{"id":1959,"date":"2021-10-27T13:26:36","date_gmt":"2021-10-27T16:26:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/?p=1959"},"modified":"2021-10-27T13:26:38","modified_gmt":"2021-10-27T16:26:38","slug":"o-poscom-e-apoiador-do-pentalogo-xi-promovido-pelo-ciseco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/2021\/10\/27\/o-poscom-e-apoiador-do-pentalogo-xi-promovido-pelo-ciseco","title":{"rendered":"O Poscom \u00e9 apoiador do Pent\u00e1logo XI, promovido pelo CISECO"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Poscom \u00e9 apoiador do Pent\u00e1logo XI, promovido pelo CISECO, que vai discutir, durante o m\u00eas de novembro, o tema &#8220;Pandemia: sentidos em disputa&#8221;. Alunos e docentes do Programa est\u00e3o colaborando com a organiza\u00e7\u00e3o do evento, bem como v\u00e3o atuar nas transmiss\u00f5es em live das mesas por meio do canal do Ciseco &#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCVLbTU5SFB9YPn8_1ThDPCQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCVLbTU5SFB9YPn8_1ThDPCQ<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tema Pent\u00e1logo XI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pandemia: sentidos em disputa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 quase vinte meses convivemos com a pandemia da Covid-19 que tem afetado a vida do planeta e cujas refer\u00eancias mais traum\u00e1ticas, em termos sociais e de sentidos, s\u00e3o mortes em todos os pa\u00edses e, especificamente, no Brasil, onde j\u00e1 ocorreram mais de 600 mil \u00f3bitos. O v\u00edrus ingressou no cen\u00e1rio social entre an\u00fancios que o simplificavam como uma \u201cgripezinha\u201d ou uma peste indefinida. Mas sua manifesta\u00e7\u00e3o se fez em ritmo galopante, desencadeando sentidos \u00e0 medida em que seus efeitos incidiam sobre corpos, expostos \u00e0s v\u00e1rias formas de desamparo: discursos enunciados por saberes de v\u00e1rias naturezas descreviam que milhares de vidas foram transformadas em uma nova&nbsp;<em>modalidade de coletivo<\/em>&nbsp;e lan\u00e7adas, segundo prec\u00e1rias refer\u00eancias de identidade, em jazigos improvisados e sem o amparo dos rituais de despedidas. Entraram em circula\u00e7\u00e3o relatos mostrando cen\u00e1rios de agonia, horror, estupefa\u00e7\u00e3o ou de normalidade, segundo mensagens de autoridades governamentais. Emergiram dos&nbsp;<em>mass media<\/em>&nbsp;coberturas descrevendo dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e seus efeitos sobre institui\u00e7\u00f5es hospitalares carentes (ou privadas) de medicamentos e equipamentos para socorrer pacientes, cemit\u00e9rios desprovidos de covas; e fam\u00edlias perambularam, pelas ruas e filas, em busca de aux\u00edlios para sobreviverem. Instaurou-se uma esp\u00e9cie de conversa\u00e7\u00e3o p\u00fablica com profissionais de sa\u00fade saindo dos seus consult\u00f3rios e de servi\u00e7os de sa\u00fade, fazendo circular mensagens pregando o isolamento como forma de preven\u00e7\u00e3o. A internet tornou-se fonte de embates de sentidos, transformada em campo de batalha das pr\u00e1ticas discursivas em redes, envolvendo institui\u00e7\u00f5es e atores sociais. Da pugna de combate entre sistemas sociais emergiu a ado\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o sem efeito comprovado. E, de modo retardado, campanhas de vacina\u00e7\u00e3o, que ainda se arrastam, contribuindo para conter as mortes; no cen\u00e1rio de disputas de sentidos desencadearam-se, ao mesmo tempo,&nbsp;<em>fake news<\/em>&nbsp;e a a\u00e7\u00e3o coletiva dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, atuando na revela\u00e7\u00e3o de dados oficiais da pandemia, uma vez que havia desconfian\u00e7a e incredulidade sobre relat\u00f3rios oficiais com registros de n\u00famero de mortes e de enfermos. Com vidas perdidas para a doen\u00e7a, perderam-se, tamb\u00e9m, muitos sonhos, surgiram ilus\u00f5es e se fragilizaram cren\u00e7as nos dispositivos institucionais que deveriam cuidar da vida e da sa\u00fade dos indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A circula\u00e7\u00e3o social de sentidos, potencializada pela midiatiza\u00e7\u00e3o, desencadeou modalidade de enuncia\u00e7\u00e3o na qual a morte aparecia proclamada como narrativa automatizada, cadenciada entre relatos lineares e permeada por constru\u00e7\u00f5es de desmentidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ambiente de vida e morte, em que muitas enuncia\u00e7\u00f5es exteriorizam marcas de sofrimento pelos que se foram e pelos tempos incertos do dia seguinte, o CISECO anuncia neste contexto de m\u00faltiplos sentidos &#8211; lutas, perdas, desamparos, reverencias, esperan\u00e7a e vida &#8211; a realiza\u00e7\u00e3o do seu Pent\u00e1logo XI e elege a pandemia e narrativas sobre sua manifesta\u00e7\u00e3o, como tema dos seus trabalhos. Para tomar esta decis\u00e3o, passamos pelo momento em que a pandemia impactou a todos, deixando como fantasmas efeitos de desamparos a serem enfrentados. No contexto e trajeto de vida e morte, elegemos enuncia\u00e7\u00f5es deste momento, como objeto e tema de nossa reuni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Ainda sem retomar o cen\u00e1rio que caracterizava a realiza\u00e7\u00e3o do nosso encontro anual, em car\u00e1ter presencial, em Japaratinga (Alagoas), adotamos outro trajeto, como possibilidades de interlocu\u00e7\u00e3o, conforme experimentamos j\u00e1 em 2020 e, no ano corrente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste per\u00edodo, institu\u00edmos outra forma de v\u00ednculo com nossos interlocutores, com a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas, disponibilizadas no canal do CISECO no&nbsp;<em>YouTube<\/em>, com especialistas em comunica\u00e7\u00e3o e de \u00e1reas afins, sobre o tema \u201cpandemia e produ\u00e7\u00e3o de sentidos\u201d. Refletimos sobre estrat\u00e9gias de diferentes institui\u00e7\u00f5es que, afetadas pela pandemia, interrogavam-se sobre a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es comunicacionais para enfrentar seus efeitos no \u00e2mbito de suas atividades. Num segundo momento, aprofundamos as quest\u00f5es suscitadas pelas entrevistas, veiculando alguns de seus conte\u00fados no livro&nbsp;<strong>\u201cPandemia e Produ\u00e7\u00e3o de Sentidos: relatos, di\u00e1logos e discursos\u201d<\/strong>, que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado durante os trabalhos do Pent\u00e1logo XI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pistas reveladas neste livro, em circula\u00e7\u00e3o, suscitaram a tem\u00e1tica do Pent\u00e1logo XI. Tal escolha move-nos no desejo de promover reflex\u00f5es e discuss\u00f5es sobre as constru\u00e7\u00f5es e as disputas de sentidos em torno do fen\u00f4meno que tanto nos afeta na atualidade. Temos o firme prop\u00f3sito de dialogar com diferentes sistemas e suas pr\u00e1ticas que, afetados pela pandemia, os leva a se defrontarem com esta problem\u00e1tica sob a perspectiva da comunica\u00e7\u00e3o e da semi\u00f3tica. Para tanto, enumeramos apenas alguns aspectos a serem refletidos no Pent\u00e1logo XI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A organiza\u00e7\u00e3o social na qual se dissemina a Covid-19, e as forma de combat\u00ea-la, \u00e9 constitu\u00edda por complexos entrela\u00e7amentos de diversas pr\u00e1ticas socioinstitucionais (e discursivas). Centradas em suas epistemologias, valem-se de estrat\u00e9gias de diferentes naturezas, que se colocam em contato, para ensejar a enuncia\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de formas de lutas e de disputas de sentidos sobre a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As opera\u00e7\u00f5es geradas nas estrat\u00e9gias de interpenetra\u00e7\u00f5es institucionais materializam-se em termos de linguagens e se exteriorizam em mensagens, cujas marcas de sentidos s\u00e3o ofertadas no \u00e2mbito da circula\u00e7\u00e3o social, tendo como refer\u00eancia, matrizes identit\u00e1rias, epistemol\u00f3gicas de v\u00e1rias filia\u00e7\u00f5es e motiva\u00e7\u00f5es (pol\u00edtica, jur\u00eddica, sanit\u00e1ria, midi\u00e1tica, cient\u00edfica etc.).