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube </span></i><span style="font-weight: 400;">também existem canais interessantes para o aprendizado das Libras com aulas ministradas por pessoas com fluência na língua. É o caso da </span><a href="https://bit.ly/2PQAVqk"><span style="font-weight: 400;">Universidade das Libras</span></a><span style="font-weight: 400;">,  </span><a href="https://www.youtube.com/user/incluirtecnologia/videos"><span style="font-weight: 400;">Incluir Tecnologia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCfMubI5KZrlwe2RrOC-2kqw/videos"><span style="font-weight: 400;">Danrley Oliveira</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/user/libraspernambuco/videos"><span style="font-weight: 400;">Libras Pernambuco</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/user/edenveloso/videos"><span style="font-weight: 400;">Éden Veloso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/user/Paulikamariasc/videos"><span style="font-weight: 400;">Paula Maria Markewickz</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span>

<span style="color: #000000;"><strong>Reportagem:</strong> Guilherme de Vargas, acadêmico de Jornalismo</span>

<span style="color: #000000;"><strong>Edição: </strong>Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</span>

<span style="color: #000000;"><strong>Ilustrações: </strong>Deirdre Holanda, acadêmica de Desenho Industrial</span>]]></content:encoded>
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				<title>Legenda para quem não ouve, mas se emociona</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/legenda-para-quem-nao-ouve-mas-se-emociona</link>
				<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 20:15:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[centro de educação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[festival de gramado]]></category>
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		<category><![CDATA[libras]]></category>
		<category><![CDATA[surdez]]></category>

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						<description><![CDATA[Professora de Libras da UFSM promove a inclusão no 46º Festival de Cinema de Gramado por meio de projeto de acessibilidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <em>Legenda para quem não ouve, mas se emociona</em> é um projeto que luta para que haja legenda em todos os filmes nacionais e animações. Criado em Recife, essa proposta foi trazida para o Rio Grande do Sul em 2005 pela ativista do movimento dos surdos e professora assistente de Libras no Centro de Educação da UFSM, Carilissa Dall’Alba. Surda de nascença, ela possui graduação em Letras/Libras na Universidade Federal de Santa Catarina, Mestrado em Educação na UFSM e trabalha principalmente nas áreas de Cultura Surda e Visual e Educação Especial com enfoque na surdez. Carilissa realiza sua militância em outras áreas como o feminismo, assunto recorrente em seu <a href="https://www.youtube.com/channel/UCRNZwlocETR6sL9Nh8ZBQHA">canal no Youtube</a>. Neste ano, durante o 46º Festival de Gramado, que acontece entre os dias 17 e 25 de agosto, pela primeira vez ao menos 12 filmes possuem legenda descritiva ou audiodescrição ao serem exibidos. Esse é um grande passo para a acessibilidade em festivais e uma das vitórias do movimento dos surdos.

<span style="font-weight: 400;">A Revista Arco conversou com a professora e ativista sobre sua trajetória e projetos. Confira na entrevista:  </span>

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<span style="font-weight: 400;"><strong>ARCO:</strong> <strong>Qual é a sua relação com a UFSM?</strong></span>

Carilissa: Me formei nesta Universidade no curso de Letras/Libras, e depois fiz o Mestrado de Educação, no Centro, e atualmente sou professora de Libras do mesmo centro, desde 2014. A UFSM é meu amor na cor de azul, onde me sinto bem trabalhando e está sempre me apoiando para eu realizar meus sonhos e sonhos de outros surdos também.

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<strong>ARCO: De que forma a temática da inclusão começou a fazer parte da sua vida?</strong>

Carilissa: Nasci surda devido à rubéola que a minha mãe contraiu. Praticamente não escuto nada. Aos 16 dias, meus pais confirmaram a minha surdez; ali começou uma luta para que eu sempre estivesse incluída na sociedade. Sou a única surda da família. Meus pais e minhas duas irmãs maiores se empenharam e me ajudaram muito para que a nossa comunicação não fosse uma barreira. Eu sempre fui muito curiosa e perguntava tudo o que passava na televisão. Eles traduziam para mim, porque naquela época não existiam as legendas. Sempre me senti incluída, porque tenho uma família maravilhosa. Mas quando comecei a sair, ir nas casas de amigos, entendi que há uma grande barreira. Muitas famílias não sabem se comunicar com filhos surdos pela Língua Brasileira de Sinais - Libras. Fiquei revoltada vendo meus amigos surdos sendo excluídos na própria família. Meus pais sempre estiveram nas organizações da minha escola em busca de uma educação melhor ou a acessibilidade. Com 8 meses de idade, eu já estava na escola de surdos na minha cidade natal, Caxias do Sul - RS.  Cresci já na liderança, através dos meus pais e de alguns surdos que foram meus modelos. Aos 14 anos, já me movimentava e cobrava pelos direitos dos surdos. Então, a temática da inclusão social de pessoas surdas começou desde cedo na minha vida, algo natural, graças ao amor ao próximo e à esperança em ver tudo melhor para os surdos. Eu tenho uma filha ouvinte, a Sofia, 9 anos. Ela adora cinema. Às vezes, nos cinemas, ela assiste feliz aos filmes de animação sem legenda e eu fico ao lado, sem entender nada. E em casa eu não podia interagir sobre o filme que ela viu. Mesmo assim, ela que me contava. Era algo ruim. Agora, assistimos ao filme juntinhas: ela ouvindo e eu lendo as legendas. Depois, em casa, falamos sobre o filme. É muito legal.

