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				<title>Telessaúde no HUSM pretende alcançar dois mil atendimentos até 2026</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/08/14/telessaude-no-husm-pretende-alcancar-dois-mil-atendimentos-ate-2026</link>
				<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 01:21:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
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		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto coordenado pela UFSM amplia teleconsultas, com foco em pacientes de mais de 40 municípios da região central do RS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <article><p>O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) está dando passos importantes na implementação da telessaúde, estratégia que permite que os pacientes se consultem a distância com profissionais de saúde. A iniciativa é coordenada pelo professor Gustavo Nogara Dotto, da Gerência de Ensino e Pesquisa do hospital.</p><p>A tecnologia traz benefícios concretos para pacientes que vivem longe do HUSM, seja em Santa Maria ou em outros municípios, e enfrentam deslocamentos longos e caros. “Muitas vezes, a consulta é apenas para renovar uma prescrição ou solicitar um exame. Isso pode ser resolvido com a teleconsulta, com prescrições contendo assinatura digital, sem a necessidade de viagem até o hospital”, explica Dotto.</p><p>A redução das viagens significa economia para famílias e prefeituras, além de liberar leitos e consultas presenciais para quem realmente precisa. Embora Santa Maria concentre cerca de 60% da demanda, o hospital atende pacientes de mais de 40 municípios da região central do estado, incluindo cidades como Júlio de Castilhos, São Sepé e São Vicente do Sul.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/08/teleconsulta-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p><p> </p><p> </p><h2>Como funcionam as teleconsultas?</h2><p>A primeira consulta sempre deve ser presencial. Nesse encontro inicial, o profissional constata se o paciente tem acesso à internet, conhecimento técnico para participar da videochamada e se o caso pode ser acompanhado a distância. Em seguida, é colhido um termo de consentimento, autorizando o acompanhamento remoto. Nos casos em que há necessidade de exame físico, o retorno presencial é agendado.</p><p>Na prática, a maioria das teleconsultas do HUSM é realizada por vídeo via WhatsApp institucional, devido à facilidade de uso pelos pacientes, além da agilidade e rapidez que o aplicativo oferece. Dotto destaca que o Conselho Federal de Medicina permite o uso do app para teleconsultas e nada fica gravado. Embora exista um sistema oficial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o STT, a equipe relata que ele exige um nível de familiaridade digital que muitos pacientes não têm, o que limitaria sua aplicação e desestimularia tanto os usuários quanto os profissionais.</p><p>Segundo Dotto, a adesão inicial foi mais expressiva entre equipes multiprofissionais, como psicologia e enfermagem, que passaram a utilizar a teleconsulta em áreas como aleitamento materno e acompanhamento de pacientes oncológicos (pré-transplante e pós-transplante de medula óssea). Porém, em breve, pacientes oncopediátricos e da lista de espera de cirurgias cardíacas também devem começar a ser atendidos remotamente por médicos do hospital, o que deve contribuir para a redução das filas de espera.</p><p>Os desafios incluem a resistência de alguns profissionais, que ainda preferem o formato tradicional, presencial. Para Dotto, vencer essa barreira depende de mostrar as vantagens do telessaúde, como a otimização de tempo e a diminuição do fluxo diário de mais de cinco mil pessoas no hospital. A experiência do setor privado, onde consultas online já são comuns, também tem ajudado a impulsionar a aceitação, principalmente entre médicos. A capacitação oferecida no HUSM busca promover o letramento digital entre profissionais de saúde, mostrando que o processo é simples e pode ser integrado à rotina de trabalho. “O primeiro uso é decisivo. Depois que percebem que é simples e funciona, seguem utilizando”, afirma o professor.</p><h2>Praticidade para pacientes oncológicos</h2><p>Um dos tipos de atendimentos em que a telessaúde tem se mostrado efetiva é o acompanhamento de pacientes que realizam transplante de medula óssea. A equipe atua desde o período pré-operatório até depois do retorno para casa, unindo o cuidado presencial à teleconsulta para garantir segurança e adaptação à nova rotina de vida.</p><p>O enfermeiro Carlos Sangoi, que trabalha diretamente com esses pacientes, explica que o acompanhamento começa já no primeiro contato, com uma avaliação ampla que considera moradia, hábitos e rotina. O objetivo, segundo ele, é identificar e prevenir possíveis problemas no pós-transplante. “A teleconsulta complementa esse processo, permitindo orientar e acompanhar adaptações necessárias antes mesmo do procedimento”, afirma.