{"id":2850,"date":"2023-10-17T15:26:00","date_gmt":"2023-10-17T18:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/?p=2850"},"modified":"2023-10-17T15:26:03","modified_gmt":"2023-10-17T18:26:03","slug":"autoridade-x-popularidade-os-novos-valores-que-podem-ditar-o-que-e-ou-nao-noticia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/2023\/10\/17\/autoridade-x-popularidade-os-novos-valores-que-podem-ditar-o-que-e-ou-nao-noticia","title":{"rendered":"Autoridade x Popularidade: os novos valores que podem ditar o que \u00e9 ou n\u00e3o not\u00edcia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/uwQPDQygfeCSJlkYJGlQksZdsuYAG2GdfIPA4TOYIvbHj34zAFoXTn9rYsi8YaN64Ti1adusOjlxb-HWhIkXR7AJZoW2xi_R246qdZOW9-Ay_ShhpiwAwz0huC76iU2XxlREw8V31Xqf7czmEw32jPA\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde os primeiros estudos sobre o que s\u00e3o e como se estruturam os valores not\u00edcia, com\u00a0 Johan Galtung e Mari Ruge (1965), utilizando as tr\u00eas hip\u00f3teses: a aditividade (eventos que atendem crit\u00e9rios de relev\u00e2ncia), a complementaridade (eventos que tem certa relev\u00e2ncia, mas s\u00e3o secund\u00e1rios em compara\u00e7\u00e3o aos citados anteriormente) e a exclus\u00e3o (eventos que n\u00e3o tem relev\u00e2ncia); \u00e9 observado que o jornalismo segue uma pr\u00e1tica padr\u00e3o para definir o que \u00e9 not\u00edcia. A partir disso, diversos autores abordaram como esses crit\u00e9rios devem ser organizados. Nesse texto, vamos abordar como <strong>os crit\u00e9rios de noticiabilidade mudaram ao longo do tempo, e, como a internet, sobretudo, as redes sociais, alteram a percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 a pr\u00e1tica jornal\u00edstica.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para dar in\u00edcio a nossa discuss\u00e3o, a sistematiza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de noticiabilidade precisa considerar fatores culturais e sociais, tanto do rep\u00f3rter que est\u00e1 produzindo, quanto do p\u00fablico que recebe o conte\u00fado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para&nbsp; Silva (2005):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><em>\u00c9 no percurso dessa longa cadeia produtiva da not\u00edcia que devemos investigar a rede de crit\u00e9rios de noticiabilidade, compreendendo noticiabilidade (newsworthiness) como todo e qualquer fator potencialmente capaz de agir no processo da produ\u00e7\u00e3o da not\u00edcia, desde caracter\u00edsticas do fato, julgamentos pessoais do jornalista, cultura profissional da categoria, condi\u00e7\u00f5es favorecedoras ou limitantes da empresa de m\u00eddia, qualidade do material (imagem e texto), rela\u00e7\u00e3o com as fontes e com o p\u00fablico, fatores \u00e9ticos e ainda circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais<\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com o aporte te\u00f3rico dos estudos cl\u00e1ssicos de valores not\u00edcia, \u00e9 preciso entender que no processo de transforma\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o do jornalismo para o meio digital, modificaram-se as l\u00f3gicas pr\u00e9-estabelecidas para esses estudos. Uma delas \u00e9 a autoridade jornal\u00edstica, que, com o acesso de uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o a espa\u00e7os de fala nas redes sociais, passou a ser questionada.<strong> Com indiv\u00edduos consolidando uma nova forma de comunica\u00e7\u00e3o, o jornalismo perde seu espa\u00e7o \u201cconfort\u00e1vel\u201d de gerador de opini\u00e3o e construtor de debates p\u00fablicos, e passa a disputar lugar de fala com uma quantidade incont\u00e1vel de emissores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Autoridade Jornal\u00edstica <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do momento em que a internet se popularizou e os jornalistas perceberam que teriam que competir por espa\u00e7os de legitimidade, uma tens\u00e3o se instaura entre o monop\u00f3lio jornal\u00edstico e as a\u00e7\u00f5es que promoviam maior participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica (Vos e Thomas, 2018). Como forma de combater o aumento da dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o e o medo dos jornalistas de perderem seu<em> status quo<\/em> de relev\u00e2ncia p\u00fablica,<strong> a autoridade passou a ser mais do que a consequ\u00eancia de um bom trabalho realizado, mas o objetivo central da produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. <\/strong>Para explicar melhor a defini\u00e7\u00e3o de autoridade jornal\u00edstica, vamos usar uma cita\u00e7\u00e3o&nbsp; do artigo <em>\u201cThe Discursive Construction of Journalistic Authority in Apost-Truth Age\u201d<\/em> (A Constru\u00e7\u00e3o Discursiva da Autoridade Jornal\u00edstica na Era da P\u00f3s-Verdade) de Tim P. Vos e Ryan J. Thomas, publicado em 2018:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><em>A autoridade jornal\u00edstica \u00e9 o resultado da