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				<title>De Santa Maria a Roraima: a trajetória de uma médica gaúcha no atendimento aos Yanomamis</title>
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				<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 10:49:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[No início de 2023, teve início uma intensa campanha de apoio ao povo indígena Yanomami, vítima do impacto do garimpo ilegal em suas terras]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/infografico-garimpo.png"><img class="aligncenter wp-image-64339 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/infografico-garimpo.png" alt="" width="955" height="522" /></a>As terras indígenas Yanomamis se localizam na chamada Amazônia Legal e abrangem os estados de Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. O território Yanomami é composto por cerca de 665 aldeias e, de acordo com um </span><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Yanomami" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">levantamento do Instituto Socioambiental (ISA)</span></a><span style="font-weight: 400">, o povo Yanomami conta com um conjunto cultural e linguístico diverso, estando na agricultura e coleta seu principal meio de subsistência. Até 2019, estima-se que 28 mil indígenas habitavam a região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No início de 2023, os povos Yanomamis ganharam destaque na mídia por conta  da denúncia de desassistência do então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro com a população. Em janeiro deste ano, o </span><span style="font-weight: 400">Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), investigou um rumor acerca de óbitos de crianças indígenas por doenças que têm tratamento e, após uma investigação aprofundada, o rumor foi confirmado. </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/resposta-a-emergencias/coes/coe-yanomami" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">O Centro de Operações de Emergência Yanomami</span></a><span style="font-weight: 400"> foi criado ainda em janeiro com o objetivo de organizar as estratégias e medidas que seriam adotadas no combate à crise humanitária e, de lá, foram retirados os números que compõem esta reportagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dados do </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/resposta-a-emergencias/coes/coe-yanomami" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI)</span></a><span style="font-weight: 400">, mostraram que, de 2019 a 2022, ocorreram 538 óbitos de menores de 5 anos no território Yanomami. Desses, 495 foram considerados como evitáveis, frutos da desassistência sanitária e nutricional. A situação levou o Ministério da Saúde a declarar, em 20 de janeiro, a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no território. </span></p>
<h3>Garimpando com sangue</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Pela quarta vez, a terra indígena Yanomami é cenário de uma corrida por ouro. Nos anos 1970 a 1990, da Ditadura Militar a redemocratização, garimpeiros adentram as terras. Em 1980, estima-se que 20% da população indígena tenha sido dizimada por conta de doenças levadas por garimpeiros. Nessa nova onda do garimpo, intensificada a partir de 2019, já considera-se que mais de 20 mil garimpeiros invasores estão em Roraima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A atuação dos garimpeiros estimula uma série de prejuízos ambientais. Áreas florestais são desmatadas para a ocupação dos garimpeiros e o mercúrio utilizado para a extração dos minerais e separação do ouro polui a água que chega ao povo Yanomami, causando uma série de doenças e contaminando, inclusive, os peixes que são fonte de alimentação dos indígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Também, é importante entender que a atuação dos garimpeiros vai além do impacto ambiental. No início deste ano, a Secretaria Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes recebeu uma denúncia de </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/relatos-apontam-30-casos-de-jovens-yanomami-gravidas-de-garimpeiros" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">30 jovens Yanomamis que estariam grávidas de garimpeiros</span></a><span style="font-weight: 400">, vítimas de estupros. </span><a href="https://sites.google.com/view/eixojornalismo/mudar-historia-lugar" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Em entrevista</span></a><span style="font-weight: 400">, a acadêmica indígena de Relações Internacionais da UFSM, Rayane Xipaya, falou sobre os métodos utilizados por garimpeiros: “como você acha que é a abordagem dos garimpeiros? Eles matam. Eles entram na terra indígena atirando e matando. Estupram mulheres e crianças. É uma violência total, não só com o meio natural, mas com os seres que estão ali”, contou a estudante. </span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Infografico-Atendimento.png"><img class="alignright size-full wp-image-64340" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Infografico-Atendimento.png" alt="" width="1920" height="765" /></a></p>
<h3>“A gente sempre faz de tudo, mas às vezes o tudo não é suficiente”</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Frente ao sobrecarregamento enfrentado pelos postos de atendimento em Roraima, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) fez um apelo aos profissionais de saúde que estivessem interessados em atuar na atenção ao povo Yanomami. Dos 19 profissionais enviados à Roraima, quatro eram colaboradores de hospitais federais gaúchos. Do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), foi enviada a médica Rafaela Feltrin. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Formada em Medicina pela UFSM, Rafaela fez residência em pediatria e em medicina intensiva pediátrica no HUSM, área em que ainda trabalhava e onde passou a atuar nas terras Yanomamis. “Fiquei sensibilizada com a sobrecarga dos trabalhadores do Hospital da Criança de Roraima e como a Ebserh recrutou, eu quis. Meu sonho sempre foi fazer algum voluntariado e achei que esse fosse o momento de retribuir a minha formação”, conta a médica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rafaela relata que foi difícil acompanhar de perto o impacto do garimpo ilegal, mas que o atendimento humanizado foi uma marca da atuação na região: “o atendimento deles é diferenciado, muito humanizado no hospital em que vivenciei. A maioria deles não fala português, então contamos com intérpretes para entender a situação e realizar um diagnóstico mais detalhado”, pontua. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No período em que esteve em Roraima, a médica teve a oportunidade de conviver e observar de perto diferenças culturais, mas pontuou que a troca com colegas de trabalho e com os pacientes foi marcante: “houve muita troca de conhecimento e aprendizado. Deixamos um pouco de nós naquele hospital - ideias e ajustes”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, Rafaela conta que foi difícil acompanhar a triste realidade enfrentada pelos Yanomamis: “eu trabalho em uma UTI pediátrica, vejo crianças graves todos os dias, mas não na proporção de Roraima. É impactante ver crianças venezuelanas, indígenas, brasileiras, desprovidas de saúde básica, que chegam graves no hospital e, infelizmente, acabam indo a óbito. A gente sempre faz de tudo, mas às vezes o tudo não é suficiente”, diz a médica. </span></p>
<h3>Novas ações</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Iniciativas de atendimento ao povo Yanomami continuam. Novos postos de atendimento foram criados, campanhas de vacinação foram intensificadas e a </span><a href="https://apublica.org/2023/03/fiscais-do-ibama-sao-recebidos-a-tiros-por-garimpeiros-ilegais-na-terra-yanomami/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">fiscalização do Ibama </span></a><span style="font-weight: 400">segue destruindo maquinários e impedindo a ação dos garimpeiros. O percurso de restauração é longo, mas continua com o apoio de diferentes frentes humanitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Rafaela, a experiência de atuar em Roraima foi marcante para sua trajetória, profissional e pessoal. “Pretendo em algum momento da vida repetir ações comunitárias, pois foi enriquecedor de forma pessoal e profissional. O profissional da saúde precisa estar sempre buscando conhecimento, estudando e se atualizando, poder vivenciar tudo foi muito importante na minha vida”, conta a médica. </span></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo, voluntária na Agência de Notícias</em><br /><em>Artes: Lucas Zanella, acadêmico de Desenho Industrial, estagiário</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
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