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Publicada a 4ª edição do Boletim Analítico do Mercado do Soja

A quarta edição do Boletim Analítico do Mercado da soja está sendo publicada em um momento em que diversos campos passaram a, simultaneamente impactar os mercados internacional, brasileiro e local de soja. Seja por questões de natureza política, econômica ou climática, a taxa de câmbio, as variações nas cotações em Chicago e os prêmios de exportação nos portos brasileiros estão impondo a necessidade de considerar uma análise conjuntural no processo de tomada de decisões sobre compra de insumos e venda de soja, sobretudo da safra nova. Este boletim se propõe a contribuir com esta análise e os principais itens a destacar são:

1. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China derrubaram o suporte de mercado da soja em Chicago, de US$ 10,00/bu para US$ 8,27/bu. A resistência também foi reduzida, de US$ 10,61/bu para US$ 9,23/bu.

2. A força da demanda (chinesa) permitiu aos exportadores brasileiros a ampliação do prêmio e contribuiu para que as perdas verificadas em Chicago não fossem repassadas integralmente para o produtor brasileiro. Também, a valorização do dólar ajudou a manter as cotações em patamares elevados no Brasil. Em função disso, o produtor brasileiro está vendendo seu produto em uma situação bem mais confortável, quando comparada ao produtor estadunidense.

3. A expectativa de maior produção mundial para a safra 2018/2019 ajuda a pressionar para baixo as cotações nos EUA e também no Brasil.
Neste momento, as condições macroeconômicas no Brasil e no mundo, associadas às condições de política doméstica e de geopolítica internacional, apontam para a manutenção do câmbio em patamares elevados, fazendo com que gravite ao redor dos R$ 4,00/US$. Porém, a depender da conjuntura, é possível que o real se desvalorize ainda mais frente ao dólar. Por outro lado, se a conjuntura mudar, a taxa de câmbio pode ser pressionada para baixo.

4. O momento é de incertezas e as projeções podem sofrer revezes, uma vez que as condições políticas são voláteis e é justamente esta a principal variável responsável por manter a taxa de câmbio acima dos R$ 4,00/US$.

Portanto, uma boa estratégia para gerenciar o risco de comercialização da safra nova é travar o preço da soja para, pelo menos, pagar os custos de produção. Se desejar especular, recomenda-se que o faça com o  excedente da produção.

Palmeira das Missões/RS, 03 de setembro de 2018.

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