{"id":4169,"date":"2022-01-27T17:09:57","date_gmt":"2022-01-27T20:09:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/?p=4169"},"modified":"2022-01-27T17:09:59","modified_gmt":"2022-01-27T20:09:59","slug":"divulgado-o-espelho-norteador-da-correcao-da-prova-escrita-selecao-ppgd-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/2022\/01\/27\/divulgado-o-espelho-norteador-da-correcao-da-prova-escrita-selecao-ppgd-2022","title":{"rendered":"Divulgado o espelho norteador da corre\u00e7\u00e3o da prova escrita \u2013 Sele\u00e7\u00e3o PPGD 2022"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos termos do <strong><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/345\/2021\/12\/50EDIT_INGRE_DIREITO_MEST_2021_28.pdf\">Edital 028\/2021<\/a><\/strong>\u00a0 a <strong><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/membros-da-comissao-de-selecao\/\">Comiss\u00e3o de Sele\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong> divulga o espelho de corre\u00e7\u00e3o da prova escrita.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>ESPELHO DE RESPOSTA<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nos termos do edital, o objetivo da prova \u00e9 <\/span><b>avaliar a <\/b><b>capacidade de express\u00e3o, disserta\u00e7\u00e3o e conhecimento aprofundado<\/b><b> sobre as obras indicadas e que os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o da prova s\u00e3o (a) <\/b><b>n\u00edvel de dom\u00ednio do conte\u00fado (pr\u00e9-requisitos para os demais)<\/b><b>; (b) n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o complementar e capacidade de relacion\u00e1-la com o objeto espec\u00edfico da prova; (c) capacidade de interpretar, de argumentar e de organizar ideias e express\u00e1-las com clareza; (d) capacidade de sintetizar o conte\u00fado e de estruturar o texto da resposta e (e) capacidade de empregar corretamente a L\u00edngua Portuguesa. Nesse sentido, considere-se os seguintes espelhos as quest\u00f5es da Prova Escrita.<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>QUEST\u00c3O 1<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a resposta da quest\u00e3o 1, consideramos alguns pontos importantes: <\/span><b>1)<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> A ideia essencial da obra do autor baseia-se nas no\u00e7\u00f5es de <\/span><b>soberania<\/b> <span style=\"font-weight: 400\">(imperium) e estado de exce\u00e7\u00e3o (p.7).\u00a0 Nesse sentido,a soberania \u00e9 tradicionalmente definida como duplo processo de &#8220;autoinstitui\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;autolimita\u00e7\u00e3o&#8221; (fixando em si os pr\u00f3prios limites para si mesmo). A preocupa\u00e7\u00e3o do autor \u00e9 com aquelas formas de soberania cujo projeto central n\u00e3o \u00e9 a luta pela autonomia, mas a &#8220;instrumentaliza\u00e7\u00e3o generalizada da exist\u00eancia humana e a destrui\u00e7\u00e3o material de corpos humanos e popula\u00e7\u00f5es&#8221; (p.10-11). Nesse sentido, a partir das experi\u00eancias de morte e destrui\u00e7\u00e3o, sugere-se que \u00e9 poss\u00edvel desenvolver uma leitura da pol\u00edtica, da soberania e do sujeito, diferente daquela que herdamos do discurso filos\u00f3fico da modernidade para observar outras categorias como a vida e a morte (p.11). Nesse sentido, o autor busca apresentar uma leitura da pol\u00edtica como o trabalho da morte (<\/span><b>necropol\u00edtica<\/b><span style=\"font-weight: 400\">). <\/span><b>2)<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Assim, Achille Mbembe, prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a soberania expressada predominantemente como o direito de matar. Nesse sentido, relaciona a ideia foucaultiana de biopoder com os conceitos de estado de exce\u00e7\u00e3o e estado de s\u00edtio, onde aquele e a rela\u00e7\u00e3o de inimizade tornaram-se a base normativa do direito de matar. Na formula\u00e7\u00e3o de Foucault, o biopoder parece funcionar mediante a divis\u00e3o entre pessoas que devem viver e as que devem morrer (p. 16-17) e o racismo acaba por se configurar em uma tecnologia destinada a permitir o exerc\u00edcio do biopoder, &#8220;este velho direito soberano de matar&#8221; (p.18). Foucault entende que o direito soberano de matar e os mecanismos de biopoder est\u00e3o inscritos na forma que funcionam todos os Estados Modernos, de fato, eles