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Defesas de dissertação no Laboratório Corpus no próximo dia 26/02



No próximo dia 26 de fevereiro o Laboratório Corpus receberá duas importantes defesas de dissertação. Confira:

O dia 26 de fevereiro inicia, às 8h, no Laboratório Corpus (Sala 3302, Prédio 16, UFSM) com a defesa da dissertação “ELES TORTURAVAM AS CRIANÇAS NA FRENTE DAS MULHERES”: MULHERES, TRAUMA E MATERNIDADE NA RESISTÊNCIA À DITADURA MILITAR BRASILEIRA”, da acadêmica Ana Paula Alves Correa, sob orientação da Profª. Drª Amanda Eloina Scherer e com arguição das professoras Dr.ª Susel Oliveira da Rosa (UEPB) e Dr.ª Caroline Mallmann Schneiders (UFFS).

Tomando como corpus de estudo e análise a obra “Luta, Substantivo Feminino: mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura, organizada por Tatiana Merlino e Igor Ojeda” (2010), a autora propõe, tendo como ancoragem a teoria materialista da Análise do Discurso, uma reflexão sobre a problemática da maternidade das condições de produção constituídas pelo aprisionamento de mulheres durante a ditadura militar enfrentada no Brasil. A maternidade é tomada, em sua leitura, como um lugar possível de visibilidade do confronto entre tomadas de posição diversas e concomitantes: mulher, militante, mãe. Partindo de recortes do texto, o estudo buscou compreender como se produz a desestabilização dos sentidos acerca da maternidade, tomando como central a noção de identificação proposta por Pêcheux, bem como a noção de tomada de posição-sujeito.

 

Mais tarde, às 14 horas, a acadêmica Bruna Cielo Cabrera defenderá, no mesmo local, a dissertação de mestrado intitulada UMA HERANÇA DE DIREITOS ABSTRATOS: O DISCURSO INTEGRACIONISTA NO ESTATUTO DO ÍNDIO (1973) orientada pela Prof. Dra. Amanda Eloina Scherer. Norteando-se pelo aparato teórico-metodológico da Análise de Discurso, Cielo articula noções como discurso, ideologia e memória para compreender o processo de produção de sentidos da Lei 6.001, de 19 de dezembro de 1973, popularmente conhecida como Estatuto do Índio. Tomando como corpus o texto da lei e outros documentos que vieram a somar-se no processo de constituição do estudo, a autora busca compreender “quais os efeitos de sentido que derivam de integração no discurso que se constitui no/pelo Estatuto do Índio através da tutela estabelecida nesta legislação, que vem a determinar indígenas cerceados de direitos civis ou plenos de sua capacidade civil ao serem considerados integrados ou isolados à dita comunhão nacional.” (CABRERA, 2018). A autora aproxima, então, textos de leis outras (como o Código Civil de 1916 e a Constituição Federal de 1934, por exemplo) para compreender os ecos do que a autora designa como discurso integracionista na legislação sobre os indígenas brasileiros. A fim de construir a análise, a autora busca articular, ainda, as noções de sujeito, político e política, dominação e subordinação. Na banca estão as professoras Amanda Scherer (orientadora), Profª. Drª Águeda Aparecida da Cruz Borges, da Universidade Federal do Mato Grosso, (Primeira arguidora), a Prof.ª Dr.ª Verli Fátima Petri da Silveira, da Universidade Federal de Santa Maria (Segunda arguidora).

 

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