{"id":2368,"date":"2019-08-06T09:05:38","date_gmt":"2019-08-06T12:05:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/?page_id=2368"},"modified":"2019-08-06T09:05:42","modified_gmt":"2019-08-06T12:05:42","slug":"brasil-um-pais-de-cabelos-brancos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/brasil-um-pais-de-cabelos-brancos","title":{"rendered":"BRASIL: UM PA\u00cdS DE CABELOS BRANCOS\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Autora: Eliane Arruda Palma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"mailto:anepalma@hotmail.com.br\">anepalma@hotmail.com.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Orientador: Ronaldo Busnello<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por muito tempo prevaleceu o pensamento de que o Brasil, al\u00e9m de ser o \u201cpa\u00eds do futuro\u201d, tamb\u00e9m se tratava de um pa\u00eds de jovens, guardando grandes esperan\u00e7as quanto a seu desenvolvimento econ\u00f4mico mas, acima de tudo, social. Esse paradigma come\u00e7a a mudar de maneira vertiginosa: o \u201cfuturo\u201d ainda n\u00e3o chegou e uma nova realidade exp\u00f5e os problemas de uma Na\u00e7\u00e3o, cuja popula\u00e7\u00e3o vive mais, mas acaba por dar vida a um \u201cex\u00e9rcito de idosos\u201d, v\u00edtima de um mercado de trabalho cada vez mais precarizado e com condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia, em grande parte das vezes, sub-humanas. Sim, o Brasil caminha, contemporaneamente, na contram\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o, para o aumento da desigualdade social, enquanto se transforma, rapidamente, em um \u201cpa\u00eds de cabelos brancos\u201d.<\/p>\n<p>Foi devido a percep\u00e7\u00e3o desta mudan\u00e7a que iniciei uma pesquisa, envolvendo quest\u00f5es que pareciam desconexas, mas que, ao final, reuniram in\u00fameros elementos que se interligam, comunicando-se entre si. Partindo do tema relativo ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira e tendo como fundamentado os ensinamentos de Karl Marx, relativos a cria\u00e7\u00e3o de um \u201cex\u00e9rcito industrial de reserva\u201d, considerei a parcela da popula\u00e7\u00e3o pobre que, conforme o autor, \u00e9 constitu\u00edda, em parte, por pessoas incapacitadas para o trabalho, em fun\u00e7\u00e3o da idade avan\u00e7ada. Com base numa minuciosa pondera\u00e7\u00e3o, a an\u00e1lise do tema proposto foi realizado \u00e0 luz de uma vis\u00e3o cr\u00edtica e reflexiva.<\/p>\n<p>Constatei a ocorr\u00eancia de uma radical mudan\u00e7a na estrutura et\u00e1ria do pa\u00eds que, de uma Na\u00e7\u00e3o com uma popula\u00e7\u00e3o, que ainda pode ser considerada jovem, em poucas d\u00e9cadas ser\u00e1 um pa\u00eds povoado por uma significativa popula\u00e7\u00e3o idosa. O crescente processo de longevidade e envelhecimento dos idosos no pa\u00eds depara-se frente a hist\u00f3rica precariza\u00e7\u00e3o da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. A sofistica\u00e7\u00e3o das novas estrat\u00e9gias de explora\u00e7\u00e3o, por quem det\u00e9m o capital, indicam os limites hist\u00f3ricos evidenciados nos crescentes n\u00edveis de mis\u00e9ria e iniquidade social, que promoveram e seguem promovendo, historicamente, condi\u00e7\u00f5es de vida degradante, para a imensa maioria dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Assim, os trabalhadores pobres localizam-se espalhados nas diversas formas do ex\u00e9rcito de reserva (composto por trabalhadores informais e pelos desempregados) e do ex\u00e9rcito ativo (composto por trabalhadores com \u201ccarteira assinada\u201d, mas com condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia question\u00e1veis), onde parte dos idosos s\u00e3o demitidos e os que permanecem trabalhando