{"id":394,"date":"2019-08-02T14:24:50","date_gmt":"2019-08-02T17:24:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/?page_id=394"},"modified":"2019-08-02T14:24:52","modified_gmt":"2019-08-02T17:24:52","slug":"mostra-3-0","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/mostra-3-0","title":{"rendered":"+Mostra 3.0"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/weCYBRID-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"395\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wecybrid\/\" class=\"wp-image-395\" \/><figcaption>weCYBRID &#8211; Martha Gabriel  <\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/incognito-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"396\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/incognito\/\" class=\"wp-image-396\" \/><figcaption> INCOGNITO &#8211; Gilbertto Prado e Silvia Laurentiz <\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/glitchorama.jpg\" alt=\"\" data-id=\"397\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/glitchorama\/\" class=\"wp-image-397\" \/><figcaption>Glitchorama &#8211; Giselle Beiguelman<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/cognoise-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"398\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/cognoise\/\" class=\"wp-image-398\" \/><figcaption>COGNOISE &#8211; Eufrasio Prates,Maira Fr\u00f3es, Danilo Moveo<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/blink-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"399\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/blink\/\" class=\"wp-image-399\" \/><figcaption>Blink &#8211; Fernanda Pizzutti Codinotti<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/memelab-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"400\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/memelab\/\" class=\"wp-image-400\" \/><figcaption>M\u00edmesis &#8211; Memelab<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/wp-content\/uploads\/sites\/642\/2019\/08\/adancadoavatar-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"401\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labart\/adancadoavatar\/\" class=\"wp-image-401\" \/><figcaption> A Dan\u00e7a do Avatar &#8211; Isa Seppi<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p dir=\"ltr\">A percep\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea est\u00e1 atrelada ao conceito de redes e os sentidos humanos s\u00e3o condicionados pela constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os onipresentes. Quantas camadas de sensibilidade s\u00e3o constru\u00eddas diariamente atreladas \u00e0 internet? Quais os novos territ\u00f3rios informacionais derivados do modo onisciente de ser? Diante de um mundo de m\u00e1quinas processadoras de dados, cidades ativadas por comandos de voz e presen\u00e7a, o mundo se depara com um conceito de espa\u00e7o puramente determinado pela velocidade da experi\u00eancia, e n\u00e3o, pela sua dimens\u00e3o enquanto caixa. A +Mostra em sua terceira edi\u00e7\u00e3o discute esta percep\u00e7\u00e3o a partir do conceito central de neuroci\u00eancia e artes. Artistas pontuais passam a questionar o nosso posicionamento frente aos espa\u00e7os e colocam nossa mente em uma condi\u00e7\u00e3o ef\u00eamera de perceber o mundo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A curadoria selecionou obras questionadoras, inclusive sobre sua linguagem, caso da obra de\u00a0Eufrasio Prates (m\u00fasica interativa) Maira Fr\u00f3es (concep\u00e7\u00e3o) e Danilo Moveo (pintura) que joga com os movimentos do artista e as impress\u00f5es pict\u00f3ricas e emocionais atrav\u00e9s da abstra\u00e7\u00e3o de uma estrutura l\u00f3gica espa\u00e7o-temporal. Questiona os modelos din\u00e2micos fractais atrav\u00e9s das rela\u00e7\u00f5es iterativas estabelecidas entre artista, obra e dispositivos digitais. Est\u00edmulos sensoriais s\u00e3o gerados <em>in loco<\/em>: a pintura abstrata, proje\u00e7\u00f5es na tela e m\u00fasica generativa iterativa cont\u00ednua, ao vivo. <em>COGNOISE<\/em> possibilita aos participantes uma experi\u00eancia est\u00e9tica complexa e conduz uma