podem ser vistos como elementos constitutivos do poder do <\/span><b>Estado<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> na modernidade (p.19). Ao mesmo tempo, uma nova sensibilidade cultural emerge, na qual matar o inimigo do Estado \u00e9 um prolongamento do jogo. Aparecem formas de crueldade mais \u00edntimas, sinistras e lentas (p. 22-23). A exemplo do per\u00edodo da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, observa-se a estrat\u00e9gia de fus\u00e3o da raz\u00e3o com o terror, onde este \u00e9 erigido como componente quase necess\u00e1rio do pol\u00edtico. Postula-se uma transpar\u00eancia absoluta entre Estado e o povo. &#8220;O <\/span><b>povo<\/b><span style=\"font-weight: 400\">&#8221; \u00e9 gradualmente deslocado, enquanto categoria pol\u00edtica, da realidade concreta \u00e0 figura ret\u00f3rica (p.23). <\/span><b>3)<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Qualquer relato hist\u00f3rico do surgimento do terror moderno precisa tratar da escravid\u00e3o, que pode ser considerada uma das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es da experimenta\u00e7\u00e3o biopol\u00edtica (p. 26-27). O autor utiliza, como perspectiva do colonialismo, o exemplo do sistema de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">plantation. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">No contexto de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">pantation<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, a humanidade do escravo aparece como uma sombra personificada. De fato, a condi\u00e7\u00e3o de escravo resulta de uma tripla perda: perda de um &#8220;lar&#8221;, perda de direitos sobre seu corpo e perda do estatuto pol\u00edtico. Essa tripla perda equivale a uma domina\u00e7\u00e3o absoluta, uma aliena\u00e7\u00e3o de nascen\u00e7a e uma morte social (que \u00e9 expuls\u00e3o fora da humanidade). Enquanto estrutura pol\u00edtico-jur\u00eddica, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">plantation<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, \u00e9 sem d\u00favida um espa\u00e7o em que o escravo pertence ao senhor. N\u00e3o \u00e9 uma comunidade porque, por defini\u00e7\u00e3o, a comunidade implica o exerc\u00edcio do poder de fala e de pensamento (p. 27). Estabelece-se, portanto, uma rela\u00e7\u00e3o desigual e \u00e9 afirmada a desigualdade do poder sobre a vida. Esse poder sobre a vida do outro assume a forma de com\u00e9rcio: a humanidade de uma pessoa \u00e9 dissolvida at\u00e9 o ponto em que se torna poss\u00edvel dizer que a vida do escravo \u00e9 propriedade de seu senhor. Dado que a vida do escravo \u00e9 como uma &#8220;coisa&#8221;, possu\u00edda por outra pessoa, sua exist\u00eancia \u00e9 a figura perfeita de uma sombra personificada. (p. 29-30). O autor compreende que as formas coloniais de soberania sempre foram fragmentadas. Eram complexas &#8220;menos preocupadas em legitimar sua pr\u00f3pria presen\u00e7a e mais excessivamente violentas que suas formas europ\u00e9ias&#8221; (p.30). <\/span><b>4)<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Levando-se em considera\u00e7\u00e3o os conceitos de plantation e coloniza\u00e7\u00e3o, pode-se perceber que o necropoder acaba assumindo v\u00e1rias formas: o terror da morte real ou uma forma mais &#8220;benevolente&#8221;, cujo resultado \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o de uma cultura para &#8220;salvar o povo&#8221; de si mesmo (p. 31). Um tra\u00e7o persiste evidente: no pensamento filos\u00f3fico moderno, assim como na pr\u00e1tica e no imagin\u00e1rio pol\u00edtico europeu, a col\u00f4nia representa o lugar em que a soberania consiste fundamentalmente no exerc\u00edcio de um poder \u00e0 margem da lei (ab legibus solutus) e no qual a &#8220;paz&#8221; tende a assumir o rosto de uma &#8220;guerra sem fim&#8221; (p.32-33).