{"id":413,"date":"2022-08-17T16:02:26","date_gmt":"2022-08-17T19:02:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/graduacao\/frederico-westphalen\/engenharia-florestal\/?p=413"},"modified":"2022-08-17T16:02:27","modified_gmt":"2022-08-17T19:02:27","slug":"papo-com-a-egressa-episodio-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/graduacao\/frederico-westphalen\/engenharia-florestal\/2022\/08\/17\/papo-com-a-egressa-episodio-6","title":{"rendered":"Papo com a egressa: epis\u00f3dio 6"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/270\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-08-02-at-21.10.26-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-415\" width=\"396\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/270\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-08-02-at-21.10.26-1.jpeg 640w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/270\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-08-02-at-21.10.26-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/270\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-08-02-at-21.10.26-1-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste epis\u00f3dio, falamos com a Leticia Chechi, graduada em 2013 e atualmente professora na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conta pra gente um pouco sobre a tua trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Atualmente sou professora na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). Essa trajet\u00f3ria inicia com a gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Florestal (UFSM\/FW), seguido pelo mestrado e doutorado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento Rural, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No mestrado trabalhei com a cadeia produtiva da erva-mate nos tr\u00eas estados do Sul do Brasil, e no doutorado, com a tem\u00e1tica das pol\u00edticas p\u00fablicas e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mais especificamente analisando o Plano da Agricultura de Baixa Emiss\u00e3o de Carbono. Ainda no doutorado me tornei professora substituta na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no Centro de Ci\u00eancias Agroveterin\u00e1rias (CAV), em Lages-SC. Antes de assumir como professora efetiva na UFRB, assumi um concurso na UFPA, em Bel\u00e9m-PA.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea sempre quis ser professora?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Eu sempre tive vontade de ser professora, inclusive fiz o magist\u00e9rio. No entanto, com a descentraliza\u00e7\u00e3o das Universidades Federais e constitui\u00e7\u00e3o do campus da UFSM em Frederico Westphalen, resolvi cursar Engenharia Florestal, pensando em atuar na \u00e1rea de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental, em \u00f3rg\u00e3os como FEPAM ou IBAMA. No entanto, ao chegar na universidade fui observando que eu tinha v\u00e1rios professores jovens, e pensei ent\u00e3o que eu poderia ser professora universit\u00e1ria. Eu n\u00e3o conhecia o caminho a ser seguido, ent\u00e3o busquei conhecer o processo, a necessidade do mestrado e do doutorado. A partir deste momento, foquei minhas energias nesta miss\u00e3o, e hoje sou professora em uma Universidade P\u00fablica, com muito orgulho.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que mais te marcou em estudar na UFSM-FW?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O que mais me marcou em estudar em Frederico \u00e9 que se tratava de uma oportunidade \u00fanica para mim, ensino p\u00fablico, gratuito e de qualidade. Al\u00e9m disso, era uma estrutura nova, com professores(as) empenhados(as) a impulsionar o campus.<\/em> <em>A atua\u00e7\u00e3o em projetos de pesquisa e extens\u00e3o como bolsista, possibilitou que fizesse minha primeira viagem a\u00e9rea para apresentar um trabalho. Foi algo bem marcante para mim, porque eu sou do meio rural, e n\u00e3o conhecia outros estados al\u00e9m de Santa Catarina e Paran\u00e1. Foi a UFSM e seus projetos que possibilitaram isso, ou seja, amplia\u00e7\u00e3o de conhecimentos cient\u00edficos, pessoais e culturais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E qual voc\u00ea acha que \u00e9 o principal diferencial do curso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pra mim, o diferencial do curso est\u00e1 na qualidade do ensino e na proximidade com os(as) professores(as), que s\u00e3o extremamente qualificados(as). Eu tenho muito orgulho de ter me formado em Engenharia Florestal na UFSM de Frederico Westphalen, porque eu sa\u00ed de l\u00e1 muito preparada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sua opini\u00e3o, qual o papel do engenheiro florestal no desenvolvimento rural sustent\u00e1vel e na extens\u00e3o rural?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Eu acredito que exploramos pouco essa \u00e1rea dentro do curso, consequentemente, o mercado tamb\u00e9m acaba n\u00e3o reconhecendo devidamente o papel da Engenharia Florestal na extens\u00e3o rural e na promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento rural sustent\u00e1vel. Temos no Brasil um n\u00famero significativo de estabelecimentos da agricultura familiar que poderiam ser um foco importante de atua\u00e7\u00e3o dos profissionais da Engenharia Florestal, promovendo manejo florestal sustent\u00e1vel de suas \u00e1reas de Reserva Legal, por exemplo, n\u00e3o s\u00f3 de proporcionar a adequa\u00e7\u00e3o desses estabelecimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de mudar um pouco essa vis\u00e3o de que esse seria um espa\u00e7o \u201cperdido\u201d da propriedade. Al\u00e9m disso, o(a) engenheiro(a) florestal tem conhecimento amplo para atuar com Sistemas Agroflorestais (SAF\u2019s), Integra\u00e7\u00e3o Lavoura Pecu\u00e1ria Floresta (ILPF), recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, projetos mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, dentre tantas outras demandas que o rural brasileiro apresenta e que s\u00e3o fundamentais para a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gostaria de acrescentar alguma coisa no nosso papo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O que quero acrescentar \u00e9 quase uma nota de agradecimento. Me sinto privilegiada, pois tive acesso ao ensino p\u00fablico e de qualidade, muito pr\u00f3ximo a cidade dos meus pais, que s\u00e3o de Esperan\u00e7a do Sul. O curso possibilitou uma transforma\u00e7\u00e3o importante na minha vida. Consegui ampliar meus horizontes, explorar um potencial que eu nem sabia que tinha, sonhar e realizar! Hoje, no papel de docente aqui na Bahia, onde atuo, vejo situa\u00e7\u00f5es muito similares, que a educa\u00e7\u00e3o realmente \u00e9 o elemento transformador, que d\u00e1 a oportunidade para a pessoa acessar caminhos que possivelmente seriam inacess\u00edveis sem a educa\u00e7\u00e3o. Eu fico muito feliz de ser consultada para fazer parte desse painel de egressos, e agrade\u00e7o a oportunidade de contar um pouco da minha hist\u00f3ria. Sou uma profissional muito feliz e realizada no que fa\u00e7o. Tenho muito orgulho de dizer que me formei em um campus da UFSM, que isso \u00e9 fruto de uma pol\u00edtica de descentraliza\u00e7\u00e3o das universidades e muitos jovens podem explorar e aproveitar essa oportunidade para alcan\u00e7ar seus objetivos.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste epis\u00f3dio, falamos com a Leticia Chechi, graduada em 2013 e atualmente professora na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia. Conta pra gente um pouco sobre a tua trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui? Atualmente sou professora na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). 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