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				<title>Defesa Civil e a nova lógica da prevenção em Santa Maria</title>
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				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:08:29 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Em Santa Maria, a resposta veio com uma reestruturação da Defesa Civil, que passou a atuar com foco em três frentes: prevenção, uso de tecnologias e articulação com comunidades. À frente desse processo está o secretário municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Roberto das Neves Junior, que afirma que o cenário atual exige [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em Santa Maria, a resposta veio com uma reestruturação da Defesa Civil, que passou a atuar com foco em três frentes: prevenção, uso de tecnologias e articulação com comunidades. À frente desse processo está o secretário municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Roberto das Neves Junior, que afirma que o cenário atual exige adaptação constante.</p><p>“Eu não gosto de dizer que estamos preparados. Nós temos que estar constantemente nos preparando”, afirma. Segundo ele, os eventos extremos recentes reforçaram a necessidade de revisão contínua de protocolos e estratégias de resposta, a partir das experiências acumuladas durante as enchentes de 2024.</p><p>Uma das principais mudanças é integrar ações de defesa civil, planejamento urbano e gestão ambiental. A proposta amplia o escopo tradicional da Defesa Civil e busca atuar também na prevenção de riscos, especialmente em áreas mais vulneráveis. De acordo com o secretário, o município está revisando o mapeamento de áreas de risco, os sistemas de drenagem urbana e as diretrizes de ocupação do território.</p><p>Outro eixo central da estratégia é o fortalecimento dos núcleos comunitários de proteção e defesa civil. A iniciativa busca capacitar moradores para agir antes da chegada das equipes oficiais em situações de emergência. As ações incluem treinamentos em escolas, unidades de saúde e junto a lideranças locais. A prioridade inicial são comunidades rurais e áreas mais afastadas, onde o tempo de resposta tende a ser maior. “As pessoas precisam saber quais riscos existem no território onde vivem e o que fazer em uma emergência. A primeira resposta, muitas vezes, vem da própria comunidade”, destaca Edson.</p><p><b>Tecnologia a serviço da prevenção</b></p><p>A modernização dos serviços também faz parte da nova estratégia municipal. Diversos procedimentos passaram a ser realizados de forma digital, facilitando o contato entre população e poder público. Atualmente, já é possível efetuar, por meio do site da prefeitura, o cadastro de pessoas afetadas por desastres, solicitar avaliações de risco e realizar inscrições para trabalho voluntário. Boletins meteorológicos e orientações preventivas também são divulgados diariamente à população. Além disso, o município implantou um <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smrcrc/1686-plano-de-rotina-operacional--pro">Plano de Rotina Operacional (PRO)</a>, documento que estabelece níveis de alerta e protocolos de ação antes que as situações críticas se agravem. O PRO consiste em cinco Níveis Operacionais, identificados por números e cores:</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="438" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/07/Plano-de-rotinaOperacional-01-1-768x438.jpg" alt="" />											<figcaption>Fonte: site da Secretaria  de Município de Resiliência Climática e Relações Comunitárias</figcaption>
										</figure>
		<p>Para o secretário, a comunicação é um dos pilares mais importantes da prevenção. “A comunicação salva vidas. Pode não haver viaturas suficientes para atender todos ao mesmo tempo, mas a informação chega”. Ele reforça a importância de acompanhar os canais oficiais e participar das ações de capacitação promovidas pelo município. A gestão municipal afirma que os avanços representam apenas o início de um processo contínuo de adaptação.</p><p><b>Planejamento urbano e áreas de risco</b></p><p>Em Santa Maria o debate sobre prevenção passa, necessariamente, pelo planejamento urbano e pelo mapeamento de áreas de risco. Uma das principais ferramentas para isso é o<a href="https://www.gov.br/cidades/pt-br/assuntos/desenvolvimento-urbano/gestao-de-riscos-e-desastres"> Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</a>, estudo coordenado pela professora Andréa Nummer, do<a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam"> Laboratório de Geologia Ambiental da UFSM</a>. O PMRR é um documento técnico que identifica áreas vulneráveis a diferentes tipos de desastres, como inundações, alagamentos, erosões e deslizamentos de terra. Além do mapeamento dos riscos, o plano propõe medidas estruturais  como obras de contenção e melhorias em sistemas de drenagem  e ações não estruturais, como educação comunitária e conscientização nas escolas.</p><p>Segundo Andréa Nummer, o diferencial do novo plano está na participação das próprias comunidades. Moradores de áreas vulneráveis participaram de oficinas e atividades de cartografia colaborativa, ajudando a identificar problemas históricos e pontos críticos da cidade. “As comunidades têm conhecimento do risco que correm”, destaca a pesquisadora. Entre os principais problemas identificados em Santa Maria estão os alagamentos relacionados à drenagem urbana insuficiente, ocupações próximas a arroios e processos de escorregamento de terra em áreas de encosta. </p>		
										<figure>
										<img width="225" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-10-at-02.27.07-1-225x300.jpeg" alt="" />											<figcaption>Andréa Nummer, professora de geologia da UFSM. Crédito: foto de Francine Castro Rodrigues.</figcaption>
										</figure>
		<p>Para Andréa, as<a href="https://brasil.un.org/pt-br/175180-o-que-sao-mudancas-climaticas"> mudanças climáticas</a> tornam episódios severos mais frequentes e exigem um olhar permanente para o território. “A gente está em um período de mudança climática e esses eventos extremos tendem a ocorrer mais”, afirma.</p><p>Além de apontar os riscos, o PMRR também funciona como instrumento para a captação de recursos públicos. Com base nos dados do estudo, o município pode elaborar projetos e buscar financiamento para obras preventivas. Segundo a professora, esse já é um avanço importante: Santa Maria possuía um plano antigo, de 2016, e o novo mapeamento oferece diagnósticos mais atualizados e custos aproximados das intervenções necessárias.</p><p><b>Onde a chuva ainda assusta</b></p><p>Enquanto especialistas discutem projeções climáticas e autoridades apresentam medidas de prevenção, para muitos moradores de áreas vulneráveis o risco de novas enchentes permanece uma preocupação constante. Moradora do bairro <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Url%C3%A2ndia">Urlândia</a>, uma funcionária pública de 59 anos, que pediu para não ser identificada por receio de retaliações no trabalho, afirma que ainda não considera Santa Maria preparada para enfrentar um novo evento extremo. Ela vivenciou os impactos das enchentes de 2024, quando ruas da região ficaram alagadas após o represamento das águas do Arroio Cadena. </p><p>Segundo a moradora, a inundação atingiu residências do bairro e provocou perdas materiais, como eletrodomésticos e móveis. Embora tenha conseguido evitar prejuízos maiores ao retirar objetos de dentro de casa com antecedência e contar com a ajuda de vizinhos, a experiência deixou marcas. “Eu rezo para não chover mais para não entrar água dentro da minha casa”, relata. Para ela, os principais problemas estão relacionados à drenagem urbana e à falta de intervenções em pontos considerados críticos da região. A entrevistada cita o transbordamento do Arroio Cadena e a insuficiência da rede de escoamento durante os períodos de chuva intensa. Na avaliação da moradora, além de obras de infraestrutura, é necessário um olhar mais atento do poder público para comunidades que convivem historicamente com situações de vulnerabilidade.</p><p>Questionado sobre a avaliação da moradora, o secretário Edson Junior afirmou que a Defesa Civil mantém ações permanentes de capacitação voltadas à prevenção e ao planejamento em áreas de risco. "A Defesa Civil está em constante aprendizado e oferece cursos de capacitação, prevenção e planejamento para a população e para voluntários que atuam em áreas de risco. Convido a moradora a participar, e não há motivos para temer represálias, pois a ideia é que, juntos, possamos estar preparados", declarou.</p><p>O secretário também destacou que o bairro Urlândia integra o Plano Municipal de Redução de Risco e que a região foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no eixo de drenagem urbana. Segundo ele, o projeto já foi aprovado e está em fase de elaboração. "Esta região está dentro do Plano Municipal de Redução de Risco, e Santa Maria cadastrou ela no PAC, na área de drenagem. Tivemos a aprovação e agora estamos elaborando os projetos para implementar ações que vão mitigar os impactos, reduzindo o risco para essas comunidades", explicou.</p><p><b>Pós-desastre: estamos preparados para uma nova catástrofe? </b></p><p>As enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024, deixaram um alerta impossível de ignorar: os eventos climáticos extremos não fazem mais parte de um futuro distante e distópico, fazem parte da nossa nova realidade e exigem preparação e adaptação das cidades. Em Santa Maria, o período pós-desastre foi marcado pela necessidade de transformar a experiência da emergência em um planejamento de longo prazo.</p><p>Entre os avanços concretos, está a criação da <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smrcrc">Secretaria Municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias</a>, uma iniciativa que tem como objetivo concentrar ações de prevenção, preparação e resposta aos eventos extremos. A proposta é fortalecer a capacidade de adaptação do município, articulando diferentes setores da administração pública, Defesa Civil, instituições de ensino e pesquisa, como a UFSM, e a própria comunidade.</p><p>Além da criação de novas estruturas administrativas, a experiência de 2024 também reforçou a necessidade de revidar protocolos de emergência, ampliar os sistemas de monitoramento e alerta, qualificar equipes e investir na educação da população sobre riscos climáticos. A eficiência da resposta a um desastre depende não apenas da capacidade de agir durante a crise, mas principalmente do trabalho realizado antes que ela aconteça.</p><p>Diante desse cenário, afirmar que Santa Maria está preparada para uma nova catástrofe seria ignorar a complexidade e dificuldade de enfrentamento das mudanças climáticas e eventos extremos. O que se pode afirmar, é que a cidade iniciou um processo de aprendizado e transformação, as instituições e órgãos começaram a falar sobre o assunto. A construção de uma cidade resiliente depende de um esforço contínuo a longo prazo, que se baseie na ciência, planejamento, investimento e principalmente, na execução de ações que auxiliem na prevenção dos desastres. </p><p style="color: #000000;font-size: 16px">Acompanhe mais conteúdos em <a style="color: #204c90" href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/">@jornalbergamota</a>.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Reportagem: </i><i>Kethelyn Rodrigues Radunz, Francine Castro Rodrigues, Matheus Lanzarin, Eliandro Martins, João Veigas </i><i><br /></i><i>Edição:</i><i> Kethelyn Rodrigues Radunz<br /></i><i>Supervisão:</i><i> Luciana Carvalho<br /><br />Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Integrante do Desinfomídia tem projeto selecionado para o Mapa Brasileiro da Educação Midiática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/07/02/integrante-do-desinfomidia-tem-projeto-selecionado-para-o-mapa-brasileiro-da-educacao-midiatica</link>
				<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 23:05:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[desinfomidia]]></category>