intera\u00e7\u00e3o entre partes interessadas, como jornalistas, audi\u00eancias, fontes e cr\u00edticos, e \u00e9 afetada por conting\u00eancias tanto internas quanto externas ao jornalismo; \u00e9 uma &#8220;rela\u00e7\u00e3o contingente na qual certos atores v\u00eam a possuir o direito de criar conhecimento discursivo leg\u00edtimo por meio de eventos no mundo para outros&#8221; (Carlson 2017, 182\u2013183). A autoridade jornal\u00edstica \u00e9 um campo de luta discursiva, na medida em que h\u00e1 uma contesta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua sobre a natureza e o alcance dessa autoridade entre aqueles que desejam mant\u00ea-la e aqueles que buscam reform\u00e1-la, substitu\u00ed-la, desafi\u00e1-la ou erodi-la. Embora os desafios destacados acima possam ser vistos como sintom\u00e1ticos al\u00e9m de serem percebidos como um sinal de uma r\u00e1pida eros\u00e3o da autoridade jornal\u00edstica, esses desafios tamb\u00e9m podem ser vistos como uma oportunidade para os jornalistas renovarem sua autoridade ao se reunirem em torno de certas normas, como a verifica\u00e7\u00e3o de fatos (Tong 2018).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao relacionar sistematiza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de noticiabilidade e a constru\u00e7\u00e3o da autoridade jornal\u00edstica procuramos produzir o seguinte questionamento: Se o objetivo final do jornalismo tradicional \u00e9 recuperar sua autoridade, ent\u00e3o os valores empregados nas not\u00edcias jornal\u00edsticas n\u00e3o s\u00e3o mais o servi\u00e7o p\u00fablico e sim o interesse da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica? E quando dizemos institui\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica nos referimos&nbsp; ao jornalismo praticado por grandes portais de not\u00edcias (Vos e Thomas, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seria muito simples se essa pergunta tivesse uma resposta objetiva, mas a realidade \u00e9 bem mais complexa. Mesmo que exista um interesse financeiro em promover autoridade (algo que sempre existiu), <strong>cada vez mais, a constru\u00e7\u00e3o de autoridade parece ser inversamente proporcional \u00e0 popularidade <\/strong>(Papanagnou, 2023), o que n\u00e3o \u00e9 bom para o neg\u00f3cio jornal\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as crises que o jornalismo sofreu durante o s\u00e9culo XXI resultaram na grande crise de credibilidade que vivemos agora. Analisando esses processos, desde a apari\u00e7\u00e3o de blogueiros nos Estados Unidos, at\u00e9 a elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump, em 2016; ou de Jair Bolsonaro, em 2018, no Brasil, \u00e9 poss\u00edvel perceber uma resist\u00eancia da classe jornal\u00edstica em reconhecer a mudan\u00e7a (Vos e Thomas, 2019). Seja por medo de perder seu status social de <strong>\u201c\u00e1rbitro do que \u00e9 certo, verdadeiro e bom\u201d<\/strong> (Vos e Thomas, 2019), ou pelo sentimento pr\u00f3prio de relev\u00e2ncia, a ponto de n\u00e3o enxergar as transforma\u00e7\u00f5es sociais em curso. Esse \u201catraso\u201d da classe jornal\u00edstica em perceber as mudan\u00e7as faz com que o <strong>jornalismo fique ref\u00e9m delas, al\u00e9m de fazer com que ele siga as transforma\u00e7\u00f5es e n\u00e3o inicie, ou, nem sequer participe delas ativamente, como agente de transforma\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem diz o que \u00e9 not\u00edcia? <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo publicado em maio deste ano intitulado<em> \u201cWho is a good journalist? Evaluations of journalistic worth in the era of social media\u201d <\/em>(Quem \u00e9 um bom jornalista? Avalia\u00e7\u00f5es do valor jornal\u00edstico na era das redes sociais), de Vaios Papanagnou, aborda como os pr\u00f3prios jornalistas entendem sua produ\u00e7\u00e3o para as redes sociais. O estudo foi guiado por meio de entrevistas com 9 jornalistas de diferentes departamentos do<em> The Guardian<\/em>. Em seus relatos \u00e9 poss\u00edvel perceber que existe uma ideia comum de que ter como um dos objetivos a popularidade \u00e9 deixar a produ\u00e7\u00e3o ref\u00e9m dos n\u00fameros de engajamento. Entretanto, um dos trechos das entrevistas chama aten\u00e7\u00e3o por subverter isso:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><em>\u201cSempre houve bons jornalistas e maus jornalistas, e mais uma vez h\u00e1 o efeito das redes sociais que apenas amplifica isso. Voc\u00ea pode ter pessoas como o Canary ou Breitbart, que em sua maior parte est\u00e3o fazendo jornalismo, mas est\u00e3o abordando-o com uma agenda muito definida. Seu objetivo seria criar um impacto, fazer algo viralizar. Mas mesmo dentro desses, pode haver uma mistura real. Por exemplo, o Buzzfeed \u00e9 bem conhecido por fazer listas, como &#8220;40 coisas que voc\u00ea n\u00e3o sabia sobre XYZ&#8221;, mas tamb\u00e9m produz muitas not\u00edcias s\u00f3lidas\u201d. (Jornalista 10)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui \u00e9 poss\u00edvel conceber a ideia de que, pensar apenas a popularidade como objetivo central da produ\u00e7\u00e3o, e assim transform\u00e1-la em um crit\u00e9rio de noticiabilidade, pode ser prejudicial para o jornalismo, porque, dessa forma, produzimos apenas o que o p\u00fablico quer ler.