tem seus direitos aviltados, com aumento da precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es gerais de trabalho. O estudo foi realizado especialmente sobre essas pessoas que, no Brasil, majoritariamente, permanecem atuantes no mercado de trabalho. Ao que tudo indica, inversamente ao que Marx sustentava, j\u00e1 n\u00e3o se tratam de indiv\u00edduos \u201cincapacitados para o trabalho\u201d em raz\u00e3o da idade ou, pelo menos, n\u00e3o totalmente, vez que, apesar de todos os obst\u00e1culos enfrentados durante a vida laboral, s\u00e3o trabalhadores cuja m\u00e3o de obra tornou-se ainda mais barata, restando (re)absorvidos pelo mercado, como for\u00e7a de trabalho a ser explorada e apta a ser vendida, modernamente, na figura de um trabalhador \u201cmais velho\u201d.<\/p>\n<p>O objetivo principal da pesquisa respondeu determinados questionamentos sobre a vida laboral dos trabalhadores idosos brasileiros, como: \u201cquais s\u00e3o suas condi\u00e7\u00f5es gerais de trabalho? Como exercem suas ocupa\u00e7\u00f5es e como se delineia esse complexo mundo do trabalho a que sujeitos? Sob que aspectos se d\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o da trabalhadora idosa no mercado de trabalho? O que o poder p\u00fablico tem feito, de fato, para prevenir ou atenuar os problemas futuros quanto a essa parcela da popula\u00e7\u00e3o?\u201d Tais questionamentos instigaram sua associa\u00e7\u00e3o ao tema das pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas pelo Brasil para idosos, vinculando-se ao denominado \u201ctrabalho decente\u201d e, por consequ\u00eancia, aos diversos matizes do \u201cprinc\u00edpio da sustentabilidade\u201d, especificamente, em suas dimens\u00f5es social e ambiental.<\/p>\n<p>Comprovei que, dentro da pr\u00f3pria l\u00f3gica do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, uma massa ainda maior de trabalhadores idosos passar\u00e1 a fazer parte do ex\u00e9rcito de reserva pauperizado, que ser\u00e1 ampliado. Como Marx, verifiquei que o capitalismo pressup\u00f5e o desenvolvimento da riqueza de um lado, tutelado pela classe capitalista, e, do outro, o aumento do desemprego e da incerteza, no \u00e2mago da classe trabalhadora. A lei geral que governa este \u201cdesenvolvimento\u201d \u00e9 a face real da lei econ\u00f4mica fundamental do capitalismo: a lei da mais-valia. \u00c9 o desejo pela mais-valia, produzida, unicamente, pelos trabalhadores, que orienta \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de riquezas, ostenta\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o por parte dos mais ricos. Cada vez que o ac\u00famulo de riquezas torna-se maior, maior torna-se o ex\u00e9rcito de reserva, maior torna-se o abuso sobre o ex\u00e9rcito ativo e tornam-se ainda mais cr\u00edticas as condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia de ambos.<\/p>\n<p>Logo, a acumula\u00e7\u00e3o do capital e a degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora s\u00e3o como dois lados de uma mesma moeda: insepar\u00e1veis dentro de uma sociedade capitalista, onde a integra\u00e7\u00e3o dos idosos no mercado de trabalho ao final da vida sofre as consequ\u00eancias oriundas das transforma\u00e7\u00f5es que nascem do capitalismo contempor\u00e2neo, configurando-se de modo ainda mais prec\u00e1rio para as mulheres, transformadas na \u201cespinha dorsal\u201d do trabalho assalariado do mundo em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, desmedidos s\u00e3o os questionamentos originados a partir do processo de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira que, em 2060, atingir\u00e1 a invers\u00e3o m\u00e1xima de sua pir\u00e2mide demogr\u00e1fica, ensejando a que um quarto da popula\u00e7\u00e3o total no pa\u00eds seja composta por idosos. Nesse contexto, a Pol\u00edtica Nacional do Idoso (PNI &#8211; Lei n.