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						<description><![CDATA[‘Educação Midiática na Escola: Enfrentando a Desinformação’ é uma formação para professores da educação básica do município de São Borja. A mestranda Aline Vohlbrecht Souza, do Mestrado Profissional em Comunicação e Indústria Criativa da Unipampa &#8211; Campus São Borja, orientada pela líder do Desinfomídia, professora Luciana Carvalho, teve seu produto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>‘Educação Midiática na Escola: Enfrentando a Desinformação’ é uma formação para professores da educação básica do município de São Borja.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A mestranda Aline Vohlbrecht Souza, do Mestrado Profissional em Comunicação e Indústria Criativa da Unipampa - Campus São Borja, orientada pela líder do Desinfomídia, professora Luciana Carvalho, teve seu produto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&amp;I) selecionado para integrar o <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/educacao-midiatica/mapa">Mapa Brasileiro da Educação Midiática</a>. Trata-se do curso ‘Educação Midiática na Escola: enfrentando a desinformação’, uma proposta de formação voltada a professores da educação básica da rede estadual do município da fronteira oeste do Estado do Rio Grande do Sul. “A seleção representa um importante reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito do meu mestrado. Mais do que valorizar uma iniciativa individual, essa conquista evidencia a importância de fortalecer a educação midiática como uma prática necessária nas escolas, especialmente diante dos desafios impostos pela desinformação e pela cultura digital”, destacou Aline, que é também professora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1127,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/07/MAPA-1-819x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1127" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto visa apoiar professores no desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas à leitura crítica da informação, ao uso responsável das mídias e à reflexão sobre a desinformação no ambiente digital, fortalecendo o papel da escola na formação de estudantes mais críticos e conscientes. Com carga horária de 40 horas e realizada em formato híbrido, a formação combina encontros presenciais e atividades online organizadas em módulos sobre educação midiática, desinformação, ferramentas de checagem e planejamento pedagógico. Entre as atividades desenvolvidas estão análises de conteúdos midiáticos, experimentação de ferramentas de verificação de informações, produção de mini guias de checagem e elaboração de sequências didáticas para aplicação em sala de aula.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para conferir o projeto no site do Mapa, clique <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/educacao-midiatica/mapa/todas-as-fichas/educacao-midiatica-na-escola-enfrentando-a-desinformacao">aqui</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1128,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-02-at-19.48.09.jpeg" alt="" class="wp-image-1128" /><figcaption class="wp-element-caption">“<em>Como professora da rede pública, acredito que formar docentes para atuar criticamente nesse cenário é um passo essencial para promover uma educação que fortaleça a cidadania, o pensamento crítico e o uso ético das tecnologias. Integrar o Mapa Brasileiro de Educação Midiática significa contribuir para uma rede de iniciativas que inspiram outras experiências e reafirmam o compromisso de aproximar a pesquisa acadêmica das demandas reais da educação básica.</em>”, afirmou Aline.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>O Mapa da Educação Midiática</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Lançado em fevereiro de 2026, o <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/educacao-midiatica/mapa">Mapa Brasileiro da Educação Midiática</a> reúne e dá visibilidade a iniciativas que promovem a educação midiática em diferentes contextos do país. A plataforma, gratuita e interativa, foi desenvolvida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, com apoio do Governo do Reino Unido no Brasil, parceria técnica do Porvir e cooperação da UNESCO Brasil. O ambiente permite a navegação por região, tema, abordagem e formato, facilitando o acesso a experiências e recursos que podem ser adaptados a diferentes realidades educacionais, sociais e culturais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O conteúdo do mapa foi construído a partir de duas consultas públicas nacionais. A primeira, realizada entre 2023 e 2024, recebeu 496 inscrições e selecionou 226 iniciativas. Já a segunda, promovida em 2026, contabilizou 429 inscrições e incorporou outras 297 experiências. Atualmente, a plataforma reúne 523 iniciativas, oferecendo um panorama abrangente das ações desenvolvidas no Brasil para fortalecer a educação midiática e enfrentar desafios relacionados à desinformação, à cultura digital, à qualidade da informação e à formação cidadã.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cursos de Jornalismo da UFSM e UFN promovem Mostra Melhores Minutos no Cineclube da Boca</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/26/curso-de-jornalismo-apoia-a-mostra-melhores-minutos-na-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:40:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[A UFSM recebeu, pela primeira vez, a Mostra Melhores Minutos, iniciativa vinculada ao Festival Permanente do Minuto. Na noite desta terça-feira (23), o auditório do Prédio 67 sediou a exibição de uma seleção dos melhores vídeos premiados nos concursos realizados ao longo do ano anterior, reunindo produções de realizadores profissionais e amadores de diferentes regiões [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1123,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-23-at-20.27.17-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1123" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Mostra na UFSM. Da esquerda para direita: Dafne Pedroso, Neli Mombelli e Theodor Gonçalves.</em></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM recebeu, pela primeira vez, a <em>Mostra Melhores Minutos</em>, iniciativa vinculada ao <a href="https://festivaldominuto.com.br/pt-BR/static_pages/como-funciona" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Festival Permanente do Minuto</a>. Na noite desta terça-feira (23), o auditório do Prédio 67 sediou a exibição de uma seleção dos melhores vídeos premiados nos concursos realizados ao longo do ano anterior, reunindo produções de realizadores profissionais e amadores de diferentes regiões do Brasil e do mundo. A <em>Mostra</em> é um evento anual que apresenta uma curadoria dos vídeos de maior destaque exibidos pelo Festival do Minuto. Nesta edição, o público acompanhou uma sessão de 52 minutos de filmes que ressaltaram diferentes linguagens e temáticas do audiovisual contemporâneo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A iniciativa também contou com uma mesa-redonda sobre cinema e audiovisual. Participaram do debate a documentarista, produtora, montadora e professora da Universidade Franciscana (UFN) Neli Mombelli, diretora de Quando a Gente Menina Cresce (2025), vencedor dos kikitos de Melhor Longa-Metragem Gaúcho e Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Gramado, o produtor cultural e bacharel em Publicidade e Propaganda Theodor Gonçalves, e Dafne Pedroso, pós-doutoranda em Comunicação na UFSM, pesquisadora das áreas de narrativas e produção audiovisual. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a conversa, os convidados compartilharam experiências sobre produção audiovisual, cinema independente e os desafios da área, aproximando estudantes e comunidade dos caminhos de atuação no setor cultural. A edição de 2025 da Mostra contou com pontos de exibição distribuídos por diversas cidades brasileiras entre os dias 22 e 26 de junho. Realizada na universidade por meio de um convite recebido pelo professor Cássio Tomaim, a atividade foi promovida pelos cursos de Jornalismo da UFSM e da UFN, com apoio do Cineclube da Boca, e buscou promover o contato do público com produções independentes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1124,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-23-at-20.14.47-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1124" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Debate com convidados no dia 23, na UFSM.</em></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Saiba mais:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Considerado o primeiro festival de vídeos de até 60 segundos do mundo, o <strong><a href="https://www.instagram.com/festivaldominuto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Festival do Minuto</a></strong> foi criado no Brasil em 1991 e tornou-se uma referência internacional no formato de curtíssima duração, inspirando iniciativas semelhantes em mais de 50 países. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Redação:</strong> Lavínia Coradini – Bolsista; estudante do curso de Jornalismo</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Imagens:</strong> Luciana Carvalho/Divulgação</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mais filmes, menos espectadores: como mudou a experiência de ir ao cinema no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/mais-filmes-menos-espectadores-como-mudou-a-experiencia-de-ir-ao-cinema-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:22:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1063</guid>
						<description><![CDATA[Mesmo com mais filmes disponíveis e o audiovisual mais presente no cotidiano, os cinemas gaúchos ainda não recuperaram o público registrado antes da pandemia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1064,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-05-12-at-10.02.20-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1064" /><figcaption class="wp-element-caption">Totem para compra de ingressos no Cinépolis Praça Nova em Santa Maria. Foto: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2019, a democratização do acesso ao cinema foi tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Sete anos depois, a discussão continua atual. Embora o acesso ao audiovisual tenha aumentado por meio das plataformas digitais, a experiência da tela grande, da sala escura e da sessão compartilhada ainda não se recuperou após a pandemia de Covid-19, que alterou hábitos de consumo cultural e acelerou a migração para o streaming.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://www.gov.br/ancine/pt-br/oca/paineis-interativos-1/paineis-interativos-subsecao-mercado-audiovisual/painel-indicadores-do-mercado-de-exibicao" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/ancine/pt-br/oca/paineis-interativos-1/paineis-interativos-subsecao-mercado-audiovisual/painel-indicadores-do-mercado-de-exibicao">Dados do Sistema de Controle de Bilheteria (SCB)</a> mostram que o Rio Grande do Sul passou de 7,7 milhões de espectadores em 2019 para 4,9 milhões em 2025, uma queda de aproximadamente 36%. Ao mesmo tempo, o número de filmes exibidos aumentou e o streaming passou a fazer parte da rotina de mais da metade dos lares gaúchos. A transformação do cinema, porém, vai além dos números.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1065,"width":"1024px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1065" style="width:1024px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados do Sistema de Controle de Bilheteria (SCB) disponibilizados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Gráfico: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Menos pessoas nas salas</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1066,"width":"858px","height":"auto","aspectRatio":"1.3333619505494505","sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-05-12-at-10.02.27-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1066" style="aspect-ratio:1.3333619505494505;width:858px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Sala de cinema vazia do Cinépolis Praça Nova em Santa Maria. Foto: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os dados revelam que a recuperação do setor após a pandemia não foi suficiente para devolver o público aos níveis anteriores a 2020.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Após o impacto causado pelo fechamento temporário dos cinemas, houve crescimento gradual no número de espectadores entre 2022 e 2024. No entanto, a tendência de recuperação perdeu força em 2025, quando o público voltou a diminuir.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A redução ocorre em um cenário em que a experiência de frequentar uma sala de cinema se tornou mais cara. O preço médio do ingresso no Rio Grande do Sul passou de R$ 14,88 em 2019 para R$ 19,23 em 2025.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1067,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/3-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1067" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados do Sistema de Controle de Bilheteria (SCB) disponibilizados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Gráfico: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mesmo com menos espectadores, a arrecadação dos cinemas não caiu na mesma proporção. Isso acontece porque o aumento dos preços compensou parte da perda de público. <br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1068,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1068" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados do Sistema de Controle de Bilheteria (SCB) disponibilizados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Gráfico: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os números indicam que os efeitos da pandemia vão além de uma queda momentânea na frequência às salas. Embora o público tenha retornado gradualmente após a reabertura dos cinemas, os hábitos de consumo audiovisual passaram por transformações significativas nos últimos anos. Nesse contexto, a disputa pela atenção dos espectadores deixou de ocorrer apenas entre os filmes em cartaz e passou a incluir uma variedade crescente de plataformas e formas de entretenimento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Assistimos mais filmes do que nunca (mas em casa)</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1069,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/streaming_1757961659915-750x375-1.jpg" alt="" class="wp-image-1069" /><figcaption class="wp-element-caption">Plataformas de streaming democratizam o acesso, mas afetam a ida ao cinema. Foto: depositphotos.com/AntonGarin<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Se as salas perderam espectadores, o consumo audiovisual não diminuiu. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua TIC 2024, 51,3% dos domicílios gaúchos possuem acesso a serviços de streaming. O Rio Grande do Sul está entre os estados brasileiros com maior presença dessas plataformas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1070,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/5-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1070" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Gráfico: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pesquisa da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que apenas 28% dos brasileiros não assinam nenhum serviço de streaming. Já 45% possuem duas ou mais assinaturas.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1071,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/6-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1071" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados. Gráfico: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para a integrante do Cineclube da Boca, Taiane Wendland, essa mudança alterou profundamente a relação das pessoas com os filmes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Hoje assistir filmes virou algo extremamente individual, fragmentado e acelerado. O cineclube faz justamente o contrário: insiste em uma experiência presencial, compartilhada e dialogada.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fala evidencia uma mudança que os números sozinhos não conseguem captar: o acesso ao audiovisual aumentou, mas a experiência coletiva do cinema perdeu espaço para o consumo individual.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais filmes disponíveis, menos espectadores</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um dos dados mais contraditórios do levantamento está na quantidade de obras exibidas. Em 2019, os cinemas gaúchos exibiram 409 títulos. Em 2025, esse número chegou a 496, o maior da série histórica analisada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1072,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/4-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1072" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados do Sistema de Controle de Bilheteria (SCB) disponibilizados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Gráfico: Isadora Juliatto.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O crescimento da oferta de filmes, porém, não se refletiu no aumento do público. A contradição levanta uma questão importante: se existem mais filmes disponíveis, por que há menos pessoas assistindo? Parte da resposta pode estar na forma como os espectadores passaram a consumir conteúdo audiovisual, mas também na própria estrutura do mercado exibidor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O fenômeno revela uma mudança importante no consumo cultural. Se antes a escassez de opções era um dos principais obstáculos para o acesso ao cinema, hoje os espectadores convivem com uma oferta cada vez maior de conteúdos. Nesse cenário, a disputa deixou de ser apenas entre filmes e passou a envolver plataformas digitais, redes sociais, jogos eletrônicos e outras formas de entretenimento que competem pela atenção do público.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cinema para quem?</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além das mudanças de hábito, o acesso às salas de cinema continua sendo desigual no território brasileiro. <a href="https://www.portalcomunicare.com.br/cerca-de-43-dos-cinemas-do-pais-sao-do-eixo-rio-sp/" data-type="link" data-id="https://www.portalcomunicare.com.br/cerca-de-43-dos-cinemas-do-pais-sao-do-eixo-rio-sp/">Uma reportagem do Portal Comunicare</a>, baseada em dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), mostra que 43,5% das salas de cinema do país estão concentradas apenas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1073,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-15-as-23.13.12-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-1073" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados da concentração de salas de cinema no território brasileiro. Fonte: IBGE e Ancine. Gráfico: Isadora Juliatto/via paintmaps</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A mesma reportagem aponta que a região Sul perdeu 34% das salas de cinema na última década, ficando atrás apenas da região Centro-Oeste, que registrou redução de 35%. Enquanto isso, centenas de salas foram fechadas fora do eixo Rio-São Paulo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Taiane Wendland, essa concentração ajuda a explicar por que muitas pessoas deixaram de frequentar os cinemas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Os cinemas estão concentrados majoritariamente nas capitais ou nos grandes centros. Existem muitas cidades do interior que sequer possuem uma sala de cinema.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A concentração das salas nos grandes centros urbanos evidencia que o acesso ao cinema continua sendo desigual no país. Para parte da população, especialmente em cidades menores, assistir a um filme em uma sala de exibição depende de deslocamentos para municípios vizinhos ou simplesmente não é uma possibilidade disponível.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que não chega às telas</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A discussão sobre o futuro do cinema também envolve a presença dos filmes brasileiros nas salas de exibição. Uma das principais políticas de incentivo ao audiovisual nacional é a Cota de Tela, mecanismo que determina uma quantidade mínima de dias para a exibição de produções brasileiras nos cinemas. A medida busca garantir espaço para obras nacionais em um mercado historicamente dominado pelos grandes estúdios internacionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Recentemente, uma <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/05/manobra-para-burlar-cota-de-tela-no-cinema-mostra-lei-propositalmente-frouxa-diz-setor.shtml?" data-type="link" data-id="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/05/manobra-para-burlar-cota-de-tela-no-cinema-mostra-lei-propositalmente-frouxa-diz-setor.shtml?">reportagem da Folha de S.Paulo destacou críticas de representantes do setor audiovisual</a> à forma como a política vem sendo aplicada. Entre os questionamentos está a ideia de que a obrigatoriedade de exibição, por si só, não garante que os filmes brasileiros atraiam público ou alcancem maior visibilidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O debate reforça uma preocupação apontada pelos entrevistados desta reportagem: nem sempre a produção audiovisual brasileira consegue alcançar visibilidade proporcional à sua diversidade. Para o coordenador do Cineclube da Boca, Gilvan Dockhorn, existe uma ampla produção nacional que raramente encontra espaço no circuito comercial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Você tem toda uma produção de curtas, médias, documentários, ficções e filmes experimentais que não encontra espaço nos cinemas convencionais.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo ele, a dificuldade não está apenas na produção das obras, mas também na sua circulação. Muitos filmes brasileiros independentes acabam restritos a festivais, mostras e cineclubes, o que limita seu alcance junto ao grande público.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O olhar de quem exibe os filmes</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1075,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/Arcoplex-Santa-Maria.jpg" alt="" class="wp-image-1075" /><figcaption class="wp-element-caption">Cinema Arcoplex no Royal Plaza Shopping, em Santa Maria. Foto: Maiara Bersch / Agência RBS <br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Se os números mostram uma redução do público nos cinemas gaúchos em comparação ao período anterior à pandemia, quem atua diretamente no setor também percebe mudanças nos hábitos dos espectadores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Mario Filho, diretor da rede Arcoplex Cinemas, empresa gaúcha que mantém salas em cidades do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros, incluindo o complexo de quatro salas no Royal Plaza Shopping em Santa Maria, a pandemia representou um ponto de ruptura para o mercado exibidor. Com os cinemas fechados por mais de um ano, muitas pessoas passaram a consumir entretenimento de outras formas e incorporaram novos hábitos ao cotidiano. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“O mercado de cinema vinha numa crescente até 2019. Infelizmente tivemos a pandemia no início de 2020, isso fez com que os cinemas ficassem fechados por mais de um ano, fazendo com que as pessoas criassem novos hábitos de consumo.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o diretor, apesar da queda registrada após a pandemia, o público vem retornando gradualmente às salas. No primeiro semestre de 2026, a Arcoplex registrou crescimento de aproximadamente 15% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço, porém, ainda não representa uma retomada aos níveis observados antes de 2020, quando o setor vivia um período de expansão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Embora o avanço das plataformas digitais tenha transformado os hábitos de consumo audiovisual, Filho avalia que as dificuldades econômicas enfrentadas pelos consumidores exercem impacto ainda maior sobre a frequência às salas de cinema.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“O streaming sem dúvida afetou o mercado de cinema, mas o principal fator é o menor poder aquisitivo das pessoas, fazendo com que reduzisse a quantidade de vezes que ela vai ao cinema.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O aumento dos custos operacionais também aparece entre os desafios enfrentados pelo setor. De acordo com ele, despesas como energia elétrica influenciam diretamente o preço dos ingressos, o que pode impactar a decisão do público de frequentar as salas com maior regularidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para enfrentar esse cenário, os cinemas apostam naquilo que as plataformas digitais não conseguem reproduzir completamente: a experiência coletiva. Qualidade de som e imagem, tecnologia de exibição e a vivência compartilhada da sessão continuam sendo apontadas como diferenciais da tela grande.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar das transformações no consumo audiovisual, Filho conclui que os jovens permanecem como o principal público das salas de cinema. Segundo ele, a faixa etária entre 16 e 26 anos concentra a maior parte dos espectadores da Arcoplex, o que reforça a importância da formação de novas gerações de frequentadores para a sustentabilidade do setor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os cineclubes como resistência cultural </strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1077,"width":"698px","height":"auto","aspectRatio":"1.0122251723940325","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-16-at-00.52.06.jpeg" alt="" class="wp-image-1077" style="aspect-ratio:1.0122251723940325;width:698px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Sessão do filme Fim de Turno, produção independente do curso de extensão em Cinema e Audiovisual da UFSM. Foto: Cineclube da Boca (Divulgação) </figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Enquanto o circuito comercial enfrenta dificuldades, cineclubes continuam funcionando como espaços alternativos de exibição e formação de público. Mais do que espaços dedicados à exibição de filmes, os cineclubes se consolidam como ambientes de encontro, debate e troca de experiências, ampliando o acesso à produção audiovisual independente e estimulando uma vivência mais coletiva e participativa do cinema.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:embed {"url":"https://youtube.com/shorts/UGcKBlGe5JY?feature=share","type":"video","providerNameSlug":"youtube","responsive":true,"align":"left","className":"wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"} -->
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</div></figure>
<!-- /wp:embed -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Criado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Cineclube da Boca mantém sessões semanais dedicadas exclusivamente à produção local e regional. Segundo Gilvan Dockhorn, coordenador do Cineclube, o projeto reúne em média 35 pessoas por sessão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>Segundo ele, esses espaços garantem visibilidade a obras produzidas fora dos grandes centros e dos padrões impostos pela indústria audiovisual, contribuindo para uma circulação mais democrática da cultura. Mais do que exibir filmes, os cineclubes buscam promover debates, aproximar realizadores e espectadores e ampliar o acesso à cultura.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“O principal objetivo do cineclube é democratizar o acesso ao audiovisual.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além da exibição dos filmes, Gilvan destaca que os cineclubes criam ambientes voltados à reflexão sobre cinema, cultura e sociedade, ao mesmo tempo em que valorizam produções locais e regionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>“Sem os cineclubes, eu não acredito que essa produção chegasse ao público.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Formar público é mais do que vender ingressos</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:embed {"url":"https://youtube.com/shorts/zgRtdK57fcI?feature=share","type":"video","providerNameSlug":"youtube","responsive":true,"align":"right","className":"wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"} -->
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</div></figure>
<!-- /wp:embed -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A formação de público é um dos conceitos centrais do movimento cineclubista. Para Taiane Wendland, frequentadora do Cineclube da Boca e Lanterninha Aurélio, formar público não significa apenas aumentar o número de espectadores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Quando falamos em formação de público, não estamos falando apenas de quantidade. Estamos falando de modos de assistir e de se relacionar com o cinema.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A proposta dos cineclubes é incentivar um público mais ativo e crítico, capaz de dialogar sobre as obras e refletir sobre questões sociais, culturais e políticas. Para ela, a principal diferença entre um cineclube e uma sala comercial está na forma como o público se relaciona com a obra.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Hoje assistir filmes virou algo extremamente individual, fragmentado e acelerado. Já o Cine Clube, ele faz o contrário, ele vai no sentido oposto, a gente insiste numa experiência presencial compartilhada e dialogada”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Taiane, as sessões vão muito além da exibição dos filmes, com debates que frequentemente ocupam mais tempo do que os próprios filmes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Muitas vezes a nossa sessão dura duas horas pra um filme que tem 17 minutos, então, dura muito mais o diálogo pós-filme, que aí pode ser pra falar sobre questões técnicas de produção, da narrativa do filme, questões sociais, culturais, políticas que estão dentro dessa história que é contada”, relata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao oferecer sessões gratuitas, os cineclubes desempenham um papel fundamental na democratização do acesso à cultura. Esses espaços também contribuem para tornar a cultura mais diversa e inclusiva, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer diferentes formas de fazer e pensar o audiovisual fora das grandes produções.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além de promover o acesso ao audiovisual e estimular a formação de público, os cineclubes mantêm uma programação regular que permite aos espectadores acompanhar produções diferentes. Em Santa Maria, essas iniciativas se consolidaram como importantes pontos de encontro cultural, oferecendo atividades gratuitas e abertas à comunidade. Confira, a seguir, as sessões realizadas na cidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conheça os cineclubes de Santa Maria</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Cineclube Ateliê da Estação&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":1092,"mediaType":"image","mediaWidth":20} -->
<div class="wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 20%"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>Local:</strong> Ateliê da Estação, na Rua Manoel Ribas, 1900, no Centro. <strong>Quando:</strong> No primeiro sábado de cada mês, às 19h</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Entrada: </strong>Gratuita</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>A programação pode ser conferida pelo instagram <strong><a href="https://www.instagram.com/cineclubedaboca/" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/cineclubedaboca/">@cineclube_atelie</a></strong></p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/image.jpg" alt="" class="wp-image-1092 size-full" /></figure></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph {"align":"left"} -->
<p class="has-text-align-left"><strong>Cineclube da Boca</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaId":1094,"mediaType":"image","mediaWidth":39} -->
<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:39% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/image-1.jpg" alt="" class="wp-image-1094 size-full" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>Local:</strong> Auditório do prédio 67, Campus Sede da UFSM</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Quando:</strong> Nas quartas-feiras, às 19h</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Entrada:</strong> Gratuita</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>A programação pode ser conferida pelo Instagram <strong><a href="https://www.instagram.com/cineclubedaboca/" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/cineclubedaboca/">@cineclubedaboca</a></strong></p>
<!-- /wp:paragraph --></div></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Cineclube Lanterninha Aurélio</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":1096,"mediaType":"image","mediaWidth":24} -->
<div class="wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 24%"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>Local:</strong> Auditório da CESMA, Rua Professor Braga, 55</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Quando:</strong> Nas terças-feiras, às 19h&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Entrada: </strong>Gratuita</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>A programação pode ser conferida pelo instagram <strong><a href="https://www.instagram.com/cineclubelanterninhaaurelio?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw%3D%3D" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/cineclubelanterninhaaurelio?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw%3D%3D">@cesmasm</a></strong></p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/image-2.jpg" alt="" class="wp-image-1096 size-full" /></figure></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Clube de Cinema de Santa Maria&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaId":1097,"mediaType":"image","mediaWidth":24} -->
<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:24% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/image-3.jpg" alt="" class="wp-image-1097 size-full" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>Local:</strong> Auditório Claudio Cardoso na Rua Pinheiro Machado, 2712<strong>&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Quando:</strong> No último sábado do mês, às 14h30, podendo haver edições extras ao longo do ano</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>Entrada: </strong>Gratuito através de inscrição no <strong>e-mail: clubedecinemasm@gmail.com</strong> ou no <strong>WhatsApp (55) 98439-2565</strong></p>
<!-- /wp:paragraph --></div></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>CineMental</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":1100,"mediaType":"image","mediaWidth":24} -->
<div class="wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 24%"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>Local: </strong>Rua Floriano Peixoto, 1184 sala 308. Antiga Reitoria</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Quando:</strong> Na última sexta-feira de cada mês, às 15h30</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Entrada:</strong> Gratuita</p>
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<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>A programação pode ser conferida pelo instagram <a href="https://www.instagram.com/ens_ufsm/" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/ens_ufsm/"><strong>@ens_ufsm</strong></a></p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/image.jpeg" alt="" class="wp-image-1100 size-full" /></figure></div>
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<p></p>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O futuro das salas e da experiência coletiva</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