<strong> Entretanto, produzir apenas o que nos torna mais cred\u00edveis n\u00e3o torna nosso conte\u00fado relevante. E de que adianta produzir para ningu\u00e9m ver?<\/strong> Ao n\u00e3o repensar essa \u201cestrat\u00e9gia\u201d e ignorar o p\u00fablico como parte crucial da produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica abrimos precedentes para, por exemplo, p\u00e1ginas de fofoca nas redes sociais se transformarem em portais de not\u00edcias relevantes, o que \u00e9 um movimento muito perigoso do ponto de vista do aumento da desinforma\u00e7\u00e3o. Mas, sobre isso, podemos aprofundar mais em um texto futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em s\u00edntese, proponho uma reflex\u00e3o para, sobretudo, os acad\u00eamicos de jornalismo:<strong> \u00c9 poss\u00edvel produzir jornalismo relevante (combinando credibilidade e popularidade) mantendo as mesmas f\u00f3rmulas de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong> E se n\u00e3o for,<strong> como mudar a produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias sem desfigurar o discurso jornal\u00edstico?<\/strong> N\u00e3o existe certeza, o que todos os textos que trouxemos deixam claro \u00e9 que faz parte da profiss\u00e3o, desde seus prim\u00f3rdios, pisar em terrenos desconhecidos e nebulosos e tentar transparecer conforto no processo (nem sempre conseguindo a tranquilidade desejada).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BROERSMA, Marcel; ELDRIDGE II, Scott A. Journalism and social media: redistribution of power?.<strong> Media and Communication<\/strong>, [<em>S. l.<\/em>], v. 7, n. 1, p. 193\u2013197, 24 out. 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ssoar.info\/ssoar\/bitstream\/handle\/document\/61850\/ssoar-mediacomm-2019-1-broersma_et_al-Journalism_and_social_media_redistribution.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y&amp;lnkname=ssoar-mediacomm-2019-1-broersma_et_al-Journalism_and_social_media_redistribution.pdf\">https:\/\/www.ssoar.info\/ssoar\/bitstream\/handle\/document\/61850\/ssoar-mediacomm-2019-1-broersma_et_al-Journalism_and_social_media_redistribution.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y&amp;lnkname=ssoar-mediacomm-2019-1-broersma_et_al-Journalism_and_social_media_redistribution.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GALTUNG, Johan; RUGE, Mari Holmboe. The structure of foreign news: The presentation of the Congo, Cuba and Cyprus crises in four Norwegian newspapers. <strong>Journal of peace research<\/strong>, v. 2, n. 1, p. 64-90, 1965. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/citeseerx.ist.psu.edu\/document?repid=rep1&amp;type=pdf&amp;doi=f74622ce03632bdb0ba7266bd395cb80bb725a4d\">https:\/\/citeseerx.ist.psu.edu\/document?repid=rep1&amp;type=pdf&amp;doi=f74622ce03632bdb0ba7266bd395cb80bb725a4d<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PAPANAGNOU, Vaios.Who is a good journalist? Evaluations of journalistic worth in the era of social media.<strong> Journalism, <\/strong>, [<em>S. l.<\/em>], v. 24, p. 1052-1068, 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/abs\/10.1177\/14648849211036848\">https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/abs\/10.1177\/14648849211036848<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Gislene.<strong> <\/strong>Valores-not\u00edcia: atributos do acontecimento (Para pensar crit\u00e9rios de noticiabilidade I).<strong> IV ENCONTRO DOS N\u00daCLEOS DE PESQUISA DA INTERCOM<\/strong>, [<em>S. l.<\/em>] .2005. Dispon\u00edvel em:<a href=\"http:\/\/www.portcom.intercom.org.br\/pdfs\/27944232744219019527870145197533508038.pdf\"> http:\/\/www.portcom.intercom.org.br\/pdfs\/27944232744219019527870145197533508038.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VOS, Tim P; THOMAS, Ryan J. The Discursive Construction of Jornalistic Authority in Apost-Truth Age. <strong>Journalism Studies<\/strong>, [<em>S. l.<\/em>], v. 19, n. 13, p. 2002-2010, 5 abr. 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/epdf\/10.1080\/1461670X.2018.1492879?needAccess=true\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/epdf\/10.1080\/1461670X.2018.1492879?needAccess=true<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Clarisse Stringuini Amaral <\/p>\n","protected":false},"author":6970,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[71,162],"class_list":["post-2850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-ejor","tag-pesquisasejor"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6970"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2850\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}