{"id":3693,"date":"2024-10-23T09:07:12","date_gmt":"2024-10-23T12:07:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/?p=3693"},"modified":"2024-10-23T09:30:32","modified_gmt":"2024-10-23T12:30:32","slug":"uma-reflexao-sobre-como-a-aceleracao-afetou-a-narrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/poscom\/2024\/10\/23\/uma-reflexao-sobre-como-a-aceleracao-afetou-a-narrativa","title":{"rendered":"Uma reflex\u00e3o sobre como a acelera\u00e7\u00e3o afetou a narrativa"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Texto por: <em>Laura Coelho de Almeida<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Procurando textos que falavam sobre narrativa para fazer um mini estado da arte para encontrar um foco para a minha tese de doutorado, me deparei com o livro<strong> \u201cA Crise da Narra\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>, do fil\u00f3sofo sul-coreano Byung-Chul Han.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro, o autor trata sobre uma crise narrativa, causada pelo <strong>uso inflacion\u00e1rio das narrativas e do <\/strong><strong><em>storytelling<\/em><\/strong>, em uma modernidade tardia ou uma era p\u00f3s-narrativa. Para ele, &#8220;os conceitos s\u00e3o usados de modo inflacion\u00e1rio justamente quando as narrativas j\u00e1 perderam sua for\u00e7a origin\u00e1ria, sua gravita\u00e7\u00e3o, seu mist\u00e9rio, e mesmo sua magia.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.08).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer a leitura do livro e me deparar com o termo \u201c<strong>modernidade tardia<\/strong>\u201d, logo lembrei de outra obra que lemos nos encontros do Ejor, \u201cAliena\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o: por uma teoria cr\u00edtica da temporalidade tardo-moderna\u201d, do fil\u00f3sofo alem\u00e3o, Hartmut Rosa. Esse foi um livro que me interessou muito, pois tratou de t\u00f3picos, que eu refletia comigo mesma, de uma forma acad\u00eamica. Pude relacionar os pensamentos do autor com v\u00e1rias quest\u00f5es da vida real, e, ao ler \u201cA Crise da Narra\u00e7\u00e3o\u201d, entrei mais a fundo nas reflex\u00f5es, principalmente, sobre a<strong> vida na era digital digital<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse texto, trago algumas dessas reflex\u00f5es e alguns conceitos interessantes a serem pensados sobre como <strong>a acelera\u00e7\u00e3o afetou a narrativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Narrativa para Byung-Chul Han e a acelera\u00e7\u00e3o de Harmut Rosa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para o Byung-Chul Han (2023), a narra\u00e7\u00e3o cria significado e identidade, ao passo que constroi uma ordem fechada. Por\u00e9m, na<strong> modernidade tardia as formas de conclus\u00e3o e encerramento v\u00e3o sendo demolidas.<\/strong> Ele exemplifica o pensamento ao dizer que \u201cO calend\u00e1rio crist\u00e3o faz com que cada dia pare\u00e7a significativo. Na \u00e9poca p\u00f3s-narrativa, este calend\u00e1rio \u00e9 desnarrativizado e transformado em uma simples agenda esvaziada de significados.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.08). O autor explica que a experi\u00eancia precisa ser narrada de uma gera\u00e7\u00e3o para outra. Por\u00e9m, hoje estamos<em> <\/em>&#8220;ficando cada vez mais pobres em experi\u00eancias transmiss\u00edveis que correm da boca ao ouvido. Nada mais \u00e9 transmitido e narrado.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.19).<\/p>\n\n\n\n<p>Um t\u00f3pico importante no livro \u00e9 a diferencia\u00e7\u00e3o que o autor faz de \u201cinforma\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cnarrativa\u201d. Para Byung-Chul Han (2023), <strong>a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 algo cumulativo, que n\u00e3o possui sentido. Por outro lado, a narra\u00e7\u00e3o transporta sentido e dire\u00e7\u00e3o.