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<p></p>
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<p>Os dados analisados mostram que o cinema não desapareceu. O consumo audiovisual continua crescendo, impulsionado principalmente pelas plataformas digitais. O que parece estar mudando é a forma como as pessoas acessam e compartilham essa experiência.</p>
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<p>Enquanto as salas comerciais enfrentam desafios relacionados ao preço dos ingressos, ao streaming e à concentração geográfica, iniciativas como os cineclubes mantêm viva uma dimensão coletiva do cinema que dificilmente pode ser reproduzida pelas telas domésticas.</p>
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<p>Afinal, os gaúchos não deixaram de assistir filmes. O que mudou foi a forma de assisti-los.</p>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
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<p><em>Texto: Alexandre Vieira La Bella, Isadora Juliatto Piovesan, Luísa Brugnara Soccal, Marina Brignol De Llano Einhardt e Marina Ferreira dos Santos.</em></p>
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<p><em>Supervisão: Luciana Menezes Carvalho.</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>A capacitação em emergências psiquiátricas pode ser uma evolução do policiamento gaúcho?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/a-capacitacao-em-emergencias-psiquiatricas-pode-ser-uma-evolucao-do-policiamento-gaucho</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:07:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1074</guid>
						<description><![CDATA[Brigada Militar RS realiza capacitação para atendimentos em emergências de saúde mental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/Audiodescricao-3.mp3"][/audio]</p>
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[caption id="" align="alignleft" width="640"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/CAPA-2.jpeg" alt="" width="640" height="426" /> Com aumento das ocorrências envolvendo crises em saúde mental, Brigada Militar passa a capacitar policiais para atendimentos integrados com SAMU e Corpo de Bombeiros no RS. (Foto: Divulgação / Brigada Militar)[/caption]
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Dezessete ocorrências por dia. Esse é o número médio de atendimentos envolvendo emergências em saúde mental registrados pelo SAMU e pela Brigada Militar, no Rio Grande do Sul, nos primeiros meses de 2026. No ano passado, eram 12 por dia. São crises psicóticas, tentativas de suicídio, episódios de agitação intensa. E, na maioria das vezes, quem chega primeiro ao local não é um psicólogo nem um psiquiatra. É um policial da Brigada Militar.</p>
<h2>Atendimento em crises de saúde mental</h2>
<p>Antes de falar sobre a atuação policial, é preciso entender o que está em jogo nessas ocorrências. O termo "surto psíquico", comum no vocabulário popular, não existe como diagnóstico nos principais sistemas classificatórios da medicina, como o <a href="https://www.psychiatry.org/psychiatrists/practice/dsm/about-dsm"><b>DSM-5-TR</b></a> (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a <a href="https://www.who.int/standards/classifications/classification-of-diseases"><b>CID-11</b></a>, da Organização Mundial da Saúde. O que esses sistemas descrevem são episódios específicos: episódio psicótico, episódio maníaco, crise dissociativa, descompensação aguda de um transtorno mental.</p>
<p>O bacharel em direito, mestre e doutorando em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Criminologia, Política Criminal e Segurança Pública, Lenon Goulart, prefere outra terminologia: crise em saúde mental. "Quando a gente fala em surto, eu particularmente prefiro muito mais pensar em crise de saúde mental e aí a gente tá falando em episódios. Por exemplo, episódio psicótico agudo. Episódio que envolve delírio, alucinações, agitação psicomotora. Muitas vezes a gente vê a pessoa manifestando com o corpo ali", explica Lenon, que atua na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Santa Maria e pesquisa, na pós-graduação, prevenção ao suicídio na adolescência.</p>
<p>Para ele, usar o termo "surto" carrega um risco: o de reduzir a subjetividade de uma pessoa a um único episódio de sofrimento, criando um rótulo que a define. "Quando a gente fala em surto, parece doença. Tem aquele rótulo que na verdade pode ser um episódio. Você está passando por um momento muito difícil da sua vida", avalia</p>
<p>Segundo o DSM-5-TR, um episódio psicótico envolve a presença de um ou mais dos seguintes sintomas: delírios, alucinações, pensamento ou discurso desorganizado, comportamento muito desorganizado ou catatônico, e sintomas negativos. A crise, explica Lenon, envolve três dimensões de desorganização: psíquica, emocional e comportamental. E nem toda crise é um caso policial. "A autoagressão não é um crime propriamente dito, percebe? E então, necessariamente, a crise em saúde mental para eu poder classificar como uma crise em saúde mental que envolve agressividade vai envolver uma desorganização que é de três dimensões: psíquica, emocional e também comportamental."</p>
<h2>Samu ou Brigada Militar: quem deve atender?</h2>
<p>No cotidiano das ruas, porém, a teoria encontra uma realidade complexa em fração de segundos. Um morador liga para o 190 para reclamar de um vizinho perturbando o sossego. O policial chega ao local e se depara com alguém em crise psicótica. Não havia essa informação na chamada.</p>
<p>Esse cenário é cada vez mais comum. Segundo dados do Sistema de Informações Operacionais (SIOP) do Estado Maior da Brigada Militar, em 2025 foram 4.207 ocorrências envolvendo emergências em saúde mental com participação da Brigada Militar no RS, uma média de 12 por dia. No ano de 2026, considerando o período de janeiro a maio, já foram contabilizadas 2.488 ocorrências, alcançando uma média diária de 17 atendimentos, o que representa um aumento de 41% de atendimentos diários em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Na prática, quem recebe essas chamadas e decide para onde elas vão é o SAMU. O médico do serviço em Santa Maria, Leonardo Luiz Sangaletti, descreve como a equipe é preparada para esses atendimentos."Recebemos orientação sobre atendimento de paciente psiquiátrico no nosso ciclo de educação continuada, que fazemos mensalmente na base, com palestra e orientação de um psicólogo convidado. No mais, é com a experiência diária na abordagem dos pacientes e na discussão interna dos casos”, conta.</p>
<p>Quando há risco, a atuação não é de uma só equipe. "O atendimento de pacientes em surtos, que se mostram agressivos ou que possam estar portando algum objeto perigoso, é feito em conjunto com a Brigada Militar para garantir a segurança da equipe em atendimento", explica o médico.</p>
<p>Uma das fragilidades do sistema atual, no entanto, é a ausência de um fluxo integrado de atendimento. A articulação entre SAMU, hospitais, UPAs e os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), como os CAPS, segundo Sangaletti, é essencial. "Acredito que não exista até o momento uma rede integrada de cuidados. Após o atendimento, deslocamos com o paciente para uma das portas de entrada onde é passado o caso ao médico plantonista da emergência." Em Santa Maria, os pacientes são encaminhados ao PA Patronato ou à UPA 24h.  a mesma porta de entrada para casos clínicos, psiquiátricos e de trauma, sem diferenciação de fluxo. Segundo o profissional, não existe um protocolo específico para Santa Maria funcionando na prática até o presente momento.</p>
<p>Diante desse cenário, o governo do Rio Grande do Sul lançou, em março de 2026, o <a href="https://www.estado.rs.gov.br/upload/arquivos/202603/programa-de-resposta-integrada-nas-emergencias-de-saude-mental-1.pdf"><b>Programa de Resposta Integrada nas Emergências em Saúde Mental</b></a>. A iniciativa, inédita no estado, estabelece a atuação conjunta entre o SAMU, a Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, com protocolos unificados e definição clara de papéis. O programa é executado pelas Secretarias da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP), e foi regulado por uma instrução normativa conjunta publicada no Diário Oficial do Estado em 12 de março de 2026.</p>
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[caption id="" align="alignnone" width="1200"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/2-3.jpg" alt="" width="1200" height="630" /> Novo fluxo de atendimento a emergências em saúde mental no Rio Grande do Sul. (Fonte: Secretaria de Saúde do Estado. Crédito: Prisley Zuse)[/caption]
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<h3>A capacitação</h3>
<p>Junto ao lançamento do programa, a Brigada Militar iniciou a 1ª edição do novo <a style="text-align: justify;text-indent: 36pt" href="https://www.bm.rs.gov.br/curso-novo-protocolo-saude-mental"><b>Curso de Atendimento de Ocorrências de Emergência em Saúde Mental</b></a><u>,</u> abrangendo todo o efetivo da Instituição. A primeira turma, na modalidade EAD, ocorreu em março de 2026 e capacitou 138 policiais militares. O Major Michael Ribeiro, chefe do Instituto de Pesquisa da Brigada Militar (IPBM) e responsável pela execução do curso, explica que a formação está organizada em oito módulos: transtornos mentais; urgência e emergência; classificação de risco; comunicação terapêutica e manejo verbal; manejo clínico da crise; situações práticas e técnicas de contenção; urgências e emergências; e emergência psiquiátrica na infância e adolescência. "Esse curso tem um desafio operacional e um objetivo estratégico, que é um subsídio técnico para uma tomada de decisão de frações de segundos", explica o major.</p>
<p>Um protocolo, criado pela Secretaria de Saúde do Estado, funciona a partir de uma classificação de risco realizada ainda na central de atendimento, ao receber a chamada:</p>
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[caption id="" align="aligncenter" width="1200"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/1-1.jpg" alt="" width="1200" height="630" /> Nova classificação de risco para orientar o atendimento à emergências em saúde mental no Rio Grande do Sul. (Fonte: Secretaria de Saúde do Estado. Crédito: Prisley Zuse)[/caption]
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<p>O curso também trabalha o que o major chama de "descalonamento de tensão", uma abordagem humanizada com foco na verbalização. "Essa verbalização humanizada envolve uma abordagem que não vá agitar mais o paciente, mas sim que se possa ter pelo menos uma verbalização um pouco mais calma, um pouco mais tolerante”, descreve.</p>
<p>A doutrina de abordagem humanizada foi inspirada nos Bombeiros Militares de São Paulo, referência nacional no tema, especialmente em ocorrências de tentativa de suicídio. A meta da Brigada é capacitar todo o efetivo em um prazo de sete meses. Em uma segunda etapa, serão formados multiplicadores, presencialmente, que irão replicar o conteúdo em suas regiões e nos cursos de formação de novos policiais.</p>
<h3>O policiamento ostensivo</h3>
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[caption id="" align="alignnone" width="1280"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/FOTO.jpeg" alt="" width="1280" height="960" /> O Centro Integrado de Segurança e Ordem Pública (CIOSP) de Santa Maria é um dos pontos de articulação das forças de segurança em atendimentos de emergências. (Crédito: Comunicação Social 2º Bpchq)[/caption]
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<p>Uma das questões mais sensíveis nessas ocorrências é o uso da força. Lenon é direto ao pontuar o limite do papel policial: "O policial não substitui psicólogo, ele não é psiquiatra e ele não substitui o CAPS."</p>
<p>O Major Ribeiro esclarece que a Brigada segue o protocolo de "uso progressivo da força", que vai da presença policial até a força letal. O uso de arma de fogo é o último recurso, acionado apenas quando há risco iminente à vida do policial ou de terceiros. "Se houver risco da vida do policial ou de terceiros, aí então ele tá legitimado pelo Código Penal Brasileiro, pelo Código Penal Militar e todas as legislações."</p>
<p>Sobre a ideia de atirar em regiões não letais para conter uma pessoa em crise, o major é enfático: "Utilizar arma de fogo atirando em perna e mão é um protocolo que não é previsto dentro desse treinamento. O policial tem que ter segurança que o uso da arma seja para cessar a agressão. Não quer dizer que um tiro na perna ou na mão, além de ser mais difícil de acertar e colocar em risco outra pessoa, possa vir a não surtir efeito."</p>
<p>Diante disso, cabe o questionamento: se o policial é treinado para lidar com crises alheias, quem cuida da sua? Essa é uma pergunta que a própria corporação vem há anos tentando responder de forma estruturada. </p>
<p>Acompanhe mais conteúdos em <a href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/"><b>@jornalbergamota.</b></a></p>
<p><b><i>Reportagem: </i></b><i>Isadora Bortolotto e Luiza Ventura<br /><b>Infográficos</b>: Prisley Zuse<br /><b>Redes sociais</b>: Camila Castilho<br /><b>Edição</b>: Daniele Gabriel<br /><b>Audiodescrição</b>: Chrisiele Nunes</i></p>
<p><i><b>Supervisão</b>: Luciana Carvalho</i></p>
<p><i>Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</i></p>