reavalia\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios interpretativos na rela\u00e7\u00e3o entre o ru\u00eddo, o padr\u00e3o (figurativo) e o eixo em busca de sensa\u00e7\u00f5es e novas experi\u00eancias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fernanda Pizzutti Codinotti em <em>BLINK<\/em> evidencia\u00a0a rela\u00e7\u00e3o do\u00a0corpo com a c\u00e2mera, o confronto com a pr\u00f3pria imagem. Fragmentos espec\u00edficos do corpo s\u00e3o\u00a0colocados em evid\u00eancia ao serem capturados com dispositivo m\u00f3vel. Atrav\u00e9s do foco da c\u00e2mera em movimento a imagem se constr\u00f3i em\u00a0uma situa\u00e7\u00e3o\u00a0de jogo, entre reconhecimento corporal\/facial e de\u00a0express\u00f5es, entre os <em>syncs<\/em> do \u00e1udio, enquanto o dispositivo captura as imagens que v\u00e3o se formando e que provocam no espectador diversas sensa\u00e7\u00f5es em decorr\u00eancia das sinapses cerebrais. Jean-Pierre Changeoux (2011), afirma que artistas e cientistas se interessam pelas express\u00f5es faciais das emo\u00e7\u00f5es e por suas bases neurais e a primeira tentativa de neuroest\u00e9tica se deu a partir de Le Brun a partir de V\u00e9sale e Descartes com um modelo de c\u00e9rebro que evidenciava a sobrancelha na mesma altura da gl\u00e2ndula pineal e expressava todas as paix\u00f5es.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Gilbertto Prado e Silvia Laurentiz com o videopoema <em>INCOGNITO<\/em> apresentam\u00a0uma\u00a0viagem virtual na raiz, no interior da palavra &#8220;c\u00f3gnito&#8221;. As letras tridimensionalmente distribu\u00eddas no espa\u00e7o que percorrem internamente por uma c\u00e2mera subjetiva, n\u00e3o s\u00e3o totalmente reveladas, mas, percebidas de maneira subliminar pelo c\u00e9rebro. A leitura n\u00e3o convencional da obra proporciona planos e sobreposi\u00e7\u00f5es de camadas nessa caminhada visual. De maneira similar, o som (de\u00a0Fernando Iazzetta)\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 uma navega\u00e7\u00e3o interna pelos espa\u00e7os\u00a0interiores da palavra falada, trazendo o som das arestas, sobreposi\u00e7\u00f5es sonoras, sem se deixar reconhecer a palavra inteira.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A obra <em>GLITCHORAMA<\/em> de Giselle Beiguelman \u00e9 apresentada em forma de um tumblr composto por in\u00fameros estudos de <em>glitch art <\/em><a href=\"http:\/\/glitchorama.tumblr.com\/\">http:\/\/glitchorama.tumblr.com\/<\/a>, questionando a est\u00e9tica plastificada de imagem, da cidade e da representa\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. A frui\u00e7\u00e3o do retoque da imagem \u00e9 substitu\u00edda por novas perspectivas visuais da espacialidade, do nomadismo tecnol\u00f3gico e dos territ\u00f3rios informacionais resultantes da captura digital. <em>Glitchorama<\/em> \u00e9 um projeto extremamente sens\u00edvel, criador de uma imers\u00e3o em cores e rastros de dados despercebidos pelo olhar comum. Beiguelman parte das imagens da cidade e aponta para o descontrole do espa\u00e7o, cujos registros s\u00e3o feitos de um caos de dados resultando na desconstru\u00e7\u00e3o estrutural da imagem digital.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Isa Seppi, em <em>A DAN\u00c7A DO AVATAR<\/em> se apropria de uma rede social virtual, o Second Life, para discutir o corpo, aspecto fundamental para debater os novos modos de compreender a extens\u00e3o corp\u00f3rea do corpo pela m\u00e1quina, no s\u00e9culo XXI. Em performances art\u00edsticas com t\u00e9cnicas aprimoradas de dan\u00e7a, suas obras transparecem um processo meticuloso de cria\u00e7\u00e3o, no qual ela utiliza sensores de presen\u00e7a e algoritmos.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Martha Gabriel destaca a evolu\u00e7\u00e3o do homem atrelada \u00e0 capacidade de se adaptar \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es do ambiente a partir da fun\u00e7\u00e3o cerebral, da neuroplasticidade. A partir das tecnologias digitais, o nosso c\u00e9rebro passa n\u00e3o somente a usufruir delas, mas a se expandir para elas, \u201ctornando-nos h\u00edbridos do nosso corpo biol\u00f3gico e o ciberespa\u00e7o. Esse processo \u00e9 chamado de cibridismo.