{"id":32,"date":"2019-05-24T15:38:39","date_gmt":"2019-05-24T18:38:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/template-laboratprio\/?page_id=32"},"modified":"2019-07-18T10:35:08","modified_gmt":"2019-07-18T13:35:08","slug":"projetos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/projetos","title":{"rendered":"Projetos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>2014 \u2013 Atual<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento de processos sustent\u00e1veis em biorrefinaria: valoriza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva arrozeira<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: O projeto &#8220;Desenvolvimento de processos sustent\u00e1veis em biorrefinaria: valoriza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva arrozeira&#8221;, aprovado sob \u00e2mbito do Edital SCIT n\u00ba 01\/2014 e vinculado \u00e0s a\u00e7\u00f5es do &#8220;P\u00f3lo de Moderniza\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Regi\u00e3o Centro do Rio Grande do Sul&#8221;, conforme Plano de Trabalho aprovado pelos part\u00edcipes e constante no processo administrativo n\u00ba 314-25.00\/14-8, bem como orbserv\u00e2ncia de par\u00e2metros definidos pelo Banco Mundial. Atualmente, observa-se que a cadeia produtiva do arroz apresenta entraves para atingir sua sustentabilidade plena, principalmente por se basear na explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de um \u00fanico produto (gr\u00e3o beneficiado), dando pouca import\u00e2ncia ou at\u00e9 mesmo desconsiderando a possibilidade de explora\u00e7\u00e3o mais efetiva de seus coprodutos e res\u00edduos (farelo, quirera e casca). Este fato leva \u00e0 consider\u00e1vel desperd\u00edcio produtivo, uma vez que o material desvalorizado e\/ou descartado leva consigo densidade massiva de nutrientes e compostos bioativos com alto potencial de aplica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em v\u00e1rios segmentos industriais, al\u00e9m de gerar grandes passivos ambientais. Por\u00e9m, este cen\u00e1rio pode ser profundamente alterado com o uso de processos racionais e sustent\u00e1veis, seguindo as t\u00e9cnicas de convers\u00e3o avan\u00e7ada que regem os princ\u00edpios de biorrefinaria. Entendendo a necessidade premente de mudan\u00e7a deste cen\u00e1rio, formou-se o Grupo de Estudos em Biorrefinaria de Arroz &#8211; UFSM (rela\u00e7\u00e3o de componentes no final deste documento), composto por pesquisadores de diferentes \u00e1reas de conhecimento, que t\u00eam como objetivo comum desenvolver processos para obten\u00e7\u00e3o de novos produtos, os quais ser\u00e3o trabalhados desde sua efici\u00eancia tecnol\u00f3gica at\u00e9 suas aplicabilidades em distintos nichos de demanda de mercado. Inicialmente, propomos a atua\u00e7\u00e3o em dois grandes eixos de desenvolvimento de novos produtos: (I) Obten\u00e7\u00e3o de concentrados de amino\u00e1cidos, agentes prebi\u00f3ticos e agentes antioxidantes, a partir do farelo de arroz, os quais ser\u00e3o direcionados para o mercado de insumos para nutri\u00e7\u00e3o animal, ind\u00fastria aliment\u00edcia e cosmetologia. (II) Obten\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos org\u00e2nicos (levul\u00ednico, l\u00e1ctico, itac\u00f4nico, succ\u00ednico e fum\u00e1rico) e biopol\u00edmeros (xilitol, 5-HMF, etc.) a partir da casca de arroz, os quais ser\u00e3o direcionados para as ind\u00fastrias qu\u00edmica, aliment\u00edcia e farmac\u00eautica. Com o prop\u00f3sito de adaptar e melhorar a estrutura de nossos laborat\u00f3rios, otimizando e agilizando a obten\u00e7\u00e3o de resultados, estamos submetendo uma proposta para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos ao Edital N\u00ba01\/2014 &#8211; Programa de Apoio aos P\u00f3los Tecnol\u00f3gicos, da Secretaria de Ci\u00eancia, Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico do RS. Neste sentido solicitamos a vossa Institui\u00e7\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o de apoio ao projeto &#8220;DESENVOLVIMENTO DE PROCESSOS SUSTENT\u00c1VEIS EM BIORREFINARIA: VALORIZA\u00c7\u00c3O DA CADEIA PRODUTIVA ARROZEIRA&#8221;, a fim de ressaltar a import\u00e2ncia da viabiliza\u00e7\u00e3o dos estudos propostos para impulsionar a competitividade e fortalecer a cadeia produtiva arrozeira.