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<p></p>
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						<item>
				<title>Como está o custo de vida no Rio Grande do Sul e o que mais pesa no bolso dos gaúchos?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/como-esta-o-custo-de-vida-no-rio-grande-do-sul-e-o-que-mais-pesa-no-bolso-dos-gauchos</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:59:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1062</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisas apontam que os valores no Rio Grande do Sul escalonaram nos últimos anos, especialmente nos setores básicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1076,"width":"638px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/moedas.jpg" alt="" class="wp-image-1076" style="width:638px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">O aumento do custo de vida tem levado famílias gaúchas a reorganizar o orçamento e priorizar despesas essenciais, como alimentação e moradia.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/arquivo-pronto-digital.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Recurso de acessibilidade por áudio</figcaption></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando o assunto é dinheiro, sempre se discute problemas e possibilidades. No Rio Grande do Sul o tema tem sido um desafio e dos grandes. As famílias gaúchas sentem na pele a moradia, alimentação, transporte, saúde e despesas básicas pesarem cada vez mais e veem a renda mensal se despedir da conta muitas vezes logo na primeira semana.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em pesquisas realizadas pelo <a href="https://www.serasa.com.br/imprensa/custo-medio-de-vida-do-brasileiro/"><strong>Serviço de Análise de Risco e Solvência de Ativos (SERASA)</strong></a> entre 2 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, constatou-se que no Brasil, a média do custo mensal é de <strong>R$ 3.520</strong> e que apenas 2 em cada 10 brasileiros consideram fácil gerenciar pagamentos e despesas do dia a dia. O supermercado, contas recorrentes e moradia concentram quase 60% do orçamento mensal. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Isso colabora para que o Rio Grande do Sul ocupe o 10º lugar no ranking nacional quando o assunto é custo de vida, segundo a pesquisa, superando o gasto médio nacional em mais de um setor, como nas compras de supermercado e no transporte, que chegam a aproximadamente R$ 1.110 e R$ 410,&nbsp; respectivamente. Com isso, o planejamento financeiro exige cada vez mais rigor e o conforto e o lazer, que já trilhavam caminhos sinuosos por inúmeros motivos, agora ficam ainda mais esquivos na vida de muitos gaúchos que precisam tentar equilibrar as finanças para obter o essencial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em pesquisa de opinião pública realizada para esta reportagem, dos 20 respondentes, 95% consideram que o custo de vida aumentou nos últimos anos. O setor que causa maior preocupação com os gastos entre os participantes é o da alimentação, seguido de transportes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1078,"width":"650px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/2-1.jpg" alt="" class="wp-image-1078" style="width:650px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Participantes registram maiores gastos em alimentação, seguido por transportes e moradia.<br>Fonte:<strong> <a href="https://drive.google.com/file/d/1WE9x1HtSne_VlJG-cr2DFGnrbLZLfBAS/view?usp=drive_link">Google Forms</a></strong></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Ana Eliza Falqueto, o aumento no custo de vida impactou a sua rotina especialmente nas compras de supermercado. A assistente contábil afirma que precisou mudar os hábitos de compra, diminuindo o consumo de carne e frangos de qualidade, além da quantidade de vezes por mês que consome leite e derivados. Para ela, o impacto também foi sentido nos produtos industrializados, como refrigerantes e chocolates.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As respostas do formulário também demonstram preocupação dos moradores de Santa Maria com a locomoção. Os participantes afirmaram passar a percorrer distâncias maiores a pé, na tentativa de diminuir os gastos com transporte público. Impacto que também é perceptível no setor da saúde, com respostas que comentam o cancelamento de planos de saúde e a troca de medicamentos manipulados por genéricos. Todos os participantes afirmaram que o salário recebido não acompanha o aumento do custo de vida.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1080,"width":"626px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/3-1.jpg" alt="" class="wp-image-1080" style="width:626px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Levantamento da Serasa mostra que supermercado, contas recorrentes e moradia concentram quase 60% do orçamento mensal das famílias brasileiras.<br>Fonte: <a href="https://drive.google.com/file/d/1DGqg99t6fZ61ySk4UkXjs0ifFWyQ16SB/view?usp=drive_link"><strong>Serasa</strong></a></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo os dados de <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html?=&amp;t=resultados"><strong>março de 2026</strong></a> do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos por famílias com rendas de 1 a 40 salários mínimos, a Região Metropolitana de Porto Alegre - que representa o Rio Grande do Sul - apresentou inflação de 0,96%, acima da média nacional, que ficou em 0,88%.  Entre os grupos pesquisados, os maiores aumentos ocorreram em transportes (1,96%) e alimentação e bebidas (1,10%), itens essenciais no orçamento das famílias.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Embora a inflação seja um termo muito debatido nas diferentes esferas sociais, muitos brasileiros ainda não sabem descrever o que o termo significa. Quando se diz que determinado bem ou serviço sofreu&nbsp; inflação, o que isso significa?&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>INFLAÇÃO</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A inflação é um fenômeno econômico caracterizado pelo aumento generalizado dos preços de produtos e serviços ao longo do tempo. Na prática, isso significa que o dinheiro perde parte do seu poder de compra: com a mesma quantia, o consumidor consegue adquirir menos bens e serviços do que conseguia anteriormente. Quando essa elevação de preços não se limita a um único produto ou setor, mas atinge diferentes áreas da economia simultaneamente, como alimentação, transporte, habitação e saúde, configura-se um cenário de inflação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diversos fatores podem contribuir para o aumento da inflação. Entre eles estão o crescimento da demanda por produtos e serviços acima da capacidade de oferta, o encarecimento dos custos de produção, como energia e matéria-prima, a ampliação da quantidade de dinheiro em circulação na economia e fatores externos, como crises internacionais e oscilações cambiais. Como consequência, a população enfrenta redução do poder de compra, aumento do custo de vida e maior dificuldade para planejar gastos e investimentos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Abaixo é possível observar um quadro comparativo que mede a proporção inflacionária entre a Região Metropolitana de Porto Alegre e a Média Nacional nas áreas de transporte e alimentação, dois dos setores que disparam nos índices de inflação no Rio Grande do Sul.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1081,"width":"610px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/4-1.jpg" alt="" class="wp-image-1081" style="width:610px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Região Metropolitana de Porto Alegre registrou inflação acima da média nacional em março de 2026, com destaque para transportes e alimentação.<br>Gráfico 2: <a href="https://drive.google.com/file/d/1lP3QBNB1SX6Kw75uLmRsVnck3W6GSldL/view?usp=drive_link"><strong>produzido por inteligência artificial</strong></a></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Considerando que a alimentação e o transporte representam parte significativa dos investimentos das rendas mensais familiares, podemos entender de que forma essas despesas básicas são influenciadas pela alta dos preços e quais são os impactos no cotidiano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:table -->
<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Cenário Internacional</strong><br>Embora o aumento do custo de vida seja uma preocupação frequente entre os gaúchos, o fenômeno não é exclusivo do Brasil. Em países latino-americanos como Argentina, México e Chile, alimentação, transporte e habitação também figuram entre os principais gastos das famílias. A Argentina enfrenta uma inflação elevada que afeta praticamente todos os setores da economia, enquanto o México e o Chile registram pressões mais concentradas em itens essenciais, como alimentos, serviços e moradia. Assista ao <a href="https://www.instagram.com/reel/DZr_YiiMtT9/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><strong><em>reels</em></strong></a><em><strong> </strong></em>publicado no Instagram do Bergamota e confira como essa realidade se compara a outros países da América Latina.</td></tr></tbody></table></figure>
<!-- /wp:table -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>ALIMENTAÇÃO</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1082,"width":"627px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/5-1.jpg" alt="" class="wp-image-1082" style="width:627px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Alimentação aparece entre os gastos que mais pressionam o orçamento das famílias gaúchas.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O agronegócio e o setor de alimentação no Rio Grande do Sul representam a principal força econômica do estado, concentrando cerca de <a href="https://www.estado.rs.gov.br/estudo-aponta-que-agronegocio-e-responsavel-por-cerca-de-40-do-pib-estadual"><strong>40% do PIB estadual</strong></a>. Porém, apesar de representar um domínio forte e estável, a alimentação é um investimento custoso para os consumidores que veem as etiquetas das prateleiras com valores expressivos e cada vez mais inacessíveis.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A substituição de um produto, que antes era consumido por agradar o cliente de determinadas marcas, por uma opção mais barata, se tornou a medida menos drástica e mais comum entre os gaúchos e opções mais radicais como o corte no consumo de um alimento X ou Y para reduzir custos também ficaram evidentes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As respostas da pesquisa de opinião pública realizada para esta reportagem por meio de formulário confirmam essas afirmações. Os participantes mencionaram que, para acompanhar o aumento de custos, precisaram parar de consumir produtos como carne vermelha e refrigerantes, além de trocar as marcas de preferência por produtos de menor qualidade e, consequentemente, menor valor. Para isso, também passaram a acompanhar as promoções de supermercados e adiar compras. Um dos participantes afirmou pular refeições para economizar. Em uma visita ao mercado em diferentes cidades do Rio Grande do Sul, preencher o carrinho com itens essenciais se tornou um desafio, mesmo para quem mora sozinho e principalmente para quem precisa sustentar o mês inteiro as custas de um salário mínimo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1093,"width":"531px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/74-2.jpg" alt="" class="wp-image-1093" style="width:531px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">65% dos participantes afirmam que precisaram realizar mudanças no orçamento nos últimos anos.<br>Fonte: <a href="https://drive.google.com/file/d/1U69g5jtycczqKBL8NT3MstBqtyAMYAAt/view?usp=drive_link"><strong>Google Forms</strong></a></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o economista Lúcio Henrique Spiazzi, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Maria, é fácil concluir, através de uma breve análise, que o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades nos setores básicos, principalmente na alimentação, saúde e transporte. No âmbito da alimentação, o especialista afirma que o frete, a dificuldade econômica de equalizar custos atrelados à mão de obra e os obstáculos logísticos do país voltados à utilização de caminhões no transporte de produções alimentícias, são as defasagens mais evidentes do setor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A alta dos valores não fica em evidência apenas nas mãos do consumidor, mas chega bem antes, já na produção. Na indústria leiteira, por exemplo, os custos de fabricação cresceram e seguem em crescimento exponencial há alguns meses. Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, o <a href="https://www.farsul.org.br/farsul/custo-de-producao-do-leite-cru-mantem-trajetoria-de-alta,466509.jhtml"><strong>Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (ILC)</strong></a>, sofreu uma inflação de 2,69% em abril, atrelada às altas nos combustíveis, fertilizantes e energia.</p>
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<!-- wp:image {"id":1086,"width":"635px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/7.jpg" alt="" class="wp-image-1086" style="width:635px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Consumidores relatam substituição de marcas e redução de compras diante da alta nos preços.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<p>Em Santa Maria, mercados, restaurantes, lanchonetes e derivados, apostam em “promoções” chamativas e propagandas para atrair os consumidores na busca por contornar os problemas econômicos que atingem toda a população. Prática que nem sempre angaria bons resultados, tendo em vista que o valor que há algum tempo atrás compraria de duas a três unidades de um produto, hoje, em alguns casos, no valor promocional, compra apenas uma. Isso porque com a redução do poder de compra, os hábitos de consumo passam por adaptações inevitáveis e a lógica de mercado como um todo, do produtor, ao intermediário até o consumidor, enfraquece.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Nesses casos, a redução do poder de compra é tão escancarada que é inevitável não se sentir incomodado. Quando a renda das pessoas não acompanha o aumento dos preços dos bens e serviços, o mesmo poder aquisitivo de antes não tem mais suficiência para adquirir a quantidade de bens de algum tempo atrás, isso implica em mudanças significativas nas rotinas, hábitos e orçamentos de cada indivíduo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Na lógica de mercado da atualidade é quase impossível que influências externas que alteram determinado setor da economia, não gerem um efeito em cadeia&nbsp; em todo o resto, inflacionando e dificultando os processos comerciais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>É nessa lógica que o transporte entra na jogada, presente em diferentes produções é responsável por carregar, importar, exportar materiais e suprir os serviços. Quando fatores como o combustível sofrem com a&nbsp; inflação, toda a teia econômica é comprometida.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>TRANSPORTE</strong></p>
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<!-- wp:image {"id":1087,"width":"628px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/8.jpg" alt="" class="wp-image-1087" style="width:628px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Combustíveis estão entre os fatores que pressionam os custos do transporte e contribuem para o aumento do custo de vida da população.</figcaption></figure>
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<p>O transporte, elemento fundamental no escoamento das produções, protagoniza na agropecuária, na indústria e no comércio do Rio Grande do Sul, configurado predominantemente como rodoviário.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Apesar dos aumentos tarifários do setor, o transporte não apresenta um cenário suficientemente satisfatório para a população. Do contrário, muitas vezes preocupa pela precarização da infraestrutura.</p>
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<p>Parte desse cenário caótico, é atribuído pela Federação das Empresas de logistica e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul <a href="https://www.fetransul.com.br/2026/03/10/fato-relevante-alta-do-diesel-pressiona-fretes-e-pode-impactar-custos-logisticos/?utm_source=chatgpt.com"><strong>(FETRANSUL)</strong></a>, a fatores como o aumento do diesel, a deterioração das estradas, além da defasagem dos valores de frete que pressionam a atividade e reduzem a competitividade. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O custo operacional do transporte rodoviário, está diretamente ligado ao combustível, que atualmente passa por aumentos constantes e significativos, refletindo desde a ponta da pirâmide de transporte até o consumidor. Além disso, o comportamento do mercado internacional em relação ao petróleo e derivados é um dos pontos cruciais que atualmente passa por instabilidades.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1088,"width":"690px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/9.jpg" alt="" class="wp-image-1088" style="width:690px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Valor da gasolina comum em posto de combustível de Santa Maria em junho de 2026.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mesmo que a alta no mercado incomode a população, outro fator que não pode ser ignorado é a situação em que se encontram as rodovias gaúchas, que por vezes se torna um obstáculo no desenvolvimento econômico.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo <strong><a href="https://www.fetransul.com.br/2025/12/19/fetransul-divulga-pesquisa-cnt-2025-rodovias-do-rs-seguem-estaveis-mas-em-nivel-critico/?utm_source=chatgpt.com">pesquisa</a> </strong>realizada pela FETRANSUL, 46,7% das rodovias estão em condições irregulares e 26,3% seguem classificadas como ruins ou péssimas, o que é claro, força os motoristas a uma posição em que o tanque de combustível esvazia mais rápido, o bolso fica mais pesado, o risco de acidentes aumenta, o veículo sofre desgastes e os custos de manutenção disparam. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No transporte público, o equilíbrio na qualidade do serviço e no financeiro do passageiro parece um desafio quase impossível.&nbsp; A manutenção da frota,&nbsp; o abastecimento e os salários, são pressionados pela economia e muitas empresas optam pelo reajuste tarifário em diversos municípios do estado.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Em Santa Maria, o setor de transporte público não é muito diferente do restante, a situação das frotas é precária, as altas na tarifa que em poucos meses chegaram e mantiveram-se a R$ 7,25, foram a decisão necessária para que um colapso seja evitado no setor e o serviço mantido, segundo o prefeito Rodrigo Décimo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O fortalecimento do setor, exige investimentos contínuos em infraestrutura, políticas de previsibilidade dos custos e incentivo de integração a diferentes modais de transporte, como o ferroviário, que já destacou-se no passado como uma força gaúcha, para que a atividade econômica não seja comprometida.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Acompanhe mais conteúdos em<strong>&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/">@jornalbergamota</a>.</strong></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Reportagem: </em></strong><em><em> Giovana Chaves</em><br></em><strong><em>Produção</em>:</strong> <em>Amanda Teixeira<br></em><strong><em>Fotos</em></strong><em>: Giovana Chaves</em><br><em><strong>Redes Sociais: </strong><em>Maria Luisa Ferreira e Maria Sol Loza</em><br></em><strong><em>Edição:</em></strong><em> Maria Luisa Ferreira e Maria Sol Loza<br></em><strong><em>Supervisão:</em></strong><em> Luciana Carvalho<br><br>Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>Resiliência climática: Santa Maria diante da possibilidade de novos eventos extremos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/resiliencia-climatica-santa-maria-diante-da-possibilidade-de-novos-eventos-extremos</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:43:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[El Niño, enchentes históricas e colapsos de infraestrutura evidenciaram vulnerabilidades e impulsionaram debates sobre prevenção e resposta a desastres climáticos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="768" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-13-at-15.01.49-1-768x576.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aterro para não entrar água. Foto: João Veigas, Rua Travessa Nova, Vila Urlândia. </figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dois anos após as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, órgãos públicos de Santa Maria e região intensificam ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. Medidas como o monitoramento de áreas de risco, a ampliação dos sistemas de alerta e investimentos em infraestrutura buscam reduzir os impactos de possíveis novas catástrofes. Paralelamente, instituições de ensino e pesquisa têm contribuído por meio de estudos, projetos e iniciativas voltadas à compreensão dos riscos climáticos e ao fortalecimento da preparação da sociedade diante desses eventos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O Rio Grande do Sul viveu, entre o final de abril e início de maio de 2024, a maior catástrofe climática de sua história. Chuvas intensas e persistentes provocaram enchentes, deslizamentos de terra e a elevação histórica do nível dos rios <strong><a style="text-decoration: none" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Gua%C3%ADba">lago Guaíba</a></strong>, afetando grande parte do território gaúcho. O governo estadual classificou o episódio como o maior desastre climático já registrado no estado.            </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">As precipitações extremas atingiram diferentes regiões do estado em um curto período, com volumes de chuva muito acima da média histórica. Em algumas localidades, choveu o equivalente a vários meses em poucos dias, o que levou ao transbordamento de rios e ao colapso de sistemas urbanos e rodovias. O nível do Guaíba, em Porto Alegre, ultrapassou marcas históricas, superando inclusive a enchente de 1941, conforme registros do<strong><a style="text-decoration: none" href="https://www.sgb.gov.br/"> Serviço Geológico do Brasil (SGB)</a></strong> .  </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A tragédia atingiu centenas de municípios, deixou milhares de pessoas desalojadas, provocou mortes, destruiu moradias, interrompeu serviços básicos e evidenciou fragilidades na capacidade do estado de enfrentar eventos climáticos extremos. Dois anos depois, as marcas do desastre permanecem presentes não apenas na memória da população, mas também nas discussões sobre prevenção, monitoramento e adaptação climática. Nesse contexto, a confirmação de um novo episódio de<strong> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/El_Ni%C3%B1o">El Niño</a></strong> para 2026 reacende preocupações sobre a possibilidade de novos eventos de chuva intensa no Sul do Brasil e levanta uma questão central: o Rio Grande do Sul e cidades como Santa Maria estão mais preparados para enfrentar uma nova crise climática? </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"> </p>
<h2 dir="ltr" style="margin-bottom: 12pt;margin-top: 12pt;line-height: 1.8;text-align: justify">El Niño 2026: o primeiro sinal de alerta</h2>
De acordo com o meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Murilo Lopes, a confirmação do fenômeno indica uma maior probabilidade de ocorrência de chuvas acima da média no Rio Grande do Sul nos próximos meses. Embora o fenômeno, explicado no gráfico abaixo, não determine sozinho o comportamento do clima, seu histórico de associação com períodos mais chuvosos no Sul do Brasil faz com que sua evolução seja acompanhada com atenção por pesquisadores e autoridades.<br /><br />
<p>Para acompanhar a evolução do cenário climático, o especialista recomenda que a população busque informações em fontes oficiais de monitoramento meteorológico e hidrológico, como os boletins da <strong><a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smrcrc/1685-boletim-meteorologico">Defesa Civil</a></strong>, do <strong><a href="https://portal.inmet.gov.br/">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</a></strong> e do <strong><a href="https://www.cptec.inpe.br/">Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE)</a></strong>. Na avaliação do meteorologista, os sistemas de monitoramento e emissão de alertas avançaram nos últimos anos, mas o principal desafio continua sendo transformar a informação científica em ações efetivas de prevenção e preparação diante de possíveis eventos extremos.</p>
 		