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio da pandemia, de complexa circula\u00e7\u00e3o de mensagens, aponta a import\u00e2ncia do trabalho anal\u00edtico da semi\u00f3tica operativa sobre o funcionamento de signos, em termos de opera\u00e7\u00f5es discursivas a partir das quais se configuram sentidos sobre a pandemia, e que se forjam em diferentes sistemas sociais e suas pr\u00e1ticas. Situamos a quest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de sentidos \u00e0 luz de perspectiva que v\u00ea o processo comunicacional \u2013 seja interpessoal ou institucional \u2013 enquanto intera\u00e7\u00e3o que se trava na esfera de disputas. As possibilidades de constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos a serem gerados, se fazem em torno do trabalho de feixes de rela\u00e7\u00f5es, envolvendo distintos postulados, gram\u00e1ticas, regras, l\u00f3gicas etc. Nada se pode saber&nbsp;<em>a priori&nbsp;<\/em>dos sentidos a\u00ed engendrados, considerando-se din\u00e2micas n\u00e3o lineares do trabalho que se faz na esfera da circula\u00e7\u00e3o. As disputas de sentidos se configuram, portanto, em torno de diferen\u00e7as que se expressam a partir de opera\u00e7\u00f5es de enuncia\u00e7\u00f5es que se oferecem para o trabalho investigativo e de cunho interpretativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As expectativas deste Pent\u00e1logo v\u00e3o al\u00e9m da tematiza\u00e7\u00e3o que caracteriza disputas de sentidos, exerc\u00edcio que seria de f\u00e1cil alcance, via exerc\u00edcios sem\u00e2nticos etc. A ambi\u00e7\u00e3o da semi\u00f3tica prioriza o exame de pistas e marcas que s\u00e3o oferecidas pelos \u00e2mbitos das linguagens e seu funcionamento. Elegemos, para tanto, o universo complexo da circula\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia observacional, para que possamos descrever, al\u00e9m das estrat\u00e9gias vis\u00edveis, outras opera\u00e7\u00f5es de sentidos em disputa. Considerando que vivemos n\u00e3o apenas uma pandemia, mas tamb\u00e9m uma infodemia, interroga-se como ler a mir\u00edade de dados que se nos apresentam em tempos de&nbsp;<em>Fake News<\/em>, desinforma\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-verdade, negacionismo? E ainda, como a pandemia em oferta d\u00e1 a ver, o que desvela, em face \u00e0s desigualdades (locais e globais) j\u00e1 t\u00e3o expl\u00edcitas antes do coronav\u00edrus?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao lan\u00e7ar estas quest\u00f5es como subs\u00eddios do Pent\u00e1logo XI, move-nos o desafio que a pandemia lan\u00e7a aos saberes a subsidiar nossas reflex\u00f5es. Entendemos que quando falamos em disputas de sentidos, problematizamos, tamb\u00e9m, as complexas rela\u00e7\u00f5es sociais e teias discursivas tecidas em torno de saberes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O CISECO nasceu no contexto de interpenetra\u00e7\u00e3o de saberes. Abra\u00e7ado pela comunidade de Japaratinga, desde a sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 2009, compartilha tamb\u00e9m seus passos com saberes, afetos e culturas das institui\u00e7\u00f5es e atores locais que t\u00eam nos acolhido. E renovamos nosso desejo de, em um futuro breve, ali retornar, compartilhando signos que enrique\u00e7am nosso trabalho em intera\u00e7\u00e3o com a sua comunidade. Estas marcas sensoriais s\u00e3o fundamentos daquilo que o nosso fundador, Eliseo Ver\u00f3n, nos lembrou sempre, ao chamar aten\u00e7\u00e3o para os sinais que a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de captar, gerando semioses de diversos tipos e matizes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O CONFER\u00caNCIAS PENT\u00c1LOGO XI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 8\/Novembro (segunda-feira) 14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Gast\u00f3n Cingolani<\/em><\/strong>&nbsp;-IIEAC, Universidad