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Sociedade, Desigualdade e Conflito

Temática Geral da linha: 

Reúne estudos sobre as dimensões materiais e simbólicas da desigualdade; sobre os processos de racionalização do mundo do trabalho; sobre os processos de modernização e suas consequências para o desenvolvimento econômico e social nos espaços rural e urbano; sobre ecologia e meio ambiente; sobre as configurações da agricultura familiar; sobre processos de diferenciação e reprodução social de grupos sociais com a constituição de elites; sobre processos de socialização e subjetivação; sobre a formação escolar e os processos educacionais; sobre processos sociais de estigmatização, discriminação social e reconhecimento denegado; sobre a ação coletiva em suas diversas formas e graus de organização e resistência; sobre a emergência de novos atores, movimentos sociais, experiências associativas e conflitualidades no mundo social; sobre as configurações do sindicalismo e suas transformações; sobre as modalidades de engajamento e ativismo político; sobre controvérsias públicas em torno de questões relacionadas à moralidade, eticidade, valores e ideologias; sobre inovação social e bioética; sobre o sistema judiciário e a expertise jurídica; sobre os usos do direito e a política; sobre direitos humanos, vítimas e causas humanitárias.

 

Temáticas relacionadas às Linhas de Pesquisa para orientação:

  Docente: Prof. Dr. Everton  Lazzaretti Picolotto

1.  Ações Coletivas e Movimentos Sociais: Estudo dos conflitos sociais e ações coletivas geradoras de movimentos sociais nas sociedades contemporâneas. Abarca tanto a construção de códigos culturais e emergência de novos valores, quanto a reinvenção de tradições, a constituição de identidades e demandas, as formas de expressão dessas demandas, os canais para onde elas fluem, quer na sua relação com o Estado, quer com segmentos da sociedade.

2. Sindicalismo e Política:Investigar as formas de organização, mobilização e ações sindicais nas sociedades contemporâneas. Analisar as relações entre organizações sindicais e o Estado. Compreender as mudanças nas relações entre sociedade civil e Estado na trajetória do sindicalismo brasileiro. Estudo das particularidades do sindicalismo rural no Brasil.

3. Ambientalização dos Movimentos Sociais do Campo: Investigação dos processos de incorporação do tema ambiental pelos movimentos e organizações sociais rurais e a geração de novas dinâmicas movimentalistas. Busca compreender como as questões ambientais reconfiguram o repertório de ações, os aliados e adversários sociais, as identidades e os projetos políticos destes movimentos.

 

 Docente: Profa. Dra. Laura Senna Ferreira

1.Atividade laborativa, ação coletiva, subjetividade e identidade:

Estuda as representações simbólicas do trabalho e a construção de identidades laborais. Aborda os aspectos objetivos e subjetivos que perpassam as trajetórias profissionais.Investiga o espaço da produção como locuspolítico, destacando os direitos trabalhistas como elemento de diálogo com o Estado ede inscrição na estrutura social. Abarca as lutas em torno da construção da memória política do trabalho.Discuti a racionalização do mundo da empresa associadaà emergência de novas ideologias e de uma nova subjetividade laboral. Considera a imaginação social dos sujeitos na construção de formas diferenciadas de trabalho e de ação econômica (associativismo, autogestão, economia solidária, entre outros).Trata de abordar o trabalho como modo de vida, considerando suas transversalidades: gênero, etnia e geração.

2.Mercado de trabalho, territorialidade e modelos de desenvolvimento:

Analisa modelos de desenvolvimento social e econômico, considerando aspectos, tais como: características do mercado de trabalho, tradições,culturase o perfil da força de trabalho local.Discute as concepções associados à noção de economia moral. Contempla a análise das cadeias produtivas globais e o seus impactosnos territórios produtivos locais. Foca nas transformações das carreiras profissionais e nos temas do emprego, desemprego, trabalho informal, flexibilização e empreendedorismo. Aborda a construção de institucionalidades –envolvendo trabalhadores, entidades representativas e outros agentes sociais – no debate dos rumos dodesenvolvimento local.