										<figure>
											<a href="https://www.greenpeace.org/brasil/blog/super-el-nino-2026/">
							<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/el-nino-1-768x512.jpg" alt="" />								</a>
											<figcaption>Crédito: arte produzida por Matheus Lanzarin. Fonte: Greenpeace</figcaption>
										</figure>
		<p>Confira mais detalhes da reportagem <strong><a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/07/03/defesa-civil-e-a-nova-logica-da-prevencao-em-santa-maria">aqui</a></strong>.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px">Acompanhe mais conteúdos em<strong> <a style="color: #204c90" href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/">@jornalbergamota</a>.</strong></p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><strong><i>Reportagem: </i></strong><i>Kethelyn Rodrigues Radunz, Francine Castro Rodrigues, Matheus Lanzarin, Eliandro Martins, João Veigas <br /></i><strong><i>Produção e infográfico:</i></strong><i> Matheus Lanzarin, Eliandro Martins</i><i><br /></i><strong><i>Edição:</i></strong><i> Kethelyn Rodrigues Radunz<br /></i><strong><i>Supervisão:</i></strong><i> Luciana Carvalho</i></p><p>Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A resistência dos clubes de leitura em um Brasil cada vez mais afastado dos livros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/a-resistencia-dos-clubes-de-leitura-em-um-brasil-cada-vez-mais-afastado-dos-livros</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:58:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1055</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa Retratos da Leitura revela que os brasileiros que não leem são maioria pela primeira vez]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL</strong></p><p>Em uma das salas de aula do <strong><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/politecnico">Colégio Politécnico</a></strong> da Universidade Federal de Santa Maria, um grupo de estudantes do Ensino Médio organiza as classes em forma de roda. Se reúnem uma vez por mês para debater obras literárias. Estevan Drescher dos Santos é um dos alunos presentes, ele está no último ano do Ensino Médio e, nas palavras dele, “tentando recuperar um hábito que havia deixado de lado”. “Eu tinha perdido esse hábito de leitura por conta das atividades da escola”, conta. Ainda que as demandas estudantis tenham o afastado dos livros, foi dentro do Colégio onde ele encontrou o incentivo para a reaproximação. “Quando começou o projeto, comecei a voltar a ler ativamente”, relata.</p><p>Estevão faz parte do<strong><a href="https://www.instagram.com/labescritapoli/"> clube de leitura</a></strong> criado pelo ‘Laboratório de escrita’. Fundado em 2025 e idealizado pela professora professora <strong><a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/docente/17020">Cândida Martins Pinto</a></strong> e pelo bibliotecário Daniel Machado, o clube é uma extensão das ações do laboratório. Por natureza, o clube de leitura do Politécnico, assim como diversos outros mundo afora, navega contra a enxurrada digital de hoje em dia. “Nós estamos no caminho contrário. Um caminho de processo e não de produto, de autodesenvolvimento, de olho no olho, de uma hora e meia em que ficamos sem o celular”, reflete Cândida.</p><p>Essa preocupação com a disputa entre as telas e as páginas preocupa o mercado literário. Conforme a Rafaela Pechanski, publisher da <strong><a href="https://leia.taglivros.com/assine/?coupon=TAG100OFF&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;utm_campaign=ed_branded_search&amp;utm_term=tag_livros&amp;utm_source_platform=google_ads&amp;utm_marketing_tactic=aquisition&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=20568898685&amp;gbraid=0AAAAADlKQbvE7lNnurcWFsknaQZbJa1EP&amp;gclid=Cj0KCQjw0JnRBhDJARIsALobnXZTgyq5k8dGHVm0Zxh4iGGKlN6dScp7JIaPbljxmyBrFrUKPT0hzRYaAoI7EALw_wcB">TAG Livros</a></strong>, um Clube de Assinatura de Livros brasileiro, o “maior concorrente da empresa são as telas”.  De acordo com ela, a disputa pela atenção “acontece o tempo inteiro entre as redes sociais, streaming, notificações e, a leitura exige justamente o contrário: presença, concentração e tempo de qualidade”, compara.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/IMG_4181-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>O grupo se reúne uma vez por mês para discutir obras literárias</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/IMG_4183-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>A obra lida em maio foi O Quarto de Despejo, de  Carolina Maria de Jesus</figcaption>
										</figure>
			<h2>Mais telas, menos páginas
</h2>		
		<p>Dados do portal <strong><a href="https://electronicshub.pk/">Electronics Hub</a></strong> mostram que o Brasil está entre os países com maior tempo de exposição às telas no mundo. Em média, os brasileiros passam 9 horas e 13 minutos por dia diante de dispositivos eletrônicos, o equivalente a 54,7% do período em que permanecem acordados. O país ocupa a segunda posição no ranking, atrás apenas da África do Sul, cuja média é de 9 horas e 24 minutos diárias, correspondendo a 56,8% do tempo acordado. O cenário brasileiro também se destaca quando comparado à média global, de 6 horas e 43 minutos por dia.</p><p>A tendência se repete no uso das redes sociais. Os brasileiros são os segundos que mais dedicam tempo a essas plataformas, com uma média de 3 horas e 37 minutos diárias – o equivalente a 21,48% do tempo acordado. Mais uma vez, a África do Sul lidera o ranking, com média de 3 horas e 41 minutos por dia, representando 22,26% do período em que seus habitantes permanecem despertos.</p><p>De fato, os clubes não só estão no caminho contrário a hiperconexão, como também existem em um Brasil onde a população está cada vez mais afastada dos hábitos de leitura. A <strong><a href="https://www.prolivro.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Apresentac%CC%A7a%CC%83o_Retratos_da_Leitura_2024_13-11_SITE.pdf">6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil</a></strong> evidencia uma queda significativa no número de leitores no país nos últimos anos. Em 2019, 52% da população brasileira era considerada leitora, enquanto em 2024 esse percentual caiu para 47%, o que representa uma redução expressiva no hábito de leitura. </p>		
													<img width="782" height="532" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-00.09.10.jpeg" alt="" />													
		<p>Em números absolutos, o Brasil passou de cerca de 100,1 milhões de leitores para 93,4 milhões, ou seja, uma diminuição de aproximadamente 6,7 milhões de leitores em quatro anos . Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, os não leitores se tornaram maioria, com 53% da população afirmando não ter lido nem parte de um livro nos três meses anteriores ao levantamento.</p><p>Quando se observa o recorte regional, o cenário também indica retração. Na Região Sul, o percentual de leitores passou de 58% em 2019 para 53% em 2024, acompanhando a tendência nacional de queda . Embora o relatório da pesquisa permita a leitura por unidade federativa, os dados detalhados por estado não aparecem de forma destacada.</p><p>Ainda assim, estudos específicos sobre o Rio Grande do Sul mostram um comportamento muito próximo da média brasileira: cerca de 51,7% dos gaúchos têm hábito de leitura, enquanto 48,3% não leem, indicando um cenário praticamente dividido e alinhado ao padrão nacional. </p><p>No que diz respeito à escolaridade, a pesquisa reforça uma das tendências mais importantes para a análise da leitura no Brasil: quanto maior o nível de ensino, maior o percentual de leitores. O relatório aponta que pessoas com ensino superior apresentam os maiores índices de leitura, com cerca de 63% sendo leitores em 2024, apesar de uma queda em relação a 2019, quando esse número era de 68%. </p><p>Já entre pessoas com ensino médio, o percentual também caiu, passando de 55% para 48%. Esse dado mostra que, mesmo entre os grupos com maior acesso à educação – incluindo estudantes universitários e pessoas já graduadas – há uma diminuição no hábito de leitura. Em paralelo, a pesquisa também indica que estudantes, de modo geral, leem mais do que não estudantes, muito em função das exigências acadêmicas.</p><p>Mas se as telas ocupam uma parcela cada vez maior do cotidiano, por que iniciativas presenciais como os clubes de leitura continuam atraindo participantes? Para Alessandro Valer, psicólogo e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM, a resposta pode estar justamente nos efeitos do excesso de conexão. Segundo ele, os jovens cresceram acompanhando a popularização da internet e dos smartphones, fazendo com que o ambiente digital se tornasse parte central da construção de suas identidades. No entanto, a relação constante com redes sociais, notificações e fluxos ininterruptos de informação também pode gerar um sentimento de saturação.</p><p>“O padrão de uso está majoritariamente marcado pelo consumo de conteúdos de maneira ininterrupta, com uma enxurrada de informações, notícias e estímulos. Essa grande quantidade de estímulos pode explicar esse maior interesse em atividades fora do meio digital”, explica.</p><p>Para Alessandro, a internet oferece inúmeras facilidades para estudo, trabalho e comunicação, mas pode se tornar um problema quando passa a ocupar uma posição central na vida das pessoas. Nesse contexto, o crescimento de atividades presenciais pode representar uma busca por experiências diferentes da lógica acelerada das plataformas digitais. “A internet exige que sejamos rápidos, que estejamos constantemente disponíveis. É uma exposição contínua a estímulos variados que exige um processamento cognitivo constante. E essa velocidade toda do online não é a mesma das relações humanas, das trocas que acontecem presencialmente”, afirma.</p>		
			<h2>O valor dos clubes de leitura
</h2>		
		<p>Para <strong><a href="https://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do;jsessionid=647835104076876640167CC503DC4CD2.buscatextual_0">Jean Silveira Rossi</a></strong>, pesquisador e doutorando em Comunicação no <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom"><strong>Poscom UFSM</strong></a>, os clubes ajudam a demonstrar que a leitura não precisa ser encarada como uma atividade exclusivamente escolar ou acadêmica. Ao contrário, ela pode ser uma experiência social, afetiva e democrática. "O livro era esse mediador, mas nunca ficava só ali", explica Jean, que pesquisou sobre clubes do livro durante o <strong><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/29427">mestrado</a></strong>.</p><p>Durante a pesquisa, realizada em clubes de leitura voltados à literatura escrita por mulheres, o pesquisador identificou que um dos principais atrativos desses grupos era justamente a possibilidade de troca. Havia quem buscava ampliar o repertório literário, conhecer novos autores e gêneros ou retomar um hábito abandonado ao longo dos anos. Outras procuravam algo menos palpável: companhia.</p><p>Essa percepção é compartilhada por Lisandra Schmitz, estudante de Letras Licenciatura da UFSM e bolsista do ‘<strong><a href="https://www.instagram.com/labescritapoli/">Laboratório de escrita</a></strong>’, que reforça a proposta de criar um espaço de troca de experiências e diferentes interpretações sobre as obras. Segundo ela, o ambiente acolhedor é um dos principais diferenciais da iniciativa. “As pessoas se sentem à vontade para falar sobre o que elas quiserem do livro e ninguém é julgado. É uma conversa bem livre”, contextualiza.</p><p>Além de estimular novas leituras, os encontros também ampliam o contato dos participantes com obras que talvez não fossem escolhidas espontaneamente. Lisandra destaca que muitos livros lidos no grupo estavam fora de seus interesses habituais, mas acabaram proporcionando reflexões importantes. “Ler sabendo que vamos poder compartilhar nossas opiniões torna a leitura mais divertida”, afirma a estudante.</p><p>No caso da TAG Livros, a empresa realiza encontros regionais presenciais em que leitores se reúnem espontaneamente em cafeterias, bares ou livrarias para conversar sobre os livros do mês. Nesse contexto, Rafaela destaca que “essas experiências presenciais ganham ainda mais valor porque criam senso de comunidade e pertencimento a partir da literatura”.</p>		
			<h2>As redes como uma carta na manga
</h2>		
		<p>Se por um lado as telas disputam a atenção dos leitores, por outro elas também têm se tornado aliadas na formação de novas comunidades literárias. Nos últimos anos, fenômenos como o “BookTok”, no TikTok, e o “Bookstagram”, no Instagram, transformaram a maneira como os livros são divulgados e discutidos, especialmente entre os jovens.</p><p>Nesses espaços, criadores de conteúdo compartilham resenhas, recomendações e experiências de leitura, influenciando diretamente o interesse do público por determinadas obras. O impacto foi tão significativo que livros publicados há anos voltaram às listas de mais vendidos após viralizarem nas redes sociais. Além disso, os ambientes digitais também deram origem a clubes de leitura online, que reúnem participantes de diferentes cidades e até países em encontros virtuais para debater obras literárias.</p><p>Para a TAG Livros, Clube de Assinatura de Livros brasileiro e empresa especializada em curadoria e incentivo à leitura, as redes sociais desempenham um papel importante na aproximação entre leitores e livros. “As redes sociais tiveram um papel muito importante em ampliar o interesse pela leitura e tornar os livros mais presentes nas conversas do dia a dia. O BookTok e o Bookstagram ajudaram a criar comunidades extremamente engajadas e despertaram curiosidade por autores, gêneros e temas que antes circulavam em nichos mais restritos”, destaca a empresa.</p><p>A TAG também observa que essas plataformas se tornaram espaços importantes para compreender o comportamento dos leitores. “Na TAG, estamos sempre muito atentos às tendências e às movimentações das comunidades leitoras nas redes. Em um sentido mais amplo, talvez, esses espaços funcionem como um termômetro importante para entendermos comportamentos, interesses e discussões que estão mobilizando os leitores naquele momento”, afirma a empresa.</p><p>Em 5 de abril de 2026 o Ministério da educação lançou a plataforma <strong><a href="https://meclivros.mec.gov.br/">MEC Livros</a></strong>, uma iniciativa que disponibiliza gratuitamente milhares de obras literárias em formato digital para leitores de todo o país. A biblioteca virtual pode ser acessada por computador, celular ou tablet mediante login com a conta <strong><a href="http://gov.br">Gov.br</a></strong> e reúne, em seu lançamento, cerca de 8 mil títulos nacionais e internacionais, incluindo clássicos da literatura, obras contemporâneas e livros de domínio público. </p><p>Segundo o MEC, os usuários podem realizar empréstimos digitais das obras por um período de 14 dias, com possibilidade de renovação. Em sua primeira semana de funcionamento, a plataforma registrou mais de <strong><a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/04/mec-livros-programa-do-governo-do-brasil-tem-122-mil-emprestimos-em-uma-semana?">122 mil empréstimos</a></strong> e alcançou aproximadamente 300 mil usuários. Alguns dos títulos e autores que aparecem no acervo do MEC Livros incluem obras clássicas da literatura brasileira e mundial. Entre eles, destacam-se: </p><ul><li style="font-weight: 400">Dom Casmurro, de Machado de Assis</li><li style="font-weight: 400">Capitães da Areia, de Jorge Amado</li><li style="font-weight: 400">Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski</li><li style="font-weight: 400">A Metamorfose, de Franz Kafka</li><li style="font-weight: 400">Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago</li></ul><p>Confira ainda algumas indicações de leitura da redação do Bergamota <strong><a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/redacao-do-bergamota-indica-quatro-leituras">aqui</a></strong>.</p><p>Acompanhe mais conteúdos em<strong> <a href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/">@jornalbergamota</a>.</strong></p><p><b><i>Reportagem: </i></b><i>Gabriele Mendes e Nadine Guarize <br /></i><b><i>Produção e infográfico:</i></b><i> João Victor Souza<br /></i><b><i>Fotos e redes sociais:</i></b><i> Jessica Mocellin</i><i><br /></i><b><i>Edição:</i></b><i> Pedro Moro<br /></i><b><i>Supervisão:</i></b><i> Luciana Carvalho<br /><br />Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Redação do Bergamota indica quatro leituras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/redacao-do-bergamota-indica-quatro-leituras</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:57:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>

