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				<title>Tecnologia desenvolvida pela UFSM e URI permite aproveitar sais residuais da glicerina</title>
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				<pubDate>Wed, 20 May 2020 10:54:48 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFSM e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) permite o aproveitamento da glicerina, um subproduto gerado na produção de biodiesel. O método criado por eles é uma alternativa para o uso comercial dos sais residuais gerados durante o processo de destilação da glicerina. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFSM e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) permite o aproveitamento da glicerina, um subproduto gerado na produção de biodiesel. O <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%C3%87%C3%83O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%25C3%2587%25C3%2583O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNHceDY5G1h4pWZ5nR-DfQET5g9EuA">método</a> criado por eles é uma alternativa para o uso comercial dos sais residuais gerados durante o processo de destilação da glicerina. Segundo os pesquisadores, as usinas poderão faturar R$ 15 milhões por ano com a venda do sal purificado, e uma economia de aproximadamente R$ 2,25 milhões de reais com a conta do aterro desse material que não será mais descartado, colaborando para a preservação do meio ambiente. </p>
<p dir="ltr">Segundo a edição mais recente do <a href="http://www.anp.gov.br/arquivos/central-conteudos/anuario-estatistico/2019/2019-anuario-versao-impressao.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.anp.gov.br/arquivos/central-conteudos/anuario-estatistico/2019/2019-anuario-versao-impressao.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNGkU6-ys_pUxywBbn7z5cqySQpFkg">Anuário Estatístico</a> da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (<a href="http://www.anp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.anp.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNHRaGobWr1BS7bg_vJcm2v8w9t82Q">ANP</a>) em 2018 as usinas de biodiesel fabricaram um total de 440,6 milhões de litros de glicerina como resultado de suas atividades. Para cada 10 litros de biocombustível é gerado cerca de um litro de glicerina. </p>
<p dir="ltr">Em entrevista para o portal da revista<a href="https://www.biodieselbr.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.biodieselbr.com/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNFurJ8mtl29R4wbjNGfeJwCRGKvvA"> Biodieselbr</a>, mídia especializada no assunto, o professor do curso Engenharia Agrícola do campus UFSM em Cachoeira do Sul, Marcus Vinícius Tres, explica que o problema é que essa glicerina não sai das usinas em condições de uso imediato. Antes, o material precisa passar por um processo de destilação que deixa para trás quantidades consideráveis de um tipo de resíduo sólido – entre 17 e 18 mil toneladas apenas no ano passado – que, até agora, tinha que ser descartado com cuidados especiais que geram um alto custo para as empresas do setor. “Ele é classificado como um resíduo classe 2 não inerte, ou seja, possuem propriedades, como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Isso exige que ele seja descartado em aterros sanitários especiais para a indústria química ao custo de R$ 150 por tonelada”. </p>
<p dir="ltr">Para identificar e buscar soluções para reduzir o custo do descarte dos resíduos, o grupo de pesquisadores realizou visitas técnicas em empresas do setor. “Fizemos reuniões com o pessoal da direção de algumas usinas e esse foi um dos problemas que eles identificaram como prioritário”. Como a maior parte do resíduo era formada por sais, uma solução seria destiná-lo para a indústria de alimentação animal, mas isso esbarrava na rejeição do produto in natura. “Esse sal está contaminado por ácidos graxos e os animais não o aceitam sem purificação, mesmo quando misturado à ração convencional”, explica.</p>
<p dir="ltr"><strong>Entenda como funciona o  Processo de Purificação de Sal Residual e Uso do Sal desenvolvido pelos pesquisadores</strong></p>
<p dir="ltr">O sal bruto é misturado com um solvente que separa contaminantes do sal purificado. No final, cerca de 80% da massa total pode ser aproveitada. “Estamos falando de algo em torno de 14 a 15 mil toneladas anuais”, ressalta o professor. Além de uma economia de aproximadamente R$ 2,25 milhões por ano só com a conta do aterro desse material. O professor Marcus estima que as usinas também poderão ganhar R$ 15 milhões por ano com a venda do sal purificado. O professor ressalta que com a nova tecnologia, o setor deixa de gastar com sua disposição final, além de ganhar com a comercialização de um produto, “também, podemos relacionar ganhos indiretos vinculados a imagem e visibilidade da empresa no se refere às questões  ambientais”, explica.</p>