<\/p>\n<p><br \/><strong>2014 \u2013 Atual<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de \u00c1cidos Org\u00e2nicos a partir de Casca de Arroz &#8211; Projeto Pesquisador Ga\u00facho\/Financiamento FAPERGS<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: O contexto mundial na \u00e1rea de biocombust\u00edveis, bioprodutos e biopol\u00edmeros destacam a grande import\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o de biomassas lignocelul\u00f3sicas (em especial, residuais) como mat\u00e9ria-prima nos processos produtivos. Tais biomassas s\u00e3o fontes renov\u00e1veis, abundantes, de carboidratos e possuem os atributos de mat\u00e9rias-primas pass\u00edveis de emprego em processos (bio)qu\u00edmicos. Os constituintes da lignocelulose da biomassa, entretanto, precisam ser segregados antes da (bio) convers\u00e3o em subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. Aqui, o conceito de biorrefinaria engloba a separa\u00e7\u00e3o seletiva das fra\u00e7\u00f5es constituintes, de acordo com suas caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e com o perfil dos produtos a serem obtidos. Este projeto objetiva desenvolver sequ\u00eancia otimizada de opera\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias de cominui\u00e7\u00e3o, peneira\u00e7\u00e3o, lavagem e secagem da Casca de Arroz, para prepar\u00e1-la para o processo hidrol\u00edtico; desenvolver m\u00e9todo anal\u00edtico cromatogr\u00e1fico para a identifica\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o dos monossacar\u00eddeos, concomitantes e interferentes, gerados no processo hidrol\u00edtico, bem como dos AOs e demais co-produtos obtidos (aqui, \u00e1cido succ\u00ednico, \u00e1cido itac\u00f4nico, \u00e1cido levul\u00ednico e \u00e1cido l\u00e1tico); projetar e empregar equipamentos e t\u00e9cnicas alternativas para a execu\u00e7\u00e3o de fermenta\u00e7\u00e3o em ambiente est\u00e9ril, em escala semi-micro (miniaturizada), incluindo a manipula\u00e7\u00e3o de fungos e bact\u00e9rias fermentativas; utilizar metodologia experimental de planejamento fatorial e interpreta\u00e7\u00e3o de resultados por meio de metodologias multivariadas, tanto para as hidr\u00f3lises como para as vari\u00e1veis do processo fermentativo, assim como para o processo anal\u00edtico cromatogr\u00e1fico (valida\u00e7\u00e3o); contribuir para o esfor\u00e7o nacional de forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos de alta qualifica\u00e7\u00e3o em qu\u00edmica anal\u00edtica ambiental e industrial; contribuir para a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional por meio da publica\u00e7\u00e3o de artigos cient\u00edficos e participa\u00e7\u00e3o em congressos nacionais e internacionais; contribuir para o esfor\u00e7o de desenvolvimento de sal\u00e1rio e renda no estado do RS pelo desenvolvimento de alternativa econ\u00f4mica para o res\u00edduo agr\u00edcola CA, bem como no sentido de mitigar crescente problema ambiental decorrente de sua disposi\u00e7\u00e3o irregular.<\/p>\n<p><strong>2014 \u2013 Atual<\/strong><\/p>\n<p><strong>Estudos anal\u00edtico-ambientais avan\u00e7ados sobre contaminantes emergentes e bioprodutos<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: Projeto Integrado de Bolsa de Produtividade.<\/p>\n<p><br \/><strong>2013 \u2013 Atual<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de Biodiesel e de Bioprodutos de Interesse Farmacol\u00f3gico e Tecnol\u00f3gico a Partir de Biomassa \u00damida de Microalgas<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: Chamada MCTI\/CNPq N\u00ba 56\/2013.\u00a0<\/p>\n<p><br \/><strong>2011 &#8211; Atual<\/strong><\/p>\n<p><strong>Projeto Casadinho\/PPGQTA\/FURG<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: Estabelecer Coopera\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica Inter-Regional Entre Grupos de Pesquisa em Qu\u00edmica da FURG, UFSM e UNESP, para complementa\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias e Infra-estrutura no sentido do Fortalecimento e a Consolida\u00e7\u00e3o das Linhas de Pesquisa do PPGQTA\/FURG.