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Homenagem à Carme Regina Schons, em 14 de julho de 2015



Sobre uma mulher que considerava uma “delícia” transitar pelos saberes da Análise de Discurso

 

Carme

 

                        Foi em uma noite de tempestade que ela nos deixou… partiu silenciosamente, enquanto o vento rugia e a chuva caía forte… é inverno no sul da América do Sul, aquela que tem “as veias abertas”, como nos ensinou Eduardo Galeano… A Carme nos disse tanto, escreveu tanto, lutou tanto…sua voz ressoa viva… mas o dia de hoje amanheceu cinzento, de “cara amarrada”, resmungando baixinho, com seus trovões ao longe, parece que reclamando uma partida tão precoce e confirmando que “a maior certeza que temos é a impossibilidade de eliminarmos as incertezas” (Scherer, 2011). E, neste momento, o silêncio que fica no ar significa muito, faz barulho dentro da gente e provoca um desejo de poesia. Sim, falar de Carme Regina Schons, hoje, é falar de poesia, daquela poesia que faz da Análise de Discurso um lugar diferenciado de produção do conhecimento linguístico; mas também daquela poesia que está nas tantas telas pintadas por ela, no sorriso largo e na mão forte que segurava nossas mãos (Amanda e Verli) numa visita que lhe fizemos em Passo Fundo no mês de abril. Naquele dia, fomos nós que levamos a ela um pouco de poesia do nosso querido Manoel de Barros. Enquanto líamos, ela sorria, sorvendo cada verso e identificando-se, tantas vezes, pois ela também era “uma apanhadora de desperdícios” e compactuava com o que dizia o poeta: “eu sou da invencionática. Só uso a palavra para compor meus silêncios”.

                                                                                                                                      Por Verli Petri e Amanda Scherer

 

Como dizia Carme Schons…

 

Carme Schons, uma presença constante no Laboratórios Corpus, deixa muita saudade!

grupo carme

 

 

CarmeAmandaHorta

 

 

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