\u00ba 8.842\/1994) e o Estatuto do Idoso (Lei n.\u00ba 10.741\/2003) destinados a regular os direitos assegurados \u00e0s pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, surgem como duvidosa alternativa para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas vivenciados por essa parcela da popula\u00e7\u00e3o, vulner\u00e1vel sob diversos aspectos. Analisei esses textos, particularmente, em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho e a previd\u00eancia social, numa investiga\u00e7\u00e3o que considerou a economia em sua complexidade e, em espec\u00edfico, o per\u00edodo de vida laboral do trabalhador em um mundo do trabalho que est\u00e1 em constante e plena transforma\u00e7\u00e3o. Descobri que seus resultados foram negativos, no sentido da satisfa\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a do trabalhador brasileiro idoso, cujas caracter\u00edsticas pessoais os diferenciam da classe laboral idosa pelo mundo.<\/p>\n<p>Assim, o estudo revela-se atual e importante, uma vez que, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a popula\u00e7\u00e3o brasileira mant\u00e9m a tend\u00eancia do crescimento do n\u00famero de idosos e seu perfil denota trabalhadores com grau de escolaridade muito baixo e mercado de trabalho precarizado, inclusive pelo advento de uma reforma trabalhista (Lei n.\u00ba 13.467\/2017), que n\u00e3o atingiu o objetivo proposto: alavancar milh\u00f5es de vagas de emprego formal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diante de uma proposta de reforma da previd\u00eancias social (Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; PEC n.\u00ba 287\/2016), que aponta para modifica\u00e7\u00f5es severas e il\u00f3gicas e que prop\u00f5e altera\u00e7\u00f5es na indica\u00e7\u00e3o de troca do atual sistema para um \u201cregime de capitaliza\u00e7\u00e3o e de poupan\u00e7a privada\u201d a ser realizada pelo pr\u00f3prio trabalhador, sem nenhuma contrapartida do empregador e do governo. Tal, portanto, d\u00e1 surgimento a uma solu\u00e7\u00e3o de cunho duvidoso, revelando-se numa alternativa de hipot\u00e9tica efetiva\u00e7\u00e3o quanto a garantia de recebimento, no futuro, dos valores depositados a t\u00edtulo de aposentadoria. O atual governo, em seu projeto, deslancha pela via mais \u201csimples\u201d, seguindo os moldes das \u00faltimas reformas realizadas (1998 e 2003), penalizando a classe trabalhadora com o aumento da idade para aposentadoria e trocando o regime do financiamento de seguridade por um sistema de efetividade controversa. Ademais, a conex\u00e3o entre estrutura et\u00e1ria e mercado de trabalho indica que as press\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o idosa sobre a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA) ter\u00e3o peso not\u00e1vel e, com o aumento do envelhecimento, as atividades ligadas \u00e0 sa\u00fade sofrer\u00e3o press\u00e3o significativamente maior.<\/p>\n<p>Na revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica realizada utilizei fontes secund\u00e1rias, como \u00edndices e estat\u00edsticas geogr\u00e1ficas de circunst\u00e2ncias sociais, oriundas dos principais provedores de dados e informa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds e do exterior e chego a comprova\u00e7\u00e3o de que os principais resultados preveem impactos econ\u00f4micos e sociais extremamente negativos, agravados em fun\u00e7\u00e3o da expressiva crise econ\u00f4mico-pol\u00edtica enfrentada pelo pa\u00eds na atualidade, deixando suas marcas sobre grande parte da popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Esta receber\u00e1, como heran\u00e7a, dos