</p><p>Em um dos casos, Sangoi relata que a análise de fotos da casa de um paciente revelou a necessidade de melhorias estruturais. As mudanças foram viabilizadas por meio de articulação com a Secretaria de Saúde. Para o enfermeiro, esse planejamento antecipado garante que, ao retornar para casa, o paciente encontre um ambiente seguro e adequado para a recuperação.</p><p>A teleconsulta, explica, também auxilia na organização de exames, na preparação para a internação e no esclarecimento sobre a rotina no Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO). Além disso, o recurso é usado em parceria com a equipe de psicólogos para apoiar pacientes que enfrentam dificuldades emocionais no pós-transplante, contribuindo para a recuperação e o bem-estar.</p><p>Outro ponto destacado pelo enfermeiro é o conforto e a praticidade do atendimento remoto, que evita deslocamentos e permite um cuidado mais acolhedor em casa. Para pacientes de outras cidades, a avaliação das condições de moradia em tempo real é especialmente útil, complementando o acompanhamento com visitas presenciais quando necessário.</p><h2>Próximos passos</h2><p>O financiamento obtido pelo projeto <em>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</em> no edital PROEXT-PG permitiu a compra de webcams e fones de ouvido de alta qualidade, além do upgrade de computadores que estão sendo utilizados nas teleconsultas no HUSM.</p><p>A iniciativa também será fortalecida pelo recém-aprovado PET Saúde Digital, o maior da história da UFSM, com 254 bolsistas atuando tanto no HUSM quanto na Prefeitura de Santa Maria. Há ainda a previsão de novos investimentos via Rede Nacional de Pesquisa (RNP) para aquisição de equipamentos.</p><p>A ideia é que, a médio prazo, a telessaúde esteja integrada a diversas áreas do hospital, em parceria com a rede básica de saúde. A expectativa da equipe é atingir a meta de 2 mil atendimentos até agosto de 2026, consolidando o atendimento remoto no HUSM.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p></article>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telessaúde: a tecnologia como aliada no acesso à saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/19/telessaude-a-tecnologia-como-aliada-no-acesso-a-saude</link>
				<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 13:35:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68308</guid>
						<description><![CDATA[Modalidade reúne uma série de práticas que visam facilitar o acesso do paciente a procedimentos médicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A telessaúde surgiu para facilitar o acesso e a oferta de serviços de saúde à população: ela une as transformações tecnológicas com a assistência à saúde, utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Com serviços como teleconsultas, telediagnóstico, teleconsultoria e educação em saúde, essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil, especialmente após a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Desde agosto de 2024, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) já oferece atendimento remoto para diversas áreas. A Unidade de e-Saúde lidera a implementação da telessaúde, com a coordenação do analista de dados Rafael Paim Leal e suporte técnico da enfermeira Juliane Guerra Golfetto.</p>
<p><img class="alignright size-large wp-image-280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Telessaude_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><strong>Regulamentação da Telemedicina no Brasil: principais diretrizes e modalidades</strong></p>
<p>A regulamentação da telemedicina veio com a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a> do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define modalidades como:</p>
<ul>
<li><strong>Teleconsulta:</strong> Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</li>
<li><strong>Teleconsultoria:</strong> Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</li>
<li><strong>Teleinterconsulta:</strong> Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</li>
<li><strong>Telecirurgia:</strong> Quando o procedimento é feito com utilização de um equipamento robótico, manipulado por um médico que está em outro local.</li>
<li><strong>Telediagnóstico:</strong> Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</li>
<li><strong>Televigilância:</strong> Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</li>
<li><strong>Teletriagem:</strong> Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</li>
</ul>
<h3><strong>Telessaúde na UFSM: impacto e desafios na implementação</strong></h3>
<p>A escolha pela telessaúde deve priorizar os melhores resultados para o paciente, sendo necessário que o médico avalie se ela é, realmente, a modalidade ideal de atendimento. Gustavo Nogara Dotto, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Gerente de Ensino e Pesquisa Substituto no HUSM, explica que o processo da telessaúde envolve uma série de adequações que devem considerar o local e o público para quem ela está sendo pensada e aplicada. Trata-se de uma ação também cultural. “A ideia principal da telessaúde está centrada em mitigar as complicações e readmissões”, destaca Gustavo, que complementa: “o telemonitoramento nas fases de pré-admissão e pós-alta, por exemplo, conferem uma maior eficiência aos atendimentos médicos”, conta.</p>
