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				<title>O futuro do Pampa a partir dos algoritmos da Inteligência Artificial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/18/o-futuro-do-pampa-a-partir-dos-algoritmos-da-inteligencia-artificial</link>
				<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 12:52:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Agropecuária]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisa do PPG em Engenharia Florestal vai indicar o futuro do bioma para os anos de 2028 e 2033 com alta precisão
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							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Ilustracao-1-1024x667.jpg" alt="Ilustração colorida horizontal. Pessoa de costas segura um tablet com a sigla “I.A.” na tela. Do dispositivo saem três balões de fala com as palavras “Pampa”, “Solo” e “Flora”. À esquerda, aparece uma árvore com sombra projetada no chão verde. Ao fundo, céu azul com sol amarelo e uma araucária à direita." />													
		<p>Conhecer o futuro do maior bioma do Rio Grande do Sul. Esse é o objetivo de “Cenários Futuros da Vegetação Nativa na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria: Uma Integração entre Ecologia de Paisagem e Inteligência Artificial”, pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação de Engenharia Florestal. </p><p>O pampa é o bioma predominante no Rio Grande do Sul. De acordo com dados do site <a href="https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/coverage/coverage_lclu?tl[id]=1&amp;tl[themeKey]=coverage&amp;tl[subthemeKey]=coverage_lclu&amp;tl[pixelValues][]=3&amp;tl[pixelValues][]=49&amp;tl[pixelValues][]=6&amp;tl[pixelValues][]=5&amp;tl[pixelValues][]=4&amp;tl[pixelValues][]=12&amp;tl[pixelValues][]=50&amp;tl[pixelValues][]=11&amp;tl[pixelValues][]=29&amp;tl[pixelValues][]=32&amp;tl[pixelValues][]=27&amp;tl[pixelValues][]=25&amp;tl[pixelValues][]=30&amp;tl[pixelValues][]=23&amp;tl[pixelValues][]=24&amp;tl[pixelValues][]=75&amp;tl[pixelValues][]=33&amp;tl[pixelValues][]=31&amp;tl[pixelValues][]=9&amp;tl[pixelValues][]=21&amp;tl[pixelValues][]=15&amp;tl[pixelValues][]=48&amp;tl[pixelValues][]=46&amp;tl[pixelValues][]=47&amp;tl[pixelValues][]=35&amp;tl[pixelValues][]=20&amp;tl[pixelValues][]=39&amp;tl[pixelValues][]=40&amp;tl[pixelValues][]=62&amp;tl[pixelValues][]=41&amp;tl[legendKey]=default&amp;tl[year]=2024&amp;t[regionKey]=brazil&amp;t[ids][]=1-4-5&amp;t[divisionCategoryId]=4">MapBiomas</a>, entre 1985 e 2024, a vegetação caiu de mais de 10,260 milhões, o equivalente a 52,9% do território, para aproximadamente 6,345 milhões de hectares, ou seja, 32,72%. No mesmo período, a área destinada à agropecuária, que correspondia a 4,816 milhões de hectares, cerca de 24,83%, e cresceu para mais de 8,600 milhões, somando mais de 44,35%. </p><p>O objetivo do trabalho é investigar o impacto da ação do homem no uso do solo e na mudança da vegetação. “Escolhemos o Pampa porque ele abriga uma diversidade muito grande de espécies na sua fauna e flora, mas é um dos biomas brasileiros mais negligenciados em questões de conservação”, explica Pedro Seeger, estudante de mestrado em Engenharia Florestal da UFSM e autor da pesquisa.</p><p>A escolha pela bacia hidrográfica do Rio Santa Maria é justificada pela abrangência dentro do território do bioma. O rio, localizado no sudoeste do estado, passa pelos municípios de Rosário do Sul, Cacequi, Santana do Livramento, Dom Pedrito, São Gabriel e Lavras do Sul.</p><p>Para a realização do trabalho são selecionados dados históricos e periódicos sobre clima, solo e desmatamento da região. Os dados foram obtidos no período de 2003 a 2023, em intervalos de 5 anos. </p><p>As informações coletadas integram banco de dados, que será analisado a partir de modelos matemáticos de <i>machine learning</i>, em que o algoritmo de inteligência artificial aprende a interpretar as variáveis climáticas e de paisagem dos últimos 30 anos. A partir desses dados, é possível prever como estará a vegetação, o clima e a paisagem do bioma daqui a cinco anos com precisão. De acordo com Rudiney Soares, modelos que utilizam essa metodologia podem ter um índice de precisão entre 90 e 95%.</p><p>O projeto utiliza três modelos de inteligência artificial: Floresta Randômica, Suporte Vetor Máquina e Redes Neurais. “A partir desse mapeamento, vamos conseguir estimar os anos de 2028 e de 2033 para verificar se as políticas ambientais atuais são de fato efetivas para a manutenção da biodiversidade no Pampa”, afirma Seeger.</p><h3><b>Modelos de IA para previsão de cenários</b></h3><p>O modelo Floresta Randômica reúne as variáveis de dados para realizar uma previsão. Esse prognóstico é feito por uma série de estruturas, chamadas de árvores, cada uma com uma resposta. Com esse mecanismo é possível obter respostas do tipo de resposta mais comum entre as árvores ou a média entre elas. Por combinar a resposta das diferentes árvores, o modelo assegura respostas robustas e precisas.</p><p>Já o Suporte Vetor Máquina tem como objetivo encontrar a melhor separação entre dados de diferentes classes, como se desenhasse uma linha reta para separar os grupos A e B com a maior distância possível entre eles. Caso seja difícil separar os dois grupos, é possível utilizar recursos mais complexos, como traçar curvas para separar os elementos. Esse mecanismo funciona de forma eficiente para dados estruturados.</p><p>O funcionamento das Redes Neurais é mais conhecido, pois é a base de modelos de inteligência artificial como o Chat GPT e o Gemini. Esses modelos se baseiam no cérebro humano e utilizam neurônios artificiais que são conectados para aprender e resolver problemas. Esse modelo é indicado para lidar com uma grande quantidade de dados e aprendizado de padrões complexos. </p><p>As redes neurais <i>Large Language Models</i> (LLMs) são voltadas para o processamento de linguagem e predominam nos assistentes de inteligência artificial. Essa interface está presente no projeto desenvolvido por Seeger para que seja interativo e responda questões sobre o clima e a vegetação do pampa em certa época ou sob determinada condição climática.</p><p>A validação dos modelos escolhidos é feita mediante testes com parte dos dados coletados. Os testes visam analisar se o modelo é capaz de dar respostas precisas a partir de dados reais. Para que os algoritmos sejam considerados ajustados, eles devem estar preparados para diversas variáveis. Quando surge uma variável imprevista, pode ocorrer o que é chamado de alucinação, e a inteligência artificial começa a dar informações equivocadas ou até mesmo inventadas.</p><p>Apesar da popularização recente entre os usuários comuns, a inteligência artificial já é um instrumento consolidado na pesquisa científica. Estudos do PPG em Engenharia Florestal usam modelos de previsão de cenários ambientais há mais de 10 anos, como destaca o professor Rudiney Soares Pereira, orientador do trabalho.</p><p><b><i>Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir sobre os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.</i></b></p><p><i>Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i>Ilustração: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</i></p><p><i>Edição: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
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