\u00a0 A <\/span><b>ocupa\u00e7\u00e3o colonial<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> tardia difere em muitos aspectos da primeira ocupa\u00e7\u00e3o moderna, particularmente em sua combina\u00e7\u00e3o entre o disciplinar, a bipol\u00edtica e a necropol\u00edtica. A forma mais bem-sucedida de necropol\u00edtica \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o colonial contempor\u00e2nea da Palestina (p.41). A aplica\u00e7\u00e3o do necropoder dentro do contexto de ocupa\u00e7\u00e3o colonial apresenta caracter\u00edsticas como a din\u00e2mica de fragmenta\u00e7\u00e3o territorial, acesso proibido a certas zonas e expans\u00e3o dos assentamentos. O objetivo desse processo \u00e9 duplo: impossibilitar qualquer movimento e implementar a segrega\u00e7\u00e3o \u00e0 moda do Estado do apartheid (p. 43). Sob condi\u00e7\u00f5es de soberania vertical e ocupa\u00e7\u00e3o colonial fragmentada, comunidades s\u00e3o separadas segundo um eixo de ordenadas. Isso conduz a uma prolifera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de viol\u00eancia (p.46). <\/span><b>5)<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> O autor prop\u00f5e a no\u00e7\u00e3o de <\/span><b>necropol\u00edtica<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> e de <\/span><b>necropoder<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> para dar conta das v\u00e1rias maneiras, pelas quais, em nosso mundo contempor\u00e2neo, as armas de fogo s\u00e3o dispostas com o objetivo de provocar a destrui\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de pessoas e criar &#8220;mundos de morte&#8221;, formas \u00fanicas e novas de exist\u00eancia social, nas quais vastas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o submetidas a condi\u00e7\u00f5es de vida que lhes conferem o estatuto de &#8220;mortos vivos&#8221; (p. 71).\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>QUEST\u00c3O 2<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a resposta da quest\u00e3o 2, consideramos essenciais desenvolver as seguintes reflex\u00f5es: 1. Sobre a ideia-for\u00e7a da tecnodiversidade (especialmente cap 1); 2. Sobre a cibern\u00e9tica e problemas ecol\u00f3gicos (especialmente cap 4); 3) sobre o paradoxo da intelig\u00eancia artificial (especialmente cap. 6)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">1)A perspectiva da \u2018tecnodiversidade\u2019 em Yuk Hui<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> destr\u00f3i a ideia da tecnologia como um fen\u00f4meno universal. Para o autor, a forma como o pensamento ocidental dominante lida com a tecnologia \u00e9 limitante e obscurece nossa rela\u00e7\u00e3o com o \u201ccosmos\u201d e suas infinitas possibilidades.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> A tecnodiversidade (ou cosmodiversidade) implica em \u201cpensar diverg\u00eancias no seio do desenvolvimento tecnol\u00f3gico\u201d e para tanto prop\u00f5e pensar a tecnologia a partir da localidade. A quest\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade n\u00e3o pode ser separada da quest\u00e3o da tecnodiversidade. N\u00e3o h\u00e1 como manter a biodiversidade sem pensar a localidade e, consequentemente, sem pensar em tecnologias locais que permitam programas de coexist\u00eancia. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A tecnodiversidade \u00e9 proposta como caminho para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova era, que daria fim \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o unilateral e ao avan\u00e7o tecnol\u00f3gico dependente do europeu, consequ\u00eancias do paradigma iluminista. A ideia-for\u00e7a da tecnodiversidade prop\u00f5e uma reabertura da hist\u00f3ria mundial, pautada nos di\u00e1logos transversais entre culturas, para reposicionar a tecnologia enquanto sujeito de investiga\u00e7\u00e3o e de transforma\u00e7\u00e3o, na perspectiva de m\u00faltiplas cosmot\u00e9cnicas. A cr\u00edtica de fundo \u00e9 quanto a uma compreens\u00e3o homog\u00eanea e universal e meramente instrumental sobre a tecnologia. Para ele, se n\u00e3o colocarmos em confronto o conceito de tecnologia em si, dificilmente seremos capazes de preservar a alteridade e a diferen\u00e7a. A ideia da tecnodiversidade contrap\u00f5e-se a marcha do tecnocentrismo que vem sendo empregada pelo e no Ocidente e exige a rearticula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o da tecnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">2) Nas palavras do autor \u201dPara al\u00e9m de seu uso restrito na biologia, a ecologia n\u00e3o \u00e9 um conceito da natureza, mas da cibern\u00e9tica (&#8230;) nos encontramos na posi\u00e7\u00e3o em que a m\u00e1quina moderna n\u00e3o \u00e9 mais mec\u00e2nica e em que a ecologia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 natural; na verdade, as m\u00e1quinas modernas e a ecologia s\u00e3o dois discursos que aderem ao mesmo princ\u00edpio, o da cibern\u00e9tica.