<\/p>\n<p><br \/><strong>2010 &#8211; 2013<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bolsa de Produtividade do CNPq n\u00edvel 1 D<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: Desenvolvimento de Processos Avan\u00e7ados para a Destoxifica\u00e7\u00e3o de Efluentes e a Convers\u00e3o de Res\u00edduos Industriais.<\/p>\n<p><br \/><strong>2008 &#8211; 2013<\/strong><\/p>\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o e Quantifica\u00e7\u00e3o de F\u00e1rmacos e Cong\u00eaneres em Efluente Hospitalar<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: Os efluentes hospitalares v\u00eam ganhando cada vez mais a aten\u00e7\u00e3o de cientistas \u00e0 medida que t\u00eam se tornado crescente problema ambiental e de risco \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a aten\u00e7\u00e3o esteve voltada para os poluentes cl\u00e1ssicos, por\u00e9m com o uso crescente de f\u00e1rmacos, medicamentos e produtos de higiene pessoal e coletiva, constitu\u00eddo por subst\u00e2ncias ativas, novas causas de impactos ambientais v\u00eam sendo registradas. Efluentes hospitalares, em pa\u00edses em desenvolvimento, de maneira geral, n\u00e3o recebem o tratamento adequado e, assim, atingem cursos de \u00e1gua que comp\u00f5em importantes recursos h\u00eddricos que abastecem cidades, ind\u00fastrias e a produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Os medicamentos, por exemplo, n\u00e3o metabolizados por pacientes, alcan\u00e7am \u00e1guas de superf\u00edcie e, consequentemente, o ambiente de entorno. Estudos mostram que hospitais, cl\u00ednicas e estabelecimentos afins, geram efluentes com grande potencial genot\u00f3xico, em virtude das esp\u00e9cies qu\u00edmicas farmac\u00eauticas presentes nestes efluentes (GIULIANI et al. 1996; K\u00dcMMERER, 2000). F\u00e1rmacos, como antibi\u00f3ticos, beta-bloqueadores e anti-inflamat\u00f3rios, s\u00e3o utilizados em larga escala nestes estabelecimentos, atingindo cursos d\u2019\u00e1gua na sua forma metabolizada ou in natura. Os f\u00e1rmacos, por sua persist\u00eancia em \u00e1guas de superf\u00edcie, t\u00eam grande potencial poluidor como xenobi\u00f3ticos. Apesar da dilui\u00e7\u00e3o, muitas vezes levada a n\u00edveis n\u00e3o detect\u00e1veis, sem uma adequada pr\u00e9-concentra\u00e7\u00e3o, nada garante que determinadas esp\u00e9cies n\u00e3o sejam bioacumuladas (GIULIANI et al, 1996). A busca por tecnologias, que minimizem o potencial poluidor de efluentes gerados nos mais diversos segmentos da sa\u00fade, sem gerar novos poluentes, \u00e9 de grande interesse p\u00fablico, governamental e industrial. Tecnologias como fotocat\u00e1lise, (foto) peroxida\u00e7\u00e3o, ozoniza\u00e7\u00e3o, eletrocoagula\u00e7\u00e3o, entre outros Processos Avan\u00e7ados de Oxida\u00e7\u00e3o (PAOs), v\u00e3o ao encontro deste desiderato. A detec\u00e7\u00e3o, quantifica\u00e7\u00e3o e monitoramento de f\u00e1rmacos e seus metab\u00f3litos em efluentes oriundo de cl\u00ednicas, servi\u00e7o.\u00a0<\/p>\n<p><br \/><strong>2008 \u2013 2013<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de Bioprodutos a partir de casca de arroz<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: O LATER\/Departamento de Qu\u00edmica, nos \u00faltimos anos vem desenvolvendo pesquisas segundo o conceito de Biorrefinaria, ou seja, objetivando a obten\u00e7\u00e3o de bioprodutos, com valor agregado, derivados da biomassa residual, bem como bioenerg\u00e9ticos, biomateriais e produtos classificados como intermedi\u00e1rios da qu\u00edmica fina. Procura desenvolver novas alternativas de aproveitamento de res\u00edduos da biomassa vegetal, que, muitas vezes, t\u00eam sido descartados clandestina e irresponsavelmente no meio ambiente. Com o agravamento da crise energ\u00e9tica e o aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, somados \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com a solu\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais diretos e indiretos com causa no uso intensivo de derivados de petr\u00f3leo, novas fontes de energia e de mat\u00e9rias-primas para a ind\u00fastria v\u00eam sendo investigadas. No Brasil, a biomassa \u00e9 a substituta natural para o petr\u00f3leo (apesar das recentes