{"id":261,"date":"2019-09-10T15:46:29","date_gmt":"2019-09-10T18:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/graduacao\/santa-maria\/relacoes-internacionais\/?p=261"},"modified":"2019-09-14T18:00:33","modified_gmt":"2019-09-14T21:00:33","slug":"a-influencia-da-midia-na-guerra-civil-da-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/graduacao\/santa-maria\/relacoes-internacionais\/2019\/09\/10\/a-influencia-da-midia-na-guerra-civil-da-siria","title":{"rendered":"A influ\u00eancia da m\u00eddia na Guerra Civil da S\u00edria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">William Wuttke Martins<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acad\u00eamico\ndo 5\u00ba semestre do curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal de\nSanta Maria(UFSM). E-mail: <a href=\"mailto:williamwuttke99@gmail.com\">williamwuttke99@gmail.com<\/a><br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o fim da Guerra Fria, grande parte\ndos conflitos internacionais passou a ocorrer ou no \u00e2mbito interno dos Estados,\nno estilo de guerra civil como ocorrido na Iugosl\u00e1via, Ruanda e Som\u00e1lia, ou a\nn\u00edvel global, como nos casos ligados a grupos terroristas transnacionais a\nexemplo de alguns grupos isl\u00e2micos (GILBOA, 2007). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse cen\u00e1rio, e com o fim da\nordem bipolar, os chamados conflitos de baixa intensidade tornaram-se\npredominantes. Nesse tipo de conflito, de acordo com Gilboa (2007), a diferencia\u00e7\u00e3o\nentre civis e combatentes \u00e9 de dif\u00edcil distin\u00e7\u00e3o, os confrontos s\u00e3o longos e\nfluidos e o campo de batalha permanece em constante mudan\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a cobertura da m\u00eddia tamb\u00e9m\nse torna essencial para ambos os lados do conflito, j\u00e1 que o mesmo costuma\nocorrer em Estados autorit\u00e1rios, o que faz com que tanto os governos quanto os\nrebeldes tentem conquistar a simpatia da opini\u00e3o p\u00fablica e das democracias\nliberais. O principal objetivo dessa utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00eddia \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o da\nlegitimidade por parte de ambos os envolvidos na guerra, a fim de prejudicar a\npercep\u00e7\u00e3o do seu oponente diante da comunidade internacional (GILBOA, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse mesmo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da\nGuerra Fria para a nova ordem uni multipolar, outra grande revolu\u00e7\u00e3o ocorre na\nforma em que os conflitos internacionais s\u00e3o registrados: os avan\u00e7os\ntecnol\u00f3gicos e a capacidade de cobrir e transmitir ao vivo imagens de\nacontecimentos a n\u00edvel mundial, primeiramente por meio da m\u00eddia tradicional e,\nposteriormente pela internet, permitiram uma r\u00e1pida exposi\u00e7\u00e3o dos conflitos\ninternacionais para a popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse fen\u00f4meno, nomeado inicialmente\n\u201cEfeito CNN\u201d, mas posteriormente tamb\u00e9m expandido a outras emissoras como no\n\u201cEfeito Al Jazeera\u201d, afirma que as redes globais de televis\u00e3o passaram at\u00e9\nmesmo a determinar a pol\u00edtica externa de grandes pot\u00eancias diante dos cen\u00e1rios\nde conflito internacionais (DOUCET, 2018). A partir desse conceito, o artigo\nbusca compreender se esses efeitos realmente determinam na tomada de decis\u00e3o\ngeopol\u00edtica dos l\u00edderes das grandes pot\u00eancias, por meio do estudo de caso da\nGuerra na S\u00edria, e o impacto que a m\u00eddia teve nas percep\u00e7\u00f5es dos presidentes\nBarack Obama e Donald Trump at\u00e9 ent\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Contexto do\nconflito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Guerra Civil na S\u00edria iniciou\noficialmente no ano de 2011, por\u00e9m uma s\u00e9rie de tens\u00f5es de origem \u00e9tnica,\npol\u00edtica e religiosa assolam o pa\u00eds h\u00e1 muitas d\u00e9cadas, desde a tomada do poder\npelo general Hafez Al Assad por meio de um golpe de estado em 1970. Membro do\npartido Baath, de ideologia secular, nacionalista e socialista, Assad era\nmembro da minoria xiita alauita, assim como grande parte de seus aliados, o que\ncausou descontentamento por parte da popula\u00e7\u00e3o de maioria sunita do pa\u00eds\n(SOARES, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante seu governo, Hafez Al Assad\nentrou em conflito