\u201d A cibern\u00e9tica, enquanto pensamento reflexivo universal tomou o lugar da filosofia, ela representa aquilo que Heidegger denominou como o \u201cfim da filosofia\u201d, pois a reinventa para para transform\u00e1-la em uma filosofia p\u00f3s-europeia. A cibern\u00e9tica convoca uma nova condi\u00e7\u00e3o de filosofar a partir da tecnodiversidade, uma nova investiga\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 quest\u00e3o da ecologia. A cibern\u00e9tica, na tecnodiversidade, implica repensar a rela\u00e7\u00e3o entre tecnologia e ambiente, sem o que n\u00e3o h\u00e1 enfrentamento emancipat\u00f3rio dos problemas ecol\u00f3gicos atuais. E isso carece de uma perspectiva decolonial, para al\u00e9m da perspectiva p\u00f3s-colonial. Para o autor \u201cO meio ambiente n\u00e3o \u00e9 apenas aquilo que \u00e9 modificado pela tecnologia, mas \u00e9 cada vez mais constitu\u00eddo pela tecnologia\u201d (p\u00e1g. 114)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">3) Sobre o paradoxo da intelig\u00eancia artificial, o autor dedica o cap\u00edtulo 6 para falar sobre os \u201climites da intelig\u00eancia artificial\u201d. Redescobrir m\u00faltiplas cosmot\u00e9cnicas n\u00e3o implica recusar a intelig\u00eancia artificial ou o aprendizado da m\u00e1quina, mas, sim, se reapropriar da tecnologia moderna, atribuir outras posi\u00e7\u00f5es \u00e0s composi\u00e7\u00f5es (Gestell) que est\u00e3o no cerne da tecnologia moderna. Se quisermos ultrapassar a modernidade (numa perspectiva decolonial e emancipat\u00f3ria, respeitando a localidade e a diversidade), n\u00e3o h\u00e1 uma forma de simplesmente reinici\u00e1-la como se ela fosse um computador ou um smartphone. Se a tecnologia n\u00e3o \u00e9 neutra, h\u00e1 que se escapar do eixo de tempo global, escapar de um (trans)humanismo que submete outros seres aos termos de nosso destino e propor uma nova agenda e uma nova imagina\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gicas que possibilitem novas formas de vida social, pol\u00edtica e est\u00e9tica e novas rela\u00e7\u00f5es com n\u00e3o humanos, a Terra e o cosmos. Tudo isso ainda precisa ser pensado, j\u00e1 que exige uma reavalia\u00e7\u00e3o nietzschiana da quest\u00e3o da tecnologia \u2013 e isso s\u00f3 pode ser feito coletivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em suma, tem-se que seu conceito de cosmot\u00e9cnica \u00e9 apresentado de modo articulado com a cosmopol\u00edtica, uma nova geopol\u00edtica, que n\u00e3o se restringe apenas a uma mudan\u00e7a de hegemonia, mas ao fim da globaliza\u00e7\u00e3o unilateral, vez que esta universaliza epistemologias particulares em nome de uma hegemonia cultural vendida como global, apagando suas origens locais e as demais epistemologias.\u00a0A consci\u00eancia da multiplicidade de cosmot\u00e9cnicas (tecnodiversidade) \u00e9 a forma de repensar a geopol\u00edtica na crise do Antropoceno, pois afirma o car\u00e1ter local das tecnologias, limitadas e movimentadas por cosmologias particulares<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">O conceito de tecnodiversidade \u00e9 fundamental para aprofundar a reflex\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es entre m\u00e1quina, ecologia e a historicidade dessas categorias, refletindo a partir dos limites do ambiente, da cultura e do pensamento geogr\u00e1fico.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos termos do Edital 028\/2021\u00a0 a Comiss\u00e3o de Sele\u00e7\u00e3o divulga o espelho de corre\u00e7\u00e3o da prova escrita. \u00a0 ESPELHO DE RESPOSTA Nos termos do edital, o objetivo da prova \u00e9 avaliar a capacidade de express\u00e3o, disserta\u00e7\u00e3o e conhecimento aprofundado sobre as obras indicadas e que os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o da prova s\u00e3o (a) n\u00edvel de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":536,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52,25],"tags":[139],"class_list":["post-4169","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-selecao","category-ultimas-noticias","tag-selecao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/536"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4169"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4169\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}