descobertas no pr\u00e9-sal), que, al\u00e9m de renov\u00e1vel, pode reduzir a crescente polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e tirar proveito do grande potencial de energia solar do pa\u00eds. Diversos tipos de res\u00edduos lignocelul\u00f3sicos est\u00e3o dispon\u00edveis como subprodutos e res\u00edduos da ind\u00fastria em geral, dos quais sobressaem os rejeitos agro-florestais &#8211; que, se bem aproveitados, podem gerar energia, pot\u00eancia e insumos qu\u00edmicos, al\u00e9m de mitigar impactos ambientais. No Rio Grande do Sul (RS), uma das maiores fontes de res\u00edduos agr\u00edcolas \u00e9 o cultivo do arroz. Segundo o IBGE, mais da metade da produ\u00e7\u00e3o brasileira (acima de 10 milh\u00f5es de toneladas anuais de arroz), \u00e9 ga\u00facha. Em nosso estado, s\u00e3o gerados como res\u00edduos, anualmente, 1,2 milh\u00f5es de toneladas de casca de arroz (CA). Tal rejeito da ind\u00fastria de beneficiamento de gr\u00e3os, em estudos acad\u00eamicos, tem se revelado excelente alternativa para a produ\u00e7\u00e3o de um leque de bioprodutos de alto valor agregado. Conforme pesquisas conduzidas no LATER, a CA pode ser utilizada, com vantagem, p.ex., como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cido levul\u00ednico (AL) e xilitol, entre outros produtos de grande impor.<\/p>\n<h3>Projetos de desenvolvimento<\/h3>\n<p><strong>2014 \u2013 Atual<\/strong><br \/><strong>Plataforma Ga\u00facha de Bioquerosene<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: Este Projeto capitaneado pela Ag\u00eancia Ga\u00facha de Desenvolvimento Industrial do Governo do Estado do Rio Grande do Sul insere-se no Projeto maior Plataforma Nacional de Bioquerosene (institu\u00eddo por Projeto de Lei aprovado pela Comiss\u00e3o do Meio Ambiente do Senado Federal), tem como objetivo desenvolver a produ\u00e7\u00e3o de bioquerosene no estado do Rio Grande do Sul. Participam da Plataforma Ga\u00facha de Bioquerosene, al\u00e9m da AGDI\/RS, a Refinaria de Petr\u00f3leo Riograndense, a BOING, a GOL, a FURG\/Rio Grande e outras institui\u00e7\u00f5es nacionais. Nesta fase preliminar procura-se estabelecer grupo multidisciplinar para desenvolver cadeia de valores integrada, pesquisa aplicada, produ\u00e7\u00e3o de biomassa, log\u00edstica, processamento industrial e distribui\u00e7\u00e3o final. O grupo de pesquisa do Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Tratamento de Efluentes e Res\u00edduos (LATER) da UFSM, parceiro do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise de Compostos Org\u00e2nicos e Metais (LACOM) da FURG, participa do esfor\u00e7o de desenvolvimento de pesquisas de processos de produ\u00e7\u00e3o de bioquerosene com base em mat\u00e9rias-primas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><br \/><strong>2014 \u2013 Atual<\/strong><br \/><strong>Desenvolvimento de Processos Sustent\u00e1veis em Biorrefinaria: Valoriza\u00e7\u00e3o da Cadeia Produtiva Arrozeira<\/strong><\/p>\n<p>Descri\u00e7\u00e3o: A cadeia produtiva do arroz, um dos principais commodities agr\u00edcolas produzidos na regi\u00e3o Sul do Pa\u00eds, apresenta entraves para atingir sustentabilidade, principalmente por se basear na explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de um \u00fanico produto (gr\u00e3o beneficiado), dando pouca import\u00e2ncia ou at\u00e9 mesmo desconsiderando a possibilidade de explora\u00e7\u00e3o mais efetiva de seus coprodutos e res\u00edduos (farelo, quirera e casca). Isto leva \u00e0 consider\u00e1vel desperd\u00edcio produtivo, uma vez que o material desvalorizado e\/ou descartado leva consigo nutrientes e compostos bioativos com potencial de aplica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, al\u00e9m de gerar grandes passivos ambientais. Somente de farelo de arroz, estima-se que anualmente sejam produzidos um milh\u00e3o e meio de toneladas, que tem seu uso questionado na nutri\u00e7\u00e3o animal e humana devido \u00e0 presen\u00e7a de subst\u00e2ncias antinutricionais como o \u00e1cido f\u00edtico (AF). A concentra\u00e7\u00e3o de AF varia de 9 a 14% e representa forma de f\u00f3sforo indispon\u00edvel \u00e0 esp\u00e9cies de est\u00f4mago simples (humanos e