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Conferência sobre estilo e quadrinhos no Seminário de Estudos Avançados “Estudos dos quadrinhos, sua forma e sua história”



Hoje tivemos a participação especial do Professor Doutor Jacques Dürrenmatt, da Universidade de Sorbonne (Paris IV) que palestrou sobre a formação do estilo nos quadrinhos. Dürrenmatt abre a sua fala com um breve panorama sobre estado da arte e da pesquisa sobre histórias em quadrinhos na França, apontando como um problema por lá a interdisciplinaridade e a pluridisciplinaridade que, de certa forma, impedem a consolidação de um campo próprio para a pesquisa de quadrinhos.

Também ressalta certa carência na formação, tanto acadêmica quanto prática, por haver poucos centros preocupados com essa formação específica, com destaque para o programa de mestrado em histórias em quadrinhos criado em 2008 por iniciativa da Escola Europeia de Imagens (l’École européenne supérieure de l’image) e da Universidade de Poitiers, e o novo programa de mestrado de Bordeaux: Bande dessinée: édition, théorie et critique, voltado para a edição, teoria e crítica de quadrinhos.

Após esse preâmbulo, Dürrenmatt destrincha a ideia de estilo como um modo de singularização de uma prática coletiva. Esse “Estilo coletivo” se apresenta como uma forma de expressão específica de determinado gênero ou escola, como a escola da “linha clara” (ligne claire) que tem Hergé como um de seus maiores representantes, em contrapartida, ao que ele vai chamar de “estilo individual”, de caráter profundamente polimorfo, em que o artista deixa sua marca, ou mesmo explora e experimenta com a linguagem a cada trabalho, como faz Alberto Breccia. Dürrenmatt finaliza sua exposição elaborando uma espécie de categorização enunciativa do estilo, apoiando-se nas teorias da linguística, chegando a três categorias distintas: a enunciação discursiva (quando há pontos de vista discerníveis nas histórias em quadrinhos pensados como texto), a enunciação gráfica (ou grafiação, que seria, a grosso modo, a “presença” do artista, sua marca caligráfica ou maneira particular de representar as coisas graficamente) e a enunciação cenográfica (presente na maneira específica de se organizar o layout da página).

A conferência, em francês, teve tradução simultânea e consecutiva da coordenadora do curso.

Texto de Valter do Carmo, Vice-Líder do GPOQT.

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