Nacional de las Artes, Argentina<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cMediatizaci\u00f3n y ret\u00f3ricas de la normalidade\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">La pandemia global de Covid-19 ha sido un gran revelador de normalidades. La normalidad no es algo que se puede dictaminar, como una ley. Desde el punto de vista de lo ideol\u00f3gico, es la sustancia de la&nbsp;<em>doxa<\/em>. Desde una perspectiva semi\u00f3tica, responde a lo que Peirce llamaba h\u00e1bito. En esa medida, solo puede describirse por diferencia, mediante sus variaciones, desv\u00edos, rupturas. La circulaci\u00f3n (como la pensaba Ver\u00f3n) es una clase de diferencia: espec\u00edficamente la diferencia de sentido sobre un mismo acci\u00f3n o discurso en dos o m\u00e1s instancias diferentes. La normalidad se construye de continuidades en la circulaci\u00f3n. La \u201cnueva normalidad\u201d es un ox\u00edmoron que se enunci\u00f3 antes de que se produzca, como si pudiera anticiparse. \u00bfCu\u00e1l ha sido la ret\u00f3rica de la pandemia aplicada sobre condiciones en transformaci\u00f3n? \u00bfEn qu\u00e9 medida las mediatizaciones participaron de esas definiciones que evocaban un futuro y lamentaban los cambios respecto del pasado? \u00bfForzaron las condiciones actuales de la circulaci\u00f3n medi\u00e1tica las evidencias de una normalidad no tan expandida como se supon\u00eda?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 11\/Novembro (quinta-feira)<\/strong><strong>&nbsp;14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>S\u00e9rgio Dayrell Porto<\/em><\/strong>&nbsp;&#8211; Universidade de Bras\u00edlia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cA&nbsp;fuga como contraponto do estado da pandemia no Brasil\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma alternativa aos relat\u00f3rios promovidos pelo Cons\u00f3rcio dos Ve\u00edculos de Imprensa sobre o estado da pandemia no Brasil, passados mais de 1 ano e meio, a fuga liter\u00e1ria \u00e9 um contraponto narrativo, que ajuda a produzir sentidos em nossa sociedade. Michel Foucault, em seu livro<em>, A Ordem do Discurso, 1971, nos fala da figura do sujeito fundador<\/em>. Da imagem extra\u00edda da sua consci\u00eancia filos\u00f3fica e po\u00e9tica, a que o tradutor chamou de&nbsp;<em>sujeito fundante<\/em>, refere-se \u00e0 fun\u00e7\u00e3o primordial do sujeito identificado com a ideia de que o universo est\u00e1 repleto de lugares vazios e que cabe a esse sujeito fundador o preenchimento desses espa\u00e7os, utilizando-se da linguagem de que \u00e9 possuidor nato. As intui\u00e7\u00f5es, as ilumina\u00e7\u00f5es, os conceitos, as ideias, as imagens, as proposi\u00e7\u00f5es, as frases, as senten\u00e7as, as ora\u00e7\u00f5es, os discursos, as est\u00f3rias, as narrativas, os relatos que o sujeito fundador \u00e9 capaz de fazer e ter, est\u00e3o a\u00ed para preencher essas enormes lacunas do mundo, mundo vazio, por mais que a not\u00edcia e a informa\u00e7\u00e3o queiram trazer para si o direito roubado de que elas nunca ser\u00e3o demais, por mais que, outros vazios, elas possam causar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 16\/Novembro (ter\u00e7a-feira)<\/strong><strong>&nbsp;14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Sandra Valdettaro<\/em><\/strong><strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<\/strong>Universidad Nacional de Rosario, Centro de Investigaciones en Mediatizaciones- CIM, Argentina<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cEnfoques cr\u00edticos sobre la comunicaci\u00f3n social en tiempos de pandemia\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">La conferencia plantear\u00e1 una serie de dilemas acerca del estatuto de la comunicaci\u00f3n social en las distintas etapas de la pandemia Covid. Se abordar\u00e1n las modulaciones discursivas que circularon en medios, redes y plataformas: desde las met\u00e1foras iniciales catastrofistas hasta el acostumbramiento perceptivo en la vida cotidiana, focalizando