{"id":59,"date":"2016-09-05T17:52:11","date_gmt":"2016-09-05T20:52:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/lep\/?p=59"},"modified":"2019-07-09T17:58:55","modified_gmt":"2019-07-09T20:58:55","slug":"fossil-de-reptil-anterior-aos-dinossauros-e-descoberto-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/lep\/2016\/09\/05\/fossil-de-reptil-anterior-aos-dinossauros-e-descoberto-no-rio-grande-do-sul","title":{"rendered":"F\u00f3ssil de r\u00e9ptil anterior aos dinossauros \u00e9 descoberto no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 do Rio Grande do Sul uma festejada descoberta paleontol\u00f3gica divulgada na edi\u00e7\u00e3o desta sexta-feira da revista Scientific Reports, do grupo Nature. O artigo descreve pela primeira vez na ci\u00eancia o cr\u00e2nio de um Teyujagua paradoxa, nome ind\u00edgena que significa r\u00e9ptil ou lagarto feroz, encontrado nos arredores da cidade de S\u00e3o Francisco de Assis durante uma sa\u00edda de campo do professor Felipe Pinheiro com alunos do campus de S\u00e3o Gabriel da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-60\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/lep\/wp-content\/uploads\/sites\/659\/2019\/07\/noticia3-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/659\/2019\/07\/noticia3-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/659\/2019\/07\/noticia3.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Estima-se que o animal tenha vivido h\u00e1 250 milh\u00f5es de anos, per\u00edodo anterior ao do surgimento dos dinossauros. O trabalho, que permite o avan\u00e7o dos estudos em uma \u00e1rea ainda desconhecida do desenvolvimento das esp\u00e9cies, tamb\u00e9m \u00e9 assinado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf), em Petrolina (PE), e da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 uma descoberta que se faz uma vez na vida \u00a0\u2013 vibra Pinheiro, 28 anos, paleont\u00f3logo cearense radicado no Estado h\u00e1 seis anos.<\/p>\n<p>Ao avistar o cr\u00e2nio parcialmente encoberto no solo, no ano passado, o professor se deu conta, de imediato, de que se tratava de um achado importante. Encontram-se f\u00f3sseis com frequ\u00eancia na \u00e1rea, mas em geral est\u00e3o quebrados e fragmentados. Com 11 cent\u00edmetros da ponta do focinho at\u00e9 a parte de tr\u00e1s do cr\u00e2nio, a pe\u00e7a estava inteira, em \u00f3timo estado de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 uma raridade.<\/p>\n<p>Segundo Pinheiro, o Teyujagua foi um r\u00e9ptil pequeno, de comprimento entre um metro e um metro e meio, quadr\u00fapede, com narinas posicionadas no topo do focinho, t\u00edpico de animais aqu\u00e1ticos ou semiaqu\u00e1ticos. Pode ter vivido nas margens de rios ou lagos, talvez comendo anf\u00edbios. Nos dias de hoje, seria semelhante a um lagarto ou a um jacar\u00e9. Animais parecidos, aparentados com o Teyujagua, j\u00e1 foram localizados em outros pa\u00edses, o que possibilitou que os pesquisadores deduzissem caracter\u00edsticas sobre a apar\u00eancia e o comportamento do f\u00f3ssil do pampa ga\u00facho.<\/p>\n<p>O r\u00e9ptil habitou a Terra no per\u00edodo Tri\u00e1ssico, &#8220;pouco&#8221; depois \u00a0\u2013 2 milh\u00f5es de anos, intervalo considerado irrelevante em paleontologia \u00a0\u2013 de uma extin\u00e7\u00e3o em massa que dizimou cerca de 90% de todos os seres vivos do per\u00edodo Permiano. No planeta quase despovoado, o Teyujagua surgiu de alguma forma de vida que sobreviveu \u00e0 cat\u00e1strofe e testemunhou a recupera\u00e7\u00e3o da fauna. \u00c9 justamente nesta fase pouco conhecida que o conhecimento cient\u00edfico precisa avan\u00e7ar: o f\u00f3ssil de S\u00e3o Francisco de Assis \u00e9 um ser intermedi\u00e1rio entre os r\u00e9pteis primitivos e os arcossauriformes, grupo que compreende dinossauros (que surgiriam 20 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Teyujagua), pterossauros, jacar\u00e9s e aves.<\/p>\n<p>\u2013 A origem dos arcossauriformes ainda era muito obscura. Agora o Teyujagua nos ajuda a entend\u00ea-la \u2013 explica Pinheiro.<\/p>\n<p>Marco Brandalise de Andrade, professor da Faculdade de Bioci\u00eancias e curador da cole\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis do Museu de Ci\u00eancias e Tecnologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), sa\u00fada o feito dos pesquisadores e a aten\u00e7\u00e3o da comunidade internacional despertada para o Estado, j\u00e1 reconhecido pela riqueza de seu passado paleontol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u2013 Esse material \u00e9 fabuloso em termos de hist\u00f3ria evolutiva e demonstra a riqueza que existe na nossa diversidade de esp\u00e9cies f\u00f3sseis \u00a0\u2013 \u00a0avalia Andrade. \u00a0\u2013Sem mesmo um esfor\u00e7o enorme, encontramos coisas. Imagina se pud\u00e9ssemos focar com mais dinheiro, mais profissionais, mais estudantes, maior frequ\u00eancia de coleta? Quantas coisas a gente n\u00e3o descobriria nessa diversidade toda? \u00a0\u2013 completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 do Rio Grande do Sul uma festejada descoberta paleontol\u00f3gica divulgada na edi\u00e7\u00e3o desta sexta-feira da revista Scientific Reports, do grupo Nature. 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