<p dir="ltr"><strong>Invenção que colabora para a preservação do meio ambiente</strong></p>
<p dir="ltr">Recentemente, a Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (<a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNEJZebaC63TFRhhN3DARfhC4EQldw">Agittec</a>) da UFSM publicou uma reportagem sobre o <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/2020/04/26/26-de-abril-dia-mundial-da-propriedade-intelectual-3/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/2020/04/26/26-de-abril-dia-mundial-da-propriedade-intelectual-3/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNGCBvfpHYBNqKet20hE4ShW2LI8pA">Dia Mundial da Propriedade Intelectual</a>, e neste ano o tema da campanha era Inovar para um futuro verde. A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (<a href="https://www.wipo.int/portal/en/index.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.wipo.int/portal/en/index.html&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNF7aan7wdGGELlWxIuZdABgimAvIQ">OMPI</a>), reconhece cada vez mais que a tecnologia constitui parte da solução. Para a organização, isto evidencia ainda mais a necessidade de esforços redobrados para criar sólidos sistemas de inovação nacionais e de possibilitar o acesso a sistemas eficazes de P<a href="https://www.wipo.int/about-ip/en/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.wipo.int/about-ip/en/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNFI47s_w5WKubZOIPh_K93huMVVlg">ropriedade Intelectual</a> (PI) que apoiem o desenvolvimento e a aplicação das tecnologias, produtos e serviços necessários para a transição a um futuro verde. </p>
<p dir="ltr">Para o professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marco Di Luccio a invenção pode colaborar para o meio ambiente, porque os sais gerados na purificação da glicerina, não serão mais descartados de formas inadequadas no solo, ou  em aterros industriais controlados. “Ao aproveitar esse resíduo para o uso em ração animal, o descarte no ambiente deixa de ser necessário, diminuindo a necessidade de uso de aterros ou ainda evitando a contaminação de solos pela disposição inadequada”, ressalta. </p>
<p dir="ltr"><strong>Glicerina gerada na produção de biodiesel no Brasil</strong></p>
<p dir="ltr">Segundo a edição mais recente do Anuário Estatístico da ANP, a Região Sul é a maior geradora de glicerina na produção de biodiesel no Brasil. Só o estado do  Rio Grande do Sul representa 26% da geração desse subproduto no Brasil. A partir disso, é perceptível que a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores atende uma demanda maior no estado. </p>
<p dir="ltr">A glicerina gerada pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas. Em 2018, a maior geração de glicerina se deu na Região Sul (40,7% do total), seguida das regiões Centro-Oeste (39,7%), Sudeste (9%), Nordeste (7,7%) e Norte (2,9%). A tabela e o gráfico abaixo estão no Anuário Estatístico da ANP, e referem- se à geração de glicerina bruta na produção de biodiesel no Brasil, veja: </p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-1.png"><img class="wp-image-52219 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-1.png" alt="" width="656" height="477" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-2.png"><img class="wp-image-52220 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-2.png" alt="" width="656" height="432" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>Transferência da tecnologia</strong></p>
<p dir="ltr">Os pesquisadores receberam o suporte da <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/propriedade-intelectual/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/propriedade-intelectual/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNEGM8I0eIfETH5zFk8YzBuDIxKnyw">Coordenadoria de Propriedade Intelectual</a> (CPI) da Agittec, que realizou o depósito da patente dessa nova tecnologia junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Atualmente, a tecnologia está em fase de prospecção de parcerias que permitam levar a tecnologia até as usinas. Essa fase é desenvolvida pela <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/coordenadoria-de-transferencia-de-tecnologia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/coordenadoria-de-transferencia-de-tecnologia/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNFsv1KByhm8hZ_gYFrqqTlb-6cLMA">Coordenadoria de Transferência de Tecnologia </a>(CTT) da Agittec, juntamente com os pesquisadores.</p>