los desempe\u00f1os discursivos del campo de la pol\u00edtica y el sanitarismo, entre otros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 19\/Novembro (sexta-feira)<\/strong><strong>&nbsp;14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Guilherme de Azevedo<\/em><\/strong><strong>&nbsp;\u2013<\/strong>&nbsp;Universidade do Vale do Rio dos Sinos \u2013 UNISINOS, Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cO \u2018pand\u00eamico\u2019 no direito e na pol\u00edtica: sentido e desdiferencia\u00e7\u00e3o na teoria dos sistemas sociais\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pandemia da Covid-19 manifestou-se como um grande evento comunicacional do s\u00e9culo XXI. A tarefa de identifica\u00e7\u00e3o dos sentidos envolvidos na complexidade desse fen\u00f4meno demanda o aceite de uma policontexturalidade, at\u00e9 certo ponto, in\u00e9dita no cen\u00e1rio atual. Direito, pol\u00edtica, economia e ci\u00eancia enquanto sistemas sociais, portanto sistemas de comunica\u00e7\u00e3o (Luhmann), depararam-se com demandas por operacionaliza\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es que se auto irritaram e projetaram din\u00e2micas complexas de tomadas de decis\u00e3o. Em especial o sistema do direito e o da pol\u00edtica foram instigados a tencionar seus sentidos sobre temas como a obrigatoriedade da vacina, tratamento precoce, distanciamento social, fechamento de atividades comerciais, suspens\u00e3o de atividades escolares, proibi\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o de cerimonias religiosas presenciais etc. o que desencadeou uma relevante discuss\u00e3o sobre a capacidade dos sistemas sociais conservarem suas autonomias constitutivas a partir de processos de fechamento operacional. Com isso, a poss\u00edvel emerg\u00eancia de uma \u201ccomunica\u00e7\u00e3o pand\u00eamica\u201d pode ser interpretada como um fen\u00f4meno relevante de gera\u00e7\u00e3o de processos de desdiferencia\u00e7\u00e3o dos sistemas sociais, cujos impactos ainda desconhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 24\/Novembro (quarta-feira)<\/strong><strong>&nbsp;14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Rocco Mangieri<\/em><\/strong>&nbsp;&#8211; Laboratorio de semiotica y socioantropologia de las artes. Universidad de Los Andes. Visiting professor, Universita di Modena, Italia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cTurbosemiosis y biopol\u00edticas pandemicas: una aproximacion a las practicas semioticas de los no vax y los negacionistas europeos\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de&nbsp;una reflexion analitica y valorativa de los discursos y practicas semi\u00f2ticas construidas, en el mismo curso de la accion, por los denominados &#8220;no-vax&#8221; o \u201cnegacionistas\u201d durante las fases recientse de la pandemia. Uno de los objetivos, ademas de tratar de des-implicar la trama de sentido de estas pr\u00e0cticas abiertas, es el de averiguar si la semiotica contempor\u00e0nea&nbsp; posee suficientes instrumentos teoricos para rendir cuenta de estos nuevos acontecimientos sociales o en cambio debe encontrar zonas te\u00f2ricas de intercambio con otros campos disciplinares. En principio recurrimos a los modelos de Practica Semiotica de Jaques Fontanille, a las dinamicas entre produccion-circulacion-reconocimiento de Eliseo Veron y el esquema de relacion entre Programacion y Riesgo de Eric Landowski.