<\/strong> De modo geral, ele entende que a narra\u00e7\u00e3o produz uma hist\u00f3ria e a informatiza\u00e7\u00e3o da sociedade acelera a desnarrativa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui temos um pequeno ponto que j\u00e1 podemos relacionar com a acelera\u00e7\u00e3o de Harmut Rosa. O autor entende que a vida social moderna \u00e9 regulada por um regime temporal apertado e r\u00edgido, o qual ele analisa sob a l\u00f3gica da acelera\u00e7\u00e3o social. A acelera\u00e7\u00e3o da vida social corresponde<strong> a sensa\u00e7\u00e3o de que o mundo ao nosso redor est\u00e1 ficando cada vez mais r\u00e1pido. <\/strong>Para Rosa, a acelera\u00e7\u00e3o social transforma o modo como os seres humanos s\u00e3o definidos, situados ou como se movem no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na modernidade, explica Rosa (2023), tudo parece ficar mais r\u00e1pido, por\u00e9m o tempo n\u00e3o pode acelerar j\u00e1 que uma hora \u00e9 uma hora. No entanto, quando observamos uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos, podemos separ\u00e1-los em <strong>tr\u00eas categorias<\/strong>: acelera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as sociais e acelera\u00e7\u00e3o do ritmo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na acelera\u00e7\u00e3o <strong>tecnol\u00f3gica<\/strong>, percebemos um aumento intencional de velocidade dos processos de transporte, comunica\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. Por sua vez, a acelera\u00e7\u00e3o das <strong>mudan\u00e7as sociais<\/strong> refere-se \u00e0 mudan\u00e7a acelerada nas atitudes e valores, atividades e h\u00e1bitos das pessoas e grupos sociais. Por fim, a acelera\u00e7\u00e3o do<strong> ritmo da vida <\/strong>explica que hoje, n\u00f3s sentimos uma falta de tempo e que esse est\u00e1 acabando (Rosa, H, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ora, ent\u00e3o o que isso diz respeito \u00e0 crise da narra\u00e7\u00e3o?<\/strong> Bom, Byung-Chul Han (2023) reflete que, \u201c[&#8230;] a narra\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e escuta e uma aten\u00e7\u00e3o profunda. [&#8230;] Estamos, contudo, visivelmente perdendo a paci\u00eancia para estar \u00e0 escuta e a paci\u00eancia de narrar.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.11). Isso reflete na necessidade de consumir cada vez mais v\u00eddeos curtos e tamb\u00e9m da pregui\u00e7a de fazer v\u00eddeos longos, ou at\u00e9 mesmo da dificuldade de sintetizar uma hist\u00f3ria em um v\u00eddeo curto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 percept\u00edvel que, hoje, as pessoas t\u00eam <strong>cada vez mais dificuldade de manter o foco por um grande per\u00edodo de tempo. <\/strong>Olhe para si mesmo, quando voc\u00ea vai assistir a algum v\u00eddeo no youtube, ou at\u00e9 mesmo escutar um <em>podcast<\/em>, voc\u00ea consome esse conte\u00fado na velocidade normal, ou o acelera? Se essa pr\u00e1tica em conte\u00fados longos, com mais de 10 minutos j\u00e1 \u00e9 assustadora. Isso acaba sendo ainda mais cr\u00edtico, quando aceleramos um v\u00eddeo de 15 segundos no <em>TikTok<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Rosa (2023) entende que se <strong>vivermos duas vezes mais r\u00e1pido<\/strong>, poderemos dobrar \u201ca soma\u201d de nossas experi\u00eancias e experienciar uma infinidade de vidas dentro de um tempo de vida. Al\u00e9m disso, o fil\u00f3sofo alem\u00e3o destaca que ao mesmo tempo que nos sentimos livres, estamos dominados por tarefas e demandas que apenas crescem e nunca diminuem. Essas press\u00f5es e exig\u00eancias s\u00e3o justificadas porque devemos, precisamos cumprir todas as demandas impostas a n\u00f3s. E, ao fim, nos sentimos culpados por n\u00e3o cumprir as exig\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Se estamos sempre cansados e \u00e0 beira de um <em>burnout<\/em>, conforme aponta Rosa (2023), precisamos de<strong> pequenos est\u00edmulos di\u00e1rios para nos fazermos felizes. <\/strong>Esses est\u00edmulos podem ser os conte\u00fados r\u00e1pidos do <em>TikTok<\/em>, ou at\u00e9 a op\u00e7\u00e3o de um livro de 200 p\u00e1ginas, do que um de 400, apenas porque ele \u00e9 mais r\u00e1pido de ler.