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UFSM SEDIOU O X ENCONTRO ESTUDANTIL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA REGIÃO SUL (EERRI)



O encontro estudantil regional de relações internacionais (EERRI) é o maior encontro de estudantes de Relações Internacionais da região sul do Brasil. Desde 2010, ano em que foi criado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), o evento ocorre anualmente, mobilizando cerca de 400 estudantes de 14 universidades dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Em 2019, o EERRI completou sua décima edição e foi sediado pela UFSM no Campus de Camobi. Entre os dias 19 e 22 de setembro, alunos e profissionais de Relações Internacionais puderam prestigiar palestras, minicursos e apresentações de diversos trabalhos desenvolvidos na área. Durante o evento, os congressistas tiveram direito a alojamento, transporte e alimentação.

Confira como foi a programação:

MINICURSOS:

O minicurso “Mobilizando o Direito Internacional para a Justiça Global”, que foi ministrado pelo Prof. Dr. Ademar Pozzatti Júnior, parte do reconhecimento de que as desigualdades que assolam a sociedade internacional não ficam contidas em fronteiras e, consequentemente, essas injustiças internacionais requerem uma resposta também em nível global. O minicurso apresentou as formas pelas quais o direito internacional pode ser instrumentalizado para responder a essas demandas de uma Justiça Global. .

O minicurso “Introdução aos Conjuntos Fuzzy: Análise de Plataformas Internacionais”, foi proferido pela Profª. Drª Sibele de Oliveira (UFSM) e pelo Prof. Dr. Júlio Rohenkohl apresentou a metodologia dos “conjuntos difusos” que se baseia na ideia de graus de pertinência, ao invés da simples ausência ou presença de variáveis, isto é, a intensidade com que um elemento se encaixa em determinada definição pode variar. Busca, assim, mostrar como um elemento de análise se comporta de forma mais complexa do que uma simples dicotomia de sim ou não (está presente ou está ausente no caso). As plataformas multilaterais se dividem entre multilaterais e bilaterais, na teoria. Entretanto, na prática, negociações podem ficar entre esses dois polos conceituais, com graus variáveis de pertencimento, como será demonstrado pela aplicação do método Fuzzy.

O minicurso “Process Tracing, Counterfactual e QCA aplicados a Análise de Política Externa”, pelo Prof. Dr. Júlio Rodriguez (UFSM), analisou a política externa de casos como Estados Unidos, China, Brasil e Argentina a partir de três métodos que seguem a mesma tradição metodológica que busca dar rigor a comparações qualitativas. A Análise Quantitativa Comparada (QCA), relaciona as condições entre casos e processos; o Process Tracing, identifica processos históricos e avalia o impacto desses na explicação de um resultado; o Contrafactual, compara uma explicação de causalidade com um cenário hipotético em que essa não ocorre, ou seja, compara possíveis acontecimentos para verificar se a presença de um elemento é realmente a causa do resultado.

O minicurso “Análise de Redes no estudo de tradições teóricas e eixos de Cooperação e Conflito”, a ser proferido pelo Prof. Dr. Igor Castellano (UFSM), vai apresentar o debate clássico sobre cooperação e conflito e teorias de relações internacionais a partir das interconexões entre seus elementos constituintes e conceituais, ao invés da apresentação de diferenças e incongruências entre lados tidos como opostos, promovendo assim o debate eclético sobre as tradições teóricas das RI. .

O minicurso “Análise de Estratégia e a Dicotomia Fato-valor nas RI” do Prof. Dr. Fabrício Pontin trouxe o debate da filosofia sobre materialismo e nominalismo para o contexto das Relações Internacionais ao falar sobre a relação entre objetividade e subjetividade, ou seja, entre os fatos e valores ao debater estratégia.

O minicurso “Esporte e Poder nas Relações Internacionais”, do Prof. Dr. Thomaz Santos (UFSM) aplicou a metodologia do estudo de caso para incluir o tema do esporte no debate sobre poder nas Relações Internacionais tratando, por exemplo, da importância internacional de grandes eventos esportivos como os Jogos Olímpicos.

O cinema, bem como as artes, se inspiram e apresentam processos e temas das relações internacionais a um bom tempo, minicurso “O Uso do Cinema e das artes como ferramentas metodológicas para o estudos das Relações Internacionais”, da Profª Drª Joseli Fiori, mostra que as Relações Internacionais, por sua vez, também podem trabalhar com esses conteúdos. O minicurso pretende apresentar as formas em que o cinema e as artes podem ser aplicados em trabalhos e pesquisas das RI, apresentando os limites e possibilidade dessa ferramenta metodológica.

O minicurso “Pensamento e Teoria Feminista: Pesquisa e Narrativa”, da Profª Drª Nikelen Witter, debateu sobre desenvolvimento da tradição teórica feminista e a importância do gênero como categoria de análise. .

O minicurso “Algumas coisas está fora de ordem: Populismo, Nacionalismo e Política Internacional no início do Século XXI”, da Profª Drª Tatiana Vargas Maia, situou o debate atual sobre o populismo e o nacionalismo nos históricos de ascensão e queda dessas tendências política.

Palestra da Professora Dr. Daniela Campello (FGV-RJ)
Fotografia: Antônia Haag

PALESTRAS:

“Choques Externos, Democracia e Representação na América Latina – Professora Dr. Daniela Campello (FGV-RJ)

“América Latina diante da Incerteza” – Professora Elsa Llenderrozas (UBA)

“Relações Brasil – África e a luta contra o racismo” – Professora Irene Vida Gala (Embaixadora) / Ministério das Relações Exteriores (ERESP)


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