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 26\/Novembro (sexta-feira) 14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PAINE FIOCRUZ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Inesita Araujo, Raquel Aguiar, Adriano De Lavor<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um v\u00edrus, muitos sentidos: hegemonias, tens\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es na e da pandemia &#8211;<\/strong><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por sua din\u00e2mica de incerteza, complexidade, ambiguidade e volatidade, as crises sanit\u00e1rias constituem uma oportunidade singular para observar como as opera\u00e7\u00f5es de sentido s\u00e3o afetadas por diferentes e diversos fatores pr\u00f3prios das din\u00e2micas sociais e institucionais, incluindo fortemente os lugares de fala (est\u00e1veis) e de interlocu\u00e7\u00e3o (din\u00e2micos) de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 isto que o painel buscar\u00e1 evidenciar, ao reunir tr\u00eas profissionais da Comunica\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade que atuam na Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, em diferentes Institutos, com diferentes perfis enunciativos, para falar sobre a intensa e disputada produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o dos sentidos&nbsp;<em>na<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>da<\/em>&nbsp;pandemia da Covid-19, incluindo o prisma da pesquisa, do ensino e da atua\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. A variedade de seus v\u00ednculos e da natureza de suas responsabilidades resultam em olhares situados em diferentes processos de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o dos sentidos sobre a pandemia. Seus lugares de fala e interlocu\u00e7\u00e3o s\u00e3o posi\u00e7\u00f5es privilegiadas de observa\u00e7\u00e3o das possibilidades semiol\u00f3gicas que se apresentam no vasto e disputado campo da Comunica\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade a partir de uma institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade altamente legitimada e com papel central no enfrentamento da crise sanit\u00e1ria, tendo, por\u00e9m, em mente o quanto esse processo de significa\u00e7\u00e3o \u00e9 afetado pelos lugares de fala e interlocu\u00e7\u00e3o de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Inesita Araujo, do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Sa\u00fade \/ Laborat\u00f3rio de Pesquisa em&nbsp; Comunica\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade \/ Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade<\/strong>, trar\u00e1 seu olhar do lugar da pesquisa, do ensino, que s\u00e3o lugares da produ\u00e7\u00e3o formal de conhecimentos, mas propugnando e apontando a import\u00e2ncia e a ocorr\u00eancia dos primeiros sinais de descentraliza\u00e7\u00e3o da enuncia\u00e7\u00e3o e do direito de produzir conhecimentos reconhecidos como v\u00e1lidos a partir de outros lugares, movimento que se evidenciou e se fortaleceu na pandemia, pelas desigualdades sociais de condi\u00e7\u00f5es de enfrentamento do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Raquel Aguiar, do Instituto Oswaldo Cruz \/ Servi\u00e7o de Jornalismo e Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>, aportar\u00e1 sua mirada produzida do lugar de media\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00e3o e imprensa. Lugar da crucial encruzilhada semiol\u00f3gica dos conhecimentos produzidos pelos c\u00e2nones cient\u00edficos e os que circulam na sociedade mais ampla, tamb\u00e9m propicia a discuss\u00e3o de conceitos como Viroceno, que amplia a compreens\u00e3o das disputas de narrativas pand\u00eamicas, e a compara\u00e7\u00e3o com aspectos narrativos t\u00edpicos de emerg\u00eancias sanit\u00e1rias anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Adriano De Lavor, da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca\/Programa Radis de Comunica\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade<\/strong>, tamb\u00e9m fala de um lugar de jornalismo, mas diferente, o da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cujo objetivo \u00e9 promover o di\u00e1logo entre Sa\u00fade, Ci\u00eancia e Sociedade. Editor e rep\u00f3rter da Revista Radis h\u00e1 quase 20 anos, seu olhar busca problematizar o processo de produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias sobre sa\u00fade durante a pandemia, bem como os desafios e as possibilidades de interlocu\u00e7\u00e3o poss\u00edveis com o p\u00fablico em geral, quando o conhecimento cient\u00edfico