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, <strong>temos muitos conte\u00fados e muitas informa\u00e7\u00f5es \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o. <\/strong>Byung-Chul Han (2023) explica que a \u201ccrise narrativa da modernidade se deve ao fato de que o mundo est\u00e1 inundado de informa\u00e7\u00f5es. O esp\u00edrito da narra\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo sufocado pela enxurrada de informa\u00e7\u00f5es.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.13).<\/p>\n\n\n\n<p>O fil\u00f3sofo explica que hoje, os fatos j\u00e1 nos s\u00e3o apontados com as suas respectivas explica\u00e7\u00f5es. Sendo assim,<strong> tudo est\u00e1 a servi\u00e7o da informa\u00e7\u00e3o, e quase da narrativa.&nbsp; <\/strong>Essa enxurrada de informa\u00e7\u00f5es evita que as pessoas sejam tomadas pelo t\u00e9dio. Byung-Chul Han (2023) explica que o \u201ctsunami de informa\u00e7\u00f5es garante que nossos \u00f3rg\u00e3os de percep\u00e7\u00e3o estejam permanentemente estimulados. Eles n\u00e3o s\u00e3o mais capazes de passar para um modo contemplativo. O tsunami de informa\u00e7\u00f5es fragmenta a aten\u00e7\u00e3o. Ele impede o demorar-se contemplativo que \u00e9 constitutivo do ato de narrar e escutar.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.16).<\/p>\n\n\n\n<p>O fil\u00f3sofo sul-coreano segue o entendimento, refletindo que, a comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1, cada vez mais, sendo controlada de fora para dentro. Ao estarmos presentes nas redes sociais, seja como produtores ou apenas consumidores, somos submetidos \u00e0 l\u00f3gica dos algoritmos.<strong> Passamos a ser meros dados que, posteriormente, v\u00e3o ser controlados ou explorados.<\/strong> \u00c9 o cl\u00e1ssico pensamento de que se voc\u00ea n\u00e3o paga, voc\u00ea \u00e9 o produto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00f3s n\u00e3o pagamos para ter contas em redes sociais, logo somos o produto dela. <\/strong>Assim, as pessoas passam a se perguntar: viver ou postar? Porque a realidade passa a ser moldada por informa\u00e7\u00f5es e dados. &#8220;A informatiza\u00e7\u00e3o da realidade conduz \u00e0 atrofia da experi\u00eancia da presen\u00e7a imediata.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.16). As plataformas digitais querem que as pessoas registrem sua vida por completo, porque quanto menos se narra, mais \u00e9 poss\u00edvel acumular dados e informa\u00e7\u00f5es. Para o autor, a crise \u00e9 sobre <strong>viver ou narrar.<\/strong> Ele entende que a vida n\u00e3o parece mais algo a ser narr\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Novamente relacionando os entendimentos de Byung-Chul Han com Hartmut Rosa, o fil\u00f3sofo sul-coreano reflete que hoje, \u201c<strong>estamos permanentemente confort\u00e1veis. <\/strong>Entregamo-nos \u00e0 conveni\u00eancia ou ao \u201c<em>like\u201d<\/em>, que n\u00e3o precisa de nenhuma narrativa. A modernidade tardia carece de qualquer anseio, qualquer vis\u00e3o, qualquer coisa long\u00ednqua. Assim, ela \u00e9 completamente sem aura, ou seja, sem futuro.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.23).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, uma vez que estamos cada vez mais cansados, devido a essa sensa\u00e7\u00e3o de vida cada vez mais acelerada. Se chegamos em casa depois de um longo dia de trabalho e n\u00e3o sentimos vontade de fazer qualquer coisa que seja. <strong>Pela l\u00f3gica, nos sentimos estagnados e procuramos os pequenos est\u00edmulos de felicidade nas redes sociais. <\/strong>N\u00e3o queremos conte\u00fados complexos e narrados, queremos apenas um meme, uma dancinha, ou stories da vida alheia.