<p>No HUSM, o primeiro atendimento aos pacientes é sempre presencial. A partir disso, dependendo do caso, o acompanhamento pode ocorrer de forma online, por meio de uma estrutura complexa que envolve estações de telessaúde equipadas com tecnologia avançada e protocolos específicos para diferentes tipos de atendimento. Os serviços disponibilizados contemplam:</p>
<ul>
<li>Consultoria em aleitamento materno para mães com bebês até 40 dias de vida.</li>
<li>Acompanhamento de resultados de exames, especialmente na área da saúde da mulher.</li>
<li>Triagem e monitoramento de pacientes antes da internação e após alta hospitalar.</li>
<li>Teleconsultorias entre profissionais.</li>
<li>Telemonitoramento contínuo pós-alta.</li>
</ul>
<h3><strong>Desafios da Telessaúde no Brasil: acesso e inclusão digital</strong></h3>
<p>Ainda existem obstáculos para o acesso pleno da população à telessaúde. O acesso à internet e às TICs não é universal, e dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, até 2023, 5,9 milhões de domicílios no Brasil não estavam conectados. Além disso, a desigualdade educacional também impacta o uso de novas tecnologias, com lacunas entre diferentes faixas etárias e socioeconômicas.</p>
<p>“O principal desafio é a desigualdade no acesso à tecnologia”, conclui Rafael Paim Leal, chefe da Unidade de e-Saúde do HUSM. A equipe do HUSM identificou barreiras significativas, como a familiaridade limitada com tecnologia, especialmente entre idosos, e dificuldades com ferramentas digitais. Para superar esses obstáculos, a Unidade de e-Saúde realiza uma avaliação prévia dos pacientes, oferece suporte contínuo e promove capacitação para profissionais de saúde.</p>
<p>No entanto, Gustavo Dotto também ressalta algumas limitações da telessaúde: “Não substitui o atendimento presencial em emergências ou casos complexos que exigem exame físico, e há restrições para primeiras consultas de casos complexos e situações que requerem avaliação física direta, como no caso de bebês prematuros”.</p>
<h3><strong>Avanços na Telessaúde: projetos inovadores e impacto social</strong></h3>
<p>Mesmo diante dessa realidade, o professor pontua que há avanços possíveis na assistência para áreas que não contam com uma ampla cobertura de saúde pública. O atual projeto coordenado por Gustavo e aprovado pelo Edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco se intitula <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude"><strong>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</strong></a>, e prevê beneficiar mais de dois mil pacientes até 2026, contribuindo para a redução de reinternações e melhoria da qualidade do atendimento.</p>
<p>“É uma transformação necessária na forma como prestamos serviços de saúde, especialmente considerando os desafios climáticos que nossa região enfrenta”, conclui Gustavo.</p>
<p>A iniciativa é resultado de uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.</p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger</em></p>
<p><em>Edição: Luciane Treulieb</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telessaúde: a tecnologia como aliada no acesso à saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/02/18/telessaude-a-tecnologia-como-aliada-no-acesso-a-saude</link>
				<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 19:10:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
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		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Modalidade reúne uma série de práticas que visam facilitar o acesso do paciente a procedimentos médicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A telessaúde surgiu para facilitar o acesso e a oferta de serviços de saúde à população: ela une as transformações tecnológicas com a assistência à saúde, utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Com serviços como teleconsultas, telediagnóstico, teleconsultoria e educação em saúde, essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil, especialmente após a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Desde agosto de 2024, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) já oferece atendimento remoto para diversas áreas. A Unidade de e-Saúde lidera a implementação da telessaúde, com a coordenação do analista de dados Rafael Paim Leal e suporte técnico da enfermeira Juliane Guerra Golfetto.</p>
<p><img class="alignright size-large wp-image-280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Telessaude_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><strong>Regulamentação da Telemedicina no Brasil: principais diretrizes e modalidades</strong></p>