atuais governos o total descaso com a iminente quest\u00e3o demogr\u00e1fica, que desponta no horizonte brasileiro, \u00a0repercutindo diretamente sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida de todos os trabalhadores do pa\u00eds e, em particular, daqueles j\u00e1 em idade avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Conclui que a maioria destes indiv\u00edduos permanecem produtivos e que o estudo encontra eco numa cr\u00edtica estrutural ao capitalismo e ao uso que faz dos seres humanos, particularmente, dos idosos, fragilizados em suas condi\u00e7\u00f5es de vida material e espiritual. O sistema opera sobre eles de forma ainda mais perversa: demanda m\u00e3o de obra idosa em quantidade abaixo da oferta gerada pelo envelhecimento populacional e quando a absorve, o faz em total condi\u00e7\u00f5es de precariedade. Sua inclus\u00e3o no mercado \u00e9 \u201cmarginal\u201d, por meio da ocupa\u00e7\u00e3o formal, com renda mais baixa, complementar aos proventos da aposentadoria (deturpando o significado desta); ou da informalidade, cuja produtividade do trabalho \u00e9 baixa, recebendo pagamentos miser\u00e1veis, importando circunst\u00e2ncias de vida mais d\u00e9beis e apresentando-se de forma mais prec\u00e1ria \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>Infelizmente, pude constatar que as legisla\u00e7\u00f5es do mundo n\u00e3o garantem igualdade entre g\u00eaneros, indicando que a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior hip\u00f3tese de causa do envelhecimento populacional do planeta, personagem principal no decaimento da taxa de fecundidade. A crise e o desemprego prejudicam ainda mais as mulheres que, como eu, no Brasil, est\u00e3o em um plano mundial inferior de for\u00e7a de trabalho quando o tema \u00e9 \u201cconcorr\u00eancia\u201d, pois combina tr\u00eas efeitos: divis\u00e3o social, sexual e internacional do trabalho. Assim, o \u201cex\u00e9rcito industrial de reserva idoso\u201d \u00e9 em sua maioria do sexo feminino, tem baixa renda e escolaridade e encontra-se, majoritariamente, em pa\u00edses subdesenvolvidos como o nosso.<\/p>\n<p>Continuar trabalhando envolve condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, valor da aposentadoria, poupan\u00e7a, grau de ensino, tipo de atividade, preconceito, adversidades na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e menor produtividade. No mundo os idosos tendem a sair cedo do mercado, n\u00e3o obstante o aumento da esperan\u00e7a de vida e a melhoria nas condi\u00e7\u00f5es gerais de sa\u00fade. No Brasil tendem a manter-se trabalhando, mas ainda n\u00e3o s\u00e3o vistos como alternativa para a futura escassez de m\u00e3o de obra. An\u00e1lises indicam caminhos para resolu\u00e7\u00e3o desse problema, como o melhor aproveitamento desses profissionais. Mesmo com todas as implica\u00e7\u00f5es a tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho origina o aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina e da popula\u00e7\u00e3o idosa na economia.<\/p>\n<p>Dif\u00edcil admitir, mas nos falta cultura para tratarmos do tema e a discrimina\u00e7\u00e3o inicia-se antes mesmo do trabalhador adentrar a velhice, particularmente, come\u00e7ando, de modo inacredit\u00e1vel, para os desempregados do nosso pa\u00eds aos 40 anos. Por isso, garantir os direitos e dar prote\u00e7\u00e3o efetiva aos idosos exigir\u00e1 do Estado, no presente, mais do que meras regulamenta\u00e7\u00f5es legislativas sem efetividade, devendo agir como impulsionador de pol\u00edticas verdadeiramente eficazes, atendo-se a um radical redimensionamento dos investimentos sociais no campo do trabalho, capazes de provocarem transforma\u00e7\u00f5es em favor do social e