{"id":151,"date":"2018-03-08T18:35:32","date_gmt":"2018-03-08T21:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/?p=151"},"modified":"2020-11-26T18:37:35","modified_gmt":"2020-11-26T21:37:35","slug":"aplicativo-e-criado-para-ajudar-no-combate-a-leishmaniose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/2018\/03\/08\/aplicativo-e-criado-para-ajudar-no-combate-a-leishmaniose","title":{"rendered":"Aplicativo \u00e9 criado para ajudar no combate \u00e0 Leishmaniose"},"content":{"rendered":"\n<h3>A ideia \u00e9 uma parceria entre o Laborat\u00f3rio de Doen\u00e7as Parasit\u00e1rias (Ladopar) e o Laborat\u00f3rio de Geom\u00e1tica da UFSM<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-150\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740.jpg 1200w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/686\/2020\/11\/imagens_15176644113740-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<em>Foto: Charles Guerra (Di\u00e1rio)<\/em><\/p>\n<p><em>A ferramenta que est\u00e1 sendo desenvolvida pelos estudantes da UFSM deve ficar pronta no 1\u00ba semestre de 2018.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Foi pensando no aumento do n\u00famero de ocorr\u00eancias de\u00a0leishmaniose,\u00a0com 12 casos j\u00e1 confirmados neste ano, em Santa Maria, que uma tese de doutorado levou estudantes da\u00a0Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)\u00a0a desenvolverem um aplicativo que promete facilitar o trabalho dos profissionais, aliando a tecnologia e prevenindo riscos \u00e0 sa\u00fade. A ferramenta que est\u00e1 sendo desenvolvida na institui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma parceria do Laborat\u00f3rio de Doen\u00e7as Parasit\u00e1rias\u00a0(Ladopar), que trabalha com a parte que envolve sa\u00fade e comunidade, e o Laborat\u00f3rio de\u00a0Geom\u00e1tica,\u00a0desenvolvedor do aplicativo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Atualmente, os focos da doen\u00e7a s\u00e3o identificados por m\u00e9dicos veterin\u00e1rios que trabalham em cl\u00ednicas particulares e por agentes da Vigil\u00e2ncia Ambiental, \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0\u00a0Secretaria Municipal de Sa\u00fade,\u00a0que conta tamb\u00e9m com o apoio do Ladopar. Os fiscais precisam preencher fichas de papel com informa\u00e7\u00f5es dos c\u00e3es com suspeita da doen\u00e7a que ser\u00e3o monitorados. A doutoranda em Medicina Veterin\u00e1ria, Ja\u00edne Soares Vasconcellos, 27 anos, explica que o aplicativo vai facilitar o trabalho e o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; Quando o m\u00e9dico veterin\u00e1rio encontra um caso positivo da doen\u00e7a no c\u00e3o, ele tem que preencher uma ficha de notifica\u00e7\u00e3o e encaminhar para a Vigil\u00e2ncia Ambiental do munic\u00edpio. O aplicativo vai facilitar e agilizar a vida dos profissionais. A ferramenta tem os mesmos dados da ficha de papel e outros que achamos relevantes acrescentar. Outro ponto importante para n\u00f3s \u00e9 que vai ser poss\u00edvel saber quais os locais que tem o foco da doen\u00e7a para instalar as armadilhas \u2013 salientou Ja\u00edne.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No aplicativo, os profissionais poder\u00e3o registrar fotos dos c\u00e3es examinados e do ambiente onde vivem, assim como as suas\u00a0caracter\u00edsticas\u00a0gerais: endere\u00e7o, nome do animal e dos propriet\u00e1rios, sexo, idade, ra\u00e7a, tipo e cor da pelagem. Mesmo que se trate de um c\u00e3o de rua, os fiscais poder\u00e3o registrar no aplicativo, por meio de GPS, o local onde foi encontrado, incluindo as coordenadas geogr\u00e1ficas e refer\u00eancia no Google Maps. Ser\u00e1 poss\u00edvel informar tamb\u00e9m o quadro cl\u00ednico e se os c\u00e3es apresentam sintomas como descama\u00e7\u00e3o, ulcera\u00e7\u00e3o, inflama\u00e7\u00e3o nos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia intestinal e v\u00f4mito. No banco de dados, ser\u00e3o registrados ainda se foi coletado sangue (ou outros tipos de amostra do animal) para exames e o resultado dos mesmos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O professor de doen\u00e7as parasit\u00e1rias Lu\u00eds Ant\u00f4nio Sangioni, que tamb\u00e9m \u00e9 orientador da tese de doutorado, comenta que a finalidade do aplicativo \u00e9 evitar que ocorra casos em humanos e al\u00e9m disso, diminuir os riscos de falhas durante a notifica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 fundamental que os respons\u00e1veis tenham esses dados para fazer a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o. A leismnaniose \u00e9 uma doen\u00e7a de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, ou seja, \u00e9 obrigat\u00f3rio avisar a vigil\u00e2ncia, mas nem sempre isso ocorre. O problema n\u00e3o \u00e9 o c\u00e3o que est\u00e1 doente e morre, mas sim o que est\u00e1 sadio e no qual a doen\u00e7a n\u00e3o foi diagnostica a tempo. Aqui no Rio Grande do Sul, tivemos morte de humanos em Porto Alegre. Mas, no nordeste do pa\u00eds, o n\u00famero \u00e9 preocupante. Por isso, queremos evitar que a situa\u00e7\u00e3o piore, e o aplicativo pode ser utilizado por qualquer pessoa _ explica Sangioni.