animais monog\u00e1stricos). Este antinutriente forma quelatos com metais di- e tri-valentes e outros compostos org\u00e2nicos reativos (ex. prote\u00ednas), reduzindo a biodisponibilidade. A fra\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica do farelo tem grande import\u00e2ncia pelo elevado valor biol\u00f3gico, em especial, de amino\u00e1cidos essenciais como a lisina. Por\u00e9m, o elevado teor de AF aliado \u00e0 propor\u00e7\u00f5es consider\u00e1veis de fibras insol\u00faveis, limitam seu uso na nutri\u00e7\u00e3o animal e humana. Por outro lado, a elevada produ\u00e7\u00e3o anual de casca de arroz \u00e9 um dos entraves para a cadeia arrozeira. Sua composi\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria revela altos teores de celulose, hemiceluloses, lignina e s\u00edlica,que in natura, s\u00e3o constituintes de dif\u00edcil aplicabilidade na agricultura e na pecu\u00e1ria. Anualmente s\u00e3o gerados mais de um milh\u00e3o e meio de toneladas, que devido a seu baixo valor fertilizante e lenta degrada\u00e7\u00e3o, se torna grande agente poluidor, constituindo s\u00e9rio problema ambiental nas regi\u00f5es produtoras. Mas este cen\u00e1rio pode ser profundamente alterado com o uso de processos racionais e sustent\u00e1veis, seguindo as t\u00e9cnicas de convers\u00e3o avan\u00e7ada que regem os princ\u00edpios de biorrefinaria. Quanto ao farelo de arroz, o AF poder\u00e1 ser extra\u00eddo e usado como agente antioxidante em produtos aliment\u00edcios e cosmetologia, onde seus efeitos j\u00e1 s\u00e3o cientificamente comprovados. A fra\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica deste coproduto tamb\u00e9m poder\u00e1 ser concentrada, originando um ingrediente de importante valor nutricional, tecnol\u00f3gico e comercial, para empresas aliment\u00edcias, de ra\u00e7\u00f5es e para cosmetologia. J\u00e1 a casca de arroz, pode gerar uma gama de bioprodutos como \u00e1cidos org\u00e2nicos (AOs), que s\u00e3o intermedi\u00e1rios qu\u00edmicos de grande interesse industrial, com in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es nas ind\u00fastrias qu\u00edmica, aliment\u00edcia, farmac\u00eautica e de biopol\u00edmeros. Entendendo a necessidade de desenvolver estudos que culminem em transfer\u00eancia de tecnologias eficazes para as ind\u00fastrias arrozeiras, prop\u00f5e-se atua\u00e7\u00e3o em dois grandes eixos de desenvolvimento de novos produtos: &#8211; Obten\u00e7\u00e3o de concentrados de amino\u00e1cidos, agentes prebi\u00f3ticos e agentes antioxidantes, a partir do farelo de arroz, os quais ser\u00e3o direcionados para o mercado de insumos para nutri\u00e7\u00e3o animal, ind\u00fastria aliment\u00edcia e cosmetologia. &#8211; Obten\u00e7\u00e3o de AOs (levul\u00ednico, l\u00e1ctico, itac\u00f4nico, succ\u00ednico e fum\u00e1rico) e bioprodutos (xilitol, 5- HMF, etc.) a partir da casca de arroz, estrat\u00e9gicos para as ind\u00fastrias qu\u00edmica, aliment\u00edcia e farmac\u00eautica. Para garantir o adequado desenvolvimento da proposta, conta-se com o apoio do Instituito Rio Grandense do Arroz (IRGA) e da Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria e Extens\u00e3o Rural de Santa Catarina (EPAGRI), como tamb\u00e9m com o apoio das empresas Ingal (Ind\u00fastria Ga\u00facha de Alimentos Ltda.) e da firma Saly Engenharia El\u00e9trica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2014 \u2013 Atual Desenvolvimento de processos sustent\u00e1veis em biorrefinaria: valoriza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva arrozeira Descri\u00e7\u00e3o: O projeto &#8220;Desenvolvimento de processos sustent\u00e1veis em biorrefinaria: valoriza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva arrozeira&#8221;, aprovado sob \u00e2mbito do Edital SCIT n\u00ba 01\/2014 e vinculado \u00e0s a\u00e7\u00f5es do &#8220;P\u00f3lo de Moderniza\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Regi\u00e3o Centro do Rio Grande do Sul&#8221;, conforme Plano [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/32","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/32\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/later\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}