\u201d Martha exemplifica: Se voc\u00ea tem uma conta de Gmail, por exemplo, provavelmente se sente incompleto, limitado e desconfort\u00e1vel quando est\u00e1 sem conex\u00e3o. Os seus arquivos e fotos esparramados pela web e seu computador, o processamento de texto, a busca digital, ampliam e distribuem o seu ser biol\u00f3gico em simbiose com o digital. Nosso c\u00e9rebro tem incorporado a busca digital de modo que n\u00e3o lembramos mais das informa\u00e7\u00f5es, mas onde encontr\u00e1-las: o Google. Esse fen\u00f4meno \u00e9 chamado de Google Effect. Duas consequ\u00eancias principais s\u00e3o decorrentes do cibridismo: 1) estamos vivendo a segunda maior revolu\u00e7\u00e3o cognitiva da hist\u00f3ria \u2014 a primeira foi causada pela prensa de Gutenberg e a dissemina\u00e7\u00e3o do livro; 2) dependemos cada vez mais das tecnologias para viver. Somos cada vez mais\u00a0<em>homo digitalis<\/em>, misturando a natureza biol\u00f3gica anal\u00f3gica individual com o aparato tecnol\u00f3gico universal. Com isso, pavimentamos o caminho n\u00e3o s\u00f3 para que o c\u00e9rebro consiga acompanhar a escalada tecnol\u00f3gica exponencial, mas tamb\u00e9m para a constru\u00e7\u00e3o de um neoc\u00f3rtex coletivo global. Nesse contexto, o trabalho de arte <em>WEcybrid<\/em> foi criado de forma a revelar visualmente a dimens\u00e3o c\u00edbrida de todos n\u00f3s, representada por meio de c\u00edrculos conc\u00eantricos que se expandem e entrela\u00e7am proporcionalmente ao nosso grau de cibridismo. Para tanto, cada participante do trabalho fornece seu nome, email e ID no Twitter ou Facebook. Com essas informa\u00e7\u00f5es, o algoritmo calcula por meio do \u00edndice Klout (que mede a influ\u00eancia digital do perfil) e a busca combinada do nome+email no Google o \u00edndice c\u00edbrido e representa na tela. A cada nova intera\u00e7\u00e3o, novas representa\u00e7\u00f5es.\u00a0Conforme nos expandimos para o ciberespa\u00e7o, ampliamos nossos pontos de contato com outras pessoas que tamb\u00e9m se expandem al\u00e9m dos seus corpos biol\u00f3gicos criando conex\u00f5es nessa dimens\u00e3o que interla\u00e7am cada vez mais nossos seres \u2014 essa \u00e9 a interse\u00e7\u00e3o do WE e ME. Os c\u00edrculos sobrepostos, pulsantes no trabalho, representam essa interpenetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O memeLab com a obra <em>M\u00cdMESIS<\/em> alerta para os centros urbanos como locais in\u00f3spitos \u00e0 vida selvagem e que nos distanciam cada vez mais dessa fauna: elefantes, lebres e lobos. &#8220;A possibilidade de apresentar essa realidade \u00e9 faz\u00ea-la passar por nossas cabe\u00e7as, nosso universo l\u00fadico e nossas m\u00e3os&#8221;. Assim, o memeLab e Bela Baderna realizam um &#8220;teatro de luz &#8211; um teatro de sombra \u00e0s avessas &#8211; onde m\u00e3os humanas mimetizam animais das florestas que passeiam pela cidade&#8221; na face externa do pre\u0301dio da FIESP na Av. Paulista e contribuem para pensar a condi\u00e7\u00e3o humana cada vez mais maqu\u00ednica e distante da natureza.\u00a0Changeux define que a &#8220;Arte n\u00e3o \u00e9 somente agrad\u00e1vel, mas \u00fatil ao indiv\u00edduo. N\u00e3o \u00e9 simplesmente mimesis, mas &#8220;re-presenta\u00e7\u00e3o&#8221; com seus pr\u00f3prios c\u00f3digos: n\u00e3o apenas imita a natureza, mas \u2018finaliza aquilo que ela n\u00e3o p\u00f4de levar a cabo\u2019, prolonga-a ao &#8220;idealiz\u00e1-la&#8221;. Integra-se portanto \u00e0 natureza.&#8221; (2011, p. 100).<\/p>\n<p>Curadoria: Andrea Capssa Lima, Cristina Landerdahl, Giovanna Casimiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A percep\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea est\u00e1 atrelada ao conceito de redes e os sentidos humanos s\u00e3o condicionados pela constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os onipresentes. Quantas camadas de sensibilidade s\u00e3o constru\u00eddas diariamente atreladas \u00e0 internet? Quais os novos territ\u00f3rios informacionais derivados do modo onisciente de ser? 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