<p dir="ltr">Segundo o professor Marcus, “o foco são empresas que tenham plantas de destilação de glicerina”, finaliza. A CTT atua na relação entre a UFSM e instituições públicas ou privadas para apoiar iniciativas de pesquisa tecnológica e inovação, com a finalidade de incentivar à transferência do conhecimento gerado no ambiente acadêmico à sociedade. </p>
<p dir="ltr">Os inventores do <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%C3%87%C3%83O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%25C3%2587%25C3%2583O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNFiy99uu_UjhTDyqm2ZLRAdPiBGnA">Processo de Purificação de Sal Residual e Uso do Sal </a>são: Marcus Vinícius Tres (UFSM); Rogério Marcos Dal Lago (URI Erechim); Marshal Paliga (URI Erechim); Carolina Elisa Demaman Oro (URI Erechim) e Marcelo Luis Mignoni (URI Erechim). </p>
<p dir="ltr"><em>Texto: Luana Giazzon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agittec</em><br /><em>Ilustrações: Camila Santarem, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agittec</em><br /><em>Edição: João Ricardo Gazzaneo</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Tecnologia desenvolvida pela UFSM e URI permite aproveitar sais residuais da glicerina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/2020/05/19/tecnologia-desenvolvida-pela-ufsm-e-uri-permite-aproveitar-sais-residuais-da-glicerina</link>
				<pubDate>Tue, 19 May 2020 16:40:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[#glicerina]]></category>
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						<description><![CDATA[Coordenadoria de Transferência de Tecnologia da Agittec e pesquisadores buscam&nbsp; parcerias que permitam levar a tecnologia até as usinas Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFSM e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) permite o aproveitamento da glicerina, um subproduto gerado na produção de biodiesel. O método criado por [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><i><span style="font-weight: 400">Coordenadoria de Transferência de Tecnologia da Agittec e pesquisadores buscam&nbsp; parcerias que permitam levar a tecnologia até as usinas</span></i></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFSM e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (</span><a href="http://www.uricer.edu.br/site/"><span style="font-weight: 400">URI</span></a><span style="font-weight: 400">) permite o aproveitamento da glicerina, um subproduto gerado na produção de biodiesel. O </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%C3%87%C3%83O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf"><span style="font-weight: 400">método</span></a><span style="font-weight: 400"> criado por eles é uma alternativa para o uso comercial dos sais residuais gerados durante o processo de destilação da glicerina. Segundo os pesquisadores, as usinas </span><span style="font-weight: 400">poderão faturar R$ 15 milhões por ano com a venda do sal purificado, e uma economia de aproximadamente R$ 2,25 milhões de reais com a conta do aterro desse material que não será mais descartado, colaborando para a preservação do meio ambiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo a edição mais recente do </span><a href="http://www.anp.gov.br/arquivos/central-conteudos/anuario-estatistico/2019/2019-anuario-versao-impressao.pdf"><span style="font-weight: 400">Anuário Estatístico</span></a><span style="font-weight: 400"> da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (</span><a href="http://www.anp.gov.br/"><span style="font-weight: 400">ANP</span></a><span style="font-weight: 400">) em 2018 as usinas de biodiesel fabricaram um total de 440,6 milhões de litros de glicerina como resultado de suas atividades. Para cada 10 litros de biocombustível é gerado cerca de um litro de glicerina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em entrevista para o portal da revista</span><a href="https://www.biodieselbr.com/"> <span style="font-weight: 400">Biodieselbr</span></a><span style="font-weight: 400">, mídia especializada no assunto, o professor do curso de Engenharia Agrícola da UFSM em Cachoeira do Sul, Marcus