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Projetos

O objetivo desta pesquisa são as antigas propriedades rurais denominadas estâncias localizadas no município de Quaraí, no estado do Rio Grande do Sul, na região de fronteira com o Uruguai. Pretende-se analisar as estâncias sob o viés arqueológico, analisando detalhadamente a cultura material resgatada nos sítios arqueológicos Estância Velha do Jarau e Ruínas da Estância Santa Clara.

A principal fonte de pesquisa é a cultura material resgatada e as estruturas construtivas remanescentes.

O projeto abrange especificamente o município de Quarai e seus limites com os municípios de Santana do Livramento, Alegrete e Uruguaiana.

O objetivo é reconstruir por via indutiva a cadeia operária metodológica e suas estratégias de exploração da matéria – prima, as estratégias de produção dos instrumentos e as estratégias de manutenção de artefatos, assim como reconstruir com maior plausibilidade aspectos da vida cotidiana dos ocupantes da região Oeste do Rio Grande do Sul e suas relações com o ambiente.

Em 2004 foram iniciados os trabalhos arqueológicos em cerritos do Banhado do M’Bororé, em São Borja, o que vai proporcionar uma maior abrangência das pesquisas, no sentido de comparar as estruturas e os materiais dos cerritos da região.

As pesquisas se encontram em andamento, tendo ainda muitos dados inéditos sobre os ocupantes dos cerritos. A cultura material constitui-se de uma coleção cerâmica e uma de material lítico.

Pretende-se avançar nas pesquisas sobre esses sítios arqueológicos existentes em toda a região das Terras Baixas Platinas, sobre os quais pairam muitos questionamentos. Para tanto se pretende comparar as evidencias encontradas com as de outros estudos realizados.

O Rincão do Inferno é uma região próxima ao rio Ibirapuitã e o arroio Paipasso em Quarai – RS. Essa área nunca foi objeto de pesquisa arqueológica, um dos fatores que contribuíram para o seu não aproveitamento foi o difícil acesso, o isolamento e os projetos que metodologicamente só prospectavam os grandes rios. 

A importância da retomada das pesquisas reside na cronologia recuada dos sítios datados em toda a Fronteira Oeste, bem como no grande número de sítios prospectados. 

A proposta do projeto é inserir na comunidade em questão um novo olhar sobre a cultura material pré-histórica, que possa transforma-lá em patrimônio a ser preservado.

Os municípios arrolados como área de pesquisa são: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, São João do Polêsine, Silveira Martins e São Martinho da Serra. 

Publicações e participações em exposições, oficinas e palestras direcionadas à comunidade escolar e civil, tendo por objetivo principal a divulgação do conhecimento acadêmico arqueológico desenvolvido pelo Laboratório de Estudos e Pesquisa Arqueológicas da Universidade Federal de Santa Maria.

Desta forma, procura-se interagir ativamente com a comunidade, proporcionando atividades pedagógicas que estimulam o pensar crítico, favorecendo o desenvolvimento da consciência social, política e dos valores culturais dos envolvidos em relação ao patrimônio cultural da região abrangida. O Projeto também objetiva estimular a formação de agentes culturais multiplicadores. Essas atividades são efetivadas sem custos para os beneficiados.