3.Trabalho e educação:

Engloba os processos de socialização na interfaceentre o mundo do trabalho eda educação. Investiga a questão da qualificação, da empregabilidade e as novas exigênciasque tais concepções têm imposto ao sistema escolar. Aborda a era da informatização e as novas demandas do ponto de vista do trabalho material e imaterial na sua articulação com a escola. Considera o lugar do sistema de ensino na crise da sociedade do trabalho. Indaga acerca da autonomia e/ou condicionamento do mercado de trabalho e da esfera produtiva em relação ao universo da educação.

 

Docente: Prof. Dr. Marcos Botton Piccin

  Elites e patrões

 – Relações de assalariamento e subordinação no campo brasileiro

– Instituições e políticas públicas para o rural

 

Docente: Profa. Dra. Mari Cleise Sandalowski

1. Sociologia da saúde: inovação social, tecnologias terapêuticas, bioética, profissões da saúde.

2. Sociologia jurídica: sistema judiciário, violência doméstica.

 

Docente: Prof. Dr.  Ricardo Mayer

1. Sociologia da ação coletiva: por um lado, se interessa pelas experiências associativas desenvolvidas por novos atores sociais buscando problematizar as formas assumidas pelas relações de solidariedade, bem como a institucionalização de uma esfera pública não-estatal no Brasil e sua articulação com a implementação de políticas sociais; por outro lado, se interessa pela ação coletiva em suas várias formas e expressões, bem como pelas lógicas sociais subjacentes à emergência de problemas sociais, sua publicização e novas formas de organização e protestação social através das redes sociais. Referentes empíricos: tecnologias sociais; associativismo; economia solidária; protestação política; movimentos sociais, redes sociais.
 
2. Sociologia do reconhecimento: investiga as dimensões simbólicas da desigualdade enfocando questões indexadas pelas categorias de classe social, “raça”/etnia, gênero e geração, de modo a configurar a violência simbólica e os modos de reconhecimento denegado e/ou distorcido subjacentes à gramática das relações sociais predominantes na sociedade brasileira, bem com a conseqüente opacidade de determinados grupos e segmentos sociais face às políticas públicas.
 Referentes empíricos: desigualdade e preconceitos de classe e étnico-racial; políticas de ações afirmativas; educação e dispositivos de avaliação de desempenho, classificação e categorização; hierarquias sociais e suas formas de reprodução; moralidades, hierarquias de valor e suas formas de justificação.

 

 Docente: Profa. Dra. Virginia Vecchioli

 Sociologia do engajamento político: as condições de instituição do compromisso militante. Os repertórios de ação coletiva. As redes de ativismo. As formas de recrutamento, as modalidades de ingresso ao ativismo. As disposições e competências militantes. As razões do engajamento. Altruísmo e desinteresse. Ativismo e profissão, contextos de profissionalização do ativismo, criação de novas credenciais para o engajamento. As transformações do militantismo. O estudo das trajetórias militantes. Os processos de desengajamento.

 Ativismo em causas humanitárias: as associações humanitárias, o humanitarismo como forma de engajamento associativo, as mobilizações das vitimas e dos parentes das vítimas, a profissionalização do conhecimento sobre as vítimas, as relações ambíguas com a política, os processos de consagração da categoria vitima como recurso de mobilização coletiva, de produção de políticas de Estado e de intervenção experta no espaço público, as políticas de compaixão, as empresas de patrimonializaçao da dor (memoriais e monumentos às vitimas).

Antropologia do direito: os juristas como profissionais da virtude pública. A expertise jurídica. As complexas relações entre o campo político e jurídico, da neutralização dos conflitos políticos ao ativismo jurídico e a construção de causas publicas através do direito. A mobilização do direito. Direito e movimentos sociais. Usos militantes do direito. A profissão como missão. Programas de reforma da justiça. A internacionalização do campo da expertise jurídica. Lógicas de importação/exportação da expertise jurídica: o direito internacional dos direitos humanos, a justiça transicional.