<p>A regulamentação da telemedicina veio com a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a> do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define modalidades como:</p>
<ul>
<li><strong>Teleconsulta:</strong> Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</li>
<li><strong>Teleconsultoria:</strong> Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</li>
<li><strong>Teleinterconsulta:</strong> Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</li>
<li><strong>Telecirurgia:</strong> Quando o procedimento é feito com utilização de um equipamento robótico, manipulado por um médico que está em outro local.</li>
<li><strong>Telediagnóstico:</strong> Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</li>
<li><strong>Televigilância:</strong> Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</li>
<li><strong>Teletriagem:</strong> Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</li>
</ul>
<h3><strong>Telessaúde na UFSM: impacto e desafios na implementação</strong></h3>
<p>A escolha pela telessaúde deve priorizar os melhores resultados para o paciente, sendo necessário que o médico avalie se ela é, realmente, a modalidade ideal de atendimento. Gustavo Nogara Dotto, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Gerente de Ensino e Pesquisa Substituto no HUSM, explica que o processo da telessaúde envolve uma série de adequações que devem considerar o local e o público para quem ela está sendo pensada e aplicada. Trata-se de uma ação também cultural. “A ideia principal da telessaúde está centrada em mitigar as complicações e readmissões”, destaca Gustavo, que complementa: “o telemonitoramento nas fases de pré-admissão e pós-alta, por exemplo, conferem uma maior eficiência aos atendimentos médicos”, conta.</p>
<p>No HUSM, o primeiro atendimento aos pacientes é sempre presencial. A partir disso, dependendo do caso, o acompanhamento pode ocorrer de forma online, por meio de uma estrutura complexa que envolve estações de telessaúde equipadas com tecnologia avançada e protocolos específicos para diferentes tipos de atendimento. Os serviços disponibilizados contemplam:</p>
<ul>
<li>Consultoria em aleitamento materno para mães com bebês até 40 dias de vida.</li>
<li>Acompanhamento de resultados de exames, especialmente na área da saúde da mulher.</li>
<li>Triagem e monitoramento de pacientes antes da internação e após alta hospitalar.</li>
<li>Teleconsultorias entre profissionais.</li>
<li>Telemonitoramento contínuo pós-alta.</li>
</ul>
<h3><strong>Desafios da Telessaúde no Brasil: acesso e inclusão digital</strong></h3>
<p>Ainda existem obstáculos para o acesso pleno da população à telessaúde. O acesso à internet e às TICs não é universal, e dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, até 2023, 5,9 milhões de domicílios no Brasil não estavam conectados. Além disso, a desigualdade educacional também impacta o uso de novas tecnologias, com lacunas entre diferentes faixas etárias e socioeconômicas.</p>
<p>"O principal desafio é a desigualdade no acesso à tecnologia", conclui Rafael Paim Leal, chefe da Unidade de e-Saúde do HUSM. A equipe do HUSM identificou barreiras significativas, como a familiaridade limitada com tecnologia, especialmente entre idosos, e dificuldades com ferramentas digitais. Para superar esses obstáculos, a Unidade de e-Saúde realiza uma avaliação prévia dos pacientes, oferece suporte contínuo e promove capacitação para profissionais de saúde.</p>
<p>No entanto, Gustavo Dotto também ressalta algumas limitações da telessaúde: "Não substitui o atendimento presencial em emergências ou casos complexos que exigem exame físico, e há restrições para primeiras consultas de casos complexos e situações que requerem avaliação física direta, como no caso de bebês prematuros”.</p>
<h3><strong>Avanços na Telessaúde: projetos inovadores e impacto social</strong></h3>
<p>Mesmo diante dessa realidade, o professor pontua que há avanços possíveis na assistência para áreas que não contam com uma ampla cobertura de saúde pública. O atual projeto coordenado por Gustavo e aprovado pelo Edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco se intitula <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude"><strong>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</strong></a>, e prevê beneficiar mais de dois mil pacientes até 2026, contribuindo para a redução de reinternações e melhoria da qualidade do atendimento.</p>
<p>"É uma transformação necessária na forma como prestamos serviços de saúde, especialmente considerando os desafios climáticos que nossa região enfrenta", conclui Gustavo.</p>
<p>A iniciativa é resultado de uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.</p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger</em></p>
<p><em>Edição: Luciane Treulieb</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title>“Aspiramos revolucionar o gerenciamento de pacientes da região, aproveitando as tecnologias de telessaúde”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude</link>
