{"id":272,"date":"2016-08-31T16:00:09","date_gmt":"2016-08-31T19:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/2016\/08\/31\/projeto-do-instituto-nacional-de-pesquisa-espacial-viaja-anualmente-para-a-antartica-a-fim-de-estudar-como-a-relacao-entre-o-oceano-e-a-atmosfera-impacta-o-clima-global\/"},"modified":"2016-08-31T16:00:09","modified_gmt":"2016-08-31T19:00:09","slug":"projeto-do-instituto-nacional-de-pesquisa-espacial-viaja-anualmente-para-a-antartica-a-fim-de-estudar-como-a-relacao-entre-o-oceano-e-a-atmosfera-impacta-o-clima-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/2016\/08\/31\/projeto-do-instituto-nacional-de-pesquisa-espacial-viaja-anualmente-para-a-antartica-a-fim-de-estudar-como-a-relacao-entre-o-oceano-e-a-atmosfera-impacta-o-clima-global","title":{"rendered":"Projeto do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial viaja anualmente para a Ant\u00e1rtica a fim de estudar como a rela\u00e7\u00e3o entre o oceano e a atmosfera impacta o clima global"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-268\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/wp-content\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_312-img_Titulo.png\" alt=\"\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"780\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_312-img_Titulo.png 780w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_312-img_Titulo-300x114.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_312-img_Titulo-768x291.png 768w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"margin: 0px; padding: 0px; font-family: Yantramanav; font-weight: bold; font-style: italic; font-size: medium;\">&nbsp;<\/h3>\n<div id=\"container_dados\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; overflow: hidden; color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px; background-color: #ffffff;\">\n<div class=\"texto_noticia\" style=\"margin: 0px; padding: 24.25px 4.03125px; font-size: 0.95em; text-align: justify; font-weight: normal; width: 800.297px;\">\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">Voc&ecirc; j&aacute; deve ter ouvido falar que setenta e cinco por cento da superf&iacute;cie da Terra &eacute; coberta por &aacute;gua. Mas voc&ecirc; sabia que muitas propriedades das &aacute;guas dos oceanos est&atilde;o fortemente associadas &agrave;s mudan&ccedil;as que ocorrem na atmosfera, como a ocorr&ecirc;ncia do El Ni&ntilde;o? Esse fen&ocirc;meno, que se caracteriza pelo aquecimento anormal das &aacute;guas superficiais no oceano Pac&iacute;fico Tropical, pode comprometer o clima regional e global (e tamb&eacute;m as suas f&eacute;rias).<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">S&atilde;o v&aacute;rios os fatores que afetam a varia&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica global, entre eles o processo de troca de calor entre a superf&iacute;cie do mar e a atmosfera e a influ&ecirc;ncia do di&oacute;xido de carbono nesse processo. Com uma costa de mais de 8.000 km&sup2; banhada pelas &aacute;guas do Oceano Atl&acirc;ntico Sul, o Brasil, at&eacute; pouco tempo, dispunha de poucos recursos para estudar o impacto que essas &aacute;guas dos oceanos t&ecirc;m sobre o clima do pa&iacute;s e do continente sul-americano. A partir de 2004, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desenvolveu um projeto voltado para o estudo direto dos processos de intera&ccedil;&atilde;o oceano-atmosfera.<\/p>\n<div id=\"parent\" style=\"margin: 15px; padding: 2px; position: relative; width: 506px; float: right;\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/wp-content\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_DSC03546.JPG\" class=\"bigger_image\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; text-decoration: none; color: #000000;\" title=\"Equipe do Inpe viajou no Navio Polar Almirante Maximiliano &agrave; Ant&aacute;rtica\"><img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-270\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/wp-content\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_DSC03546.JPG\" alt=\"Equipe do Inpe viajou no Navio Polar Almirante Maximiliano &agrave; Ant&aacute;rtica\" width=\"506\" height=\"380\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; max-width: 95%; max-height: 100%; height: auto; text-align: center; line-height: 50px; float: right;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_DSC03546.JPG 2400w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_DSC03546-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_DSC03546-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_DSC03546-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><\/a> <\/p>\n<div class=\"img-caption\" style=\"margin: 0px; padding: 2px; max-width: 95%; border-top: medium none; border-right: medium none; border-left: medium none; position: relative; width: 506px; float: right; font-size: 0.8em;\"><em style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">Equipe do Inpe viajou no Navio Polar Almirante Maximiliano &agrave; Ant&aacute;rtica<\/em><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p> &nbsp; <\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">O Projeto Intera&ccedil;&atilde;o Oceano-Atmosfera na regi&atilde;o da Conflu&ecirc;ncia Brasil-Malvinas (Interconf) &eacute; coordenado pelo pesquisador Ronald Buss de Souza, do INPE, e atualmente &eacute; o &uacute;nico grupo da Am&eacute;rica Latina que realiza pesquisas na &aacute;rea. Respons&aacute;vel por in&uacute;meros trabalhos de pesquisa, o projeto conta com alunos de gradua&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado de diversas institui&ccedil;&otilde;es, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG).<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">O Projeto Interconf atua em parceria com o Programa Ant&aacute;rtico Brasileiro (Proantar), um projeto do governo brasileiro que, desde 1982, atrav&eacute;s da Marinha do Brasil, oferece o suporte para levar pesquisadores at&eacute; o continente ant&aacute;rtico, com todo o equipamento necess&aacute;rio para coleta de dados para pesquisas.Tr&ecirc;s navios s&atilde;o disponibilizados pela Marinha: Navio Hidro-oceanogr&aacute;fico Cruzeiro do Sul (H38), Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e Navio de Apoio Oceanogr&aacute;fico Ary Rangel (H44).