disputa espa\u00e7o com estrat\u00e9gias de desinforma\u00e7\u00e3o e que o cen\u00e1rio de \u201cinfodemia\u201d evidencia a percep\u00e7\u00e3o de \u201cdiferentes pandemias\u201d, especialmente entre grupos e popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espera-se que os participantes do painel, em seu conjunto, evidenciem que, ao se falar em produ\u00e7\u00e3o e disputa de sentidos ou narrativas, bem como ao destacar express\u00f5es peculiares da pandemia nos circuitos dos sentidos, \u00e9 central levar em conta que as diferentes opera\u00e7\u00f5es discursivas s\u00e3o afetadas pelos lugares enunciativos. Concomitantemente, desejam demarcar algumas caracter\u00edsticas de um modo de produzir reflex\u00f5es semiol\u00f3gicas sobre sa\u00fade da institui\u00e7\u00e3o a que pertencem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dia 30\/Novembro (ter\u00e7a-feira)<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA CISECO \u2013 Encerramento Pent\u00e1logo XI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Manh\u00e3 9h30<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Ant\u00f4nio Heberl\u00ea<\/em><\/strong><strong>&nbsp;\u2013 Embrapa \u2013 \u201cSobre o pensamento l\u00f3gico e o falso silogismo na pandemia\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desleixo com as consequ\u00eancias de orienta\u00e7\u00f5es elementares durante a crise pand\u00eamica, a recomenda\u00e7\u00e3o de drogas e procedimentos sem nenhuma aplicabilidade ampliou o n\u00famero tr\u00e1gico de mortes, especialmente no Brasil. Estima-se que \u00bc dos \u00f3bitos poderiam ser evitados se as recomenda\u00e7\u00f5es corretas fossem oportunamente seguidas e orientadas pelas autoridades de governos. As pessoas simplesmente \u201cacham\u201d que sabem, sustentam com a espada do ceticismo as suas ideias infundadas e inconsistentes e sacralizam o engodo em grosseira e danosa mentira. As piores consequ\u00eancias deste&nbsp;<em>modus operandi&nbsp;<\/em>acontecem quando decis\u00f5es equivocadas resultam em pol\u00edticas p\u00fablicas e levam a milhares de mortes, num atentado \u00e0 l\u00f3gica. Os registros, nas m\u00eddias, est\u00e3o lotados desses desatinos, carreados pela ilus\u00e3o da exclusividade do conhecimento e do saber correto, baseadas num falso silogismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Pedro Russi<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp;\u2013&nbsp;<\/em><\/strong><strong>Universidad de la Republica \u2013 UDELAR, Uruguais e UnB &#8211;<em>\u201c<\/em><\/strong><strong>Suspeita e medo, sentidos que disputam a pandemia\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No contexto da pandemia, quero destacar dois signos, que atuaram como \u00e2ncoras interpretativas da sociedade ou coletivos: a suspeita e o medo. A circula\u00e7\u00e3o e midiatiza\u00e7\u00e3o ao coletivizar esses signos, fortaleceram dispositivos de vigil\u00e2ncia, castigo e puni\u00e7\u00e3o, que afastaram a solidariedade comunit\u00e1ria e evitaram \u2013 pela dicotomia \u2013 leituras complexas. A sa\u00fade, como sentido em disputa, atravessada pela suspeita e o medo que reduziram no comum do cotidiano outras possibilidades interpretativas. O medo e a suspeita, nas atividades cotidianas em pandemia, fortalecem e legitimam a \u201calgoritmiza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cdataismo\u201d da sa\u00fade na experi\u00eancia humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tarde 14h<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Laura Guimar\u00e3es Corr\u00eaa&nbsp;<\/em><\/strong><strong>\u2013 UFMG &#8211;&nbsp;<\/strong><strong>\u201cCrises entrela\u00e7adas: a pandemia nos centros e nas margens\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Discutirei a ado\u00e7\u00e3o de abordagens interseccionais para refletir sobre as experi\u00eancias das pessoas, as constru\u00e7\u00f5es de sentido e os discursos midi\u00e1ticos em tempos de crises entrela\u00e7adas. Considerando que as experi\u00eancias