<\/p>\n\n\n\n<p>Byung-Chul Han (2023) entende que, as plataformas de redes sociais como <em>Twitter<\/em>, <em>Facebook<\/em>, <em>Instagram <\/em>ou <em>TikTok<\/em>, n\u00e3o s\u00e3o um meio de narra\u00e7\u00e3o Para o autor, elas s\u00e3o um meio de informa\u00e7\u00e3o. Os conte\u00fados postados e as informa\u00e7\u00f5es reunidas n\u00e3o se condensam em uma narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs &#8220;stories&#8221; nas redes sociais, que na verdade nada mais s\u00e3o do que representa\u00e7\u00f5es de si mesmo, isolam as pessoas. Ao contr\u00e1rio das narrativas, eles n\u00e3o geram proximidade nem empatia. [&#8230;] eles s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es visualmente embelezadas que tornam a desaparecer ap\u00f3s um curto per\u00edodo de tempo. Eles n\u00e3o narram, mas anunciam. A busca por aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o cria uma comunidade.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.29).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, entramos em uma nova problem\u00e1tica, em rela\u00e7\u00e3o com a narrativa, ao tratarmos dessa vida digital. Byung-Chul Han (2023) entende que as postagens nas plataformas de redes sociais n\u00e3o s\u00e3o capazes de eliminar esse v\u00e1cuo narrativo\u201d Para o autor, postar, curtir e compartilhar intensificam a crise narrativa, quando feitas como uma pr\u00e1tica consumista. <strong>Hoje tudo tem o objetivo de vender, mesmo que n\u00e3o intencionalmente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u00e9 nesse ponto que Byung-Chul Han (2023) toca em uma quest\u00e3o que nos \u00e9 muito cara: o <strong><em>STORYTELLING <\/em><\/strong><strong>como <\/strong><strong><em>STORYSELLING<\/em><\/strong><strong>.<\/strong> Para o fil\u00f3sofo, \u00e9 \u201catrav\u00e9s do <em>storytelling<\/em>, o capitalismo se apropria da narra\u00e7\u00e3o. Ele a submete ao consumo. O <em>storytelling <\/em>produz narra\u00e7\u00f5es na forma de consumo. Com sua ajuda, os produtos ficam carregados de emo\u00e7\u00f5es. Eles prometem viv\u00eancias especiais. \u00c9 assim que compramos, vendemos e consumimos narrativas e emo\u00e7\u00f5es.\u201d (Han, Byhung-Chul 2023, p.10).<\/p>\n\n\n\n<p>O autor entende que na \u00e9poca do <em>STORYTELLING <\/em>como <em>STORYSELLING<\/em>, <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel diferenciar a narra\u00e7\u00e3o do an\u00fancio.<\/strong> No mundo do <em>storytelling<\/em>, tudo \u00e9 reduzido ao consumo. As narrativas s\u00e3o apresentadas na forma de produto, influenciando o comportamento do espectador. Para o autor, hoje, o marketing se apropriou do termo <em>storytelling <\/em>e passou a transformar hist\u00f3rias em mercadorias. Depois que eu li esse e fiz minhas associa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o consigo olhar uma postagem no Instagram sem pensar: \u201cser\u00e1 que algu\u00e9m est\u00e1 querendo vender algo aqui?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bom, encerrando o texto deixo aqui uma reflex\u00e3o: <\/strong>Ser\u00e1 que temos como sair desse limbo de \u201cpreciso de n\u00fameros bons? Ou: preciso vender, preciso divulgar, preciso compartilhar todos os aspectos da minha vida <em>online<\/em>?\u201d Porque, se pararmos para pensar, at\u00e9 o conte\u00fado mais bem feito, com todo amor do mundo, vai ter o objetivo de vender, mesmo que sem a inten\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 que temos como nos desprender dessa necessidade de viver no mundo digital para escapar da acelera\u00e7\u00e3o e do cansa\u00e7o da nossa vida real?<\/p>\n\n\n\n<p>Faz uma semana que eu estou refletindo sobre isso. J\u00e1 pensei at\u00e9 em deletar todas as redes sociais e sumir do mundo digital. Agora, passo essa reflex\u00e3o para voc\u00eas!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>HAN, Byung-Chul. <strong>A Crise da Narra\u00e7\u00e3o<\/strong>. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSA, Hartmut. <strong>Aliena\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o: por uma teoria cr\u00edtica da temporalidade tardo-moderna.<\/strong> Petr\u00f3polis: Vozes, 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por: Laura Coelho de Almeida Procurando textos que falavam sobre narrativa para fazer um mini estado da arte para encontrar um foco para a minha tese de doutorado, me deparei com o livro \u201cA Crise da Narra\u00e7\u00e3o\u201d, do fil\u00f3sofo sul-coreano Byung-Chul Han. 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