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						<description><![CDATA[Romance, memória, drama e crítica social estão entre os temas das obras indicadas pela equipe]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1800" height="1080" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/Sem-nome-1800-x-1080-px-1.gif" alt="" />													
		<p> </p><p>Integrantes da redação do Bergamota indicam quatro livros que emocionam, provocam reflexões e abordam temas como pertencimento, família, racismo, culpa e superação. Confira as recomendações.</p><h3>Gabriele Mendes indica <em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em></h3><p>Abandonada por toda a família, Kya Clark cresce sozinha em um barracão isolado nos brejos da Carolina do Norte. Ainda criança, ela aprende a sobreviver observando a natureza ao seu redor: as marés, as aves e os pequenos organismos que habitam aquele ambiente tornam-se seus companheiros. Enquanto a cidade a observa de longe como a “Menina do Brejo”, Kya constrói uma vida marcada pela solidão, mas também pela descoberta e pela resistência.</p><p>Com o passar dos anos, duas pessoas rompem o isolamento que cerca a jovem. Tate Walker desperta nela o amor pelos livros e pelo conhecimento, além de se tornar seu primeiro amor. Já Chase Andrews representa uma relação mais complexa, que ganha contornos trágicos quando o rapaz é encontrado morto. A partir daí, Kya se vê no centro de uma investigação que reacende os preconceitos da comunidade, apontando-a como culpada.</p><p>Em <em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em>, Delia Owens combina romance, mistério e drama para contar uma história sobre abandono, pertencimento e sobrevivência. Mais do que desvendar um crime, a narrativa convida o leitor a refletir sobre a forma como julgamos aqueles que vivem à margem da sociedade. Com uma escrita sensível e repleta de imagens da natureza, a autora constrói um romance emocionante sobre uma mulher que encontrou força justamente onde todos viam apenas isolamento.</p><h3>Nadine Guarize indica <em>Castelo de Vidro</em></h3><p>Entre desertos, queimaduras e dias de fome, Jeannette Walls narra sua infância completamente disfuncional em <em>Castelo de Vidro</em>. A obra, que muitas vezes parece ficção, relata a infância e a juventude da autora, que cresceu em uma família marcada pela instabilidade financeira, pelas constantes mudanças e pelo comportamento imprevisível dos pais.</p><p>Ainda assim, o livro vai além de um simples relato de dificuldades, apresentando uma história sobre resiliência, afeto e a complexidade das relações familiares. A escrita de Walls é direta e sensível, permitindo que o leitor acompanhe suas memórias de forma quase íntima.</p><p>Seus pais são apresentados com todas as suas contradições, despertando, ao mesmo tempo, admiração, revolta e compaixão. Ao longo da narrativa, o leitor é levado a refletir sobre temas como abandono, superação e pertencimento, percebendo como as experiências da infância podem influenciar a construção do nosso eu adulto.</p><p><em>Castelo de Vidro</em> é uma leitura recomendada para quem busca uma história real capaz de emocionar e provocar reflexões sobre família, memória e infância.</p><h3>Jessica Mocellin indica <em>Véspera</em></h3><p>Uma mãe leva o filho para a escola. Presa no trânsito e diante do choro incessante da criança, Vedina chega ao limite. Em um impulso desesperado, para o carro em uma avenida movimentada, pega a mochila do filho, joga-a para fora e, em seguida, deixa o menino na calçada antes de arrancar com o veículo.</p><p>A partir dessa cena perturbadora, o leitor é conduzido ao passado. Anos antes, movido pelo ressentimento em relação à esposa, agora uma católica fervorosa, Tonico decide dar aos filhos gêmeos os nomes de Caim e Abel. A escolha não é inocente. Na tradição bíblica, Caim e Abel são os primeiros irmãos da humanidade; tomado pela inveja após Deus aceitar a oferta de Abel e rejeitar a sua, Caim assassina o irmão.</p><p>Para Custódia, mãe dos meninos, os nomes tornam-se uma espécie de maldição. Consumida pela culpa, pelo medo e pelos conflitos de seu casamento, ela passa a viver sob a sombra de uma tragédia anunciada.</p><p>Em <em>Véspera</em>, de Carla Madeira, acompanhamos personagens marcados por rejeições, culpas e arrependimentos que atravessam gerações. É um romance que orbita a morte, mas, sobretudo, as consequências das escolhas humanas. Com uma narrativa intensa e personagens profundamente complexos, a autora mostra que nenhum gesto acontece isoladamente: tudo deixa marcas, e toda decisão, por menor que pareça, produz efeitos que ecoam muito além do instante em que foi tomada.</p><h3>João Victor Souza indica <em>O Avesso da Pele</em></h3><p>O romance <em>O Avesso da Pele</em> é uma das obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Escrito por Jeferson Tenório e vencedor do Prêmio Jabuti em 2021, o livro acompanha Pedro, um jovem que tenta reconstruir a trajetória do pai, Henrique, professor negro morto em uma abordagem policial em Porto Alegre.</p><p>A narrativa combina memória, afeto e denúncia social para discutir racismo, violência e desigualdade no Brasil. Para quem procura uma leitura intensa e atual, o livro oferece uma escrita sensível e direta, capaz de aproximar o leitor da experiência de seus personagens sem abrir mão da reflexão crítica.</p><p>Ao retratar as marcas do racismo na vida cotidiana e nas relações familiares, a obra amplia o debate sobre identidade e desigualdade no país. É uma excelente indicação para leitores interessados em literatura brasileira contemporânea e em histórias com força narrativa e relevância social.</p><p><strong>Edição: </strong>Pedro Moro</p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Professora do curso ganha Prêmio Intercom de Comunicação para a Transformação Social</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/08/professora-do-curso-ganha-premio-intercom-de-comunicacao-para-a-transformacao-social</link>
				<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 20:18:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio]]></category>

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						<description><![CDATA[O trabalho ‘A Extensão no Ensino: o Projeto VerdadeiraMente atendido na disciplina de Comunicação Integrada do curso de Jornalismo da UFSM’ foi agraciado com o ‘Prêmio Intercom de Comunicação para a Transformação Social &#8211; Modalidade Ensino’, durante o 25º Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul, realizado de 4 a 6 de junho, no [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O trabalho <a href="https://sistemas.intercom.org.br/pdf/submissao/regional/28/5065/0420202623431069e6e43e07568.pdf">‘A Extensão no Ensino: o Projeto VerdadeiraMente atendido na disciplina de Comunicação Integrada do curso de Jornalismo da UFSM</a>’ foi agraciado com o ‘<a href="https://www.instagram.com/p/DZVGl-RkTOK/?igsh=c2h5bGd1YTl4cnB1&amp;img_index=1">Prêmio Intercom de Comunicação para a Transformação Social - Modalidade Ensino</a>’, durante o <a href="https://intercom2026.fag.edu.br/">25º Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul</a>, realizado de 4 a 6 de junho, no Centro Universitário FAG Toledo, no Paraná. A autoria é da atual coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM, professora Luciana Carvalho, e do professor substituto do curso de Relações Públicas da Unipampa, Rômulo Tondo. A docente é coordenadora geral do VerdadeiraMente e ministrou a disciplina que trabalhou com o projeto, no semestre 2025.2. Já Tondo atua como bolsista do projeto, onde desempenha a função de coorientador. O relato de experiência foi apresentado por ele, durante o Fórum Ensicom, atividade que integra a programação do congresso regional. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o professor Rômulo, receber o prêmio no Intercom Sul foi um momento de reconhecimento coletivo de uma experiência que une ensino e extensão. “Estar no Intercom para apresentar esse relato e receber o Prêmio Intercom de Comunicação para a Transformação Social, na modalidade Ensino, foi muito significativo, porque mostra o potencial da curricularização da extensão quando ela é pensada de forma articulada com problemas reais da sociedade. O VerdadeiraMente é um projeto que nasce do compromisso com a saúde pública, com o enfrentamento à desinformação em saúde mental e com a produção de conteúdos responsáveis. Quando essa experiência entra na sala de aula, os estudantes passam a compreender que a Comunicação também é uma prática de cuidado, de escuta e de transformação social”, destaca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1054,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/premio-577x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1054" /><figcaption class="wp-element-caption">O professor Rômulo Tondo, bolsista do projeto VerdadeiraMente, recebeu o prêmio na cerimônia de encerramento do Intercom Sul 2026. Foto: Ana Isabel Andrade da Silva.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Rômulo também ressalta que o reconhecimento valoriza o trabalho desenvolvido pelos estudantes de jornalismo na disciplina de Comunicação Integrada. “Esse prêmio é resultado de uma construção coletiva. Ele reconhece o envolvimento dos estudantes de jornalismo, a orientação da professora Luciana Carvalho e o esforço de uma rede que acredita na extensão como parte fundamental da formação universitária. Para mim, como docente e pesquisador da área de Comunicação e Saúde, foi muito especial representar essa experiência em um evento tão importante na região sul do país. Voltei com a sensação de que estamos no caminho certo ao formar profissionais capazes de produzir comunicação com responsabilidade, sensibilidade e impacto social”, afirma.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O relato apresentado no Fórum de Ensino aborda a curricularização da extensão no curso de Jornalismo da UFSM, a partir da experiência realizada, no segundo semestre de 2025, na turma da disciplina de Comunicação Integrada. A turma foi selecionada para a aplicação do ‘Fundo de Incentivo à Extensão nos Currículos dos Cursos de Graduação (FIEC-G)’, após consulta junto ao corpo docente do curso de Jornalismo. O fato de a professora da disciplina naquele momento ser, também, coordenadora do projeto VerdadeiraMente, facilitou a parceria. As principais necessidades do projeto foram apresentadas à turma nas primeiras aulas, com a presença dos editores do projeto, Rômulo Tondo e Mariângela Recchia, além da professora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao longo do semestre, os alunos aplicaram pesquisas qualitativas, por meio de questionários, conversas e entrevistas, com alguns grupos representativos de cada público do projeto. O objetivo era identificar hábitos de consumo de informação das pessoas sobre saúde mental e suas impressões sobre desinformação. Outra atividade de avaliação da turma consistia em transformar os dados obtidos na primeira tarefa em planos de comunicação a serem apresentados ao VerdadeiraMente. Ao final do semestre, os gestores do projeto assistiram às apresentações dos trabalhos finais e puderam trocar ideias com a turma sobre as propostas e experiências. Muitas das ideias apresentadas pela turma estão sendo aplicadas, ao longo de 2026, na comunicação do projeto VerdadeiraMente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudante de Jornalismo da UFSM é finalista no prêmio 1ª Infância em Pauta</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/05/12/estudante-de-jornalismo-da-ufsm-e-finalista-no-premio-1a-infancia-em-pauta</link>
				<pubDate>Tue, 12 May 2026 19:18:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmios]]></category>

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						<description><![CDATA[Reportagem: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. Edição: Profa. Luciana Carvalho. A reportagem “Do leite materno ao refrigerante: Como os ultraprocessados avançam na alimentação de crianças na primeira infância”, produzida pelo estudante do 7º semestre do curso de Jornalismo João Victor Souza, é finalista do 1º Prêmio Primeira Infância em Pauta, da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Reportagem: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. Edição: Profa. Luciana Carvalho.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A reportagem <a href="https://www.ufsm.br/2026/03/27/do-leite-materno-ao-refrigerante-como-os-ultraprocessados-avancam-na-alimentacao-de-criancas-na-primeira-infancia#origin=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2F&amp;cap=swipe,education&amp;webview=1&amp;dialog=1&amp;viewport=natural&amp;visibilityState=prerender&amp;prerenderSize=1&amp;viewerUrl=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2Famp%2Fs%2Fwww-ufsm-br.cdn.ampproject.org%2Fc%2Fs%2Fwww.ufsm.br%2F2026%2F03%2F27%2Fdo-leite-materno-ao-refrigerante-como-os-ultraprocessados-avancam-na-alimentacao-de-criancas-na-primeira-infancia%3Famp&amp;usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%25253D&amp;amp_kit=1">“Do leite materno ao refrigerante: Como os ultraprocessados avançam na alimentação de crianças na primeira infância”</a>, produzida pelo estudante do 7º semestre do curso de Jornalismo João Victor Souza, é finalista do <a href="https://primeirainfanciaempauta.org.br/">1º Prêmio Primeira Infância em Pauta</a>, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1039,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/MATERIA_JV.jpg" alt="" class="wp-image-1039" /><figcaption class="wp-element-caption">A reportagem foi produzida na Agência de Notícias e publicada no site da UFSM. Imagem: Print da reportagem no site.&nbsp;<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar trabalhos jornalísticos que abordam temas relacionados ao desenvolvimento infantil e à garantia de direitos das crianças na primeira infância. O resultado será divulgado em cerimônia no dia 01 de junho, na Universidade de São Paulo - USP. Todos os finalistas receberão premiação em dinheiro e participarão de um curso presencial em São Paulo, com despesas de transporte e hospedagem custeadas pela organização do evento.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1040,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/e-mail_finalista-777x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1040" /><figcaption class="wp-element-caption">Estudante ficou sabendo da seleção de sua reportagem como finalista através de um e-mail. Imagem: print da mensagem.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Publicada em março de 2026, pela Agência de Notícias da UFSM, a reportagem investiga o crescimento do consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças pequenas e os impactos desse hábito na saúde e no desenvolvimento. Além do trabalho de reportagem de João Victor, a matéria contou com artes gráficas do estudante Pedro Moro, fotos da estudante Jéssica Mocelin, edição do jornalista da Agência de Notícias da UFSM Maurício Dias, e orientação da professora Viviane Borelli.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1041,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/print_criterios_premio-1024x421.png" alt="" class="wp-image-1041" /><figcaption class="wp-element-caption">Critérios utilizados para a avaliação das reportagens. Imagem: print do site oficial do prêmio.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A produção reúne entrevistas com especialistas da área da saúde e da nutrição, além de dados sobre os padrões de consumo alimentar no Brasil. O trabalho começou com a elaboração de um diário alimentar, construído com o apoio da nutricionista da UFSM Larissa Barz, que orientou o acompanhamento da alimentação infantil. A partir disso, João acompanhou a alimentação de Vinícius, de três anos, registrada pela mãe, Laura Ferreira, de 41, empregada doméstica, ao longo de 72 horas. O material evidencia como o consumo de ultraprocessados está inserido em uma realidade marcada pela falta de tempo e pelas condições de trabalho, em que a praticidade acaba sendo um fator determinante nas escolhas alimentares da família.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1042,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/JV-1024x1004.jpeg" alt="" class="wp-image-1042" /><figcaption class="wp-element-caption">Estudante está na expectativa pelo prêmio mas afirma já estar contente com o reconhecimento.&nbsp;Foto: Arquivo pessoal.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>João Victor está na expectativa para a premiação, mas já comemora a indicação entre os finalistas. “Mesmo que ele [o prêmio] não venha, fico muito feliz por ter sido escolhido entre os finalistas, ainda mais com uma reportagem que gostei tanto de produzir. Estar entre os finalistas já representa um reconhecimento muito importante do trabalho e ainda vou ganhar uma viagem grátis, [risos] não é todo dia”, afirma.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes de Jornalismo da UFSM realizam visita técnica ao Diário de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/05/06/estudantes-de-jornalismo-da-ufsm-realizam-visita-tecnica-ao-diario-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 22:53:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo digital]]></category>

