{"id":219,"date":"2020-08-04T22:17:22","date_gmt":"2020-08-05T01:17:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labeflo\/?p=219"},"modified":"2020-08-19T17:25:01","modified_gmt":"2020-08-19T20:25:01","slug":"noticia-publicada-no-diario-de-santa-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/labeflo\/2020\/08\/04\/noticia-publicada-no-diario-de-santa-maria","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"entry-title text-primary text-center\"><a href=\"https:\/\/diariosm.com.br\/not%C3%ADcias\/geral\/inc%C3%AAndio-em-agudo-lan%C3%A7ou-para-a-atmosfera-mais-de-2-3-mil-toneladas-de-g%C3%A1s-carb%C3%B4nico-1.2244461?fbclid=IwAR3BU9GOaH5jw2vqGGZytTAkj6199PM9sG-2MEgaXdLGfNQ0gbDMCXN3Hr8#.XxL5KzNW6Tx.facebook\">Not\u00edcia publicada no Di\u00e1rio de Santa Maria<\/a><\/h1>\n<p class=\"container-titulo-bold-artigo\">Pesquisadores da<b>\u00a0Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)<\/b>, que desenvolvem um estudo in\u00e9dito no Rio Grande do Sul, divulgaram os primeiros resultados sobre os impactos de um inc\u00eandio que devastou\u00a0<b>105 hectares no Cerro da Igreja em Agudo<\/b>. A queimada\u00a0<a class=\"container-titulo-bold-artigo\" href=\"https:\/\/diariosm.com.br\/not%C3%ADcias\/geral\/v%C3%ADdeo-inc%C3%AAndio-que-j%C3%A1-dura-tr%C3%AAs-dias-queima-150-hectares-de-vegeta%C3%A7%C3%A3o-em-agudo-1.2221385\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>aconteceu no m\u00eas de abril<\/b><\/a>, quando o Estado passava por uma seca hist\u00f3rica.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador do estudo, professor Mauro Schumacher, a \u00e1rea da queimada \u00e9 dividida em duas partes: uma que compreende a floresta prim\u00e1ria (local de dif\u00edcil acesso que n\u00e3o sofreu a interven\u00e7\u00e3o humana) e floresta secund\u00e1ria (\u00e1rea que passou por altera\u00e7\u00f5es pela m\u00e3o do homem, como pela agricultura, mas conseguiu se regenerar).<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<a class=\"container-titulo-bold-artigo\" href=\"https:\/\/diariosm.com.br\/not%C3%ADcias\/geral\/v%C3%ADdeo-pesquisadores-da-ufsm-come%C3%A7am-a-monitorar-impactos-de-inc%C3%AAndio-em-agudo-1.2227381\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>acontece por amostragem<\/b><\/a>. Ou seja, os pesquisadores instalaram parcelas, que s\u00e3o \u00e1reas delimitadas por fitas, para acompanhar os impactos ambientais. A partir dessa amostra, \u00e9 feito um c\u00e1lculo com o total de hectares atingidos para se poder chegar na quantidade aproximada de perdas ocasionadas pelo inc\u00eandio.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o dos teores de g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera preocupa, pois esta \u00e9 considerada a grande respons\u00e1vel pela intensifica\u00e7\u00e3o do efeito estufa, que causa o aquecimento global. Para se ter uma ideia do impacto do inc\u00eandio, os pesquisadores compararam a emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico da queimada do morro com a quantidade de g\u00e1s carb\u00f4nico lan\u00e7ada na cidade pelo uso dos ve\u00edculos da prefeitura de Agudo durante todo o ano de 2019. Essa an\u00e1lise mostrou que a emiss\u00e3o com a queima da floresta, que durou cinco dias, foi 195% superior ao que foi lan\u00e7ado por todos os ve\u00edculos da prefeitura durante 12 meses.\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; A prefeitura nos passou os dados de consumo de gasolina e diesel pelos ve\u00edculos em 2019 e, com base nisso, fizemos o c\u00e1lculo. Foram 784 toneladas lan\u00e7adas pela queima dos combust\u00edveis dos ve\u00edculos, que v\u00e3o desde aos carros de passeio ao maquin\u00e1rio pesado usado para obras no interior. Esse n\u00famero \u00e9 quase 200% inferior ao que foi lan\u00e7ado pelo inc\u00eandio &#8211; afirma Schumacher.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisa tamb\u00e9m identificou o estoque de carbono que ainda est\u00e1 nas \u00e1rvores queimadas e pode vir a ser lan\u00e7ado nos pr\u00f3ximos anos com a morte dessas \u00e1rvores, ainda em consequ\u00eancia do inc\u00eandio. Essa quantidade, compreendendo floresta prim\u00e1ria e secund\u00e1ria, \u00e9 de 25,7 mil toneladas.<\/p>\n<p>Em maio, o Di\u00e1rio acompanhou o trabalho dos pesquisadores na coleta de materiais.<\/p>\n<p class=\"container-titulo-bold-artigo\"><b>PR\u00d3XIMOS PASSOS<\/b><br \/>O estudo deve durar cinco anos. Neste per\u00edodo, os pesquisadores devem voltar ao local, pelo menos, uma vez ao ano para acompanhar o desenvolvimento da vegeta\u00e7\u00e3o. Em um primeiro momento, n\u00e3o deve ser feito replantio de \u00e1rvores, como explica o professor:<\/p>\n<p>&#8211; Esperamos que a \u00e1rea consiga se regenerar por si s\u00f3, at\u00e9 por ser um local de dif\u00edcil acesso e muito rochoso. Se abrirmos covas para planta\u00e7\u00e3o, pode ocasionar eros\u00e3o. Nossa expectativa \u00e9 que solo possa se recuperar sozinho. Mas, nunca vai voltar a ser o mesmo que antes.<\/p>\n<p>Estimativas iniciais apontam que \u00e1rvores de mais de 200 anos foram queimadas, al\u00e9m de fungos e animais como p\u00e1ssaros, insetos e roedores. Dos 105 hectares atingidos, 98 s\u00e3o de mata nativa (93%).<\/p>\n<p>Em paralelo a esse estudo de campo, o grupo pretende fazer tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de atividades de preven\u00e7\u00e3o, nas escolas de Agudo e tamb\u00e9m com produtores rurais do munic\u00edpio, para conscientizar a respeito dos perigos das queimadas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcia publicada no Di\u00e1rio de Santa Maria Pesquisadores da\u00a0Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que desenvolvem um estudo in\u00e9dito no Rio Grande do Sul, divulgaram os primeiros resultados sobre os impactos de um inc\u00eandio que devastou\u00a0105 hectares no Cerro da Igreja em Agudo. 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