				<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 17:19:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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						<description><![CDATA[Um projeto desenvolvido na UFSM prevê a melhoria na prestação de cuidados de saúde na região do Centro-Oeste gaúcho, em especial o gerenciamento de pacientes, utilizando tecnologias de telessaúde. Surgido a partir das condições climáticas adversas enfrentadas recentemente no estado, o “Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul” é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Um projeto desenvolvido na UFSM prevê a melhoria na prestação de cuidados de saúde na região do Centro-Oeste gaúcho, em especial o gerenciamento de pacientes, utilizando tecnologias de telessaúde. Surgido a partir das condições climáticas adversas enfrentadas recentemente no estado, o “Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul” é uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação. O projeto é um dos selecionados pelo Edital PROEX-PG UFSM Além do Arco e é coordenado pelo professor Gustavo Dotto, do Departamento de Estomatologia da Universidade.</span></p>
<p><img class="size-large wp-image-249 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/09/imagem_telessaude_002-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A iniciativa também busca desenvolver um modelo de telessaúde que seja replicável e possa ser implementado em várias regiões do Brasil”, destaca o coordenador do projeto, que ainda está em sua etapa inicial. </span><span style="font-weight: 400">Na entrevista a seguir, Gustavo Dotto dá mais detalhes sobre a iniciativa e o impacto previsto na sociedade.</span></p>
<p><b>Como o projeto pretende impactar a sociedade? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa aspira revolucionar o gerenciamento de pacientes na macrorregião Centro-Oeste do Rio Grande do Sul, aproveitando as tecnologias de telessaúde. Prevê-se que melhore a prestação de cuidados de saúde, facilitando o telemonitoramento dos pacientes durante as fases de pré-admissão e pós-alta, mitigando assim as complicações e readmissões. As ramificações sociais se manifestarão na maior eficiência dos serviços de saúde, no desenvolvimento profissional dos profissionais e na qualidade de vida geral dos pacientes atendidos.</span></p>
<p><b>Por que isso é importante? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A importância do projeto reside em abordar as exigências de saúde intensificadas pela crise climática na região. Fenômenos climáticos adversos, como inundações e secas, obstruem o acesso aos serviços de saúde. A telessaúde apresenta uma solução viável para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento, mesmo em meio a condições adversas.</span></p>
<p><b>Qual a importância de um edital como o Proext-PG para incentivar a extensão na pós-graduação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Editais públicos como o Proext-PG facilitam a integração de ensino, pesquisa e extensão, essenciais para o avanço acadêmico e social. Ao endossar iniciativas que enfrentam desafios como a crise climática, o edital promove a aplicação prática da pesquisa, gerando soluções que geram um impacto social direto. A ênfase do projeto na colaboração interdisciplinar e interprofissional, envolvendo vários programas de pós-graduação na UFSM, garante uma estratégia abrangente e multidisciplinar que é crucial para o sucesso e a viabilidade a longo prazo do projeto. Também gostaria de ressaltar que o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) desempenha um importante papel neste projeto como unidade vinculada participante. O HUSM, com sua infraestrutura e expertise em atendimento hospitalar, será um componente essencial na implementação e operacionalização do Programa Integrado de Telessaúde. Sua participação permitirá a integração direta das tecnologias de telessaúde desenvolvidas no ambiente hospitalar, facilitando o monitoramento de pacientes na pré-internação e pós-alta, e contribuindo significativamente para a redução de complicações e reinternações.</span></p>
<p><b>Como a participação em projetos de extensão influencia sua carreira? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O envolvimento em projetos de extensão fornece aos estudantes e profissionais uma plataforma pragmática para aplicar insights teóricos a cenários autênticos. O envolvimento na telessaúde, por exemplo, prepara os profissionais para lidar com as crescentes demandas por tecnologias digitais de saúde, dotando-os de competências inovadoras e indispensáveis para o mercado de trabalho.</span></p>
<p><b>Por que estudantes de graduação e pós-graduação deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O envolvimento em projetos de extensão, como esta iniciativa de telessaúde, oferece aos estudantes a chance de enfrentar os desafios do mundo real e cultivar habilidades práticas em saúde digital, um campo de crescente relevância. A combinação de experiência prática com conhecimento teórico prepara os alunos para se envolverem ativamente na inovação e no progresso tecnológico no setor de saúde.</span></p>