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						<description><![CDATA[Redação: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. Revisão e edição: Profa. Luciana Carvalho. Na tarde da quinta-feira, 30/05, alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo da UFSM realizaram uma visita técnica ao Diário de Santa Maria, acompanhados pela professora da disciplina de Jornalismo Digital I, Luciana Carvalho, também coordenadora do curso. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Redação</strong>: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Revisão e edição:</strong> Profa. Luciana Carvalho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na tarde da quinta-feira, 30/05, alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo da UFSM realizaram uma visita técnica ao Diário de Santa Maria, acompanhados pela professora da disciplina de Jornalismo Digital I, Luciana Carvalho, também coordenadora do curso. A atividade integrou a proposta da disciplina de aproximar os estudantes das práticas contemporâneas do jornalismo e das transformações do setor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1037,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-06-at-18.12.28-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1037" /><figcaption class="wp-element-caption">Turma de Jornalismo Digital I foi conhecer o jornalismo multiplataforma na prática. <strong>Selfie</strong>: Amanda Borin.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os estudantes visitaram todos os setores, do comercial à redação, passando pelos estúdios das rádios +FM92.7 e CDN. Na redação integrada, puderam bater um papo com alguns jornalistas, dos mais experientes aos recém formados - muitos egressos da UFSM - que produzem conteúdo para o jornal impresso e online, redes sociais, TV e rádios. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao longo do percurso, puderam entender melhor os processos de apuração, edição e publicação de notícias, além das dinâmicas da produção radiofônica, desde a elaboração de roteiros até as entradas ao vivo. Um dos alunos, Felipe Trost, 23 anos, relata que o contato direto com profissionais contribui para uma compreensão mais concreta do funcionamento das redações. Segundo ele, a experiência mostrou como o jornalismo impresso e o digital se complementam na circulação de informações relevantes para a comunidade local. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A visita teve como objetivo aproximar os acadêmicos da prática profissional e proporcionar uma vivência do mercado de comunicação regional. A atividade também reforçou a importância da formação prática durante a graduação, ampliando o olhar dos estudantes sobre as possibilidades de atuação no jornalismo. Entre os temas abordados, estiveram os desafios enfrentados pelas empresas de comunicação na era digital. Os profissionais do Grupo destacaram a necessidade de adaptar conteúdos para diferentes plataformas, como portais e redes sociais, além de adequar a linguagem a distintos públicos, cenário que amplia as demandas sobre os trabalhadores do jornalismo.<br><br><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Abertas inscrições para seleção de bolsista FIEX do projeto VerdadeiraMente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/04/14/abertas-inscricoes-para-selecao-de-bolsista-fiex-do-projeto-verdadeiramente</link>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:46:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bolsista; FIEX]]></category>
		<category><![CDATA[projetoverdadeiramente]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1024</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas, até dia 20 de abril de 2026, as inscrições para seleção de bolsista FIEX do Projeto de Extensão VerdadeiraMente. Interessados(as) devem ler atentamente o edital e observar a documentação exigida para participar do processo.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Estão abertas, até dia 20 de abril de 2026, as inscrições para seleção de bolsista FIEX do <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=425934">Projeto de Extensão VerdadeiraMente</a>. Interessados(as) devem ler atentamente o edital e observar a documentação exigida para participar do processo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":1031,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/EDITAL_SELECAO_BOLSISTA_PROJETO_VERDADEIRAMENTE_FIEX_2026_assinado-2.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/EDITAL_SELECAO_BOLSISTA_PROJETO_VERDADEIRAMENTE_FIEX_2026_assinado-2.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="EDITAL_SELECAO_BOLSISTA_PROJETO_VERDADEIRAMENTE_FIEX_2026_assinado"></object><a id="wp-block-file--media-0669af74-0dcf-4036-908a-7dafbf6fd651" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/EDITAL_SELECAO_BOLSISTA_PROJETO_VERDADEIRAMENTE_FIEX_2026_assinado-2.pdf">EDITAL_SELECAO_BOLSISTA_PROJETO_VERDADEIRAMENTE_FIEX_2026_assinado</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/EDITAL_SELECAO_BOLSISTA_PROJETO_VERDADEIRAMENTE_FIEX_2026_assinado-2.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-0669af74-0dcf-4036-908a-7dafbf6fd651">Baixar</a></div>
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						<item>
				<title>Resultado local Prêmio de Pesquisa e Expocom 2026</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/04/13/resultado-etapa-local-expocom-2026</link>
				<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 18:48:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[A coordenação do curso de Jornalismo divulgou o resultado da Etapa Local dos Prêmios de Pesquisa e Expocom 2026 da Intercom. Os aprovados representarão o curso na Etapa Regional, que será realizada durante o Congresso Regional Sul, que neste ano será realizado em Toledo, no Paraná, de 4 a 6 de junho. Para conhecer os [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A coordenação do curso de Jornalismo divulgou o resultado da Etapa Local dos Prêmios de Pesquisa e Expocom 2026 da Intercom.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os aprovados representarão o curso na Etapa Regional, que será realizada durante o Congresso Regional Sul, que neste ano será realizado em Toledo, no Paraná, de 4 a 6 de junho. Para conhecer os trabalhos que irão representar o curso, leia o resultado completo no <a href="https://drive.google.com/file/d/1U2TZHXKqd5LZPwKXpYZlmCCKUo0-5K-f/view?usp=drive_link">link</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Abertas inscrições da etapa local dos prêmios Intercom</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/04/02/abertas-inscricoes-da-etapa-local-dos-premios-intercom</link>
				<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 02:24:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expocom]]></category>
		<category><![CDATA[INTERCOM]]></category>

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						<description><![CDATA[Os cursos de Comunicação Social &#8211; Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Editorial e Relações Públicas tornam pública a chamada de trabalhos para a etapa local do PRÊMIO EXPOCOM &#8211; EXPOSIÇÃO DE PESQUISA E PRODUÇÃO EXPERIMENTAL EM COMUNICAÇÃO e PRÊMIO INTERCOM DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO, tendo em vista a etapa regional, a ser realizada durante o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Os cursos de Comunicação Social - Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Editorial e Relações Públicas tornam pública a chamada de trabalhos para a etapa local do PRÊMIO EXPOCOM - EXPOSIÇÃO DE PESQUISA E PRODUÇÃO EXPERIMENTAL EM COMUNICAÇÃO e PRÊMIO INTERCOM DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO, tendo em vista a etapa regional, a ser realizada durante o ENCONTRO REGIONAL SUL - INTERCOM 2026, de 04 a 06 de junho de 2026. Leia o edital completo e inscreva-se!</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":1020,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/Chamada-de-Trabalhos-do-Expocom-e-Premio-de-Comunicacao-3.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/Chamada-de-Trabalhos-do-Expocom-e-Premio-de-Comunicacao-3.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Chamada de Trabalhos do Expocom e Premio de Comunicacao (3)"></object><a id="wp-block-file--media-cdf54ff1-b32f-4ff2-99ab-d6883633012c" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/Chamada-de-Trabalhos-do-Expocom-e-Premio-de-Comunicacao-3.pdf">Chamada de Trabalhos do Expocom e Premio de Comunicacao (3)</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/04/Chamada-de-Trabalhos-do-Expocom-e-Premio-de-Comunicacao-3.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-cdf54ff1-b32f-4ff2-99ab-d6883633012c">Baixar</a></div>
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													</item>
						<item>
				<title>Aberta seleção para edital de monitoria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/22/aberta-selecao-para-edital-de-monitoria</link>
				<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 19:04:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1014</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas até dia 16 de março as inscrições para seleção de estudante monitor(a) da disciplina de Jornalismo Digital I. Para concorrer, o(a) estudante deve já ter cursado com aprovação a disciplina. A bolsa é para 12h semanais, no valor mensal de R$420,00. Mais informações sobre inscrições estão no edital em anexo. EDITAL MONITORIA RESULTADO [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Estão abertas até dia 16 de março as inscrições para seleção de estudante monitor(a) da disciplina de Jornalismo Digital I. Para concorrer, o(a) estudante deve já ter cursado com aprovação a disciplina. A bolsa é para 12h semanais, no valor mensal de R$420,00. Mais informações sobre inscrições estão no edital em anexo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/14wRelZ-Az5_V234oMYt-Wrhr3CbXAF0z/view?usp=sharing">EDITAL MONITORIA </a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1wAeTr920gwjTlEspKVsQtBTKGX0-zmZJ/view?usp=sharing">RESULTADO DA SELEÇÃO EDITAL MONITORIA</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Coordenadora do curso participa de treinamento em conferência internacional da União Europeia e FGV</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/21/coordenadora-do-curso-participa-de-treinamento-em-conferencia-internacional-da-uniao-europeia-e-fgv</link>
				<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 00:24:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desinfomidia]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[grupos]]></category>
		<category><![CDATA[grupos-Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[A professora Luciana Carvalho, coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM &#8211; Campus Santa Maria e líder do Grupo de Pesquisa Desinfomídia (UFSM/CNPq), participou de um treinamento sobre ‘Manipulação e Interferência Estrangeira da Informação’, realizado de 17 a 19 de março, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília.  O curso integrou a programação da conferência internacional [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A professora Luciana Carvalho, coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM - <em>Campus </em>Santa Maria e líder do Grupo de Pesquisa Desinfomídia (UFSM/CNPq), participou de um treinamento sobre ‘Manipulação e Interferência Estrangeira da Informação’, realizado de 17 a 19 de março, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1009,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/conferencia.jpg" alt="" class="wp-image-1009" /><figcaption class="wp-element-caption">Representantes da SECOM da Presidência, Nina Santos, e da AGU, Marcelo Almeida, abriram a conferência com o painel “O impacto da Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes no Processo Democrático”. <strong>Imagem</strong>: FGV COMUNICAÇÃO.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso integrou a programação da conferência internacional ‘Desinformação, Soberania e Democracia na Era da Inteligência Artificial’, realizada pela Delegação da União Europeia no Brasil e pela Escola de Comunicação da FGV, em parceria com a Debunk.org - <em>think tank</em> com sede na Lituânia focada em detectar e desmascarar campanhas de desinformação online. O treinamento foi ministrado por analistas da Debunk e pesquisadores da FGV a jornalistas, fact-checkers, pesquisadores, universidades e ONGs de várias regiões brasileiras. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1010,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/fimi_fgv-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1010" /><figcaption class="wp-element-caption">Professora Luciana Carvalho, do curso de Jornalismo da UFSM, com jornalistas e pesquisadores de todo o Brasil que participaram de treinamento na FGV Brasília durante evento da União Europeia. <strong>Imagem</strong>: FGV COMUNICAÇÃO.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para a docente da UFSM, foi uma oportunidade de atualização sobre como identificar e enfrentar campanhas de desinformação que são promovidas por agentes externos visando atacar nossa democracia. “Foi um privilégio estar nesse curso e conhecer uma modalidade de desinformação que ainda não tinha estudado, sobretudo ter acesso a um conhecimento especializado que poderá ampliar a atuação do Desinfomídia. Além disso, foram dias de ótima convivência com colegas incríveis e de muito networking”, afirmou a professora Luciana.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1011,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/painel.jpg" alt="" class="wp-image-1011" /><figcaption class="wp-element-caption">O segundo painel da conferência abordou “Desafios da desinformação e interferência estrangeira no Brasil e na América Latina”, com a participação de Marcela Ríos Tobar (diretora para América Latina e Caribe do International IDEA) e Patricia Campos Mello (jornalista da Folha de São Paulo). A moderação foi de Beatriz Farrugia, analista sênior da Debunk.org.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudante de Jornalismo conquista estágio na revista “piauí”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/20/estudante-de-jornalismo-conquista-estagio-na-revista-piaui</link>
				<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 18:16:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[O estudante Pedro Moro, do 7º semestre do curso de Jornalismo, foi selecionado para um estágio de seis meses na revista piauí, uma das mais prestigiadas publicações do país no campo do jornalismo narrativo. As atividades iniciaram no começo de março, com uma imersão completa na estrutura da revista, participação em reuniões de pauta e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1007,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/Foto_-Acervo-pessoal-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1007" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Pedro Moro, na sede da revista "piauí", no Rio de Janeiro. <strong>Foto:</strong> Acervo pessoal.</em></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudante Pedro Moro, do 7º semestre do curso de Jornalismo, foi selecionado para um estágio de seis meses na <a href="https://piaui.uol.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista <em>piauí</em></a><em>,</em> uma das mais prestigiadas publicações do país no campo do jornalismo narrativo. As atividades iniciaram no começo de março, com uma imersão completa na estrutura da revista, participação em reuniões de pauta e encontros com as equipes de checagem, de redes sociais e de edição.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pedro conta que conheceu a revista em 2023, logo no início da graduação. Desde então, tem identificação com a proposta editorial da revista. Diferente do jornalismo factual, a <em>piauí</em> é conhecida por apostar em matérias com abordagem aprofundada e em tom literário, característica que chamou a atenção do estudante.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O processo seletivo nacional incluiu entrevistas com o editor-chefe e com estagiários da redação. Para Moro, um dos principais aprendizados até agora foi perceber a valorização de perfis autênticos. Segundo ele, apostar na própria singularidade faz toda diferença. O estudante acredita que sua seleção esteja relacionada ao interesse em unir o jornalismo aos quadrinhos. A combinação de interesses pessoais com a prática jornalística é essencial para ir além do padrão, comenta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Agora, a atuação segue de forma remota. Mas o período imerso na redação da revista, no Rio de Janeiro, entre os dias dois a sete de março, e viabilizado pela publicação, permitiu compreender bem o funcionamento interno, especialmente o rigor da equipe de checagem: “São apenas três pessoas responsáveis por essa etapa, mas o nível de exigência é muito alto”, relata.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Pedro Moro, a experiência no estágio deve agregar elementos significativos à sua formação em Jornalismo na UFSM, diversificando compreensões sobre a prática da reportagem e aproximando a teoria do exercício profissional. Ele destaca que já está em processo de apuração de matérias e vê a oportunidade como um passo importante na carreira. A expectativa, comenta, é que essa experiência também contribua para abrir portas a outros estudantes da universidade. O estágio continua até agosto deste ano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1005,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/Foto_-Acervo-Pessoal-2-1024x630.jpeg" alt="" class="wp-image-1005" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Pedro Moro (esquerda) com a equipe do podcast Foro de Teresina. <strong>Foto: </strong>Acervo pessoal.</em></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Redação e reportagem:</strong> Lavínia Coradini - Bolsista; estudante do curso de Jornalismo</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Imagens:</strong> Pedro Moro/Arquivo Pessoal</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Resultado da seleção para bolsista da coordenação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/12/resultado-da-selecao-para-bolsista-da-coordenacao</link>
				<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 15:16:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[A coordenação do curso de Jornalismo da UFSM, campus sede, divulga o resultado da seleção do edital 001/2026, que tinha por objetivo selecionar estudante do curso para atuar como bolsista. Candidatos(as) que não cumpriam os critérios elencados no item 2 do edital foram automaticamente desclassificados. Na análise da documentação, foi classificada apenas a estudante de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A coordenação do curso de Jornalismo da UFSM, campus sede, divulga o resultado da seleção do <a href="https://drive.google.com/file/d/1_F9JU55R9HFhkrjyfzA7ETvWZKZsnUcC/view?usp=sharing">edital 001/2026</a>, que tinha por objetivo selecionar estudante do curso para atuar como bolsista. Candidatos(as) que não cumpriam os critérios elencados no item 2 do edital foram automaticamente desclassificados. Na análise da documentação, foi classificada apenas a estudante de matrícula nº 202411642, que foi aprovada em 1º lugar para preenchimento da vaga.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Abertas inscrições para bolsista da coordenação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/05/abertas-inscricoes-para-bolsista-da-coordenacao</link>
				<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 19:57:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1001</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas, de 05 a 10 de março de 2026, as inscrições para seleção de um(a) bolsista para atuar junto à coordenação do curso de Jornalismo. O bolsista deverá acompanhar, junto à coordenação, a criação da nova marca do curso; atualizar o site; criar e atualizar perfis institucionais do curso nas plataformas digitais; e apoiar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Estão abertas, de 05 a 10 de março de 2026, as inscrições para seleção de um(a) bolsista para atuar junto à coordenação do curso de Jornalismo. O bolsista deverá acompanhar, junto à coordenação, a criação da nova marca do curso; atualizar o site; criar e atualizar perfis institucionais do curso nas plataformas digitais; e apoiar os coordenadores em eventos e reuniões. Para se inscrever, basta ler atentamente o edital e enviar a documentação solicitada. São desejáveis como características do(a) bolsista: boa comunicação interpessoal; qualidade na redação jornalística para plataformas digitais; experiência em produção, redação, reportagem e<br>edição multimídia (incluindo audiovisual, foto e produção gráfica); familiaridade com o wordpress; e experiência com gerenciamento de conteúdo em perfil institucional de rede social. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1_F9JU55R9HFhkrjyfzA7ETvWZKZsnUcC/view?usp=sharing">EDITAL DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES SELEÇÃO BOLSISTA COORDENAÇÃO JN</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://docs.google.com/document/d/1i_BxvtiD5brIazZvSc9QZrKpIHt7vp1qBfxc9W5z2dI/edit?usp=sharing">FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PARA BAIXAR</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1xkLQvaM5ZcFulrTG5cuBwBFE-0XIyu9d/view?usp=sharing">ADENDO AO EDITAL</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Recepção Estudantil marca início do semestre letivo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/02/28/recepcao-estudantil-marca-inicio-do-semestre-letivo</link>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 09:34:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1000</guid>
						<description><![CDATA[Curso de Jornalismo terá tour e momento com a coordenação na terça-feira, dia 3 O curso de Jornalismo também participa das atividades de Recepção Estudantil 2026.1 da UFSM, com atividades planejadas pela Coordenação de curso e por veteranos. Além desses momentos específicos, organizados pelos cursos, a UFSM também preparou uma série de eventos para a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5 class="wp-block-heading"><em>Curso de Jornalismo terá tour e momento com a coordenação na terça-feira, dia 3</em></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso de Jornalismo também participa das atividades de Recepção Estudantil 2026.1 da UFSM, com atividades planejadas pela Coordenação de curso e por veteranos. Além desses momentos específicos, organizados pelos cursos, a UFSM também preparou uma série de eventos para a primeira semana de aulas. O objetivo é oferecer acolhida e celebrar a entrada dos novos estudantes na Universidade. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na terça-feira, 3/3, está previsto um momento de conversa com a coordenação, quando o grupo de ingressantes receberá as boas-vindas e informações iniciais sobre o curso de Jornalismo. O encontro será na Sala 3128 - Prédio 74B (CCSH). A seguir, os calouros farão um <em>tour </em>guiado pela <em>Casa da Comunicação</em>, conhecendo a equipe e a estrutura dos meios de comunicação da UFSM. Os veteranos ainda organizaram uma segunda visita, ao <em>Estúdio 21</em>, para apresentar o laboratório. Ela está prevista para a sexta-feira.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A programação completa da <strong>Recepção Estudantil</strong> da UFSM, que vai de 1 a 6 de março, está <strong><a href="https://www.ufsm.br/eventos/recepcao-estudantil-1o-semestre-de-2026#programacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disponível aqui</a></strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading">Programação específica do curso de Jornalismo</h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Segunda-feira, 2/3</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>10h - Centro de Convenções - <strong>Recepção Estudantil </strong>da UFSM<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>Abertura Oficial</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Palestra <strong>"Você não é confiável, por isso a ciência existe"</strong>, com Ana Bonassa, do <a href="https://www.instagram.com/nuncavi1cientista/">@nuncavi1cientista</a> (<a href="https://www.instagram.com/p/DVRib9gCWi4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba mais</a>)</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list --></li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Terça-feira, 3/3</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>13h30 - Sala 3128 - Prédio 74B - <strong>Conversa com a Coordenação</strong></li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li><em>Tour </em>guiado na <strong>Casa da Comunicação</strong> (após o encontro com a coordenação)</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sexta-feira, 6/3</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>14h - Prédio 21 - <strong>Visita ao <em>Estúdio 21</em></strong> e teste de câmera (promovida pelos veteranos)</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading">Programação Específica do Centro de Ciências Sociais e Humanas</h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5 class="wp-block-heading">02 de março</h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>9h – Hall do Prédio 74C (próximo à portaria)<br>13h – Hall do Prédio 74B (próximo ao elevador e aos banheiros do térreo)<br>15h – Hall do Prédio 74A (próximo ao painel artístico)<br>19h – Auditório do CCSH (Prédio 74C, sala 4222), reunindo os cursos noturnos</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccsh/2026/02/20/integra-ccsh-promove-acolhimento-aos-estudantes-no-primeiro-dia-de-aula">Saiba mais clicando aqui</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato com a coordenação de curso:</strong> coordenacaojn@ufsm.br. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>2026/1: Curso de Jornalismo divulga horários e salas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/02/27/2026-1-curso-de-jornalismo-divulga-horarios-e-salas</link>
				<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 20:32:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=998</guid>
						<description><![CDATA[O horário e a sala das disciplinas oferecidas pelo curso de Jornalismo Campus Sede, neste primeiro semestre letivo de 2026, podem ser visualizados no link a seguir. O documento também informa sobre o/a docente responsável pela disciplina. Estudantes devem ficar atentas/os aos avisos de cada disciplina, remetidos por e-mail ou via Moodle. CLIQUE AQUI | [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O horário e a sala das disciplinas oferecidas pelo curso de Jornalismo Campus Sede, neste primeiro semestre letivo de 2026, podem ser visualizados no link a seguir.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph /--><!-- wp:paragraph -->
<p>O documento também informa sobre o/a docente responsável pela disciplina. Estudantes devem ficar atentas/os aos avisos de cada disciplina, remetidos por e-mail ou via<em> Moodle</em>.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph /--><!-- wp:paragraph /-->		
					<a href="https://docs.google.com/spreadsheets/d/1AySaHAKvNbhtnW3dJLmG0mwwrI0Deexqj-brvb4l4Xs/edit?usp=sharing" target="_blank">
									CLIQUE AQUI |  Jornalismo | Horário e salas 2026.1
					</a>
		<p>A tabela serve de referência para docentes e para estudantes, e será atualizada caso houver alguma alteração.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Dúvidas:</strong> coordenacaojn@ufsm.br</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccsh/infraestrutura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba mais sobre a Infraestrutrura do CCSH.</a></p><p><iframe src="https://docs.google.com/spreadsheets/d/e/2PACX-1vTC_fWLMdn6p9ApiB2rJLEdoiptsOD-56QcQ_rx9krsAGvkx-zSkTuJVPB9_yEPmmDvE14IxMZWEFxe/pubhtml?widget=true&amp;headers=false"></iframe></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Desinfomídia lança chamada de capítulos para livro sobre desinformação e saúde mental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/01/28/desinfomidia-lanca-chamada-de-capitulos-para-livro-sobre-desinformacao-e-saude-mental</link>
				<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 17:14:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[desinfomidia]]></category>
		<category><![CDATA[grupos]]></category>
		<category><![CDATA[grupos-Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=994</guid>
						<description><![CDATA[O Grupo de Pesquisa Desinfomídia abriu chamada de capítulos para o livro “Comunicação, Desinformação e Saúde Mental: disputas de sentido, circulação e recepção no ecossistema midiático”, que será organizado por Luciana Menezes Carvalho e Rômulo Oliveira Tondo, líder e vice-líder do grupo. A obra está vinculada ao Projeto de Extensão VerdadeiraMente e integra uma iniciativa [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":996,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","className":"is-style-default"} -->
<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2025/08/banner_livro_com_desin_mental.jpg" alt="" class="wp-image-996" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Grupo de Pesquisa Desinfomídia abriu chamada de capítulos para o livro <em>“<strong>Comunicação, Desinformação e Saúde Mental: disputas de sentido, circulação e recepção no ecossistema midiático</strong>”</em>, que será organizado por Luciana Menezes Carvalho e Rômulo Oliveira Tondo, líder e vice-líder do grupo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A obra está vinculada ao <strong><a href="https://projetoverdadeiramente.com/" data-type="link" data-id="https://projetoverdadeiramente.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto de Extensão VerdadeiraMente</a></strong> e integra uma iniciativa contemplada em edital do <strong><a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/cnpq/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico</a></strong> (CNPq), em parceria com o <strong><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde</a></strong>. O projeto reúne pesquisadoras e pesquisadores da área de Comunicação e Saúde, com foco na divulgação científica, nas ações extensionistas e no enfrentamento à desinformação em saúde mental, em articulação com a comunicação pública e com as políticas de cuidado no âmbito do <strong><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/sus" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/saude/pt-br/sus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sistema Único de Saúde</a></strong> (SUS).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O livro propõe reunir capítulos que analisem a desinformação como fenômeno estrutural do ecossistema midiático contemporâneo e seus impactos no campo da saúde mental. A abordagem considera não apenas os processos de produção e circulação da informação, mas também a forma como os conteúdos são recebidos, interpretados e ressignificados por diferentes públicos, em contextos socioculturais diversos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A chamada contempla contribuições teóricas, empíricas, metodológicas e relatos de experiência que dialoguem com a interface entre comunicação, desinformação e saúde mental. Trabalhos interdisciplinares, extensionistas e com recortes regionais terão prioridade na avaliação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre os eixos temáticos indicados estão: os ecossistemas de desinformação em saúde; os estudos de recepção e consumo midiático; as relações entre plataformas digitais, juventudes e subjetividades; as políticas públicas de comunicação em saúde mental; e as iniciativas de literacia midiática, informacional e em saúde.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os textos completos devem ser enviados até <s>18 de junho de 2026</s> <strong>13 de julho</strong>, às 23h59, para os e-mails do projeto e dos coordenadores. A previsão de retorno dos pareceres é para o início de setembro de 2026. O cronograma prevê a publicação do e-book entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Faça o <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1uBnrYme2vjuimqs9UfApzKxX1aEDzKDY/view?usp=sharing" data-type="link" data-id="https://drive.google.com/file/d/1uBnrYme2vjuimqs9UfApzKxX1aEDzKDY/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noreferrer noopener">download da chamada completa</a></strong> com os eixos temáticos e do <strong><a href="https://docs.google.com/document/d/1u7ME50rfAwV8N0aUoUSbxyxXr7CEwhQ8/edit?usp=sharing&amp;ouid=102753873281155568837&amp;rtpof=true&amp;sd=true" data-type="link" data-id="https://docs.google.com/document/d/1u7ME50rfAwV8N0aUoUSbxyxXr7CEwhQ8/edit?usp=sharing&amp;ouid=102753873281155568837&amp;rtpof=true&amp;sd=true" target="_blank" rel="noreferrer noopener">template de submissão</a></strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><code><em>A notícia foi atualizada para informar a prorrogação do prazo de submissão. Com a alteração, os textos poderão ser enviados até <strong>13 de julho de 2026</strong>.</em></code></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:footnotes /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Enquanto o Brasil aumenta o uso de agrotóxicos, produtores de Santa Maria mostram que é possível cultivar sem veneno </title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2025/11/28/enquanto-o-brasil-aumenta-o-uso-de-agrotoxicos-produtores-de-santa-maria-mostram-que-e-possivel-cultivar-sem-veneno</link>
				<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 17:02:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=979</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão da UFSM fortalece práticas agroecológicas e aproxima comunidade acadêmica da produção limpa