com Israel, na Guerra de Yom Kippur, e com o grupo islamista\nda Irmandade Mu\u00e7ulmana, tendo se mantido no governo em grande parte gra\u00e7as ao\napoio de outros grupos minorit\u00e1rios, como os crist\u00e3os. Com sua morte em 2000,\nseu filho, Bashar Al Assad, ascendeu ao poder, mantendo, portanto, a fam\u00edlia no\ncomando do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema que levou \u00e0 Guerra, no\nentanto, foi a eclos\u00e3o da Primavera \u00c1rabe, que atingiu grande parte do Oriente M\u00e9dio\ne Norte da \u00c1frica (SOARES, 2018). Ela conquistou, com sucesso, a derrubada de\nditadores em diversos pa\u00edses da regi\u00e3o, como no Egito, que posteriormente\nelegeu Mohammed Morsi, um membro da Irmandade Mu\u00e7ulmana, antiga inimiga da\nfam\u00edlia Assad, para o cargo da Presid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bashar Al Assad, no entanto, reprimiu\nviolentamente os manifestantes a fim de evitar o mesmo destino. Esses, por sua\nvez, n\u00e3o aceitaram as a\u00e7\u00f5es do Estado e optaram pela cria\u00e7\u00e3o de grupos rebeldes\ncom o objetivo de derrubar o governo s\u00edrio (SOARES, 2018). Entre esses grupos\nse encontrava o Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria, e com a escalada dos ataques entre\nfor\u00e7as estatais e os rebeldes, iniciou-se oficialmente a Guerra Civil em 2011\n(KHOURI, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois anos ap\u00f3s o in\u00edcio do conflito,\npor\u00e9m, a guerra j\u00e1 havia tomado propor\u00e7\u00f5es al\u00e9m do ambiente dom\u00e9stico. O\nconjunto de interesses internacionais no pa\u00eds levou a interven\u00e7\u00f5es diretas e\nindiretas por parte de grandes pot\u00eancias mundiais e regionais, como R\u00fassia e\nIr\u00e3, por meio de apoio e financiamento ao Ex\u00e9rcito S\u00edrio, e os Estados Unidos,\nmas tamb\u00e9m outros pa\u00edses da regi\u00e3o, como Ar\u00e1bia Saudita e Catar por meio de\napoio e financiamento de rebeldes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, a coaliz\u00e3o liderada pelo\ngoverno de Assad obteve sucessos nos \u00faltimos dois anos do conflito por dois\nmotivos principais: o apoio russo e o esgotamento das for\u00e7as rebeldes, que al\u00e9m\nde perderem financiamento dos Estados Unidos, ainda lutaram muitas vezes entre\nsi devido \u00e0 falta de agenda em comum entre os diversos grupos demandantes da\nmudan\u00e7a de regime. Al\u00e9m disso, a r\u00e1pida ascens\u00e3o do Estado Isl\u00e2mico tirou o\nfoco da guerra de Assad, j\u00e1 que o novo califado soube utilizar a m\u00eddia de\nmaneira eficaz para transmitir sua ideologia e espalhar o terror a alcance\ntransnacional tanto por suas atividades em solo s\u00edrio quanto por suas t\u00e1ticas\nde terrorismo internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O papel da m\u00eddia\ntradicional e digital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o desenrolar da guerra, as\nprincipais ag\u00eancias de not\u00edcias ocidentais, entre as quais se encontra a CNN,\nenfrentaram dificuldades para conseguir vistos de entrada em territ\u00f3rios\ncontrolados pelo governo s\u00edrio. Isso acabou dificultando a reportagem nessas\n\u00e1reas e fez com que a Guerra na S\u00edria se tornasse um dos primeiros conflitos no\nqual a maior parte das informa\u00e7\u00f5es fora divulgada por ativistas e cidad\u00e3os sem\ncredenciais jornal\u00edsticas, mas presentes na zona de conflito (DOUCET, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse fen\u00f4meno gerou, portanto, uma ampla\ndivulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es via m\u00eddias sociais que dificilmente poderiam ter suas\nveracidades confirmadas. O resultado foi a transfer\u00eancia do conflito para o campo\nmidi\u00e1tico, transformando-o em uma guerra de narrativas entre os apoiadores e\nopositores do regime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grande parte do conte\u00fado utilizado por\ngrupos de m\u00eddia tradicionais vinha, portanto, de sites como o YouTube, que teve\ngrande import\u00e2ncia para a r\u00e1pida difus\u00e3o de imagens e v\u00eddeos da guerra que\nimediatamente viralizaram na internet (DOUCET, 2018). O Twitter tamb\u00e9m foi\nrelevante para o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es, causando a sensa\u00e7\u00e3o de\ninstantaneidade na aquisi\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o para a opini\u00e3o p\u00fablica, que se posicionava\nde acordo