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Nota de Palestra XV CEDN – Dia 3 | 26/04/2017 – A segurança e a defesa do Atlântico Sul: perspectiva brasileira, CMG William de Sousa



O CMG William de Sousa encerrou as atividades do terceiro dia de CEDN com a palestra “A segurança e a defesa do Atlântico Sul: perspectiva brasileira”. O Capitão apresentou as bases conceituais e falou a respeito dos aspectos estratégicos do Brasil no Atlântico Sul e sobre política de defesa do mar. O palestrante enfatizou a importância de pensar estrategicamente o Atlântico Sul, por ser um meio vital de transporte e intercâmbio, fonte de recursos alimentares, energia e matérias primas, além de ser um meio de projeção de poder e domínio, com grandes recursos para ciência ambiental e fenômenos naturais.

O Capitão expôs brevemente sobre direito do mar, apresentando que uma parcela substancial deste já possui dono, e que “as partes que não possuem estão sendo reservadas”. Na “Amazônia Azul”, que constitui a costa do Brasil, circulam 95% do comércio exterior brasileiro e são extraídos 93% do petróleo e 75% do gás natural produzidos no país. O palestrante observou que quando a mineração submarina se tornar lucrativa, os estados costeiros investidores deste tipo de atividade poderão ter grandes benefícios. As tarefas básicas do poder naval são controle da área marítima, negação do uso do mar, projeção de poder sobre terra e contribuição para a dissuasão. Operações multinacionais, programa de submarinos, a construção de estaleiros e criação da base naval em Itaguaí (PROSUB), junto com o sistema de gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), são alguns dos projetos estratégicos da marinha brasileira.

Algumas concertações e entidades políticas do Sistema Internacional estão preocupadas com os aspectos estratégicos do Atlântico Sul, cujos principais desafios são pirataria, roubo armado, tráfico de pessoas, armas e drogas, crimes ambientais, pesca ilegal e contrabando. O Capitão fala do entorno estratégico brasileiro, que envolve a América do Sul, Atlântico Sul, países da costa ocidental africana e Antártica, e destaca que para traçar a estratégia de defesa, deve-se ter maior atenção às áreas com concentração de poder político e econômico e a maior parte da população brasileira, além da Amazônia e do Atlântico Sul. O CMG de Sousa destaca que o pensamento estratégico deve ser de longo prazo, com planos estratégicos derivados do planejamento flexíveis e capaz de resistir a crises conjunturais, garantindo a projeção de influência por meio da cooperação técnica e multinacional.

Texto: Maria Eduarda Dall’Aqua


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