]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <b><img class="alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2025/11/Miraci.jpg" alt="" width="566" height="374" />Reportagem e redação:</b> João Victor Souza

<strong>Foto:</strong> Luiza Ventura

Em 2024, o Brasil bateu recordes de liberação de agrotóxicos, de acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foram 633 novos defensivos químicos aprovados. Em 2023, o congresso brasileiro aprovou a chamada nova lei dos agrotóxicos, que busca facilitar a aprovação dessas substâncias, além de facilitar o seu uso, o que coloca o Brasil como um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo.

Em Santa Maria, um projeto de extensão da UFSM busca levar para a comunidade acadêmica alimentos sem o uso de defensivos químicos. A PoliFeira do Agricultor, tem cerca de  feirantes todos comprometidos com práticas sustentáveis.Os alimentos são cultivados em pequenas propriedades familiares, com o uso de adubos orgânicos e técnicas de manejo natural, sem pesticidas nem fertilizantes químicos.

[caption id="" align="alignright" width="495"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2025/11/Foto-2.jpg" alt="" width="495" height="643" /> Produtos escolhidos para testagem[/caption]

Diversos feirantes já sofreram perdas em suas produções por conta de agrotóxicos. A produtora Miraci Sippert Schú, da região de Agudo, conta que sofreu com as consequências da aplicação irregular de agrotóxicos. “Nós éramos produtores de mel, a gente tinha na propriedade muitas colmeias e por conta da produção de tabaco, a gente acabou perdendo praticamente todas as colmeias, porque a abelha levava o veneno para casa e acabava morrendo”, explica. Após a perda da apicultura, Miraci e seu marido João acabaram por diversificar a produção e participar de feiras. “A partir daí surgiu a ideia de participar da feira e de diversificar a produção”, comenta a agricultora.

A produtora afirma, ainda, que foi um desafio se reinventar após a perda de parte da sua produção. Atualmente, Miraci comercializa seus produtos na PoliFeira do Agricultor, e é proprietária da banca Sementes do Sol.
<h3>Como participar da Feira?</h3>
Para os agricultores interessados em integrar o grupo de feirantes permanentes existem alguns critérios de seleção. Os agricultores devem estar comprometidos com práticas sustentáveis, produção própria e com interesse em participar ativamente das ações de ensino, pesquisa e extensão vinculadas ao projeto.

<b>As feiras ocorrem semanalmente nos seguintes locais:</b>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400">Terça-feira, das 7h às 12h30 – Avenida Roraima (entre a faixa nova e faixa velha)</li>
 	<li style="font-weight: 400">Quarta-feira, das 7h às 13h30 – Prédio 26 A – CCS (próximo ao estacionamento do HUSM)</li>
 	<li style="font-weight: 400">Quinta-feira, das 12h às 18h – Largo do Planetário</li>
 	<li style="font-weight: 400">Domingo – Campus Sede UFSM</li>
</ul>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Feirantes relembram os desafios enfrentados durante as enchentes de 2024 no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2025/11/28/feirantes-relembram-os-desafios-enfrentados-durante-as-enchentes-de-2024-no-rs</link>
				<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 16:46:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=975</guid>
						<description><![CDATA[Agricultores familiares da PoliFeira do Agricultor passaram por perdas de recursos importantes para o seu trabalho]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="" align="alignleft" width="411"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2025/11/IMG_9688-1024x768.jpg" alt="" width="411" height="308" /> Propriedade de Jeferson Souza após a enchente de 2024[/caption]

<b>Reportagem, redação e fotos: </b>Pedro Moro

Em 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma das maiores tragédias climáticas de sua história. As chuvas intensas e as enchentes sucessivas atingiram mais de 260 mil propriedades rurais, causando prejuízos na produção e na infraestrutura, segundo relatório do Governo do Estado.

Entre os atingidos, direta ou indiretamente, estavam os agricultores familiares da PoliFeira do Agricultor, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Meses depois, ainda é difícil esquecer os dias em que o campo parou e o sustento ficou suspenso entre a lama e a espera.

“Não fomos atingidos diretamente, mas ficamos sem trabalhar”, recorda Josiane Santos, feirante da banca Canaã Agroindústria. “Naquele mês fizemos poucas feiras, e diversos produtores ficaram ilhados.” A rotina da feira, marcada pela troca entre produtores e consumidores, deu lugar ao silêncio das bancas vazias.

[caption id="" align="alignright" width="475"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2025/11/IMG_9669-1024x768.jpg" alt="" width="475" height="356" /> Propriedade de Jeferson Souza após a enchente de 2024[/caption]

Para Jeferson Souza, da Silveira y Souza, os impactos foram sentidos de forma mais dura: “Perdemos bastante da produção da lavoura. Foram quase 40 mil reais em perdas. Nossa infraestrutura não foi tão afetada quanto as estufas. Recuperamos um pouco das verduras. Agradeço por termos saído daquela época com saúde e resiliência.”

A resiliência, palavra que Jeferson escolhe, parece ecoar entre todos os feirantes. É também o sentimento de Jussane Turri, da Boutique da Colônia, que ainda se emociona ao lembrar dos primeiros dias após o desastre. “Naqueles 30 primeiros dias, não saímos de casa muitas vezes. Nossa produção de ovos e a queijaria não foram tão afetadas, mas tivemos muitos danos materiais na nossa casa”, conta. “Foi muito difícil o acesso a outras áreas, porque as pontes haviam caído e não podíamos vir fazer a feira. A matéria-prima não chegava, e a questão financeira ficou muito complicada.”

Os feirantes da PoliFeira seguem escrevendo um novo capítulo de resistência e reconstrução. No espaço onde antes a enchente levou o chão, hoje florescem verduras, histórias e esperanças.
<h3><strong>Visite a Polifeira:</strong></h3>
<b>As feiras ocorrem semanalmente nos seguintes locais:</b>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Terça-feira, das 7h às 12h30 – Avenida Roraima (entre a faixa nova e faixa velha)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Quarta-feira, das 7h às 13h30 – Prédio 26 A – CCS (próximo ao estacionamento do HUSM)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Quinta-feira, das 12h às 18h – Largo do Planetário</span></li>
 	<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Domingo – Campus Sede UFSM</span></li>
</ul>
<img class="aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2025/11/IMG_9665-1024x768.jpg" alt="" width="1472" height="1104" />]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        