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Projetos

Métodos para a Criança Iniciante ao Piano: Algumas Notáveis Contribuições para uma Pedagogia Efetiva

Coordenadora: Profa. Dra. Cláudia Deltrégia

Essa pesquisa possui como objetivo geral a identificação e a análise de métodos variados para crianças em relação ao layout, sequência de conceitos musicais, abordagens de leitura, técnica, repertório, improvisação e composição, teoria, filosofia de ensino e outras atividades propostas por seus autores.

Motivação, autoeficácia e estratégias de aprendizagem em Teoria e Percepção Musical

Coordenador: Prof. Dr. Pablo Gusmão

Além de diferentes níveis de complexidade, a música se manifesta em diferentes modos perceptivos e conceituais. Se por um lado a natureza fundamental da música é na forma sonora, os conceitos musicais podem ser elaborados na forma de palavras, e registrados na forma simbólica através da notação musical tradicional. Desta forma, é possível tecer uma analogia entre música e linguagem: as palavras existem na forma oral, escrita e conceitual. Dominar a linguagem significa ser capaz de transitar fluentemente entre estas diferentes formas, através da leitura, da escrita, da criação, da descrição, da manipulação de ideias, etc.
Percebe-se, no âmbito do ensino superior de música, que muitos alunos ingressantes veem a disciplina de Teoria e Percepção Musical como um desafio, e em particular a atividade de ditado musical. A educação musical pré-universitária do aluno é, em média, focada nos aspectos técnicos instrumentais. Com muita frequência a “aula de música” torna-se uma aula de técnica ao instrumento, e dependendo do repertório, leitura de partitura. A própria leitura musical torna-se desvinculada da música, tornando a partitura, efetivamente, um roteiro para movimentos das mãos e dedos ao instrumento. É essencial que se compreenda as dificuldades cognitivas que o aluno ingressante no curso de música apresenta ao realizar a atividade de ditado musical. Esta pesquisa tem a intenção de compreender as estratégias e erros comuns na população de alunos do curso de música matriculados na disciplina de Teoria e Percepção Musical.

Um dos objetivos da disciplina de Percepção Musical é o desenvolver o ouvido musical (ou mente musical, cérebro musical, etc.), ou seja, a capacidade de conceber e representar mentalmente a música em suas diferentes dimensões e traduzi-las em múltiplas representações. Entretanto, o aluno do curso superior em música ingressa, em grande parte das vezes, despreparados e com grandes lacunas em uma ou mais dimensões de representação musical (Ototumi, 2008; Rogers, 1984). Assim, encontramos, por exemplo, alunos com excelentes habilidades técnicas ao instrumento, mas que são incapazes de compreender uma melodia escutada a ponto de descrevê-la, quanto menos transcrevê-la; ou então alunos que são ótimos improvisadores, mas com dificuldade de ler fluentemente uma partitura; ou, o que é encontrado com mais frequência, alunos que são capazes de realizar exercícios de harmonia, contraponto ou análise sem perceber a dimensão musical destes exercícios, pois não os conectam mentalmente as dimensões da notação/palavra com a dimensão sonora.
Por existir uma grande variação entre o grau e a natureza da lacuna de conhecimentos teórico-perceptivos entre os alunos ingressantes no ensino superior, o desnivelamento das turmas de percepção musical é uma constante generalizada. Uma vez que as turmas são geralmente grandes, a atenção às necessidades individuais de cada aluno representa uma dificuldade muito grande para o professor da disciplina.
O desenvolvimento do ouvido musical, ou seja, da percepção, é, frequentemente, desvalorizado em detrimento á virtuosidade técnica. Uma consequência dessa abordagem é justamente o aluno que se sente inseguro frente a atividades que envolvem a escuta ativa musical. Solfejo e ditado melódico nada mais são do que traduções entre a música na forma sonora e a música na forma grafada.

Perspectivas Sobre Análise e Teoria Musical na Contemporaneidade

Coordenação: Prof. Dr. Arthur Rinaldi

Desde o século XX, foram propostas múltiplas abordagens analíticas musicais, com métodos e pressupostos teóricos e estéticos distintos, as quais possibilitavam a abordagem sistemática de uma obra musical para a descoberta de informações precisamente definidas e tecnicamente fundamentadas. Para diminuir a lacuna entre analistas e músicos em geral, surgiram na década de 1980 publicações que forneciam perspectiva panorâmica sobre os princípios da Análise Musical e as principais características das abordagens analíticas mais difundidas à época. Contudo, estas publicações não foram atualizadas desde então. O presente projeto propõe a realização de uma revisão crítica sobre as principais abordagens analíticas musicais utilizadas na atualidade. Como os métodos de análise são fundamentados em pressupostos teóricos e estéticos, o seu estudo possibilitará também o mapeamento da rede de conceitos utilizados na contemporaneidade para descrever e explicar os elementos técnicos que organizam e estruturam o discurso musical em seus diferentes níveis hierárquicos. Espera-se que o projeto forneça uma perspectiva crítica atualizada sobre a Análise Musical e sobre suas interpelações com a Teoria Musical na contemporaneidade. A pesquisa se dividirá em três etapas: 1) levantamento bibliográfica e revisão crítica das principais abordagens analíticas atuais; 2) comparação crítica de suas características; e 3) reflexão sobre as interpelações entre as propostas de Análise Musical estudadas e as perspectivas contemporâneas sobre Teoria Musical.

Ouvido Absoluto versus Ouvido Relativo: Diferentes Estratégias para o Desenvolvimento da Percepção de Alturas em Alunos de Ensino Superior

Coordenação: Profa. Dra. Nayana Di Giuseppe Germano

Nos cursos de percepção musical, almeja-se o aprimoramento do Ouvido Relativo (OR), ou seja, a capacidade de reconhecer intervalos melódicos e harmônicos, tríades e tétrades, e progressões harmônicas. Contudo, os alunos apresentam uma grande heterogeneidade quanto às suas habilidades de percepção, sobretudo em relação à percepção de alturas, por conta da presença de alunos portadores de Ouvido Absoluto (OA). Os métodos de ensino não levam em consideração este alto grau de heterogeneidade dos alunos, sobretudo o alto grau de contraste entre portadores e não portadores de OA, levando muitos alunos a ser sentirem desmotivados. O presente projeto propõe a continuação da avaliação de um banco de dados já coletado (Germano, 2018) que testou o reconhecimento de diversas tarefas perceptivas musicais relacionadas à altura em 783 alunos de graduação em música. A proposta dessa avaliação é enriquecer a bibliografia sobre o assunto e contribuir para a pesquisa em música. Posterior a essa primeira etapa, será feita uma elaboração teórica de novas estratégias pedagógicas perceptivas musicais para o desenvolvimento do OR em estudantes de música portadores e não portadores de OA. Espera-se que essas estratégias sejam mais eficazes, aumentando a acuidade dos alunos e também o interesse em atuar ativamente para o desenvolvimento do OR (algo sentido, sobretudo, por alunos portadores de OA).