{"id":3443,"date":"2024-06-06T07:30:00","date_gmt":"2024-06-06T10:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/?p=3443"},"modified":"2024-06-05T23:30:27","modified_gmt":"2024-06-06T02:30:27","slug":"jornalismo-ambiental-e-colonialidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/2024\/06\/06\/jornalismo-ambiental-e-colonialidade","title":{"rendered":"Jornalismo Ambiental e Colonialidade"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3443\" class=\"elementor elementor-3443\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-70ecc836 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"70ecc836\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-24806b23\" data-id=\"24806b23\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6c6ab0c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6c6ab0c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default elementor-inline-editing pen\" style=\"font-weight: 600;line-height: 1;font-size: calc(1.325rem + 0.9vw)\" data-elementor-setting-key=\"title\" data-pen-placeholder=\"Type Here...\"><strong>Texto por: Isadora <span id=\"docs-internal-guid-6166bd66-7fff-d17a-f496-a39ddaed1895\">Pellegrini Marques<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-23b9c713 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"23b9c713\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Jornalismo Ambiental consiste em uma pr\u00e1tica de comunica\u00e7\u00e3o engajada, que coloca em pauta as problem\u00e1ticas relacionadas ao meio ambiente. A pr\u00e1tica tem car\u00e1ter transdisciplinar e envolve m\u00faltiplas \u00e1reas do conhecimento, como a comunica\u00e7\u00e3o, meio ambiente, biologia, sociologia, antropologia, etc.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Bueno (2007) conceitua o Jornalismo Ambiental como o processo de capta\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es (conhecimentos, saberes, resultados de pesquisas, etc.) comprometidas com a tem\u00e1tica ambiental e que se destinam a um p\u00fablico leigo, n\u00e3o especializado.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Ainda de acordo com Bueno (2007), o Jornalismo Ambiental tem tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas que devem ser ressaltadas: 1) a fun\u00e7\u00e3o informativa; 2) a fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e 3) a fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. &#8220;O jornalismo ambiental precisa ter um car\u00e1ter revolucion\u00e1rio, comprometido com a mudan\u00e7a de paradigmas, deve enxergar al\u00e9m das apar\u00eancias e n\u00e3o ser complacente com aqueles que se apropriaram da tem\u00e1tica ambiental para formar ou refor\u00e7ar a imagem.&#8221; (Bueno, 2007).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Pode-se aplicar esse pensamento na rela\u00e7\u00e3o que os estudos de colonialidade t\u00eam com o jornalismo ambiental, ao compreender que a pr\u00e1tica jornal\u00edstica de massa \u00e9 intrinsecamente conectada \u00e0s marcas deixadas pelo colonialismo europeu. \u201c&#8230;o modus operandi do jornalismo hegem\u00f4nico \u00e9 insuficiente e redutor, justamente por ser calcado na fragmenta\u00e7\u00e3o, na simplifica\u00e7\u00e3o e na prioriza\u00e7\u00e3o de fontes com poder econ\u00f4mico, pol\u00edtico ou social segundo a perspectiva da modernidade&#8221;. (Loose e Girardi, 2021)<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em contraponto, muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o ambiental independentes realizam um movimento oposto, ao investir em uma pr\u00e1tica jornal\u00edstica plural, a qual coloca em pauta a cosmovis\u00e3o de comunidades tradicionais para falar da natureza. &#8220;Al\u00e9m da cr\u00edtica \u00e0 vis\u00e3o euroc\u00eantrica, \u00e9 preciso, portanto, a revaloriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos locais, tradicionais, populares, at\u00e9 ent\u00e3o depreciados e negados.&#8221; (Loose e Girardi, 2021).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Um desses ve\u00edculos \u00e9 o website jornal\u00edstico colombiano Agenda Propia, que busca aliar jornalistas ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas para construir reportagens narrativas sobre quest\u00f5es ambientais. Al\u00e9m das hist\u00f3rias, o meio conta com uma s\u00e9rie de conte\u00fados abertos com guias e dicas para a produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica intercultural e uma rede de jornalistas colaboradores.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O trabalho do Agenda Propia se enquadra nas fun\u00e7\u00f5es do jornalismo ambiental propostas por Bueno. \u00c9 informativo, brindando o p\u00fablico com dados sobre saberes origin\u00e1rios e acontecimentos que se passam principalmente em territ\u00f3rios ind\u00edgenas e nos arredores amaz\u00f4nicos; \u00e9 pedag\u00f3gico na medida em que, a partir de ilustra\u00e7\u00f5es, linguagem acess\u00edvel e passo-a-passos, tenta ensinar a outros profissionais meios de fazer jornalismo ambiental intercultural; e \u00e9 pol\u00edtico porque questiona as teorias do jornalismo tradicional ao buscar maneiras alternativas de construir as pautas.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Por fim, Loose e Girardi destacam a import\u00e2ncia de descolonizar a pr\u00e1tica do jornalismo ambiental e romper com o pensamento cient\u00edfico bin\u00e1rio e cartesiano. &#8220;&#8230;ao seguir a l\u00f3gica dualista ou reconhecer apenas como fontes os atores sociais legitimados pelo pensamento do Norte Global (geralmente as chamadas fontes oficiais, detentoras de um conhecimento cient\u00edfico reconhecido pelos pares), o jornalismo colabora para a manuten\u00e7\u00e3o de uma forma de ver colonizada.&#8221; (Loose e Girardi, 2021).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>BUENO, Wilson da Costa. Jornalismo Ambiental: explorando al\u00e9m do conceito. Desenvolvimento e Meio Ambiente, Paran\u00e1, n. 15, p. 33-44, jan.\/jun. 2007. Dispon\u00edvel em: https:\/\/revistas.ufpr.br\/made\/article\/download\/11897\/8391. Acesso em: 17 abr. 2024<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>LOOSE, Eloisa Beling ; GIRARDI, Ilza Maria Tourinho. Interfaces entre o debate colonial e os estudos de jornalismo ambiental. Ufrgs.br, 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/255591&gt;. Acesso em: 26 abr. 2024.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por: Isadora Pellegrini Marques \u00a0 O Jornalismo Ambiental consiste em uma pr\u00e1tica de comunica\u00e7\u00e3o engajada, que coloca em pauta as problem\u00e1ticas relacionadas ao meio ambiente. 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