<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">As embarca&ccedil;&otilde;es transportam uma tripula&ccedil;&atilde;o de mais ou menos 80 pessoas, entre pesquisadores e integrantes da Marinha.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">Os dados s&atilde;o coletados em parceria com o Centro de Hidrografia Marinha (CHM) e possuem grande relev&acirc;ncia para os trabalhos realizados pelo INPE, sendo aplicados nas mais diversas &aacute;reas da Oceanografia e Meteorologia. Estes dados auxiliam na compreens&atilde;o de processos f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos do ciclo do di&oacute;xido de carbono (CO2) e seu papel nas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais. &ldquo;Essas medidas s&atilde;o consideradas importantes para os estados da regi&atilde;o Sul do Brasil, pois a passagem de frentes frias sobre o estado do Rio Grande do Sul &eacute; afetada diretamente pelas varia&ccedil;&otilde;es de temperatura na superf&iacute;cie do mar&rsquo;&rsquo;, explica Ronald.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/wp-content\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_11111111111111111.png\" class=\"bigger_image\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; text-decoration: none; color: #000000;\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-271\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/cursos\/pos-graduacao\/santa-maria\/ppgmet\/wp-content\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_11111111111111111.png\" alt=\"\" width=\"839\" height=\"663\" style=\"margin: 15px auto; padding: 0px; max-width: 95%; max-height: 100%; height: auto; text-align: center; line-height: 50px; display: block;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_11111111111111111.png 919w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_11111111111111111-300x237.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/541\/2016\/08\/coral.ufsm_.br_arco_Imagens_Noticias_11111111111111111-768x608.png 768w\" sizes=\"(max-width: 839px) 100vw, 839px\" \/><\/a><\/p>\n<h4 style=\"margin: 0px; padding: 0px;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; color: #3366ff;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">A BORDO<\/strong><\/span><\/h4>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">O Projeto Interconf utiliza os navios &ndash; quando eles passam pela regi&atilde;o oce&acirc;nica da Conflu&ecirc;ncia Brasil-Malvinas &ndash; para realizar medidas que ainda n&atilde;o haviam sido feitas, nem mesmo pelos navios do Proantar. A equipe do professor Ronald vai ao mar com instrumentos espec&iacute;ficos para medir vari&aacute;veis oce&acirc;nicas e atmosf&eacute;ricas, como: temperatura da &aacute;gua do mar, temperatura do ar, umidade relativa do ar, intensidade de dire&ccedil;&atilde;o dos ventos e intensidade de dire&ccedil;&atilde;o das correntes marinhas. Esses par&acirc;metros f&iacute;sicos servem de apoio para calcular a troca de calor entre o oceano e a atmosfera.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">Em outubro de 2014, Ronald Buss e sua equipe participaram da Opera&ccedil;&atilde;o Ant&aacute;rtica de n&uacute;mero 33, que partiu do porto do Rio de Janeiro, com escala nos portos de Rio Grande (RS) e Ushuaia (Argentina), a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano (H41).<br \/>Segundo Ronald, a opera&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a muito antes do embarque, com a prepara&ccedil;&atilde;o dos instrumentos utilizados na coleta de dados, que devem ser montados e passam por um per&iacute;odo de testes. Depois de preparados, os equipamentos s&atilde;o embarcados no navio e devidamente instalados. S&atilde;o utilizados, ao longo do percurso entre o Brasil e a Ant&aacute;rtica, radiossondas atmosf&eacute;ricas, equipamentos oceanogr&aacute;ficos e uma torre micro-meteorol&oacute;gica de fluxos, que tem a capacidade de medir as transfer&ecirc;ncias de calor e de di&oacute;xido de carbono (CO2), entre outras vari&aacute;veis.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">A radiossonda &eacute; lan&ccedil;ada do navio por meio de um bal&atilde;o atmosf&eacute;rico, chegando a altitudes acima de 25.000 metros. Dentro do navio existe um receptor que capta, via r&aacute;dio, as informa&ccedil;&otilde;es do aparelho. A torre micro-meteorol&oacute;gica &eacute; instalada na proa do navio para coletar dados atmosf&eacute;ricos pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie do mar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px; padding: 0px;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; color: #3366ff;\">PARA ENTENDER MELHOR: <\/span><\/strong>As vari&aacute;veis f&iacute;sicas na interface oceano-atmosfera s&atilde;o estudadas a partir da varia&ccedil;&atilde;o de temperatura entre a corrente mar&iacute;tima do Brasil, que vem do Norte, caracterizada por &aacute;guas quentes e salinas, e a corrente das Malvinas, que vem do Sul, caracterizada por &aacute;guas frias e menos salinas. O encontro dessas duas massas d&rsquo;&aacute;gua representa uma diferen&ccedil;a de temperatura que, em poucos quil&ocirc;metros, pode variar em mais de 10&ordm;C.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"texto_rodape\" style=\"margin: 0px; padding: 24.25px 5px; font-size: medium; font-family: Yantramanav; font-weight: bold; text-align: left; color: #000000; font-style: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px; background-color: #ffffff;\">Rep&oacute;rter: Diossana da Costa<\/div>\n<div><em>Fonte: <a href=\"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/Impressa\/NoticiaImpressa.php?Id_Noticia=312\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ARCO &#8211; Jornalismo Cient&iacute;fico e Cultural<\/a><\/em><\/div>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Voc&ecirc; j&aacute; deve ter ouvido falar que setenta e cinco por cento da superf&iacute;cie da Terra &eacute; coberta por &aacute;gua. 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