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<strong>ARCO: O que motiva você a criar projetos de acessibilidade? Quais projetos você já desenvolveu e lhe marcaram?</strong>

Carilissa: Sendo surda de nascença, eu sinto as coisas na pele mesmo e entendo muito bem as dificuldades que os surdos passam, sinto muito e luto por eles e por mim. Eu tive a sorte de ter uma família maravilhosa e de ter estudado numa escola de qualidade, que é a Helen Keller (meu berço linguístico). Com o ensino e a educação que eu recebi, pude aprender a ler, escrever e ler os lábios. Isso me tornou uma pessoa muito independente. Muitos surdos não são. Muitos são dependentes de pessoas ouvintes. Com a independência que tenho, posso fazer muitas coisas, criei vários projetos para que os surdos possam estar incluídos na sociedade. São vários que me marcaram: o Movimento para oficializar a Lei de Libras (24/04/2002 Lei número 10.436), Movimento pelas Escolas Bilíngues para Surdos e os movimentos pelas Legendas nos filmes brasileiros.

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<strong>ARCO: Cinema já era uma temática que fazia parte da sua vida antes do projeto <em>Legenda para quem não ouve, mas se emociona</em>? </strong>

<span style="font-weight: 400;">Carilissa: S</span>im. Eu desde pequena amava assistir filmes em casa e nos cinemas com a família. Filmes estrangeiros sempre tiveram legendas, mas filmes nacionais e animados, não. Quando meu amigo surdo de Recife, Marcelo Pedrosa, idealizou a campanha <em>Legenda para quem não ouve, mas se emociona</em>, em 2004, eu pedi para usar a campanha para lutar por aqui. Começamos pelo Festival de Cinema de Gramado, em 2005, e nunca mais paramos. Coordeno aqui, e é aqui que mais se movimenta em todo o Brasil. O Rio Grande do Sul está sempre à frente na área surda. Quando foi aprovada a lei que obriga legendas nos filmes nacionais e animações em Caxias do Sul, foi um momento intenso e feliz, meu coração bateu forte nas votações de vereadores. Caxias é a única cidade do Estado que tem a Lei de legenda.

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[caption id="attachment_4403" align="alignright" width="300"]<img class="wp-image-4403 size-medium" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/39821876_859035684302056_251704660006535168_n-1-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /> Marcelo Pedrosa, idealizador do projeto, e Carilissa Dall'Alba[/caption]

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<span style="font-weight: 400;"><strong>ARCO: O que a conquista de promover acessibilidade no Festival de Cinema de Gramado representa pra você? Como aconteceu o contato com a organização do evento?</strong> </span>

Carilissa: Representa muito para mim e aos surdos, uma inclusão social e cultural digna. Este ano, pela primeira vez o Festival de Cinema de Gramado teve filmes legendados e, na abertura, eu fui a primeira a falar. É o festival mais inclusivo do Brasil. Começamos a movimentar a campanha no Festival em 2005 e, aos poucos, eu fui articulando com a imprensa do Festival. São 14 anos de luta, aos poucos conseguimos. A campanha é muito conhecida por eles e também sou muito conhecida por lá.

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<strong>ARCO: Além das legendas para filmes, quais as outras demandas de acessibilidade na parte cultural? </strong>

Carilissa: Intérpretes de Libras nos teatros é essencial, faz muita falta. Qualquer apresentação artística precisa ter intérprete de Libras. Todos filmes nacionais e animações devem ser legendados. Inclusive, nos eventos musicais devem ter intérpretes de Libras. As pessoas acham que porque os surdos não ouvem, não precisam ir a shows, mas eles sentem a vibração das músicas e se emocionam também!

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<span style="font-weight: 400;"><strong>A</strong><strong>RCO: Quais outros espaços você pretende conquistar? Quais são os projetos que você tem interesse em dar continuidade ou desenvolver futuramente?</strong></span>

Carilissa: Aos poucos vamos conquistando. Tenho interesse em criar um Festival de Cinema de filmes feitos pelos surdos, com legendas e dublagem aos ouvintes, respeitando sempre todos. Além do movimento pelas legendas, sonho que todas as cidades tenham central de intérprete, para que as pessoas surdas vivam sem depender das famílias. Algumas escolas bilíngues com qualidade hoje sofrem ameaças até de fechamento.

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<strong>Reportagem:</strong> Mirella Joels

<strong>Fotografias: </strong>Arquivo Pessoal

&nbsp;]]></content:encoded>
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