<p><b>Em 2026, quando os meses designados para a execução do projeto forem concluídos, quais mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades identificadas como o principal público-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Prevê-se que, até 2026, haja uma integração mais efetiva dos serviços de saúde, caracterizada por uma estrutura de telemonitoramento e teleconsulta totalmente funcional. Espera-se que esse desenvolvimento leve a uma diminuição substancial nas complicações e readmissões hospitalares, juntamente com uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes. Os profissionais de saúde estarão mais bem preparados para utilizar tecnologias digitais, e a comunidade exibirá maior autonomia na gestão de sua saúde.</span></p>
<p><em>Imagem: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>“Aspiramos revolucionar o gerenciamento de pacientes da região, aproveitando as tecnologias de telessaúde”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude</link>
				<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 17:05:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
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		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
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		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Em entrevista, coordenador de projeto de extensão na pós-graduação conta sobre iniciativa envolvendo tecnologias de telessaúde
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Um projeto desenvolvido na UFSM prevê a melhoria na prestação de cuidados de saúde na região do Centro-Oeste gaúcho, em especial o gerenciamento de pacientes, utilizando tecnologias de telessaúde. Surgido a partir das condições climáticas adversas enfrentadas recentemente no estado, o “Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul” é uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação. O projeto é um dos selecionados pelo Edital PROEX-PG UFSM Além do Arco e é coordenado pelo professor Gustavo Dotto, do Departamento de Estomatologia da Universidade.</span></p>
<p><img class="size-large wp-image-249 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/09/imagem_telessaude_002-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A iniciativa também busca desenvolver um modelo de telessaúde que seja replicável e possa ser implementado em várias regiões do Brasil”, destaca o coordenador do projeto, que ainda está em sua etapa inicial. </span><span style="font-weight: 400">Na entrevista a seguir, Gustavo Dotto dá mais detalhes sobre a iniciativa e o impacto previsto na sociedade.</span></p>
<p><b>Como o projeto pretende impactar a sociedade? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa aspira revolucionar o gerenciamento de pacientes na macrorregião Centro-Oeste do Rio Grande do Sul, aproveitando as tecnologias de telessaúde. Prevê-se que melhore a prestação de cuidados de saúde, facilitando o telemonitoramento dos pacientes durante as fases de pré-admissão e pós-alta, mitigando assim as complicações e readmissões. As ramificações sociais se manifestarão na maior eficiência dos serviços de saúde, no desenvolvimento profissional dos profissionais e na qualidade de vida geral dos pacientes atendidos.</span></p>
<p><b>Por que isso é importante? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A importância do projeto reside em abordar as exigências de saúde intensificadas pela crise climática na região. Fenômenos climáticos adversos, como inundações e secas, obstruem o acesso aos serviços de saúde. A telessaúde apresenta uma solução viável para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento, mesmo em meio a condições adversas.</span></p>
<p><b>Qual a importância de um edital como o Proext-PG para incentivar a extensão na pós-graduação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Editais públicos como o Proext-PG facilitam a integração de ensino, pesquisa e extensão, essenciais para o avanço acadêmico e social. Ao endossar iniciativas que enfrentam desafios como a crise climática, o edital promove a aplicação prática da pesquisa, gerando soluções que geram um impacto social direto. A ênfase do projeto na colaboração interdisciplinar e interprofissional, envolvendo vários programas de pós-graduação na UFSM, garante uma estratégia abrangente e multidisciplinar que é crucial para o sucesso e a viabilidade a longo prazo do projeto. Também gostaria de ressaltar que o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) desempenha um importante papel neste projeto como unidade vinculada participante. O HUSM, com sua infraestrutura e expertise em atendimento hospitalar, será um componente essencial na implementação e operacionalização do Programa Integrado de Telessaúde. Sua participação permitirá a integração direta das tecnologias de telessaúde desenvolvidas no ambiente hospitalar, facilitando o monitoramento de pacientes na pré-internação e pós-alta, e contribuindo significativamente para a redução de complicações e reinternações. </span></p>