n\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>Modos de trabalho indignos devem ser superados; obrigando-nos a luta pela efetiva\u00e7\u00e3o do \u201ctrabalho decente\u201d, comprometido com \u201ctoda\u201d a classe trabalhadora. O trabalho deve ser um meio de inser\u00e7\u00e3o dos mais fr\u00e1geis, onde a \u201cdec\u00eancia\u201d est\u00e1 em possibilitar que os trabalhadores sejam capazes de alcan\u00e7ar a realiza\u00e7\u00e3o plena enquanto ser social, oportunizando o recebimento de uma parcela justa da riqueza a que d\u00e3o origem, n\u00e3o restando como mera mercadoria, lhes sendo oportunizadas possibilidades, para que se manifestem e compreendam o espa\u00e7o que o trabalho deve ter em suas vidas, o que se d\u00e1 a partir de duas perspectivas: a dignidade da pessoa humana e o contexto ambiental.<\/p>\n<p>A concretiza\u00e7\u00e3o do trabalho decente \u00e9 essencial \u00e0 sustentabilidade: em sua dimens\u00e3o social, irradia-se no enfrentamento \u00e0 informalidade, ao desemprego e ao preconceito, revelando-se por meio da efetiva\u00e7\u00e3o da seguridade social; em sua dimens\u00e3o ambiental, vincula-se ao meio ambiente preservado, que possibilite qualidade de vida e longevidade digna, garantindo a classe trabalhadora um futuro ben\u00e9fico. Suas possibilidades transformam o crescimento econ\u00f4mico em desenvolvimento humano: da\u00ed a imposi\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a de paradigma, onde nos vejamos como parte integrante do meio ambiente.<\/p>\n<p>Isso exige capacidade ampla e rigorosa, preocupa\u00e7\u00e3o com os menos favorecidos, atitude que deve provocar uma guinada, sem precedentes, na compreens\u00e3o econ\u00f4mica, jur\u00eddica e educacional no mundo atual. Ao n\u00e3o cuidar de seus idosos, ou n\u00e3o identificar a obriga\u00e7\u00e3o de habilitar-se para ampar\u00e1-los, uma Na\u00e7\u00e3o d\u00e1 ind\u00edcios conclusivos de que n\u00e3o possui cultura para a sustentabilidade. Por isso, \u00e9 preciso modificar a estrutura educacional, com investimento em a\u00e7\u00f5es eficazes, para que as pessoas, tanto no presente quanto no futuro, tenham aptid\u00f5es e desenvolturas gerais e, simultaneamente, para o capital social produtivo. Para al\u00e9m disso, desenvolver a equidade com gera\u00e7\u00f5es futuras e, ao mesmo tempo, proteg\u00ea-las no presente, \u00e9 um desafio inarred\u00e1vel, uma atua\u00e7\u00e3o, de modo intertemporalmente conectado, para eliminar todos os tipos de discrimina\u00e7\u00e3o e dar suporte aos mais vulner\u00e1veis, o que n\u00e3o visualizamos na pol\u00edtica econ\u00f4mica e social do atual governo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Links mencionados no texto:<\/p>\n<p>ALVES, J. E. D. Popula\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e sustentabilidade: perspectivas para a CIPD p\u00f3s-2014.\u00a0<b>Revista Brasileira de Estudos de Popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/b>S\u00e3o Paulo, v. 31, n. 1, p. 219-230, jan.\/jun.\/2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-30982014000100013\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS0102-30982014000100013&amp;source=gmail&amp;ust=1565177327370000&amp;usg=AFQjCNG4ad5gm7lJIJk8N9UMgG8n2YkKFg\">http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-30982014000100013<\/a>&gt;<\/p>\n<p>_____. Transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, transi\u00e7\u00e3o da estrutura et\u00e1ria e envelhecimento.\u00a0<b>Revista Longeviver<\/b>, S\u00e3o Paulo, n. 40, p. 8-15, mar.\/abr.\/maio\/2014a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a>file:\/\/\/C:\/Users\/SAMSUNG\/Downloads\/8643186-15315-1-SM.pdf<\/a>&gt;<\/p>\n<p>BORGES, G. M.; CAMPOS, M. B. de. CASTRO E SILVA, L. G. de. Transi\u00e7\u00e3o da estrutura et\u00e1ria no Brasil: oportunidades e desafios para a sociedade nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. In: ERVATTI, L. R.; BORGES, G. M.; JARDIM, A. de P. (Org.)