Vinícius Tres, explica que o problema é que essa glicerina não sai das usinas em condições de uso imediato. Antes, o material precisa passar por um processo de destilação que deixa para trás quantidades consideráveis de um tipo de resíduo sólido – entre 17 e 18 mil toneladas apenas no ano passado – que, até agora, tinha que ser descartado com cuidados especiais que geram um alto custo para as empresas do setor. “Ele é classificado como um resíduo classe 2 não inerte, ou seja, possuem propriedades, como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Isso exige que ele seja descartado em aterros sanitários especiais para a indústria química ao custo de R$ 150 por tonelada”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para identificar e buscar soluções para reduzir o custo do descarte dos resíduos, o grupo de pesquisadores realizou visitas técnicas em empresas do setor. “Fizemos reuniões com o pessoal da direção de algumas usinas e esse foi um dos problemas que eles identificaram como prioritário”. Como a maior parte do resíduo era formada por sais, uma solução seria destiná-lo para a indústria de alimentação animal, mas isso esbarrava na rejeição do produto in natura. “Esse sal está contaminado por ácidos graxos e os animais não o aceitam sem purificação, mesmo quando misturado à ração convencional”, explica.</span></p>
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<h2><strong>Entenda como funciona o&nbsp; Processo de Purificação de Sal Residual e Uso do Sal desenvolvido pelos pesquisadores</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

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<p><span style="font-weight: 400">O sal bruto é misturado com um solvente que separa contaminantes do sal purificado. No final, cerca de 80% da massa total pode ser aproveitada. “Estamos falando de algo em torno de 14 a 15 mil toneladas anuais”, ressalta o professor. Além de uma </span><b>economia de aproximadamente R$ 2,25 milhões por ano </b><span style="font-weight: 400">só com a conta do aterro desse material. O professor Marcus estima que </span><b>as usinas também poderão ganhar R$ 15 milhões por ano com a venda do sal purificado.</b> <span style="font-weight: 400">O professor ressalta que com a nova tecnologia</span><span style="font-weight: 400">, o setor deixa de gastar com sua disposição final, além de ganhar com a comercialização de um produto, “também, podemos relacionar ganhos indiretos vinculados a imagem e visibilidade da empresa no se refere às questões&nbsp; ambientais”, explica.</span></p>
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<!-- wp:image {"align":"center","id":1722,"sizeSlug":"large"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/05/f1-4.jpg" alt="" class="wp-image-1722" /><figcaption><br>Aspecto visual das amostras de sal bruto da destilação de glicerina antes (frascos superiores) e após o processo de purificação (frascos inferiores). Fonte: Marshall Paliga.</figcaption></figure></div>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/05/f2-2.jpg" alt="" class="wp-image-1723" /><figcaption><br>Sal bruto advindo da destilação de glicerina. Fonte: Marshall Paliga.</figcaption></figure></div>
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<h2><strong>Invenção que colabora para a preservação do meio ambiente</strong></h2>
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<p><span style="font-weight: 400">Recentemente, a </span><span style="font-weight: 400">Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (</span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/"><span style="font-weight: 400">Agittec</span></a><span style="font-weight: 400">) da UFSM publicou uma</span><span style="font-weight: 400"> reportagem sobre o </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/2020/04/26/26-de-abril-dia-mundial-da-propriedade-intelectual-3/"><span style="font-weight: 400">Dia Mundial da Propriedade Intelectual</span></a><span style="font-weight: 400">, e neste ano o tema da campanha era Inovar para um futuro ver</span><span style="font-weight: 400">de. A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (</span><a href="https://www.wipo.int/portal/en/index.html"><span style="font-weight: 400">OMPI</span></a><span style="font-weight: 400">), reconhece cada vez mais que a tecnologia constitui parte da solução. Para a organização, isto evidencia ainda mais a necessidade de esforços redobrados para criar sólidos sistemas de inovação nacionais e de possibilitar o acesso a sistemas eficazes de P</span><a href="https://www.wipo.int/about-ip/en/"><span style="font-weight: 400">ropriedade Intelectual</span></a><span style="font-weight: 400"> (PI) que apoiem o desenvolvimento e a aplicação das tecnologias, produtos e serviços necessários para a transição a um futuro verde.