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Publicado o Boletim Analítico do Mercado da Soja, Jan-Fev/2019



A edição Jan-Fev/2019 do Boletim Analítico do Mercado da soja está sendo publicada em um momento de indefinições sobre o desfecho nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Também, a quebra na safra Sul-Americana 2018/19 ainda não foi completamente mensurada e precificada e a taxa de câmbio R$/US$ tende a reagir conforme o andamento das reformas no Brasil. Em função disto, as projeções devem ser lidas e elaboradas com o necessário cuidado. Mesmo assim, a conjuntura do momento permite predizer que:

  1. Existe uma boa possibilidade de a demanda doméstica exercer pressão de alta no preço da soja, principalmente entre os meses de fevereiro e abril de 2019.
  2. O possível entendimento entre Estados Unidos e China resultará em menor procura pela soja brasileira, mas não no completo afastamento do importador chinês, pois mesmo com estoques elevados, os EUA não terão soja suficiente para atender ao mercado asiático.
  3. A demanda interna por farelo e óleo de soja tende a contribuir para manter a liquidez da soja no mercado físico brasileiro. Este será um aspecto favorável para os preços pagos ao produtor brasileiro.
  4. A tendência é de que a taxa de câmbio apresente níveis relativamente mais baixos, em comparação com 2018, sobretudo se as reformas propostas pelo Governo Bolsonaro forem implementadas. Isto poderá pressionar para baixo os preços da soja ao longo de 2019, mas existirão janelas com taxas mais elevadas, principalmente nos momentos que antecedem as reformas.
  5. O fim da Lei Kandir se constitui como a maior ameaça para o produtor de soja neste momento. Além de resultar em perdas de até R$ 8,00/sc, para o produtor, pode prejudicar consideravelmente o sistema de concorrência no mercado físico brasileiro e deteriorar o ambiente competitivo da sojicultura brasileira.
  6. A Política Externa do novo governo deve ser acompanhada pelo setor agropecuário, a fim de que o mesmo possa contribuir para a implementação de ações pragmáticas e independentes no campo das relações internacionais.
  7. O produtor deve estar atento para as oportunidades de comercialização nestes primeiros meses do ano, principalmente se tem custeio para pagar a partir do mês de maio. No longo prazo, garantir o pagamento das dívidas e especular com o excedente nunca será um mau negócio.

Palmeira das Missões/RS, 18 de fevereiro de 2019.

 

Prof. Dr. Nilson Luiz Costa

Economista, Dr. em Ciências Agrárias

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

E-mail: nilson.costa@ufsm.br


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