\u00a0<b>Mudan\u00e7a Demogr\u00e1fica no Brasil no In\u00edcio do S\u00e9culo XXI<\/b>: Subs\u00eddios para as proje\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: IBGE, n. 3, 2015. N\u00e3o paginado. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv93322.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv93322.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1565177327370000&amp;usg=AFQjCNEmD3E4AGMQxHerQzzStRyDq_8Jfg\">https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv93322.pdf<\/a>&gt;<\/p>\n<p>CAMARANO, A. A. (Org.)\u00a0<b>Novo regime demogr\u00e1fico<\/b>: uma nova rela\u00e7\u00e3o entre popula\u00e7\u00e3o e desenvolvimento? Rio de Janeiro: Ipea, 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/livros\/livros\/livro_regime_demografico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/livros\/livros\/livro_regime_demografico.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1565177327371000&amp;usg=AFQjCNE75MohCGOghT3bCBir4dYSUkQh9A\">http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/livros\/livros\/livro_regime_demografico.pdf<\/a>&gt;<\/p>\n<p>PINHOLATO, A. Z.\u00a0<b>Apropria\u00e7\u00e3o e expropria\u00e7\u00e3o da velhice como um dos elementos para a reprodu\u00e7\u00e3o do capital<\/b>. 2013. 182 p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Pol\u00edtica Social) \u2013 Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, Esp\u00edrito Santo, 2013.<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/6487\/2\/tese_6474_Aniele%20Zanardo%20Pinholato.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/6487\/2\/tese_6474_Aniele%2520Zanardo%2520Pinholato.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1565177327371000&amp;usg=AFQjCNFTs7pQizfTNt-XKGuEFWVhPksYoQ\">http:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/6487\/2\/tese_6474_Aniele%20Zanardo%20Pinholato.pdf<\/a>&gt;<\/p>\n<p>TEIXEIRA, S. M.\u00a0<b>Envelhecimento do trabalhador no tempo do capital<\/b>: problem\u00e1tica social e as tend\u00eancias das formas de prote\u00e7\u00e3o social na sociedade brasileira contempor\u00e2nea. Tese de doutorado. 2006. 267 f. Tese (Doutorado Pol\u00edticas p\u00fablicas) \u2013 Universidade Federal do Maranh\u00e3o, S\u00e3o Lu\u00eds, MA, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/pct.capes.gov.br\/teses\/2006\/927040_6.PDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/pct.capes.gov.br\/teses\/2006\/927040_6.PDF&amp;source=gmail&amp;ust=1565177327371000&amp;usg=AFQjCNGzq_eBKHHKoWyvy8aVrG4X7k69Hw\">http:\/\/pct.capes.gov.br\/teses\/2006\/927040_6.PDF<\/a>&gt;<\/p>\n<p>VIANA, N. A teoria da popula\u00e7\u00e3o em Marx.\u00a0<b>Boletim Goiano de Geografia<\/b>. Goi\u00e1s, v. 26. n. 2, p. 87-102, Jul\/Dez\/2006a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/revistas.ufg.br\/bgg\/article\/view\/4142\/3644\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistas.ufg.br\/bgg\/article\/view\/4142\/3644&amp;source=gmail&amp;ust=1565177327371000&amp;usg=AFQjCNFM10RpqqgyeuizUpEzFTHxbSjuzg\">https:\/\/revistas.ufg.br\/bgg\/article\/view\/4142\/3644<\/a>&gt;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autora: Eliane Arruda Palma anepalma@hotmail.com.br Orientador: Ronaldo Busnello \u00a0 Por muito tempo prevaleceu o pensamento de que o Brasil, al\u00e9m de ser o \u201cpa\u00eds do futuro\u201d, tamb\u00e9m se tratava de um pa\u00eds de jovens, guardando grandes esperan\u00e7as quanto a seu desenvolvimento econ\u00f4mico mas, acima de tudo, social. 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