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Grupo de Estudo e Pesquisa em Equilíbrio e Reabilitação Vestibular

GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA EM EQUILÍBRIO E REABILITAÇÃO VESTIBULAR (GEPERV)

Pesquisa Em Atividade

Contato:

geperv@gmail.com (55) 3220-8659

Apresentação

O grupo de estudo GEPERV foi formado com a perspectiva de investigar multidisciplinarmente questões relacionadas ao equilíbrio, e a reabilitação vestibular, uma vez que atualmente há um encontro destas linhas de pesquisa.

O equilíbrio é um dos sentidos básicos que permite o ajustamento dos indivíduos ao meio. Para alguns autores a estabilidade corporal relaciona-se com o estado de equilíbrio do corpo. O controle postural é um aspecto básico para compreender a capacidade que o ser humano tem para exercer suas atividades e manter o corpo em equilíbrio em situações de repouso (equilíbrio estático) e movimento, quando submetido a diversos estímulos (equilíbrio dinâmico) (López e Fernández, 2004), proporcionando estabilidade e orientação. Para a correta manutenção do equilíbrio corporal, existe uma integração entre o sistema vestibular, o proprioceptivo e o visual, entre si, e com o sistema nervoso central. Qualquer falha ou alteração de uma destas vias de informação prejudica o recebimento da mensagem e altera a resposta do sistema nervoso central, podendo causar ao indivíduo desconforto e impedir ou prejudicar a realização de tarefas do dia‑a‑dia.

Estas alterações geralmente ocasionam piora na qualidade de vida e na saúde comprometendo suas atividades profissionais, domésticas e sociais e podem ainda trazer prejuízos físicos, psicológicos e financeiros. Diante destas preocupações, a reabilitação vestibular surge como forma de tratamento para a restauração do equilíbrio (Resende et al, 2003; Rivera, Zeigelboim e Jurkiewicz, 2003; Ribeiro e Pereira, 2005). Para alguns autores da atualidade a reabilitação vestibular é um instrumento eficaz no controle dos sintomas e sinais clínicos relacionados também às disfunções vestibulares, podendo ser aplicada em casos de tontura e outras manifestações clínicas causadas pelo desequilíbrio corporal (Gabilian et al, 2006).

A escolha destas duas áreas de conhecimento deu-se também em função das possibilidades de avaliação que ambas proporcionam, ou seja, os instrumentos de avaliação que elas dispõem em seus respectivos laboratórios, plataforma de força (laboratório de biomecânica) posturografia dinâmica (otoneurologia).

Objetivos

Possibilitar um espaço acadêmico de estudo e debate sobre equilíbrio e reabilitação vestibular correlacionando os mais variados exercícios físicos e síndromes relacionadas aos desequilíbrios corporais.

Considerações finais

A Fonoaudiologia e a Educação Física, em suas áreas de estudo, trazem propostas para a investigação, avaliação, recuperação e manutenção do equilíbrio corporal. Para que os objetivos de ensino sejam contemplados, alternativas para desenvolver o aprendizado dos alunos de graduação e pós-graduação devem ser estimulados. Primeiramente, com a pesquisa dos conteúdos propostos (equilíbrio e reabilitação vestibular) e após a assimilação dos mesmos, a busca por relações entre estas questões devem ser feitas.

Para isso, o equilíbrio e a reabilitação vestibular devem ser correlacionados com a prática profissional e com o objetivo de aprimorar os conhecimentos, sejam para a prática em escolas, clubes, academias ou na clínica. A Educação Física, como área da saúde proporciona relações entre as possibilidades de execução dos mais diversos exercícios físicos e a manutenção da estabilidade corporal. A Fonoaudiologia, por sua vez, explica as interligações entre a falta de equilíbrio corporal e as síndromes relacionadas aos desequilíbrios, intervindo nos sistemas responsáveis pela estabilidade. Além da ligação direta referente ao equilíbrio, as duas áreas de conhecimento utilizam-se de tratamentos para melhora e/ou manutenção do equilíbrio corporal. A Educação Física através da atividade física e a Fonoaudiologia através da reabilitação vestibular. Logo, a formação deste grupo de estudo justifica-se pela carência da interdisciplinaridade essencial que existe atualmente entre as áreas, que muitas vezes pode impedir um melhor entendimento do equilíbrio e o desenvolvimento de pesquisas mais rebuscadas neste tema.

Referência Bibliográfica:

GABILIAN, Y. P. L.; PERRACINI, M. R.; MUNHOZ, M. S. L.; GANANÇA, F. F. Fisioterapia aquática para a reabilitação vestibular. Acta ORL Técnicas em Otorrinolaringologia. São Paulo. p. 25-30, 2006.

LÓPEZ, J. R.; FERNÁNDEZ, N. P. Caracterización de la interacción sensorial en posturografía. Acta Otorrinolaringol Esp. n. 55. p. 62-66, 2004.

RESENDE, C. R.; TAGUCHI, C. K.; ALMEIDA, J. G.; FUJITA, R. R. Reabilitação vestobular em pacientes idosos portadores de vertigem posicional paraxística benigna. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. São Paulo. v. 69. n. 4. p. 34-38, 2003.

RIVERA, I. D. S.; ZEIGELBOIM, B. S.; JURKIEWICZ, A. L. Reabilitação vestibular em gestantes com vertigem posicional paroxística benigna: estudo de dois casos. Acta ORL Técnicas em Otorrinolaringologia. São Paulo. v. 21. 2003

RIBEIRO, A. S. B.; PEREIRA, J. S. Melhora do equilíbrio e redução da possibilidade de queda em idosas após os exercícios de Cawthorne e Cooksey. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. São Paulo. v. 71. n. 1. p. 38-46, 2005.