{"id":654,"date":"2018-11-19T09:32:00","date_gmt":"2018-11-19T11:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/palmeira-das-missoes\/ppgagr\/?p=654"},"modified":"2020-06-19T10:09:35","modified_gmt":"2020-06-19T13:09:35","slug":"analise-da-oferta-e-demanda-por-milho-no-brasil-e-dos-precos-pagos-aos-produtores-no-noroeste-gaucho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/palmeira-das-missoes\/ppgagr\/2018\/11\/19\/analise-da-oferta-e-demanda-por-milho-no-brasil-e-dos-precos-pagos-aos-produtores-no-noroeste-gaucho","title":{"rendered":"An\u00e1lise da oferta e demanda por milho no Brasil e dos pre\u00e7os pagos aos produtores no Noroeste Ga\u00facho"},"content":{"rendered":"\n<p>As estat\u00edsticas do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (MDIC) mostram que nos \u00faltimos anos houve uma forte oscila\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es brasileiras de milho. A demanda pelo cereal estrangeiro surge, principalmente, nas empresas do segmento de produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es, que abastecem as granjas de su\u00ednos, avi\u00e1rios e em parte a pecu\u00e1ria de corte e de leite. Tamb\u00e9m, do consumo de derivados de milho destinados para a alimenta\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Neste contexto, o ano-safra 2015\/2016 pode ser considerado at\u00edpico, pois grande parte das lavouras foram atingidas por estiagem e geadas, o que resultou em significativa redu\u00e7\u00e3o na quantidade produzida no Rio Grande do Sul e no Brasil. Para a safra 2018\/2019, as proje\u00e7\u00f5es da Conab apontam para uma produ\u00e7\u00e3o que deve variar entre 90,01 mi\/t e 90,95 mi\/t.<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es de mercado, o milho produzido na Argentina e no Paraguai est\u00e1 com pre\u00e7os competitivos, fato que explica a utiliza\u00e7\u00e3o do mesmo na ind\u00fastria regional de produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es. Por outro lado, \u00e9 importante destacar o crescente consumo do cereal no mercado brasileiro, que deve alcan\u00e7ar 66,5 milh\u00f5es de toneladas no ano safra 2018\/2019, conforme proje\u00e7\u00f5es do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-655 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/palmeira-das-missoes\/ppgagr\/wp-content\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_2._Consumo_de_Milho_no_Brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"981\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_2._Consumo_de_Milho_no_Brasil.jpg 981w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_2._Consumo_de_Milho_no_Brasil-300x176.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_2._Consumo_de_Milho_no_Brasil-768x452.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 981px) 100vw, 981px\" \/><\/p>\n<p>Apesar das recentes importa\u00e7\u00f5es, o produtor brasileiro ainda \u00e9 o principal respons\u00e1vel por abastecer o mercado interno e as proje\u00e7\u00f5es apontam que no ano-safra 2018\/2019 ele tende a abastecer cerca de 89% do consumidor brasileiro, restando 1% para as importa\u00e7\u00f5es e 10% para os estoques reguladores, conforme \u00e9 poss\u00edvel observar na Figura 3.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-656 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/palmeira-das-missoes\/ppgagr\/wp-content\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_3._Composi\u00e7\u00e3o_da_oferta_de_Milho_no_Brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"812\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_3._Composi\u00e7\u00e3o_da_oferta_de_Milho_no_Brasil.jpg 812w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_3._Composi\u00e7\u00e3o_da_oferta_de_Milho_no_Brasil-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/569\/2020\/06\/Figura_3._Composi\u00e7\u00e3o_da_oferta_de_Milho_no_Brasil-768x441.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 812px) 100vw, 812px\" \/><\/p>\n<p>Neste momento, a tend\u00eancia \u00e9 de que o mercado para o milho produzido no Brasil continue aquecido, principalmente puxado pela intensifica\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es de carnes su\u00edna e de frango, uma vez R\u00fassia, China e \u00cdndia tendem importar maior volume de prote\u00edna animal e o mercado dom\u00e9stico tende a consumir mais, em resposta a recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Quanto aos pre\u00e7os pagos aos produtores, em especial na regi\u00e3o noroeste do Rio Grande do Sul, a an\u00e1lise gr\u00e1fica mostra que R$ 45,00\/sc \u00e9 a resist\u00eancia e R$ 38,00\/sc \u00e9 o suporte. Portanto, a considerar as expectativas de oferta e demanda e o comportamento hist\u00f3rico dos pre\u00e7os, o mercado tende a flutuar nestes patamares, desde que a produ\u00e7\u00e3o estimada para a pr\u00f3xima safra se viabilize e a taxa de c\u00e2mbio n\u00e3o se altere significativamente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Prof. Dr. Nilson Luiz Costa<\/p>\n<p>Originalmente publicado em <a href=\"https:\/\/www.observadorregional.com.br\/noticia\/21726\/analise-da-oferta-e-demanda-por-milho-no-brasil-e-dos-preaos-pagos-aos-produtores-no-noroeste-gaascho-\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Observador Regional<\/a>\u00a0e Jornal A Madrugada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estat\u00edsticas do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (MDIC) mostram que nos \u00faltimos anos houve uma forte oscila\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es brasileiras de milho. 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