<p><b>Como a participação em projetos de extensão influencia sua carreira? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O envolvimento em projetos de extensão fornece aos estudantes e profissionais uma plataforma pragmática para aplicar insights teóricos a cenários autênticos. O envolvimento na telessaúde, por exemplo, prepara os profissionais para lidar com as crescentes demandas por tecnologias digitais de saúde, dotando-os de competências inovadoras e indispensáveis para o mercado de trabalho.</span></p>
<p><b>Por que estudantes de graduação e pós-graduação deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O envolvimento em projetos de extensão, como esta iniciativa de telessaúde, oferece aos estudantes a chance de enfrentar os desafios do mundo real e cultivar habilidades práticas em saúde digital, um campo de crescente relevância. A combinação de experiência prática com conhecimento teórico prepara os alunos para se envolverem ativamente na inovação e no progresso tecnológico no setor de saúde.</span></p>
<p><b>Em 2026, quando os meses designados para a execução do projeto forem concluídos, quais mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades identificadas como o principal público-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Prevê-se que, até 2026, haja uma integração mais efetiva dos serviços de saúde, caracterizada por uma estrutura de telemonitoramento e teleconsulta totalmente funcional. Espera-se que esse desenvolvimento leve a uma diminuição substancial nas complicações e readmissões hospitalares, juntamente com uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes. Os profissionais de saúde estarão mais bem preparados para utilizar tecnologias digitais, e a comunidade exibirá maior autonomia na gestão de sua saúde.</span></p>
<p><em>Imagem: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Colaboração internacional entre UFSM e Espanha busca desenvolvimento em telessaúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/colaboracao-internacional-entre-ufsm-e-espanha-busca-desenvolvimento-em-telessaude%ef%bf%bc</link>
				<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 16:50:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração internacional]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[médico espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>
		<category><![CDATA[tics]]></category>

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						<description><![CDATA[Inserção de tecnologias na área contribui para a agilidade dos serviços oferecidos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Telessaúde é um sistema de prestação de serviços de saúde a distância, realizados com a ajuda das tecnologias da informação e de comunicação (TICs), como ferramentas online e aplicativos móveis. Para Manuel Grandal Martín, especialista na área, a telessaúde faz parte de um processo global de digitalização da vida humana: “Eu tenho aqui no celular meu banco, meus sistemas de informação e atendimentos em saúde. Tudo”. O médico espanhol é professor na Universidade Alfonso X el Sabio, diretor geral dos Hospitais e Infraestruturas do serviço de saúde de Madrid e consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele esteve na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para compartilhar experiências na área e consolidar uma parceria com a Universidade para o desenvolvimento da telessaúde.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/MGM3203_-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de meia idade em primeiro plano. Ele tem pele branca e enrugada, olhos pequenos e esverdeados, boca pequena, cabelos curtos, ralos e brancos. Ele veste jaqueta verde marinho sobre camisa branca com listras azuis e gravata azul. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Manuel Grandal. Fotografia: Luis Gustavo Santos.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ivana Beatrice Mânica da Cruz, professora no Centro de Ciências da Saúde e gerente de Ensino e Pesquisa no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), explica que a Universidade está em processo de implementação do Programa Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Assistência em Saúde Digital. A iniciativa prevê a realização de dois projetos integrados: um deles voltado a ações de educação em saúde digital, com a oferta de disciplinas na graduação e na pós-graduação, além de cursos e oficinas para profissionais da área da saúde e gestores. O segundo projeto buscará desenvolvimentos na pesquisa e inovação para a criação de estratégias de telessaúde que podem auxiliar no diagnóstico e no atendimento aos pacientes.