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Segundo dia das Mesas de Debate do V Seminário Internacional de Pesquisas em Midiatização e Processos Sociais



Mesa 2 discutiu a Comunicação, com os pesquisadores Lucrécia Ferreira (PUCSP), Luis Signates (UFG) e Pedro Gilberto Gomes (UNISINOS).

Mesa de debate "E a comunicação?"

Realizou-se nesta terça-feira (13) a segunda mesa de debates do V Seminário Internacional de Pesquisas em Midiatização e Processos Sociais. O segundo encontro teve como eixo a temática “E a comunicação?” e contou com a presença dos pesquisadores Lucrécia Ferrara (PUCSP), Luiz Signates (UFG) e Pedro Gilberto Gomes  (UNISINOS). 

A mesa iniciou com Lucrécia Ferrara, que apresentou sua perspectiva sobre a temática “A midiatização do super código”. A professora comentou que “existe uma diferença entre comunicação e midiatização”, pois a segunda é uma consequência da primeira. Nesse sentido, Lucrécia Ferrara ressaltou a importância de debater o conceito de midiatização e trouxe em sua fala as complexidades aplicadas aos processos sociais, como as variáveis da tecnologia midiatizada.

Em seguida, Luiz Signates palestrou sobre “Elementos para uma reflexão metateórica: as tensões comunicacionais no conceito de midiatização”. O professor iniciou sua fala abordando as críticas ao conceito de midiatização, dentre elas, uma possível dispersão. No entanto, Luiz Signates assinalou que isso é questionável meta teoricamente, pois é pouco provável que a redução da dispersão se daria no campo da comunicação por algum viés teórico. O professor refletiu também que “as questões relacionadas aos processos de midiatização não dizem respeito apenas aos processos tipicamente comunicacionais”, sendo tal conceito inter ou multidisciplinar. Para ele, “midiatização seria como o nome comunicacional da globalização” ou “o modo como a globalização se efetua comunicacionalmente”, tendo em vista que é um processo interacional de referência. Luiz Signates finalizou destacando que o “conceito de midiatização comunicacionalmente tensionado não deve ser celebrado, é um movimento hegemônico amparado no capital” e que não é uma teoria da relação entre mídias e sociedade, mas a articulação destes elementos tensionados para compreender o mundo e enxergar as saídas para os dilemas históricos e datados contextualmente.

A última fala da Mesa 2, de Pedro Gilberto Gomes, discutiu “Processos Midiáticos: transformações do discurso religioso no contexto da algoritmização”. O professor comentou que “cada momento da história é caracterizado pela maneira como compreende e tematiza seus processos de comunicação”. Ele ressalta que o novo é o desenvolvimento tecnológico que revoluciona as relações sociais e o modo de viver em sociedade. Com isso em vista, o professor questiona: “como se dão as transformações dos discursos religiosos resultantes dos efeitos da algoritmização sobre suas práticas?” Para ele, a aceleração tecnológica traz à tona uma outra ambiência e as relações sociais passam a ser norteadas pelos algoritmos.

A Mesa 2 seria composta também pelo professor Stefan Bratosin (Montpellier), com a temática “L’imaginaire et le symbolique dans la médiatisation”. Contudo, por problemas técnicos não foi possível apreciar a fala do professor.

O V Seminário Internacional de Pesquisas em Midiatização e Processos Sociais segue com Mesas de Debate na manhã do dia 15 (quarta-feira) e na manhã e tarde do dia 16 (quinta-feira). As palestras podem ser vistas presencialmente no auditório do INPE, no campus da UFSM, em Santa Maria, ou de modo remoto aqui.

Lucrécia Ferrara (PUCSP) e Pedro Gilberto Gomes (UNISINOS) participaram de forma remota.

Texto: Diosana Frigo (Poscom UFSM)

Fotos: Thiago Trindade (Poscom UFSM)

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