de vida diferem em fun\u00e7\u00e3o das opress\u00f5es e vulnerabilidades que os indiv\u00edduos podem enfrentar, defendo que um entendimento sobre a interconex\u00e3o de sistemas de poder \u00e9 necess\u00e1rio para analisar &#8211; e at\u00e9 transformar &#8211; din\u00e2micas da m\u00eddia, da comunica\u00e7\u00e3o e da sociedade de modo geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Viviane Borelli<\/em><\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>\u2013 UFSM \u2013 \u201c<\/strong><strong>Conversa\u00e7\u00f5es em torno da pandemia: v\u00ednculos, diverg\u00eancias, tensionamentos\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pretendo refletir sobre conversa\u00e7\u00f5es produzidas por distintos atores sociais acerca da pandemia por meio de observa\u00e7\u00e3o de grupos no WhatsApp. Trata-se de coletivos que expressam suas ang\u00fastias, percep\u00e7\u00f5es, interpreta\u00e7\u00f5es de mundo, partilham suas experi\u00eancias e tais pr\u00e1ticas discursivas remetem a complexidades marcadas por v\u00ednculos, contatos, aproxima\u00e7\u00f5es, afastamentos, tensionamentos, diverg\u00eancias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Ant\u00f4nio Fausto Neto<\/em><\/strong><strong>&nbsp;\u2013 Unisinos \u2013 \u201c<\/strong><strong>O v\u00edrus e seus modos de exist\u00eancias\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAgora a imagem est\u00e1 feita e vai trabalhar l\u00e1 fora\u201d (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOntem, estava aqui sentada, e vi aquele bichinho que parecia uma carrapateira passando por debaixo da mesa, peguei uma chinela e matei (&#8230;) E tomei conhecimento dele pelo notici\u00e1rio da televis\u00e3o (&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os enunciados acima relatam exterioriza\u00e7\u00e3o de sentidos sobre o coronav\u00edrus, em diferentes espa\u00e7o-temporalidades. No primeiro, m\u00e9dica relata a experi\u00eancia de reconstitui\u00e7\u00e3o computadorizada do coronav\u00edrus, feita em laborat\u00f3rio. E lembra que a partir dali ele seria objeto de outras constru\u00e7\u00f5es. Possivelmente, uma delas j\u00e1 aparece no segundo fragmento, no qual camponesa recorda como tomou conhecimento do v\u00edrus. Descreve duas opera\u00e7\u00f5es de reconhecimento, atrav\u00e9s das quais ele ingressa na circula\u00e7\u00e3o discursiva em dois ambientes da sua experi\u00eancia: a tv e a sua pr\u00f3pria casa. Estes fragmentos apontam a hip\u00f3tese de que os discursos sociais trabalham e d\u00e3o \u201cmodo de exist\u00eancia\u201d ao v\u00edrus, algo que se faz em torno de opera\u00e7\u00f5es de l\u00f3gicas e gram\u00e1ticas de v\u00e1rias naturezas e, que funcionam segundo v\u00e1rios meios e modalidades comunicacionais. Tomaremos como refer\u00eancia para esta reflex\u00e3o observa\u00e7\u00f5es feitas em \u201ccorpus\u201d constitu\u00eddo por folhetos da literatura de cordel produzidos no contexto e na temporalidade do v\u00edrus e o seu desencadeamento em pandemia. Destacamos, principalmente, a singularidade de alguns mecanismos e opera\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das quais v\u00edrus \u00e9 objeto de disputas de sentidos.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Poscom \u00e9 apoiador do Pent\u00e1logo XI, promovido pelo CISECO, que vai discutir, durante o m\u00eas de novembro, o tema &#8220;Pandemia: sentidos em disputa&#8221;. Alunos e docentes do Programa est\u00e3o colaborando com a organiza\u00e7\u00e3o do evento, bem como v\u00e3o atuar nas transmiss\u00f5es em live das mesas por meio do canal do Ciseco &#8211;&nbsp;https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCVLbTU5SFB9YPn8_1ThDPCQ Tema Pent\u00e1logo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":727,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1959","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/727"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1959\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}