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora destaca que pesquisadores da Universidade e profissionais de saúde do HUSM trabalham juntos na organização do programa. “A UFSM tem um papel relevante na construção de ações que possibilitem a implantação de modelos de telessaúde. Isso porque é um centro de referência regional para a saúde, principalmente devido à formação de profissionais em nível de graduação e pós-graduação”, afirma. Além disso, eles contam com a colaboração de instituições de países que já têm serviços de saúde digital estruturados, como é o caso da Espanha.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/HUSM_materia_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de duas pessoas sentadas em frente a um notebook. A imagem está dividida no meio. Na esquerda, homem de pele parda e cabelo escuro, veste jaleco azul claro e calça azul escuro. Está em frente a um notebook preto. Na parede atrás dele, quadro com diploma e ilustração de um coração humano. Na parte direita da imagem, homem de pele clara e cabelos escuros, está curvado e enrolado em uma coberta azul marinho, veste calça branca com círculos vermelhos. Está em frente a uma xícara e um notebook brancos. Na parede atrás dele, quadro branco com o Batman em preto e estante suspensa com cinco livros em tons de azul, branco, rosa queimado e preto." loading="lazy" />														
		<p>A telessaúde se caracteriza como um grande campo que engloba a tecnologia e a saúde a serviço da sociedade. Atividades de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças, gestão e promoção de saúde estão entre as aplicações. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a telemedicina no país por meio da <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a>. Para o CFM, ao ser exercida com a utilização dos meios tecnológicos e digitais, a medicina deve priorizar o benefício e os melhores resultados ao paciente. Cabe ao médico avaliar se a telemedicina é o método mais adequado de acordo com a situação. A resolução define algumas modalidades em que o atendimento a distância pode ser realizado:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%"><p><b>Teleconsulta</b>: Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleconsultoria: Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleinterconsulta: Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para discussão diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telediagnóstico: Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telecirurgia: Quando o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local.&nbsp;</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Televigilância: Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</p>
<p>Teletriagem: Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</p></td>
</tr>
</tbody>
</table>		
			<h3>Legado da pandemia</h3>		
		<p>Antes da pandemia, as práticas de telemedicina não eram regulamentadas no país. Mas com a necessidade de distanciamento social, o uso de tecnologias interativas se impôs como um recurso alternativo e seguro para proteger pacientes e profissionais. A estratégia também contribuiu para reduzir a sobrecarga de unidades de saúde. Com a implementação desses recursos em caráter emergencial durante o período pandêmico, abriram-se caminhos para a consolidação das tecnologias como aliadas no atendimento em saúde no Brasil.</p>		
			<h3>Benefícios e desafios</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ampliação do acesso a serviços de saúde para a população está entre os principais benefícios observados na área.Grandal destaca o potencial da telessaúde para alcançar lugares de difícil acesso, como áreas rurais que não estão cobertas por redes assistenciais. Além disso, a implementação de serviços assim tende a contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Para o médico espanhol, as técnicas de saúde digital ainda estão em processo de desenvolvimento: “Temos que construir, tijolo por tijolo, com cada uma das especialidades. Com cada paciente.  Ainda temos resistências para mudar”, ressalta. Ele também destaca que a prioridade é que os serviços sejam da mesma qualidade que as consultas presenciais.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora Ivana lembra que a falta de capacitação de estudantes e profissionais sobre o tema, e a popularização de ações de saúde digital junto à população, ainda são desafios para o avanço na área. “É difícil que um programa de telessaúde uniforme e sincronizado seja implementado em todo o Brasil, o que abriria a possibilidade de construções de estratégias mais localizadas e adaptadas a realidades específicas”, comenta.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p><em><strong>Design gráfico:</strong>&nbsp;Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e volun´tário;</em></p><p><em><b>Fotografia: </b>Luis Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
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        </rss>
        