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Com avaliação positiva, Jornada Gaúcha de Pesquisadores da Recepção se consolida no calendário acadêmico



Depois de dois dias dedicados a debates e intercâmbios de experiências, a II Jornada Gaúcha de Pesquisadores da Recepção encerrou-se na última sexta-feira, 18. Promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o evento reuniu mais de 100 pesquisadores, professores e estudantes de 18 instituições. Ao término das atividades, a próxima edição do evento já foi confirmada para 2016, com sede na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Dando continuidade à iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que em 2012 lançou a Jornada Gaúcha de Pesquisadores da Recepção, o evento deste ano teve como tema central Perspectivas teórico-metodológicas para o estudo da recepção. O objetivo foi consolidar a proposta, constituindo a Jornada como um espaço de diálogo entre pesquisadores da área, por meio do intercâmbio das pesquisas desenvolvidas nos Programas de Pós- Graduação em Comunicação sediados em Universidades do estado do Rio Grande do Sul.

Para a professora Nilda Jacks (UFRGS), que coordenou a primeira edição do evento, a Jornada em Santa Maria superou as expectativas, principalmente em relação ao número de participantes: “Santa Maria conseguiu firmar a Jornada e o público presente mostrou que o evento tem futuro”. Nilda também destacou a participação de pesquisadores de outros estados do país, o que, segundo ela, confirma a hipótese de que a comunidade acadêmica brasileira reconhece o Rio Grande do Sul como um polo dos estudos de recepção, responsável por sedimentar a escola de pesquisas na área iniciada pela professora Maria Immacolata Vassalo de Lopes, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda avaliando o evento, Nilda indicou algumas tendências nos estudos de recepção que puderam ser percebidos durante a Jornada. Além das pesquisas relacionadas à convergência, que foram tema de várias apresentações a painéis, ela aponta a intensificação dos estudos de recepção na área do jornalismo. As duas seções do GT Recepção em Jornalismo, reunindo 12 trabalhos, confirmam esse crescimento. A professora também destacou o grande número de estudantes de graduação que participaram das atividades, indicando como um ponto positivo o interesse pela área, ainda durante a formação inicial dos pesquisadores.

A avaliação positiva também foi compartilhada pela professora Liliane Dutra Brignol que, juntamente com as professoras Viviane Borelli e Veneza Mayora Ronsini, compôs a comissão organizadora da Jornada na UFSM. Para Liliane, mesmo com o tempo reduzido de divulgação, o evento surpreendeu e superou as expectativas da organização: foram 124 participantes inscritos e 53 trabalhos selecionados para apresentação. “Não tivemos muito tempo para divulgar, mas tivemos um bom número de participantes, sempre atentos às discussões e participativos nos debates nos GTs e nas trocas durante os intervalos”, observou. Para ela, ao configurar-se como um evento menor e mais focado, a Jornada consolida-se como um importante momento de encontro para os pesquisadores de recepção.

Liliane ainda salientou a relevância das temáticas abordadas na segunda edição da Jornada. “As grandes questões que emergiram dos debates dizem respeito a que receptor estamos nos referindo e ao que significa pesquisar recepção hoje dentro do campo da comunicação” observa a professora. Nesse sentido, ela destaca como o espaço da Jornada permitiu que os pesquisadores visualizassem como seus estudos estão contribuindo para o diálogo na área: “Este é um momento de troca para os pesquisadores e suas inquietações, que ajuda a responder essas questões”.

Número de participantes e trabalhos foi comemorado pela professora Liliane Brignol

O sucesso obtido pela II Jornada garantiu a continuidade do evento. Uma das painelistas do evento, a professora Jiani Bonin (Unisinos) comprometeu-se com a articulação da sua terceira edição, que deverá ocorrer em 2016, na Unisinos. Segunda ela, a intenção é “dar continuidade à reflexão regional sobre as pesquisas que estão sendo realizadas na área da recepção, fortalecendo esse polo de pesquisa, que já tem um tempo de trabalho, mas que agora está se consolidando”. Para Jiani, a inter-relação entre os pesquisadores já existe, porém a Jornada amplifica e abre espaço para reflexão, fomentando desafios e temáticas de pesquisa na área da recepção.

Texto: Mirian Quadros

Fotos: Laura Quadros e Gabriele Wagner de Souza


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