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 que a plataforma _ que deve funcionar sem internet _ seja disponibilizada de gra\u00e7a para telefones com sistema iOS e Android ainda no\u00a0primeiro semestre de 2018. A ideia \u00e9 que a prefeitura e a UFSM fa\u00e7am um conv\u00eanio institucional para obter o aplicativo e, em contrapartida, paguem bolsas de estudos para que os alunos de gradua\u00e7\u00e3o continuem na pesquisa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A tecn\u00f3loga em geoprocessamento Quelen Gomez, 38 anos, e o coordenador do Laborat\u00f3rio de Geom\u00e1tica, Enio Giolto, est\u00e3o desenvolvendo as outras fases do aplicativo. Segundo eles, a UFSM est\u00e1 custeando o gasto, que varia de R$ 70 a 150 mil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Conforme o m\u00e9dico veterin\u00e1rio da\u00a0Vigil\u00e2ncia Ambiental,\u00a0Carlos Fl\u00e1vio Barbosa da Silva, dos 17 casos suspeitos na cidade, 12 foram confirmados pelo Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica do Rio Grande do Sul (Lacen \u2013 RS). Ainda falta o resultado dos outros exames. Nos \u00faltimos dias, foram instaladas cinco armadilhas na regi\u00e3o norte da cidade para fazer a an\u00e1lise do local.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; Sobre o aplicativo, tenho certeza que vai facilitar e muito o trabalho e a comunica\u00e7\u00e3o de todos. N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel trabalhar com a aus\u00eancia dessa tecnologia. \u00c9 fant\u00e1stico saber que essa ferramenta \u00e9 pioneira no Brasil e que a iniciativa \u00e9 de Santa Maria &#8211;\u00a0 ressaltou Carlos Fl\u00e1vio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A DOEN\u00c7A<\/p>\n<p>Uma doen\u00e7a que afeta tanto o homem quanto o seu melhor amigo tem sido motivo de preocupa\u00e7\u00e3o em Santa Maria, principalmente na regi\u00e3o norte da cidade. Desde abril do ano passado, j\u00e1 foram identificados no munic\u00edpio\u00a017 casos de c\u00e3es infectados por leishmaniose visceral,\u00a0doen\u00e7a que \u00e9 transmitida pelo flebotom\u00edneo (Lutzomyia spp.), inseto que popularmente \u00e9 conhecido por nomes como birigui ou mosquito-palha _ embora n\u00e3o perten\u00e7am \u00e0 mesma fam\u00edlia dos mosquitos. Atrav\u00e9s da picada, os flebotom\u00edneos transmitem protozo\u00e1rios parasitas do g\u00eanero Leishmania, causadores da doen\u00e7a. A forma visceral \u00e9 a mais grave da leishmaniose, podendo causar a morte tanto de pessoas como de cachorros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nos seres humanos, ela tamb\u00e9m se manifesta na forma tegumentar\u00a0(cut\u00e2nea ou mucocut\u00e2nea). Embora os sintomas variem, os sinais mais vis\u00edveis nos c\u00e3es infectados por leishmaniose s\u00e3o o crescimento anormal das unhas, queda de pelo ao redor dos olhos, incha\u00e7o nas articula\u00e7\u00f5es, emagrecimento e aumento dos linfonodos _ pequenos \u00f3rg\u00e3os que atuam na produ\u00e7\u00e3o de anticorpos, tamb\u00e9m conhecidos como g\u00e2nglios linf\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Como a leishmaniose \u00e9 uma doen\u00e7a que pode se espalhar para munic\u00edpios vizinhos, o aplicativo poder\u00e1 ser usado gratuitamente pelas equipes de sa\u00fade de outras cidades, que assim t\u00eam a possibilidade de compartilhar entre si as informa\u00e7\u00f5es coletadas. Para obter o aplicativo, as prefeituras interessadas dever\u00e3o entrar em contato com o\u00a0Laborat\u00f3rio de Geom\u00e1tica da UFSM.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/http\/\/diariosm.com.br\/not%C3%ADcias\/sa%C3%BAde\/aplicativo-%C3%A9-criado-para-ajudar-no-combate-%C3%A0-leishmaniose-1.2042053\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Di\u00e1rio de Santa Maria, 03\/02\/17, Sa\u00fade, Online.<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ideia \u00e9 uma parceria entre o Laborat\u00f3rio de Doen\u00e7as Parasit\u00e1rias (Ladopar) e o Laborat\u00f3rio de Geom\u00e1tica da UFSM \u00a0 \u00a0Foto: Charles Guerra (Di\u00e1rio) A ferramenta que est\u00e1 sendo desenvolvida pelos estudantes da UFSM deve ficar pronta no 1\u00ba semestre de 2018. \u00a0 Foi pensando no aumento do n\u00famero de ocorr\u00eancias de\u00a0leishmaniose,\u00a0com 12 casos j\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/ladopar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}