</span><span style="font-weight: 400">&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para o professor do Departament</span><span style="font-weight: 400">o de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina</span><span style="font-weight: 400"> (UFSC), </span><span style="font-weight: 400">Marco Di Luccio a invenção pode colaborar para o meio ambiente, porque os sais gerados na purificação da glicerina, não serão mais descartados de formas inadequadas no solo, ou&nbsp; em aterros industriais controlados. “Ao aproveitar esse resíduo para o uso em ração animal, o descarte no ambiente deixa de ser necessário, diminuindo a necessidade de uso de aterros ou ainda evitando a contaminação de solos pela disposição inadequada”, ressalta.&nbsp;</span></p>
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<h2><strong>Glicerina gerada na produção de biodiesel no Brasil</strong></h2>
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<p>Segundo a edição mais recente do Anuário Estatístico da ANP, a Região Sul é a maior geradora de glicerina na produção de biodiesel no Brasil. Só o estado do&nbsp; Rio Grande do Sul representa 26% da geração desse subproduto no Brasil. A partir disso, é perceptível que a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores atende uma demanda maior no estado.&nbsp;</p>
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<p>A glicerina gerada pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas. Em 2018, a maior geração de glicerina se deu na Região Sul (40,7% do total), seguida das regiões Centro-Oeste (39,7%), Sudeste (9%), Nordeste (7,7%) e Norte (2,9%). A tabela e o gráfico abaixo estão no Anuário Estatístico da ANP, e referem- se à geração de glicerina bruta na produção de biodiesel no Brasil, veja:&nbsp;</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/05/tabela-1-3.png" alt="" class="wp-image-1720" /></figure></div>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/05/tabela-2-1.png" alt="" class="wp-image-1721" /></figure></div>
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<h2><strong>Transferência da tecnologia</strong></h2>
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<p><span style="font-weight: 400">Os pesquisadores receberam o suporte da </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/propriedade-intelectual/"><span style="font-weight: 400">Coordenadoria de Propriedade Intelectual</span></a><span style="font-weight: 400"> (CPI) da Agittec, que realizou o depósito da patente dessa nova tecnologia junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Atualmente, a tecnologia está em fase de prospecção de parcerias que permitam levar a tecnologia até as usinas. Essa fase é desenvolvida pela </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/coordenadoria-de-transferencia-de-tecnologia/"><span style="font-weight: 400">Coordenadoria de Transferência de Tecnologia </span></a><span style="font-weight: 400">(CTT) da Agittec, juntamente com os pesquisadores. Segundo o professor Marcus, “o foco são empresas que tenham plantas de destilação de glicerina”, finaliza. A CTT</span><span style="font-weight: 400"> atua na relação entre a UFSM e instituições públicas ou privadas para apoiar iniciativas de pesquisa tecnológica e inovação, com a finalidade de incentivar à transferência do conhecimento gerado no ambiente acadêmico à sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os inventores do </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%C3%87%C3%83O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf"><span style="font-weight: 400">Processo de Purificação de Sal Residual e Uso do Sal</span> </a><span style="font-weight: 400">são: Marcus Vinícius Tres (UFSM); Rogério Marcos Dal Lago (URI Erechim); Marshal Paliga (URI Erechim); Carolina Elisa Demaman Oro (URI Erechim) e Marcelo Luis Mignoni (URI Erechim). </span></p>
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<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Luana Giazzon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec)</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Edição: João Ricardo Gazzaneo</span></i></p>
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