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Professores do Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam) participam de entrevista no jornal Diário acerca dos efeitos dos desastres ocorridos há dois meses no RS



Após dois meses das chuvas intensas que assolaram o Rio Grande do Sul, a cidade de Santa Maria ainda possui os vestígios do desastre. 

Além das inundações e alagamentos, os movimentos de massa foram eventos ocorridos em grandes proporções e com danos irreversíveis, ceifando a vida de duas pessoas e impactando a de centenas que moram em áreas de risco, 

Os professores do Lageolam, Andréa Valli Nummer, Romário Trentin e Luis Eduardo de Souza Robaina, foram convidados pelo Jornal Diário a conversar sobre as características geológicas dos morros e os fatores externos que podem ter agravado a situação de deslizamento, que ocorreu em quatro locais de Santa Maria:  Rua Canário, Vila Churupa, Vila Santa Tereza e Vila Bilibio.

“Conforme a geóloga da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Andréa Nummer, os montes de Santa Maria são formados por rochas sedimentares, que desgastam facilmente com o tempo. No topo, rochas vulcânicas, mais resistentes. Toda essa estrutura ainda tem a cobertura de um material chamado de colúvio (sedimentos soltos que foram depositados na base das encostas).

– São blocos de rocha de todos os tamanhos misturados com solo mais fino que cobre as encostas, o que gera um material instável. Então, várias áreas da encosta dos morros têm esse processo que chamamos de rastejo, quando o solo anda um pouquinho e para. Esse é um processo natural. O problema é quando temos ocupação, porque pode causar risco e danos – explica Andréa. 

Conforme o geógrafo Romário Trentin, no caso de áreas ocupadas, o que ocorre é um agravamento do dano no momento que atinge estruturas e coloca em risco quem reside no local:

– A ocupação pode, sim, em algumas situações, condicionar novos escorregamentos. A encosta tem uma inclinação natural e, no momento que uma casa é construída, faz um corte na condição natural. Se andarmos por aí, em quase todas as regiões houve escorregamento do solo, mas que não causaram danos porque não havia construções perto.” (Jornal Diário, 1 de julho de 2024).

Fonte: Diário Santa Maria

Segundo a matéria publicada no Diário, 80 das 250 famílias que moram em locais de risco ainda estão resididos no local, aguardando e procurando um local seguro e permanente para morar. 

Esses dados aliados às falas dos professores, traz a tona a reflexão sobre a questão de moradia na cidade, a dinâmica das ocupações e a falta de atenção e suporte às pessoas que residem em áreas de risco. Fatores esses refletidos nas falas dos moradores entrevistados pelo Diário, tais como: 

“- Eu não vejo a hora de sair, tenho medo de ficar aqui.”

“- Com as últimas chuvas, os barrancos estão caindo mais e mais.”

“-  É um terror, assustador mesmo cada vez que ouço o barulho de chuva ou trovão.”

“- Eu me medico para dormir porque tenho um grande trauma daquele dia.

“- (…) não é por falta de vontade que ainda estamos aqui. Realmente, não estamos conseguindo. E alguns proprietários têm medo de locar pelo Aluguel Social porque eles devem ter preconceito, alguma coisa assim, com quem mora em áreas de risco.”

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