com o tipo de conte\u00fado consumido via m\u00eddias sociais (LYNCH, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas imagens, entre as quais se\nencontram a de crian\u00e7as e outras v\u00edtimas de ataques de armas qu\u00edmicas supostamente\nutilizadas por Assad, atingiram n\u00e3o somente a indigna\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica,\ncomo tamb\u00e9m imp\u00f4s press\u00e3o sob os formadores de pol\u00edtica externa\nnorte-americanos para que tomassem atitudes a fim de combater essa trag\u00e9dia\nhumanit\u00e1ria. Foi nesse per\u00edodo que Barack Obama aceitou, com relut\u00e2ncia, o\nplano de armar rebeldes s\u00edrios, considerados moderados, contra o governo de\nAssad (LYNCH, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Donald Trump tamb\u00e9m foi influenciado,\nainda mais fortemente, pelo \u201cEfeito CNN\u201d, que o levou a bombardear alvos do governo\ns\u00edrio alguns dias ap\u00f3s a revela\u00e7\u00e3o de novas imagens dos ataques contra crian\u00e7as\npor parte dos aliados de Assad, mesmo levando em considera\u00e7\u00e3o que ele mesmo se\ndeclarava contra qualquer tipo de interven\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o (DOUCET, 2018). \u00c9\nposs\u00edvel, pois, dizer que a m\u00eddia influenciou ao menos na determina\u00e7\u00e3o da\nagenda a ser discutida entre o alto escal\u00e3o de pol\u00edtica externa da Casa Branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a m\u00eddia russa investiu\nem forte propaganda contra os grupos rebeldes, com a permiss\u00e3o para transmitir\ninforma\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio sob controle de Assad, de dif\u00edcil acesso \u00e0s emissoras\nocidentais (DOUCET, 2018). Al\u00e9m disso, ativistas pr\u00f3-Assad tamb\u00e9m utilizaram as\nm\u00eddias sociais para promover seu lado da Hist\u00f3ria e tentar desconstruir a\nimagem negativa criada pela m\u00eddia \u00e1rabe e ocidental contra seu governo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nenhum ator, no entanto, conseguiu usar\nas m\u00eddias alternativas com tanto sucesso quanto o Estado Isl\u00e2mico. Por meio de\nsuas a\u00e7\u00f5es terroristas e pr\u00e1ticas de guerra cru\u00e9is, como decapita\u00e7\u00f5es e\nsuic\u00eddios pela causa, os jihadistas tornaram-se o centro da aten\u00e7\u00e3o tanto da\nm\u00eddia tradicional quanto da m\u00eddia digital em um curto espa\u00e7o de tempo (WINTER,\n2017). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo em que isso uniu quase\ntodos os atores envolvidos no conflito contra esse inimigo em comum, o Estado\nIsl\u00e2mico tamb\u00e9m conquistou, por meio da exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, uma significativa\nrede de seguidores transnacional (WINTER, 2017). O resultado desse processo foi\na mobiliza\u00e7\u00e3o de milhares de jovens dispostos a sacrificar suas vidas pela\ncausa, demonstrando o forte impacto da propaganda do grupo e o seu bem-sucedido\nrecrutamento digital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es\nfinais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente artigo abordou a relev\u00e2ncia e\no papel da m\u00eddia durante a Guerra Civil da S\u00edria, a fim de apresentar seu\nimpacto no decorrer do conflito. Puderam-se notar, durante os \u00faltimos anos,\nalgumas diferen\u00e7as na forma como a m\u00eddia se adaptou para realizar a cobertura\ndos eventos ocorridos naquele pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre elas houve a queda do monop\u00f3lio\ndas grandes empresas midi\u00e1ticas de transmiss\u00e3o televisiva e dos jornais mais\ntradicionais. Isso ocorreu devido \u00e0s dificuldades de acesso de jornalistas\nprofissionais ao espa\u00e7o territorial controlado pelo governo de Assad, o que\naumentou ainda mais a import\u00e2ncia do jornalismo produzido por indiv\u00edduos independentes\nvivendo nas zonas de conflito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso permitiu que as m\u00eddias digitais se\ntornassem ainda mais importantes, j\u00e1 que os habitantes locais puderam utilizar\ndas imagens por si produzidas para divulgar suas narrativas acerca da guerra. A\nm\u00eddia, portanto, transformou-se em uma ferramenta estrat\u00e9gica a ser manipulada\npelos pr\u00f3prios combatentes a fim de mobilizar apoio e criar legitimidade para\nsua causa a n\u00edvel transnacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, n\u00e3o se pode mais falar em\n\u201cefeito CNN\u201d sem levar em considera\u00e7\u00e3o o impacto de m\u00eddias digitais, como o\nTwitter e YouTube, que, apesar de democratizarem o acesso e o direito de\ncompartilhamento de informa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m dificultaram a verifica\u00e7\u00e3o da veracidade\ndos conte\u00fados divulgados. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, seu impacto na opini\u00e3o\np\u00fablica pode ser significativo, como demonstrado ao longo do per\u00edodo de\nascens\u00e3o do Estado Isl\u00e2mico, que soube utilizar as m\u00eddias tradicionais e\nvirtuais a fim de projetar sua influ\u00eancia globalmente, divulgar sua ideologia e\ncausar p\u00e2nico e revolta na popula\u00e7\u00e3o de Estados da regi\u00e3o e na de democracias\nliberais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, \u00e9 poss\u00edvel dizer que, por mais\nque a m\u00eddia consiga determinar parte da agenda de pol\u00edtica externa a ser\ndiscutida, como demonstrado por meio de an\u00e1lises das percep\u00e7\u00f5es de Barack Obama\ne Donald Trump sobre o conflito, ela, por si s\u00f3, n\u00e3o consegue determinar os\nrumos da pol\u00edtica externa sem a exist\u00eancia de outros interesses estatais que\nn\u00e3o sejam de origem humanit\u00e1ria capazes de gerar uma interven\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DOUCET, Lyse. Syria &amp; the CNN Effect: What Role\nDoes the Media Play in Policy-Making? Daedelus Journal of the American Academy\nof Arts &amp; Sciences. Vol. 147, 2018, p.141-157 Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/www.mitpressjournals.org\/doi\/pdf\/10.1162\/DAED_a_00480\">https:\/\/www.mitpressjournals.org\/doi\/pdf\/10.1162\/DAED_a_00480<\/a>&gt;.\nAcesso em: 27 jun. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GILBOA, Eytan. Media and International Conflict: A\nMultidisciplinary Approach. Journal of Dispute Resolution, vol.2007, Issue 1. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/scholarship.law.missouri.edu\/cgi\/viewcontent.cgi?article=1533&amp;context=jdr\">https:\/\/scholarship.law.missouri.edu\/cgi\/viewcontent.cgi?article=1533&amp;context=jdr<\/a> &gt;. Acesso em:\n26 jun. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KHOURI, Rami G. The Implications of the Syrian War for\nNew Regional Orders in the Middle East.&nbsp; Menara Working Papers. n.12, Set.\n2018. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/www.iai.it\/sites\/default\/files\/menara_wp_12.pdf\">https:\/\/www.iai.it\/sites\/default\/files\/menara_wp_12.pdf<\/a> &gt;. Acesso em: 28 jun. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LYNCH, Marc; FREELON, Deen; ADAY, Sean. Syria\u2019s\nSocially Mediated Civil War. Peaceworks,\nn. 91, jan. 2014. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/www.files.ethz.ch\/isn\/176084\/PW91-Syrias%20Socially%20Mediated%20Civil%20War.pdf\">https:\/\/www.files.ethz.ch\/isn\/176084\/PW91-Syrias%20Socially%20Mediated%20Civil%20War.pdf<\/a> &gt;. Acesso em: 28 jun.2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOARES, Jo\u00e3o Victor\nScomparim. A Guerra Civil na S\u00edria: Atores, Interesses e desdobramentos.\nObservat\u00f3rio de Conflitos Internacionais. Vol. 5, n. 1, fev. 2018. Dispon\u00edvel\nem: &lt;<a href=\"https:\/\/www.marilia.unesp.br\/Home\/Extensao\/observatoriodeconflitosinternacionais\/serie---a-guerra-civil-na-siria---atores-interesses-e-desdobramentos.pdf\">https:\/\/www.marilia.unesp.br\/Home\/Extensao\/observatoriodeconflitosinternacionais\/serie&#8212;a-guerra-civil-na-siria&#8212;atores-interesses-e-desdobramentos.pdf<\/a> &gt;. Acesso\nem: 28 jun.2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WINTER, Charlie. Media Jihad: The&nbsp; Islamic State\u2019s Doctrine for Information\nWarfare. International Centre for the Study of Radicalisation. fev. 2017. Dispon\u00edvel\nem: &lt; <a href=\"https:\/\/icsr.info\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ICSR-Report-Media-Jihad-The-Islamic-State%E2%80%99s-Doctrine-for-Information-Warfare.pdf\">https:\/\/icsr.info\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ICSR-Report-Media-Jihad-The-Islamic-State%E2%80%99s-Doctrine-for-Information-Warfare.pdf<\/a>&gt;.\nAcesso em: 29\njun.2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Guerra Civil na S\u00edria, iniciada em 2011 no contexto da Primavera \u00c1rabe, foi marcada por uma forte cobertura midi\u00e1tica a n\u00edvel global. 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